sexta-feira, 25 de julho de 2014

Queda de Gigantes - Ken Follett


"Malheur la guerre", diziam. "Pour nous, pour vous, pour toute le monde." 
"A guerra é uma tragédia - para nós, para vocês, para todo o mundo." p.726


FOLLET, Ken. Queda de Gigantes. Rio de Janeiro: Sextante, 2010. Título original: Fall of giants. 911p.

Queda de Gigantes é o primeiro volume da Trilogia O Século. Neste primeiro volume acompanhamos cinco famílias de diferentes países durante a I Guerra Mundial. O segundo volume, O Inverno do Mundo, acompanha essas famílias durante a II Guerra e o terceiro volume, A Eternidade por um fio, se passa na Guerra Fria.

Em Queda de Gigantes conhecemos famílias inglesas, galesas, alemãs, russas e americanas. Enquanto a Guerra se aproxima e depois enquanto se desenrola, acompanhamos a vida de muitos personagens e o envolvimentos deles na guerra e na política e também seus dramas pessoais. Não vou escrever sobre todos eles porque são muitos e a resenha ficaria muito grande, mas vou destacar alguns mais importantes.

Ethel Williams, uma galesa que trabalha como governanta na mansão Ty Gwyn se envolve com o patrão, o Conde Fitzherbert que é casado com uma princesa Russa, Bea. Quando o relacionamento termina, Ethel tem que deixar a mansão e vai para Londres. Ela se torna amiga da irmã do conde Maud Fitzherbert, uma mulher jovem a frente de seu tempo, que, apesar de ser uma aristocrata, luta pelos direitos dos trabalhadores e principalmente pelo direito das mulheres ao voto. Ethel acaba totalmente envolvida na política também. O irmão de Ethel, William Williams, o Billy Duplo é minerador e por ocasião da Guerra, se alista e vai lutar pela Grã Bretanha assim como outros mineradores. Maud tem um romance secreto com Walter von Ulrich, um alemão adido militar na embaixada alemã em Londres. O americano Gus Dewar que trabalha na Casa Branca como assessor do presidente conhece e protege o romance dos dois. Gus não tem muita sorte com as mulheres, mas tem uma carreira promissora.

Na Rússia, Grigori e Lev Peshkov são jovens irmãos órfãos que trabalham em uma metalúrgica. Lev é o mais novo e irresponsável dos irmãos. Grigori sonha em sair do país e ir morar nos EUA e para isso junta dinheiro para a passagem. Quando Lev comete um crime, ele pega o passaporte e o dinheiro do irmão e toma o navio no lugar dele atrás da família Vyalov que vive em Buffalo nos EUA. Grigori  assume a gravidez da namorada do irmão, com quem se casa e fica em Petrogrado onde a Revolução Socialista estava prestes a acontecer.

Todas essas famílias acabam ligadas de uma forma ou de outra e têm envolvimento na I Guerra e na Revolução Russa. A narração é em terceira pessoa alternando os pontos de vistas de alguns personagens. Os personagens são envolventes e muito bem construídos. O livro é uma verdadeira aula de História. Ken Follet, que é jornalista, explica ao final do livro que só descreveu fatos históricos que realmente aconteceram e quando envolveu personagens históricos e fictícios criou situações que poderiam ter acontecido, como a visita do Rei às casas dos mineradores. Conhecemos os motivos políticos e econômicos que desencadearam esses grandes eventos, as conspirações, o dia a dia do povo, os perigos nas minas de carvão, a luta pelo sufrágio feminino, as batalhas e estratégias militares durante as guerras. 

O livro é extenso. São 900 páginas recheadas de acontecimentos históricos importantes e dramas pessoais fictícios. Algumas passagens, especialmente nas trincheiras, me cansaram. Além disso eu me envolvi muito mais com alguns personagens que com outros, então eu sentia falta da história dos meus preferidos quando os capítulos enfocavam outras famílias. Acho que por isso não consegui ler o livro de uma vez. Revezei com mais outros cinco livros e demorei mais de dois meses para concluir a leitura. Ainda assim, foi uma leitura prazerosa, interessante e enriquecedora. Vale muito a pena. No início do livro há uma relação de todos os personagens o que é muito importante para o leitor não se perder e no final podemos ler um trecho do segundo volume da série que acompanha as mesmas famílias 20 anos depois. Fiquei com uma vontade enorme de emendar a leitura do segundo, mas decidi dar um tempo. Recomendo!

Avaliação: ★★★★ 

Até mais. Beijos e boas leitura. :**



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5 comentários:

  1. Eu li algumas páginas de um livro do Follet sobre Idade Média. Ele escreve muito bem. Só não comprei na época porque estava acompanhando muitas séries ao mesmo tempo.

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    1. Oi, Alê.
      Sobre a Idade Média ele escreveu Os Pilares da Terra e Mundo sem Fim que é uma sequência do primeiro. São maravilhosos! Vale muito a pena. Meus personagens preferidos são desses livros. Sempre sinto saudade deles. Leia e me diga o que achou. :)
      Beijos.

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  2. OI Na!

    Nem preciso dizer o quanto eu adoro esse livro, né? Concordo com você, às vezes cansa, mas no geral é muito boa a leitura, e uma verdadeira aula de História.

    Beijo!

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    1. Oi, Fê.
      Os meus preferidos ainda são os medievais. Sou apaixonada por Kingsbridge. :)
      Beijos.

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    2. Os meus também :) Idade Média é meu período preferido na História, junto com Antiguidade :)

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