sexta-feira, 31 de outubro de 2014

[série de TV] Salem (2014 - )



O mês do Halloween não foi tão bom como planejava mas me empolgou para continuar no clima de terror no fim de semana. Mas hoje vou fechar o dia de Halloween ou Dia das Bruxas, como não podia deixar de ser, indicando uma série de terror sobre Bruxas.

A série Salem, transmitida pelo canal WGN America, mistura fatos históricos e ficção com muito sobrenatural e terror. Antes de falar sobre a série farei um breve resumo sobre o que aconteceu na cidade de Salem, Massachusetts, EUA, nos anos de 1692 e 1693.



Salem era, no século XVII, um povoado no estado de Massachusetts, habitado por puritanos (protestantes calvinistas radicais). Em 1692 e 1693 aconteceram julgamentos nos quais, por volta de 100 pessoas foram acusadas injustamente e enforcadas como bruxas. Três adolescentes teriam acusado primeiramente uma escrava negra chamada Tituba e depois disso, teriam acusado muitas pessoas gerando um grande pânico coletivo e uma caça às bruxas liderada pelo pregador Cotton Matter.

Na série, as bruxas existem de verdade e usam seu poder para se vingar dos puritanos fazendo-os acusarem-se uns aos outros. Mary Sibley (Janet Montgomery), que existiu de verdade, mas nada indica que tenha sido uma bruxa, é, na série, um bruxa muito poderosa que, após se casar com o homem mais rico e poderoso do povoado, passou a escravizá-lo através de bruxaria. No passado, Mary envolvera-se com o soldado John Alden (Shane West). Pensando que ele havia morrido na guerra, Mary entregou o bebê que teve com ele em sacrifício para as bruxas logo após o parto. Anos depois, quando Mary já está casada, o agora capitão John Alden retorna a Salem e investiga o que está acontecendo sem saber que sua amada é uma bruxa. Tituba (Ashley Madekwe), na série, é uma bruxa e criada de Mary Sibley.







A jovem Mercy Lewis (Elise Eberle), possuída pelas bruxas, aponta e acusa quem são bruxos para o reverendo Cotton Mather (Seth Gabel) e ele se encarrega de prendê-los e levá-los a julgamento. Cotton Mather prega a bíblia de dia e frequenta o bordel à noite onde se encontra com a prostituta Gloriana (Azure Parsons). Após se livrar do feitiço e das torturas através de um exorcismo, Mercy decide se juntar à Mary Sibley e tornar-se uma bruxa também.




Anne Hale (Tamzin Merchant) é uma jovem que se revolta contra as falsas acusações sem saber que seu pai, o magistrado Hale (Xander Berkeley), conspira ao lado das bruxas e esconde um grande segredo.



A série é aterrorizante, cheia de cenas de horror e suspense. As bruxas são muito cruéis e vingativas e causam um clima de medo e tensão na cidade sem que ninguém saiba quem elas são de verdade. Todos os personagens têm segredos inconfessáveis. Não há heróis nessa história, mas são todos fascinantes e bem construídos. Mary Sibley é cruel e forte, mas tem também uma fragilidade que não quer mostrar. Mercy é doce e vingativa ao mesmo tempo. Anne Hale é curiosa, destemida e busca a verdade, mas nem ao menos sabe a verdade sobre si mesma. Cotton é um hipócrita, fanático, fundamentalista, covarde, mas é verdadeiramente apaixonado pela amante Gloriana. John é um herói de guerra aparentemente íntegro que investiga as acusações de bruxaria em Salem em busca de justiça, mas cometeu atos terríveis no passado e é cego em relação à da mulher que ama. Eu gostei muito do caráter dúbio dos personagens e do clima sombrio, misterioso e lúgubre da série. Recomendo para quem curte terror de verdade, sem nenhum toque de humor e com muita tensão e medo o tempo inteiro.

Os acontecimentos em Salem inspiraram a peça de teatro The Crucible de Arthur Miller, traduzida como As Bruxas de Salem. A peça foi adaptada para o cinema em um filme homônimo dirigido pelo diretor Nicolas Hytner. O filme é muito bom e é protagonizado por Winona Rider e Daniel Day-Lewis. A peça e o filme não têm nada de sobrenatural, apenas relatam os fatos históricos. Arthur Miller escreveu a peça como uma analogia à perseguição política ao comunismo, chamada também de caça às bruxas, nos EUA durante o mandato do senador Mc Cartthy.

Os julgamentos em Salem também foram tema do livro, resenhado aqui no blog, O Livro Perdido das Bruxas de Salem da autora Katherine Howe que é descendente de uma das mulheres acusadas em Salem em 1692.

Até mais,
Beijos. :**


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