domingo, 30 de setembro de 2012

Selinhos e Tags #002 - Tag: Os 7 pecados capitais da leitura



Avareza: Qual é o seu livro mais caro? E o mais barato?

Em termos de dinheiro meu livro mais caro foi "Os Pilares da Terra" de Ken Follett em 2 volumes. Foi bem caro mesmo e poucas semanas depois lançaram a edição linda de capa dura por 1/3 do preço e agora os 2 volumes estão pela metade rs. Mas eu comprei a nova edição também e troquei os 2 volumes por 3 livros no skoob. Então acabou não sendo tão caro assim. Mas o que é mais caro para mim no sentido de afeição é o que eu escrevi quando tinha 6 anos. Qualquer dia eu posto sobre ele.

Atualização: Eu levei em conta somente obras literárias. Na verdade os livros mais caros que eu tenho são um Compêndio de Psiquiatria e o Dicionário Houaiss.

O mais barato não me lembro, tenho vários livros de bolso que custaram bem pouco.

IRA: Com qual autor tem uma relação de amor/ódio?

Jane Austen. Amei "Orgulho e Preconceito", mas estou tendo uma certa dificuldade para ler outros dela.

GULA: Que livro devorou e voltou a reler sem qualquer vergonha?

Ainda não reli nenhum livro mas devorei e pretendo reler "As Crônicas de Artur" de Bernard Cornwell.

PREGUIÇA: Que livro você esqueceu ou deixou de lado por preguiça?

"A Dança dos Dragões". Sou apaixonada pelas "Crônicas de Gelo e Fogo" de George R. R. Martin, mas cismei que tenho que reler os 4 primeiros antes de ler o quinto, mas estou com preguiça. Vou acabar lendo sem ter relido os outros.

ORGULHO: Qual livro você tem orgulho de ter lido?

Tenho orgulho de ter lido "Os Irmãos Karamazov" porque é o livro mais maravilhoso que já li, meu preferido, além de ser considerado por muitos um dos melhores de todos os tempos.

LUXÚRIA: quais as personagens mais atraentes que já encontrou nas suas leituras?

Amei o Merthin de "Mundo sem Fim" (o mais fofo de todos), Mr. Darcy de "Orgulho e Preconceito" (suspiros), Khal Drogo de "A Guerra dos Tronos" (um ogro que chama sua amada de lua da minha vida rs), Artur de "Crônicas de Artur" (muito apaixonado), Thomas Hookton da trilogia "A Busca do Graal" (eu imagino um homem alto, forte, lindo e tudo de bom rs), "Carmilla: A Vampira de Karnstein" (vampiros são tão sedutores) e claro, o Damon de "Vampire Diaries" por causa da série. Ian Somerhalder é tudo de bom!

INVEJA: qual o livro que os seus amigos têm e que você gostaria de ter também?

Nem sei se meus amigos tem, mas tenho inveja de quem tem a edição de luxo da Cosac Naify de "Os Miseráveis".

Carmilla: A Vampira de Karnstein - Sheridan Le Fanu


Atualização em 26/10/2012: Modifiquei e acrescentei informações à resenha porque estava muito simples. 

Eu sempre gostei de filmes de vampiros, mas até este ano ainda não havia lido nenhum livro sobre eles. Resolvi começar pelos clássicos: Dracula e Carmilla.

"Carmilla: A Vampira de Karnstein" foi publicado em 1872, antes de Dracula, e influenciou Bram Stoker. Carmilla é a primeira vampira da literatura com as características que conhecemos dos vampiros hoje em dia: a mitologia, a forma como podem morrer e o componente sexual. Carmilla usa sensualidade e sedução para atrair suas vítimas. No caso dela, as vítimas são sempre do sexo feminino. Sim, é uma vampira lésbica. Imagino que deu no que falar na época.

Laura vive em um castelo na Transilvânia que pertenceu à antiga família Karnstein. Seu pai encontra na estrada uma senhora misteriosa que pede a ele que cuide da sua filha doente enquanto ela resolve problemas no exterior. Embora considere o pedido curioso vindo de uma estranha, ele resolve abrigar a jovem Carmilla.

Carmilla é descrita como tendo uma pele muito branca e feições muito bonitas. Ela dorme o dia todo, só se levantando no final do dia. Carmilla conta que é de origem nobre de uma família antiga e que vive no oeste. Ela e Laura ficam amigas por insistência de Carmilla que faz tudo pra ficar próxima de Laura. Aos poucos Carmilla seduz Laura que se sente confusa com os sentimentos que nutre pela misteriosa amiga.

A verdade é que meu sentimento em relação à bela estranha era inexplicável. Eu e sentia, como ela disse, "atraída" por ela, mas havia também uma certa repulsa. Nesse sentimento ambivalente contudo, prevalecia a atração. Ela me interessou e me conquistou; era também absolutamente formosa e indescritivelmente cativante. p. 62

Laura começa a ter visões e pesadelos à noite e o pai teme por sua saúde e sua vida. Enquanto isso, começam a se espalhar boatos sobre estranhos acontecimentos na região.

O livro é narrado em primeira pessoa por Laura, uma das vítimas que se apaixona por Carmilla. A narrativa é deliciosa, cheia de erotismo, tensão e suspense. Ambientada em cenários góticos como castelos, vilarejos abandonados e capelas assombradas, a história é sombria e misteriosa. Não consegui parar de ler! Muito envolvente!


A jovem tinha o hábito de me puxar, com seus lindos braços, pelo pescoço, encostar a face à minha, e murmurar em meu ouvido: "Querida, teu coraçãozinho está magoado; não me consideres cruel por obedecer à lei irresistível da minha força e da minha fraqueza; se o teu querido coração está magoado, meu coração selvagem sangra. No êxtase da minha tremenda humilhação, vivo no calor da tua vida, e tu haverás de morrer... morrer, morrer languidamente... na minha. Não consigo evitá-lo; assim como me aproximo de ti, vais te aproximar de terceiros, e tomarás consciência do êxtase dessa crueldade, que contudo não deixa de ser amor; portanto não queiras saber mais a meu respeito e a respeito da minha família, mas confia em mim com todo o teu espírito."
E depois de de pronunciar tal rapsódia, apertava-me num abraço trêmulo, e seus lábios tocavam meu rosto com beijos delicados. p. 67

Esta edição da editora Hedra traz ainda uma introdução muito boa de Alexander Meireles da Silva que conta a história dos mitos sobre vampiros e sobre vampiros na literatura e no cinema.

Avaliação: ★★★★★ 

Até mais. 
Beijo.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

A Princesa Leal - Philippa Gregory


GREGORY, Philippa. A Princesa Leal. Rio de Janeiro: Editora Record, 2011. 448p. Título original: The Constant Princess.

Sou uma criança de convicções absolutas. Sei que serei a rainha da Inglaterra porque é a vontade de Deus, e é o que minha mãe ordena. E acredito, assim como acreditam todos em meu mundo, que Deus e minha mãe são, em geral, a mesma mente; e a sua vontade é sempre cumprida. pág.12

A Princesa Leal conta a história da Infanta Catalina de Aragon desde a infância vivendo em acampamentos no deserto e em palácios mouros até ir para a Inglaterra para se casar com o príncipe Arthur e posteriormente se casar com Henry VIII. Desde criança que ela foi criada para ser a Rainha da Inglaterra e essa ideia não saiu de sua mente nunca.

No início do livro achei que seria muito triste, que teria muita pena de Catalina por tudo o que ela viveu, mas descobri uma mulher guerreira, sonhadora, ambiciosa e arrogante que queria a todo custo ser a rainha da Inglaterra, como lhe havia sido prometido desde os seus 3 anos de idade. E foi com uma grande mentira, muita paciência, força de vontade e sorte que ela conseguiu o que desejava. Não teve apoio dos pais que a abandonaram à própria sorte quando perderam as esperanças de que ela fosse se casar com Henry, nem dos pais do noivo que fizeram tudo para dificultar o casamento.

Catalina, que mudou o nome para Catherine, ajudou Henry VIII a combater os escoceses e participou de muitas decisões políticas junto com o marido, mas o casamento não foi um mar de rosas. Teve muitos abortos espontâneos e não conseguiu dar o herdeiro de sexo masculino que o rei tanto desejava. Acabou perdendo o que conquistara: a lealdade de Henry, o casamento e o título de rainha da Inglaterra. Mas teve a filha Mary que, posteriormente, embora por pouco tempo, viria a ser rainha.

Adorei este livro! Aprendi muito sobre a história de Catalina de Aragon e sobre a época em que viveu com todas as rivalidades e reviravoltas políticas entre a Inglaterra, a Espanha e a França; entre Escócia e Inglaterra; e as cruzadas dos espanhóis contra os mouros. Acho incrível como Philippa Gregory usou fatos e personagens reais e criou um romance cheio de emoção e beleza. É preciso muita pesquisa, mas também imaginação para preencher as lacunas da História e criar uma obra de ficção histórica tão bem escrita.

O livro intercala capítulos escritos em terceira pessoa e outros em primeira pela própria Catalina. Fiquei encantada com as descrições da sua vida em Granada, dos palácios e da cultura mouros e do choque cultural que ela vivenciou ao chegar à Inglaterra.
Achei que os últimos anos do seu reinado foram muito corridos no livro e senti falta de ler sobre a perda dos bebês e todo o processo de divórcio. Mas a autora já tinha escrito A Irmã de Ana Bolena que conta essa parte da História. Muito bom! Recomendo muitíssimo!

Avaliação: ★★★★★ 

Beijos. :**

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Presente de um poeta - Pablo Neruda


Presente de um poeta" é uma coletânea de poemas de Pablo Neruda com tradução do poeta amazonense Thiago de Mello e com ilustrações da pintora grega Dafni Amecke-Tzitzivakos.

O livro é todo lindo! É meu livro de cabeceira. Leio e releio mil vezes sem me cansar.

Eu amo Neruda por tudo de lindo que ele escreve e porque representa uma cumplicidade entre mim e a minha mãe que me ensinou a gostar de poesia, de Neruda e dos versos abaixo que ela sempre cita:


"Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Posso escrever, por exemplo: "A noite está esrelada,
e os astros azuis tiritam na distância".

Gira o vento da noite pelo céu e canta.

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Tanto a amei, e às vezes ela também me amou.

Em noites como esta eu a tive entre os meus braços.
Beijei-a tantas vezes debaixo do céu infinito.

Ela me amou, e às vezes eu também a queria.
Ah, como não amar seus grandes olhos fixos.

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Pensar que não a tenho. Sentir que já a perdi.

Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela.
E cai o verso na alma como na relva o orvalho.

Que me importa que meu amor não pudera guardá-la.
A noite está estrelada e ela não está comigo.


De "Viente poemas de amor y una canción desesperada"

Avaliação: 

Beijo.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

[Cinema] Lady Jane (1986)


Lady Jane Reino Unido, 1986 

142 min

Biografia / Histórico / Drama

Direção: Trevor Nunn

Roteiro: Chris Bryant, David Edgar

Elenco: Helena Bonham Carter, Cary Elwes, John Wood e Patrick Stewart






Na minha lista dos filmes para assistir novamente estava "Lady Jane" que conta a história de Jane Grey também conhecida como a rainha dos 9 dias. Como estou lendo sobre a dinastia Tudor, fiquei com vontade de assistir logo a esse filme que assisti pela primeira vez há mais de 15 anos.

Quando Henrique VIII (Henry Tudor) morreu, deixou como herdeiro seu filho Edward VI, mas este morreu ainda adolescente de tuberculose (acho que todos morriam de tuberculose naquela época). Antes de morrer Edward VI deixou uma declaração em que nomeava a prima Jane, sobrinha neta de Henrique VIII, sua herdeira, destronando suas irmãs Maria (filha de Catalina de Aragon) e Elizabeth (filha de Ana Bolena) e dessa forma deixando a Inglaterra nas mãos de uma rainha protestante (anglicana).

No filme Edward e Jane (Helena Bonham Carter ainda garota) são muito amigos, se gostam, mas não podem se casar porque ele está morrendo e ele pede que ela se case com Guilford Dudley, filho de sir John Dudley, Duque de Northumberland, para poder subir ao trono.

Após se casarem, os dois se apaixonam. Jane era muito culta, lia em várias línguas como grego e hebraico e fazia vários questionamentos sobre a igreja católica e Guilford era um garoto fanfarrão que vivia em bordéis e por isso conhecia bem o povo e seus problemas. Eles se encantaram um com o outro porque eram idealistas e queriam mudar a forma de governar a Inglaterra melhorando a situação do povo.

Mas Maria (a Bloody Mary) não queria abdicar de sua pretensão ao trono e tramou para destituir Jane que ficou no trono apenas por 9 dias. Jane foi acusada de traição e decapitada junto com o marido.

Muito lindo e triste, principalmente quando os dois se recusam a se converter e abrir mão de seus ideais mesmo que isso custe a própria vida. Não sei se aconteceu de forma tão romântica como no roteiro, mas é um bom argumento para o filme que gostei bastante mesmo achando que perde pontos por ter cenas românticas demais. Desculpem-me se revelei muitas coisas do filme, mas como é histórico, não vejo problema em contar.

Fico muito incomodada com essa mania de traduzirem os nomes para a língua portuguesa. Acho ridículo traduzir nomes próprios, mas deixei alguns como Henrique VIII e Ana Bolena porque são conhecidos assim no Brasil e em Portugal. Mas eu preferiria escrever os nomes originais. Se bem que ingleses e americanos também traduzem. Enfim, acho uma pobreza rsrs.

Até mais.
Beijo.

domingo, 23 de setembro de 2012

Selinho

Selinho



Obrigada, Jojo do blog Os devaneios da Jojo por me presentear com este selinho. E aproveito para comemorar 1 mês de blog. \o/

Regras:
- Postar o selo e dizer quem me presenteou. Feito.

- Dizer 7 coisas sobre mim:
1. Sou psicóloga.
2. Adoro dançar Zouk.
3. Tenho 3 gatos que amo muito e já tive mais de 100 bichinhos de estimação.
4. Já morei em Moçambique.
5. Adoro histórias de terror e ficção científica.
6. Deixei de ser chocólatra por causa da enxaqueca.
7. Sou viciada em chá e manteiga de amendoim.

- Presentear 15 blogs com o mesmo:
Adoro os comentários de todas as pessoas que passam aqui, então sintam-se todos presenteados.
Beijo.

Post anterior: Anna Kariênina - Liev Tolstói

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Anna Kariênina - Liev Tolstói




"Todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz à sua maneira." 


Demorei porque o livro é bem longo. São 800 páginas com uma letra miudinha e espaçamento pequeno, sem falar na intensidade da história e na complexidade dos personagens que demandam uma leitura lenta, saboreando cada palavra e refletindo. Como em todo livro russo, primeiro tive que me acostumar com todos os nomes, segundos nomes, sobrenomes e apelidos pelos quais os personagens são chamados, mas a partir daí a história me envolveu totalmente.

O romance conta a história de Anna, casada desde muito nova com Aleksiei Aleksándrovitch Kariênin. Eles têm um filho pequeno e moram em São Petersburgo. Quando Anna, em visita ao irmão em Moscou, conhece o Conde Aleksiei Vrónski na estação de trem, os dois se apaixonam imediatamente. A partir daí começa um história de amor  proibida, intensa e muito sofrida entre os dois. Anna se entrega a esse amor, mas sofre muito por isso e a dor causa muitas mudanças na sua personalidade. Os sentimentos dos três personagens são muito bem explorados e descritos de forma poética e muito bonita.

(...) Desculpou-se e estava prestes a entrar no vagão, mas sentiu necessidade de observá-la outra vez - não por ser muito bonita, nem por ter uma graça elegante e discreta, que se percebia em toda a sua pessoa, mas porque, na expressão do rosto gracioso, ao passar por ele, havia algo especialmente meigo e delicado. Quando olhou para trás, ela também virou a cabeça. Os olhos brilhantes e cinzentos, que pareciam escuros devido aos cílios espessos, pousaram com simpatia no rosto de Vrónski, como se ela o tivesse reconhecido, mas, logo depois, voltou-se para a multidão que se aproximava, como que à procura de alguém. Nesse breve olhar, Vrónski teve tempo de perceber uma vivacidade contida, que ardia em seu rosto e esvoaçava entre os olhos brilhantes e o sorriso quase imperceptível, que arqueava os lábios rosados. Parecia que o excesso de alguma coisa inundava o seu ser e, a despeito da vontade dela, se expressava, ora no brilho do olhar, ora no sorriso. Intencionalmente, a mulher apagou a luz dos olhos, mas essa mesma luz cintilou, à sua revelia no sorriso quase imperceptível. p.73

Nunca nenhum livro me fez sentir tão íntima dos personagens como este. Mais que íntima, eu me senti na pele deles. Odiei e amei cada um deles. Tolstói tinha uma sensibilidade impressionante para entender as pessoas com suas peculiaridades de caráter e sentimento. Senti pena, raiva, estranheza, amor pelos personagens como acontece na vida.

A narração é em terceira pessoa, mas em cada capítulo através do ponto de vista de um personagem. A trama é tão rica que permite perceber como cada pequeno acontecimento influencia as ideias e sentimentos dos personagens, desde a roupa que alguém usa até as expressões do rosto ou as palavras. Os sentimentos e pensamentos dos personagens são descritos tão minuciosamente que eu consegui entendê-los mesmo quando senti raiva por suas escolhas.

Através dos pensamentos e falas dos personagens, fica claro o que pensam sobre o amor, o casamento, os valores morais da época, religião e também acompanhamos a situação da Rússia czarista. Os personagens conversam sobre política e economia e discutem a situação dos mujiques (camponeses) no campo.

A trama não gira somente em torno de Anna, mas tem vários núcleos. Tolstói se inspirou em pessoas do seu convívio para construir os personagens. O mais interessante deles, Liévin, é um alter ego seu. Através de Liévin sabemos o que Tolstói pensava - sua opinião sobre moralidade, política e economia. Nesta edição da Cosac Naify, lindíssima e traduzida diretamente do russo, há uma apresentação do tradutor Rubens Figueiredo através da qual tomei conhecimento de que o romance de Liévin e Kitty foi inspirado no casamento de Tolstói e de como as circunstâncias trágicas da sua vida, na época em que escreveu o livro, influenciaram sua escrita.

O livro é lindo, envolvente, triste e com os personagens mais bem construídos que já li. É uma leitura densa e reflexiva. Ao terminar de ler fiquei muito tempo com todos aqueles sentimentos de alegria, paixão e dor que vivi junto com eles dentro de mim. Pretendo reler muitas vezes! Não só recomendo, como acredito que seja obrigatório para quem quer conhecer um livro muitíssimo bem escrito! Os russos são muito bons mesmo! Intensos, sensíveis e escritores extraordinários!

Avaliação: ★★★★★★ Obra-prima! 

Existem mais de 10 adaptações para o cinema de Anna Karenina. Eu assiti a duas: uma adaptação fraquinha de 1997 com Sophie Marceau, Sean Bean e Alfred Molina e uma russa de 1967 que dizem ser a melhor, até agora. Baixei e pretendo assistir também adaptação de 1948 com a linda Vivien Leigh. No final deste ano estréia uma nova versão do diretor inglês Joe Wright com Keira Knightley, Jude Law e Aaron Taylor-Johnson. Estou muito ansiosa para assistir porque adoro os atores.





Até mais.
Beijo.


segunda-feira, 17 de setembro de 2012

[Cinema] Primavera, verão, outono, inverno...e primavera (2003)

Bom yeoreum gaeul gyeoul geurigo bom
(Primavera, verão, outono, inverno...e primavera)

Coréia do Sul, 2003

Drama

Diretor: Ki-duk Kim

Roteiro: Ki-duk Kim

Elenco: Ki-duk Kim, Yeong-su Oh e Jong-ho Kim







Post rapidinho para falar sobre "Primavera, verão, outono, inverno...e primavera", um filme lindo a que assisti neste fim de semana que fala sobre as etapas na vida de um homem através da relação entre um aprendiz e seu mestre budista vivendo isolados num templo flutuante no meio de um lago.

Infância, juventude, maturidade e morte, quatro etapas da vida são comparadas às estações do ano. O filme fala de amor, paixões, impulsos, ciúme, morte, culpa, penitência e perdão em forma de uma parábola budista. Muito, muito lindo! A história é linda, os atores são excelentes e as imagens são maravilhosas! Irretocável, poético e apaixonante!

Assistam! Vale muito a pena.
Beijo.










sábado, 15 de setembro de 2012

Vídeo de Samba Funkeado - Jimmy de Oliveira e Suellen Violante

Já que o post anterior foi sobre filmes de terror, deixa eu alegrar o blog com um video delicioso de Samba Funkeado que acabei de assistir. Jimmy de Oliveira e Suellen Violante gravidíssima dançando muuuuito! Babei litros. Preciso fazer aula com eles. Se eu parasse de gastar meu dinheiro todo com livros, sobraria para as aulas. ;)



Um ARRASO, não?
Beijo.

[Cinema] Prometheus (2012) e Redescobrindo a série Alien


Prometheus - EUA , 2012 - Ficção Científica / Horror 



Direção: Ridley Scott 



Roteiro: Jon Spaihts e Damon Lindelof 



Elenco: Noomi Rapace, Michael Fassbender, Charlize Theron, Idris Elba, Guy Pearce, Logan Marshall-Green, Sean Harris, Rafe Spall, Kate Dickie, Benedict Wong, Emun Elliott, Patrick Wilson


Prometheus é um filme de ficção científica, suspense e horror que fala sobre a origem da vida e sobre fé X ciência, entre outras coisas que já, já vou explorar. É também prequel da série Alien, se passa no mesmo universo da série e mostra a origem do alien. Prometheus e Alien (o primeiro da série) foram dirigidos por Ridley Scott.



quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Blogagem Coletiva - Uma Página do Meu Diário


A convite da Pandora e em comemoração aos 3 anos do blog Diário de Bordo da Alê, resolvi participar dessa blogagem coletiva. Nunca tinha feito isso antes nos outros blogs que já tive, mas gostei do tema: Uma página do meu diário.

Dos 13 aos 20 anos eu tive agendas que usava como diário. Eu guardo algumas delas até hoje. Nelas eu escrevia coisas importantes do meu dia a dia, colava bilhetinhos, letras de música, bilhetes de cinema, poemas, recortes de revista etc.

A agenda mais cheia de emoção, sem dúvida, é a dos meus 15/16 anos! Foi um ano que eu me apaixonei, mas não fui correspondida, foi ano que eu fiquei com alguém pela primeira vez, um ano que eu comecei a fazer planos importantes para a minha a vida, como vir ao Rio fazer faculdade (sou carioca, mas morei 8 anos em Manaus e voltei sozinha para estudar). Mas olhando a agenda daquele ano, vi o quanto eu era triste, deprimida, escrevia coisas muito duras e tristes para uma menina de 15/16 anos.

Tentei achar alguma coisa divertida para transcrever, mas é quase tudo muito deprê. Escolhi, então, a letra de uma música que amo até hoje e também tirei fotos de algumas coisas que me fazem lembrar do que havia de bonito naquela época. Assim não saio da proposta do meu blog.

As Rosas Não Falam (Cartola)

Bate outra vez com esperanças o meu coração
Pois já vai terminando o verão enfim

Volto ao jardim com a certeza de que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar para mim

Queixo-me às rosas, mas que bobagem, as rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam o perfume que roubam de ti

Devias vir para ver os meus olhos tristonhos
E quem sabe sonhavas meus sonhos por fim


A página (abstraiam a minha letra rs):


Poemas que escrevi e coloquei dentro da agenda:


Recortes de revista:



Beijo.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Caixinha do Correio #002


Ops, alguém invadiu a caixinha do correio! :)

Fiz a festa nas livrarias desde o primeiro post! Comprei o Box da BestBolso com 3 livros da Jane Austen: 'Orgulho e Preconceito', Razão e Sensibilidade' e 'Emma" porque como disse num post anterior, estou louca para ler todos. Eu quase comprei o Box bilíngue com os 6 romances dela da editora LandMark, mas eu li alguns leitores reclamando da tradução e da diagramação, então desisti.


O material dos da BestBolso é muito vagabundinho. A tinta já está soltando dos cantinhos. Pelo menos foram baratos e sobrou dinheiro para outros livros. No futuro, substituirei, aos poucos, por edições melhores.


Também estava louca pelos livros da Philippa Greogory porque amo romances históricos e várias pessoas me disseram que ela é excelente. Então comprei 'Rainha Branca' que é o primeiro da série 'A Guerra dos Primos' sobre a Guerra das Duas Rosas. No Brasil só foi lançado o primeiro até agora.


Comprei também da Philippa Gregory os dois primeiros da série 'Os Tudor': 'A Princesa Leal' e 'A Irmã de Ana Bolena'. Este último foi adaptado para o cinema com o nome 'The Other Boleyn Girl' ('A Outra' no Brasil) com Scarlett Johansson, Natalie Portman e Eric Bana.


Philippa Gregory escreveu os livros fora da ordem cronológica e eles são independentes um do outro. Cada um deles fala sobre uma rainha diferente da Dinastia Tudor. Quem quiser ler todos, o site da autora recomenda a ordem cronológica que é a seguinte:
'A Princesa Leal'
'A Irmã de Ana Bolena'
'A Herança de Ana Bolena'
'O Bobo da Rainha'
'O Amante da Virgem'
'A Outra Rainha'

Fiz também algumas trocas no SKOOB. Troquei alguns livros de que não gostava, ou ganhei e não me interessei em ler ou que tinha repetidos pelos 3 primeiros das 'Crônicas Vampirescas' da Anne Rice: 'Entrevista com o Vampiro', 'O Vampiro Lestat' e 'A Rainha dos Condenados'. Sempre quis ler, mas não queria pagar o preço (bem caro) que as livrarias cobram por eles.


Coluna baseada no meme In my mailbox criado pela Kristi do blog The Story Siren.




É isso, tenho muitos livros pra ler até o final do ano! :)

Até mais.
Beijo.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Orgulho e Preconceito - Jane Austen



Não aguentei de ansiedade e comecei a ler antes do que tinha planejado e não me arrependo. Li em dois dias. Só não li de uma vez porque o sono não deixou! O livro é ótimo, leve e envolvente. Impossível não se encantar com a história e os personagens. Todos muito bem construídos. Os diálogos são irônicos e divertidos. Aliás, a ironia está presente em todo o livro (esta é uma das características de Jane Austen).

O livro trata das relações dos personagens no interior da Inglaterra. Em nenhum momento se fala da situação política ou fato importante ligado ao país, mas isso não torna o livro chato nem superficial. Toda a emoção dos personagens ao longo da história e a forma como é descrita prende a atenção do leitor.

Além disso, Austen usa a ironia e os personagens para fazer uma crítica à sociedade conservadora da sua época e à situação das mulheres que não tinham direito à propriedade e deviam se casar para sobreviver.

Os personagens são tipos curiosos: a mãe superficial que só pensa em casar as cinco filhas com qualquer um que dê a elas uma boa condição de vida (quanta raiva senti dessa mãe em alguns momentos!); o pai irônico e às vezes desligado (senti pena dele por ser casado com aquela chata); Jane, a filha mais velha, gentil e generosa; Lydia, a inconsequente filha mais nova; Elizabeth ou Lizzy, a segunda filha, uma heroína nada convencional (irônica, teimosa e que julga as pessoas pelas primeiras impressões) e Mr. Darcy (Ahhh, Mr. Darcy...muitos suspiros).

"Só pense no passado se as lembranças forem boas."
- Elizabeth Bennet


O amor entre Elizabeth Bennet e Mr. Darcy é lindo e acontece devagar. Eu pude sentir o afeto de Lizzy por ele se transformar ao longo da história. Sem nenhum beijo, nem abraço, nem carinho entre os protagonistas, o livro consegue passar toda a paixão crescendo entre os dois e também a transformação que eles sofrem. Lindo! Uma delícia!


- Como começou? - perguntou ela. - Posso compreender perfeitamente como evoluiu depois do primeiro passo; mas o que o impulsionou? 

- Não posso fixar a hora, o lugar, o olhar, ou as suas palavras que basearam meus sentimentos. Começou há muito tempo. E já estava no meio antes que eu percebesse que tinha começado.


A edição que eu li (BestBolso) tem ainda um prefácio de Julia Romeu que conta um pouco da vida de Jane Austen e as circunstâncias em que escreveu seus livros e uma introdução de Lúcio Cardoso que fala um pouco sobre o livro. Apesar desse cuidado, a edição tem alguns problemas: o material de que é feita a capa é de péssima qualidade (a tinta já está soltando), e encontrei alguns errinhos de português (concordância) e de revisão.

Avaliação: ★★★★★ 

Filme: Foram feitas oito versões de "Orgulho e Preconceito" para o cinema e uma para a TV. Eu assiti ao filme de 2005 com Keira Knightley, Matthew MacFadyen, Rosamund Pike, Carey Mulligan, Donald Sutherland e Judi Dench.
O filme é muito bonito e fiel ao livro. Keira e Matthew têm muita química entre eles, os cenários são lindos e a trilha sonora também. Gostei bastante.
Quero muito assistir também à minissérie da BBC de 1995 com Colin Firth e Jennifer Ehle. Alguém assistiu?


Amanhã retomo a leitura de "Anna Kariênina" que interrompi, mas estava ótima! Em alguns dias escrevo a resenha sobre o livro.

Beijo.






quinta-feira, 6 de setembro de 2012

[Cinema] O Clube de Leitura Jane Austen - Becoming Jane e meu desafio literário Jane Austen


Esses dias eu assisti novamente ao filme "Clube de Leitura de Jane Austen" (2007). Seis pessoas se reúnem para discutir seis livros dela e as discussões sobre os livros vão se misturando às histórias das suas vidas. Uma senhora que após 6 casamentos vive sozinha (Kathy Baker), uma mulher de 40 em processo de divórcio (Amy Brenneman) e sua filha lésbica que adora esportes radicais (Maggie Grace), uma professora de francês (muito chata) em crise no casamento (Emily Blunt) se encantando por um aluno adolescente (Kevin Zegers muito lindinho!), uma mulher que nunca se casou, preferindo a companhia dos seus cachorros (Maria Bello) e um nerd desconhecido fã de ficção científica que a última conhece em um bar (Hugh Dancy). O filme tem muitos clichês e alguns desfechos conservadores mas é uma delicinha. Manteiga derretida e romântica incorrigível que sou, claro que chorei rs. E me deixou com muita vontade de conhecer a obra de Jane Austen.

Assisti também "Becoming Jane" (2007), que no Brasil traduziram como "Amor e Inocência" (argh). O filme conta um pouco da vida de Jane Austen (Anne Hathaway). Eu gostei, mas não muito. Gostei de saber um pouco sobre sua história, do começo da carreira, mas fiquei um pouco entediada no início. Bem, eu adoro cinema, então sempre aproveito alguma coisa, nem que seja o figurino e a fotografia, e também as ótimas atuações de Maggie Smith, Anne Hathaway e James McAvoy fizeram valer a pena.

Depois desses filmes e de dois outros baseados em livros de Jane Austen aos quais assisti há muito tempo ("Orgulho e Preconceito e "Razão e Sensibilidade"), resolvi me propor o desafio de ler todos os livros de Jane Austen. Há muito tempo queria ler os livros dela, e agora realmente me deu vontade. Só não sei exatamente quando irei começar porque ainda estou lendo "Anna Karênina". Deverei começar mais ou menos dia 15 deste mês. Alguém me sugere por qual livro começar?

Atualização:
Como no filme, lerei 1 livro dela por mês. Todos de uma vez ficaria cansativo.

Ah, o post da Pandora falando do vício nas séries da BBC baseadas na obra de Jane Austen também me inspirou a ler os livros. :)

Até mais.
Beijo.



sábado, 1 de setembro de 2012

"Breath of Life" - Florence + The Machine e "Branca de Neve e o Caçador"

Não tenho ouvido muita música ultimamente, a não ser as ligadas à dança ou aos filmes e séries a que assisto e não tenho dançado muito. Na verdade tem mais de 2 meses que não saio para dançar. Estou tão ocupada e preocupada com os concursos que resolvi dar um tempo de algumas coisas que sugavam minha atenção. Mas eu amo música!

Ontem foi o último dia do mês de agosto e eu assiti ao filme "Branca de Neve e o Caçador" (é, só agora rs). Não quero me estender a respeito do filme porque achei bem fraco, apesar de visualmente interessante (figurino, fotografia e cenários deslumbrantes), do maravilhoso do Chris Hemsworth (põe maravilhoso nisso!!!) e da trilha sonora lindíssima. Mas fui dormir com a linda voz e música da Florence na cabeça. Então resolvi fazer este post (nada original) com a música que ouvi esta noite e que marcou o fim do mês de agosto.


Antes fiz a resenha de "Os Pilares da Terra". Quem se interessar, dá uma olhada. :)
Beijo.

Os Pilares da Terra - Ken Follett



Atualização em 27/10/2012: Mudei um pouco a resenha e tirei os spoilers mínimos que havia antes. Então podem ler sem medo agora.

Em julho, quando li este livro, eu ainda não tinha blog. Então escrevo a resenha atrasada e depois de já ter feito a de Mundo sem Fim.

Os Pilares da Terra se passa 200 anos antes de Mundo sem Fim e conta a história da construção da catedral fictícia de Kingsbridge. A catedral é a grande protagonista. Todos os personagens giram em torno da sua construção e alguns que se destacam no início perdem força e dão lugar a outros da metade do livro em diante.

O livro começa no ano de 1123 com o enforcamento de um homem. Uma jovem amaldiçoa todos os envolvidos na execução deste alegando sua inocência, mas essa parte da história permanece um mistério até o final do livro. Passam-se doze anos. Conhecemos Tom Construtor, pai de 2 filhos, Alfred e Martha, e casado com Agnes que está grávida do terceiro. Tom trabalha para William Hamleigh construindo a casa onde ele morará depois que se casar com a noiva, Aliena. Mas quando esta se recusa a se casar, Tom perde o trabalho e tem que pegar a estrada a procura de outro. Seu grande sonho é construir uma catedral, a maior da Inglaterra. Após a morte de sua mulher ao dar à luz, Tom se envolve e se torna amante da "feiticeira" Ellen que tem um filho chamado Jack. Depois de muitas dificuldades, Tom consegue trabalhar na construção da Catedral e começa a realizar seu sonho.

Aliena é uma jovem forte e decidida, que não aceita que controlem sua vida. Seu pai respeita suas decisões. Ela se nega a se casar com Hamleigh que, orgulhoso e sádico, faz tudo para prejudicá-la posteriormente. Aliena perde tudo quando seu pai é a acusado de traição e morto. Ela passa então a lutar para recuperar sua herança e tornar o irmão Richard um cavaleiro do rei. Da metade do livro em diante, Jack (filho de Ellen) e Aliena ganham mais importância na trama, então o livro passa a contar a história dos dois, sempre em torno da construção da catedral.

No mosteiro de Kingsbridge destacam-se o prior Philip que acredita que a construção da catedral é a vontade de Deus e o inescrupuloso e ambicioso bispo Bigod que quer a todo custo impedir que aquela seja construída.

Enquanto a trama se desenrola no priorado de Kingsbridge, uma guerra civil ocorre pela sucessão do trono da Inglaterra após a morte do rei Henrique I. Esse período é chamado de "A Anarquia". Follett descreve com detalhes as batalhas, as intrigas, o jogo de poder e mistura ficção e História com muita competência! Também descreve os costumes da época, as feiras e mercados. Mas o grande diferencial são as verdadeiras aulas de arquitetura que dá ao apresentar o trabalho de Tom Construtor e posteriormente de Jack, que herda o talento do padrasto. Follett descreve detalhadamente as etapas da construção da catedral, as técnicas e como eram executadas.

O mestre construtor aperfeiçoara as ideias de Saint-Denis, fazendo tudo mais alto e mais estreito - janelas, arcos e a própria abóbada. O grupo de fustes que compunham as colunas erguiam-se graciosamente através da galeria e transformavam-se nas nervuras de sustentação do teto, curvando-se para se encontrarem no meio dele, e pelas altas janelas ogivais a luz do sol inundava o interior. Ar cornijas eram finas e delicadas, e a decoração, uma orgia de folhagens cinzeladas na pedra. p.745

O livro é muito interessante e bem escrito! A narração é em terceira pessoa com uma linguagem clara e fluida. A trama é muito bem elaborada e envolvente com ação, aventura, mistério e romance. As personagens são todos muito bem trabalhadas e cativantes. Aliena é uma das minhas personagens preferidas de todos os tempos.  Gostei demais do livro e recomendo muitíssimo! Excelente! Está entre os meus favoritos.

Como já mencionei, foi filmada e exibida no canal Starz, uma minissérie sobre o livro com o mesmo nome. Vale a pena conferir, mas aviso logo que mudaram muito da história.

Avaliação: ★★★★★ 

Beijo.




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