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sexta-feira, 12 de junho de 2015

[série de TV] Sense8 (2015 - )




Em homenagem ao dia dos namorados, vou falar de uma série que é só amor: Sense8 é uma série de ficção cientifica produzida e exibida pelo netflix, criada e dirigida pelos irmãos Andy e Lana Wachowski (de Matrix).

Conta a história de 8 pessoas que não se conhecem e que vivem em diferentes partes do planeta, mas são conectadas mentalmente umas com as outras. Elas sentem o que as outras sentem e podem conversar entre elas a distância. Eles não entendem esse fenômeno. Não sabem que possuem um gene mutante que os torna capaz dessa telepatia. Eles são uma evolução e são chamados de sensates (sense8).



A história é muito envolvente, mas o melhor dela são os personagens. Que personagens. Muito bem construídos e com histórias muito distintas uns dos outros:

Will (Brian J. Smith), um policial americano filho de um ex policial que se tornou alcoólatra após ser baleado e ter que abandonar a profissão. Nomi (Jamie Clayton), uma mulher transsexual, lésbica, rejeitada pela família, que escreve um blog sobre direitos LGBT. Sun (Doona Bae), uma executiva sul coreana que quer que seu pai reconheça seu valor e que também é uma lutadora de artes marciais. Capheus (Aml Ameen), um motorista de van queniano que trabalha muito para conseguir pagar os remédios de sua mãe HIV positiva. Riley (Tuppence Middleton), uma DJ islandesa que vive em Londres e tenta esquecer o passado. Kala (Tina Desai), uma farmacêutica indiana muito religiosa que está prestes a se casar com um homem apaixonado que ela admira, mas não ama. Lito (Miguel Ángel Silvestre), um ator mexicano que tenta esconder que é gay para não prejudicar a carreira. Wolfgang (Max Riemelt), um gângster alemão que odeia sua família de criminosos.

Tenho os meus preferidos, mas são todos incríveis e apaixonantes. Sem falar nos coadjuvantes maravilhosos também.



Por trás da trama de ficção científica muito convincente, encontramos uma metáfora para a empatia. A série mostra que quando nos colocamos no lugar do outro, não importam as nossas diferenças porque todos temos a capacidade de sentir. Não importa o gênero, a raça, a orientação sexual, a origem ou a classe social, é possível se colocar no lugar do outro e sentir a dor do outro. Os 8 sensates são um só e algumas cenas exploram esse conceito de forma lindíssima. Além disso, a perseguição que sofrem por aqueles que os consideram uma ameaça faz um paralelo com a perseguição sofrida por todos os que são considerados diferentes neste mundo repleto de preconceito.

As cenas de ação em que vemos um sensate se colocar no lugar do outro para ajudar são espetaculares. Dá para ver o quanto exigiram dos atores e da edição para serem realizadas. Os atores são excelentes e a trilha sonora é linda! Impecável! Tem drama, ação, romance, sexo, drogas e música! Recomendo a todos! O netflix planeja 5 temporadas para a série. Estou na torcida! :)

Abaixo a cena mais linda de todas:




Até mais. Beijos e feliz dia dos namorados! :**




domingo, 29 de março de 2015

[série de TV] Breaking Bad (2008 - 2013)



Atenção: Contém Spoilers! Você foi avisado. 

Breaking Bad é uma das melhores séries de TV que já assisti. Criada e dirigida por Vince Gillian, foi exibida pelo canal AMC e atualmente é exibida pelo canal AXN e pelo Netflix. Com personagens muito bem trabalhados, complexos e incrivelmente humanos e uma história muito bem amarrada, acompanha a história de Walter White ou simplesmente Walt (Bryan Cranston), um químico que dá aula em um colégio e também trabalha em um Lava Jato e leva uma vida comum em Albuquerque, Novo Mexico com a esposa grávida e o filho adolescente. A irmã de sua esposa é uma cleptomaníaca atrapalhada casada com o agente federal Hank (Dean Norris), do DEA, o departamento de narcóticos. 

Tudo muda na vida de Walt quando ele é diagnosticado com um câncer de pulmão inoperável e os médicos dizem que ele tem pouco tempo de vida. Após acompanhar uma batida do DEA com seu concunhado a um laboratório de metanfetamina quando o "cozinheiro" foi morto, Walt resolve juntar-se a um ex-aluno que fazia parte da quadrilha, Jesse (Aaron Paul), e juntos começam a produzir metanfetamina. Walt quer ganhar dinheiro suficiente para prover a família após sua morte.

Logo Walt descobre que tem talento para isso e que seu cristal, como é chamada a droga, é o melhor e mais puro do mercado. O  negócio cresce, Walt ganha cada vez mais dinheiro e fama e mergulha cada vez mais no mundo do crime. Ele passa a ser conhecido como Heisenberg.

A esposa de Walt, Skyler, começa a desconfiar e fica cada vez mais difícil fazê-la acreditar em suas mentiras. A crise no casamento fica cada vez mais insustentável e Walt acaba contando a verdade a sua esposa que, sem coragem de denunciá-lo, acaba se envolvendo em seus negócios.

Walt está em remissão da doença, portanto não é mais pela família que continua produzindo a metanfetamina. Ele está cego pelo poder. Walt não consegue mais admitir os próprios erros, torna a vida da esposa um inferno e chega até a ameaçá-la. De pequeno produtor da droga, Walt se torna um grande traficante, assaltante e assassino frio e sem remorso. Ele quer poder, quer construir um império, mesmo depois que até mesmo seus sócios desistem do negócio. Em um ponto Jesse questiona Walt: "Um império de metanfetamina é motivo de orgulho?" Mas tudo o que Walt quer saber é de ter cada vez mais poder. Ele é guiado pelo orgulho e pela ambição. 

Jesse por outro lado começa a série como um desajustado, viciado em metanfetamina e com uma família que o rejeita. Jesse também é seduzido pelo dinheiro, mas passa a série toda questionado a vida que leva e se martirizando pelos seus crimes. Ao mesmo tempo nunca consegue se livrar totalmente do vício e fica cada vez mais transtornado. Jesse é fraco e facilmente influenciado e por mais que tente, não consegue sair do negócio de metanfetamina.

Skyler é uma personagem incrível e a atriz Anna Gunn faz uma atuação brilhante. Skyler é uma mulher forte que tem que fazer escolhas difíceis pela sua família. Ela sabe que se o marido for descoberto, todos ficarão arruinados, mas aos poucos percebe o quanto ele é perigoso e como suas escolhas colocam seus filhos em perigo. Ela aprende a mentir e se torna uma criminosa, mas se sente uma refém em sua própria casa. Tem medo do que o marido se tornou e de ser morta por outros criminosos que trabalham com ele, mas também tem medo de ser descoberta já que Walt é muito descuidado com os negócios, 

Enquanto o negócio cresce, Hank, concunhado de Walt, investiga o misterioso Heisenberg e esse caso se torna uma meta na sua vida profissional e uma questão de honra. Hank fica obcecado em prender Heisenberg. Hank é talvez a melhor pessoa da história.



As atuações são impecáveis e é impossível não se envolver com a vida desses personagens que despertam amor e ódio nos telespectadores. Passei toda a série dividida entre torcer para que Walt escapasse ou  fosse descoberto ou mesmo morto, não por gostar dele, mas porque o personagem é incrível. Amei Skyler mas também a odiei em alguns momentos, assim como Jesse().

Breaking Bad mostra como é frágil o limite entre o certo e o errado, como é fácil romper essa barreira e como uma vez transposta é difícil voltar atrás. Conta a história de pessoas que se transformam por causa de suas escolhas e faz refletir sobre a fragilidade, a falibilidade e a imperfeição dos seres humanos. Sem falar que, embora não seja esse o foco da série, tudo o que se trata de drogas sempre faz pensar em como a guerra às drogas e o tráfico matam mais que as drogas e si.

A série é cheia de cenas de ação, suspense, drama e momentos cômicos que a tornam absolutamente divertida! Começa um pouco lenta, mas ganha ritmo a cada episódio. A história intercala cenas passadas em ordem cronológica com flashbacks e cenas que são explicadas posteriormente. São 5 temporadas com no máximo 16 episódios. Faltam 6 para o final e eu estou me mordendo de curiosidade de saber como termina.

Estão esperando o que para assistir? Estou indo assistir aos últimos episódios.

Atualização: Acabei de assistir ao final e é perfeito!

Até mais. 
Beijos. :**





sexta-feira, 31 de outubro de 2014

[série de TV] Salem (2014 - )



O mês do Halloween não foi tão bom como planejava mas me empolgou para continuar no clima de terror no fim de semana. Mas hoje vou fechar o dia de Halloween ou Dia das Bruxas, como não podia deixar de ser, indicando uma série de terror sobre Bruxas.

A série Salem, transmitida pelo canal WGN America, mistura fatos históricos e ficção com muito sobrenatural e terror. Antes de falar sobre a série farei um breve resumo sobre o que aconteceu na cidade de Salem, Massachusetts, EUA, nos anos de 1692 e 1693.



Salem era, no século XVII, um povoado no estado de Massachusetts, habitado por puritanos (protestantes calvinistas radicais). Em 1692 e 1693 aconteceram julgamentos nos quais, por volta de 100 pessoas foram acusadas injustamente e enforcadas como bruxas. Três adolescentes teriam acusado primeiramente uma escrava negra chamada Tituba e depois disso, teriam acusado muitas pessoas gerando um grande pânico coletivo e uma caça às bruxas liderada pelo pregador Cotton Matter.

Na série, as bruxas existem de verdade e usam seu poder para se vingar dos puritanos fazendo-os acusarem-se uns aos outros. Mary Sibley (Janet Montgomery), que existiu de verdade, mas nada indica que tenha sido uma bruxa, é, na série, um bruxa muito poderosa que, após se casar com o homem mais rico e poderoso do povoado, passou a escravizá-lo através de bruxaria. No passado, Mary envolvera-se com o soldado John Alden (Shane West). Pensando que ele havia morrido na guerra, Mary entregou o bebê que teve com ele em sacrifício para as bruxas logo após o parto. Anos depois, quando Mary já está casada, o agora capitão John Alden retorna a Salem e investiga o que está acontecendo sem saber que sua amada é uma bruxa. Tituba (Ashley Madekwe), na série, é uma bruxa e criada de Mary Sibley.







A jovem Mercy Lewis (Elise Eberle), possuída pelas bruxas, aponta e acusa quem são bruxos para o reverendo Cotton Mather (Seth Gabel) e ele se encarrega de prendê-los e levá-los a julgamento. Cotton Mather prega a bíblia de dia e frequenta o bordel à noite onde se encontra com a prostituta Gloriana (Azure Parsons). Após se livrar do feitiço e das torturas através de um exorcismo, Mercy decide se juntar à Mary Sibley e tornar-se uma bruxa também.




Anne Hale (Tamzin Merchant) é uma jovem que se revolta contra as falsas acusações sem saber que seu pai, o magistrado Hale (Xander Berkeley), conspira ao lado das bruxas e esconde um grande segredo.



A série é aterrorizante, cheia de cenas de horror e suspense. As bruxas são muito cruéis e vingativas e causam um clima de medo e tensão na cidade sem que ninguém saiba quem elas são de verdade. Todos os personagens têm segredos inconfessáveis. Não há heróis nessa história, mas são todos fascinantes e bem construídos. Mary Sibley é cruel e forte, mas tem também uma fragilidade que não quer mostrar. Mercy é doce e vingativa ao mesmo tempo. Anne Hale é curiosa, destemida e busca a verdade, mas nem ao menos sabe a verdade sobre si mesma. Cotton é um hipócrita, fanático, fundamentalista, covarde, mas é verdadeiramente apaixonado pela amante Gloriana. John é um herói de guerra aparentemente íntegro que investiga as acusações de bruxaria em Salem em busca de justiça, mas cometeu atos terríveis no passado e é cego em relação à da mulher que ama. Eu gostei muito do caráter dúbio dos personagens e do clima sombrio, misterioso e lúgubre da série. Recomendo para quem curte terror de verdade, sem nenhum toque de humor e com muita tensão e medo o tempo inteiro.

Os acontecimentos em Salem inspiraram a peça de teatro The Crucible de Arthur Miller, traduzida como As Bruxas de Salem. A peça foi adaptada para o cinema em um filme homônimo dirigido pelo diretor Nicolas Hytner. O filme é muito bom e é protagonizado por Winona Rider e Daniel Day-Lewis. A peça e o filme não têm nada de sobrenatural, apenas relatam os fatos históricos. Arthur Miller escreveu a peça como uma analogia à perseguição política ao comunismo, chamada também de caça às bruxas, nos EUA durante o mandato do senador Mc Cartthy.

Os julgamentos em Salem também foram tema do livro, resenhado aqui no blog, O Livro Perdido das Bruxas de Salem da autora Katherine Howe que é descendente de uma das mulheres acusadas em Salem em 1692.

Até mais,
Beijos. :**


segunda-feira, 6 de outubro de 2014

[Série de TV] Hemlock Grove


Como estamos no mês do Halloween, vou escrever sobre livros, séries e filmes de terror e sobrenatural. Começo hoje com a série de terror Hemlock Grove, produzida pelo Netflix e baseada no romance homônimo de Brian Mcgreevy.

A história se passa na cidade fictícia de Hemlock Grove na Pensylvania nos EUA e é centrada em dois adolescentes de 18 anos que têm vidas totalmente diferentes, mas se unem a partir de um misterioso assassinato que ocorre na cidade. Uma garota da escola é brutalmente morta aparentemente por uma animal, mas algumas evidências levam a crer que não é um animal qualquer.


Peter Rumancek é um garoto de origem cigana que acaba de se mudar com a mãe Lynda para o trailer onde vivia seu tio antes de morrer. Algumas pessoas na cidade acreditam que ele é um lobisomem. Outras simplesmente o rejeitam por causa da sua origem. Sua prima Destiny também mora na cidade e é uma bruxa.

Roman Godfrey é o herdeiro de um milionário que vive com a mãe, a misteriosa Olivia Godfrey. Olivia tem muitos segredos e exerce grande poder sobre a cidade. Ela é amante do seu ex cunhado Norman Godfrey que tem uma filha, Letha, por quem Roman nutre uma profunda afeição. Letha engravida e alega ter sido por um anjo que a teria visitado enquanto dormia. Roman tem também uma irmã, Shelley. Ela é uma menia estranha, gigante e com o rosto deformado e apesar de ser uma pessoa boa e doce, provoca estranheza e medo em quase todos à sua volta. A família Godfrey comanda as empresas Godfrey e a Torre Branca, o prédio de um instituto de pesquisa que faz experiências misteriosas com seres humanos vivos e mortos. O cientista responsável pelas pesquisas é o dr. Johann Pryce que guarda grandes segredos da família Godfrey.



Após o assassinato da colega da escola, Peter e Roman tornam-se grandes amigos e se unem para descobrir e deter o assassino. Durante essa busca, a verdadeira natureza dos dois e de outros personagens é revelada e eles também têm que lidar com uma misteriosa Ordem que caça lobisomens.


A série é cheia de mistérios e suspense e algumas cenas aterrorizantes. Além de seres sobrenaturais como lobisomens, upir, bruxas, reanimados etc. O final da primeira temporada foi trágico e revelador, mas deixou muita vontade de saber o que virá em seguida. O elenco é excelente, todos trabalham muito bem e tem uma ótima química entre si. A série é muito boa e já estou viciada. Estou começando a segunda temporada. Recomendo para quem gosta de terror, sobrenatural e suspense. Assistam!

Até mais.
Beijos. :**


segunda-feira, 14 de julho de 2014

The 100: Os Escolhidos - Kass Morgan + [Série de TV] The 100



Bellamy não sabia por que os antigos humanos se davam o trabalho de consumir drogas. Qual era o sentido de injetar alguma porcaria nas veias se um passeio na floresta tinha o mesmo efeito? Algo acontecia toda vez que ele cruzava a linha das árvores. Enquanto se afastava do acampamento à luz do sol da manhã, partindo em mais uma expedição de caça, ele começou a respirar fundo. Seu coração tinha batidas fortes, lentas e constantes, e suas pernas marchavam no ritmo de um pulso no chão. Era como se alguém tivesse invadido seu cérebro e aumentado a intensidade de seus sentidos até uma configuração que Bellamy não sabia que existia. p.134.

MORGAN, Kass. The 100. Rio de Janeiro: Galera Record, 2014. 288p.

The 100: Os Escolhidos é o primeiro volume da série de ficção científica distópica The 100. A história se passa em um futuro distante quando a terra foi destruída por guerras nucleares e a humanidade teve que deixa-la e passou a viver em naves no espaço. Existem 3 naves na colônia espacial: Walden, Arcadia e Phoenix. Em Phoenix vive a elite da sociedade enquanto nas outras duas naves vivem os trabalhadores. Em Phoenix não existe racionamento de água nem de energia, enquanto na outras naves tudo é racionado. Os crimes na Colônia são punidos com a morte porque é preciso controlar o crescimento populacional. A quantidade de filhos que cada casal pode ter é restringida a apenas 1 e a desobediência a essa regra também é punida com a morte. Os menores de idade que cometem infrações são confinados e julgados assim que completam 18 anos. E sempre são considerados culpados e executados.

Pensando em uma possível volta à terra, o Chanceler Jaha envia 100 menores de idade para a Terra com o intuito de saber se os níveis de radiação no planeta já estão toleráveis para a sobrevivência humana. Dentre esse 100 estão seu próprio filho Wells, Clarke e Octavia. Bellamy, apesar de ter 20 anos, deu um jeito de entrar no último minuto na nave e poder ir à Terra. Essa missão poderá ser uma segunda chance para esse jovens ou uma missão suicida.

A narração é em terceira pessoa através dos pontos de vista de Clarke, Wells, Bellamy e Glass. Cada capítulo tem o ponto de vista de um desses personagens e, além de narrar o que acontece com eles na Terra após a aterrissagem, também tem flasbacks que contam o que aconteceu com eles na Colônia para que eles fossem confinados. Através desses flasbacks conhecemos melhor os personagens, suas motivações e personalidades.

Clarke é filha de uma médica e um cientista que foram executados por cometer crimes depois que seu namorado Wells os delatou ao Chanceler Jaha, seu pai. Wells cometeu um crime para poder estar com Clarke na nave que a levaria à terra mas a namorada nunca o perdoou pelo que ele fez aos seus pais. Bellamy atirou no Chanceller e pulou na nave antes da partida para que pudesse proteger a irmã Octavia que também seria enviada à Terra. Glass fugiu do confinamento antes da partida da nave para poder encontrar seu namorado Luke e continuou na Colônia.

Na aterrissagem, alguns dos 100 morreram, outros ficaram gravemente feridos, como a melhor amiga de Clarke, Thalia. A história mostra a dificuldade de sobreviver sem tecnologia e o sentimento de encantamento pela natureza, a chuva, os animais e a água pura em abundância. Possibilita a discussão sobre a importância de se preservar a natureza ao mostrar a destruição causada pelo homem. Também mostra um mundo distópico, autoritário e com desigualdades sociais. Achei que podiam ter dado menos importância ao romance, principalmente no núcleo de Glass, que aliás eu achei bem dispensável. A linguagem é fluida, fácil de ler e os personagens são bem construídos. Gostei muito do livro e estou ansiosa pela sequência. Ah, uma observação: a revisão do livro está bem ruim. Encontrei muitos erros. É muito chato quando isso acontece porque desvia da leitura. Espero que a editora tenha mais cuidado no próximo livro.

Avaliação: ★★★


Sobre a série The 100:


Na série, exibida pelo canal CW, a essência da história se manteve, assim como o nome dos personagens, mas as histórias deles são diferentes. Muitos personagens foram misturados ou fundidos em um só e outros desapareceram, como por exemplo Glass (o que particularmente eu achei bom).


Na série os protagonistas são Clarke, Bellamy, Octavia e Finn (que terá um envolvimento amoroso com Clarke). Wells é um personagem menor e não é ex-namorado de Clarke. É seu melhor amigo. A história dos pais de Clarke também é diferente e somente o pai dela morreu. Sua mãe é médica e faz parte do conselho da Colônia ao lado do Chanceler Jaha, pai de Wells. Achei essa parte da história mais forte e melhor contada no livro. Não havia necessidade de mudar tanto. A série avança um pouco a história e o que aparece no final do primeiro livro já é melhor explicado na série. Talvez eles já tenham usado o segundo livro, ou simplesmente inventado. Não sei.



Estou gostando da série principalmente por causa da luta pela sobrevivência, as discussões sobre como construir uma sociedade, novas leis, ética e conceitos morais. Na série Clarke e Bellamy são líderes da pequena comunidade, embora tenham visões bem diferentes sobre como comandar. Acho que a série tem grande possibilidade de crescer. A série também explora mais a vida na Colônia, os personagens adultos e suas difíceis decisões. Vale a pena assistir.

Até mais.
Beijos e boas leituras. :**


quinta-feira, 15 de maio de 2014

[Série de TV] Orphan Black



Orphan Black é uma série  canadense de ficção científica e mistério exibida pelo canal BBC America. Atualmente está sendo exibida a segunda temporada. Logo na primeira cena, conhecemos Sarah Manning. Sarah testemunha um suicídio no metrô e se espanta ao ver que a moça é igualzinha a ela. Sarah rouba a identidade de Beth, a suicida, e descobre que as duas têm uma ligação, e que existe um grande mistério por traz disso. Sarah, uma órfã que passou os primeiros anos em um orfanato na Inglaterra, foi adotada por Siobhan aos oito anos e mudou-se para o Canadá com a mãe e o irmão adotivo Felix. Sarah é rebelde, punk e passou boa parte da vida fugindo. Ela descobre que fez parte de um experimento secreto de clonagem e conhece mais algumas das suas clones. No decorrer dos episódios, descobrimos que existem dez clones no total, todas nascidas no mesmo ano, mas em diferentes países. A empresa por trás desse experimento, The Dyan Institute, monitora todas elas através de um espião que se infiltra em suas vidas. Sarah é a única capaz de ter filhos, e de fato teve uma filha, Kira. A empresa quer colocar as mãos na menina. Então Sarah tem que fugir da empresa e também da polícia já que o fato de ela ter roubado a identidade de Beth, que era policial, trouxe sérios problemas para ela. A cada episódio descobrimos uma parte desse mistério, mas outras questões aparecem.



Sarah é a protagonista, mas as outras clones também são importantíssimas. As mais centrais na história, além de Sarah, são Cosima, Allison e Helena. Cosima é uma cientista inteligentíssima terminando seu Doutorado em Biologia Evolutiva, muito interessada em genética e clonagem. Ela entra em contato com as outras para tentar desvendar o mistério. Cosima é também a mais doce de todas. Allison tem uma típica família americana de classe média. Casada, tem dois filhos adotivos, trabalha e cuida da casa e do marido. Mas por trás dessa vidinha perfeita se esconde uma mulher frustrada, alcoólatra e viciada em anfetaminas. Ela é a mais engraçada de todas. Seu núcleo dá um toque de humor à série. Helena foi criada na Ucrânia e sofreu muitos abusos na infância. É uma mulher perturbada, doente, fanática religiosa, louca e assassina. Ela acredita que os clones são demoníacos e devem ser exterminados. Seu monitor que a criou e abusou, a fez acreditar que é a original e por isso deve exterminar as outras.


Além das clones, outros personagens são importantes na trama. Siobhan, mãe de criação de Sarah que é uma personagem misteriosa e ambígua; o divertido irmão de criação de Sarah, Felix, que é seu aliado em tudo; o Detetive Arthur Bell, que descobre a falsa identidade de Sarah e quer desvendar esse mistério ao lado de sua parceira a Detetive Angela Deangelis; a Dra Delphine Cormier que é monitora e namorada de Cosima, o Dr Aldous Leekie que é o presidente da empresa The Dyan Institute e líder do movimento Neolution, Paul que foi monitor e namorado de Beth torna-se amante e monitor de Sarah, o marido super suspeito de Allison etc.



Tatiana Maslany é uma atriz fantástica. Ela faz cinco personagens fixos na série e outras que apareceram em poucos episódios. Cada uma com voz, sotaque, gestos, expressões faciais e corporais próprias. Como se tratam de clones, elas têm o mesmo rosto e complexão física. A caracterização física das personagens se restringe a roupas e cabelos. Ainda assim, não me lembro de que é a mesma atriz de tão distintas que são as personagens. A série é ótima e nos envolve em uma trama de ficção científica, drama, mistério e conspirações religiosas. O destaque são as personagens muito bem construídas e o talento de Tatiana Maslany! Brilhante!

Até mais.
Beijos. :**

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

[Série de TV] American Horror Story: Coven

Happy halloween!!!

Nada melhor que falar sobre uma história sobre bruxas no dia delas.



American Horror Story é uma série de TV americana de terror, produzida por Brad Falchuk e Ryan Murphy, exibida pelo canal FX. A série conta uma história diferente a cada temporada. Na primeira temporada a história se passava numa casa mal assombrada e na segunda, num hospício. A terceira temporada, Coven, se passa numa escola para jovens bruxas.

Quem toma conta da escola é Cordelia Foxx (Sarah Paulson) que é especialista em poções e ervas medicinais, mas não consegue engravidar nem com feitiços. Ela é filha de Fiona Goode (Jéssica Lange arrasando mais uma vez), uma bruxa terrível e poderosa. Fiona é a supreme, uma espécie de rainha que é mais poderosa que todas as outras bruxas. Ela é obcecada pela juventude e a vida eterna e capaz de qualquer coisa pelo poder.



A série começa mostrando a história de Zoe Benson (Taissa Farmiga). Durante uma relação sexual com o namorado, este morre e logo depois ela descobre que ele morreu por sua causa. Ela é uma bruxa e mata durante o sexo. Ela fica sabendo por sua mãe, que os poderes de bruxa são genéticos, que outras parentes suas eram bruxas e é levada para a escola de bruxas. Na escola conhecemos mais três jovens bruxas: Madison Montgomery (Emma Roberts), uma ex atriz de Hollywood que tem um dom da telecinese e da pirotecnia; Nan (Jamie Brewer) que lê os pensamentos das pessoas, e Queenie (Gabourey Sibile) que é um boneco voodoo humano, tudo que ela quer que aconteça com alguém ela faz nela mesma sem sentir nada e acontece com a outra pessoa.

Zoe e Madison vão a uma festa e conhecem Kyle (Evan Peters). Ele e Zoe se encantam um pelo outro, mas ele morre em um acidente que eu não vou explicar para não dar spoiler. No dia seguinte, Zoe e Madson decidem ressussitá-lo, mas ele volta um pouco diferente. Por causa disso, Zoe acaba conhecendo outra bruxa que era julgada morta, Misty Day (Liliy Rabe) que tem o dom da ressurreição, própria e de outros seres vivos.



Do outro lado da cidade, existe outra vertente de bruxas comandada por Marie Laveau (Angela Basset). Ela pratica a magia voodoo. Ao investigar a história de Marie, Fiona descobre que ela está envolvida no desaparecimento de Madame Delphine LaLaurie (Kathy Bates) que viveu há 180 anos atrás. Ela descobre que Madame Delphine está viva e que ela e Marie são imortais. Fiona procura Marie em busca do segredo da imortalidade, mas ela não está disposta a ajudá-la. Elas se tornam inimigas mortais.



Como nas outras temporadas, a série é bem assustadora. As cenas são fortes, com muita tortura, violência, sangue e crueldade. É terror meeeesmo! E eu adoro rsrs. Esta está sendo, na minha opinião, a melhor temporada. Além do terror, a série tem pitadas de humor com as tiradas sensacionais de Fiona e das bruxinhas. Elas são incríveis. Estou louca para saber o desfecho dessa história. Se você gosta de terror de verdade e de bruxas, não pode perder!

Até a próxima.
Beijos. :**



sábado, 19 de outubro de 2013

[Série de TV] The White Queen (2013)


Ano passado eu li o livro A Rainha Branca de Philippa Gregory e fiquei impressionada com sua escrita e criatividade. Confiram a resenha no link. Amei o livro! Este ano, foi filmada uma adaptação para a TV produzida pelos canais BBC  e Starz. A série é excelente! Os atores são exatamente como eu imaginei e atuam muito bem, os figurinos são maravilhosos e é tudo muito bem ambientado. Acho que a série de TV deixou a história um pouco mais romântica do que no livro. Achei a Elizabeth Woodville do livro mais fria, enquanto na série ela parece mais apaixonada. No entanto, isso não atrapalhou em nada a forma como a história é contada.

A The White Queen, conta a história de Elizabeth Woodwille (Rebecca Ferguson). Seu marido morreu em batalha defendendo o antigo rei. Após a morte do marido, Elizabeth corre para encontrar o novo rei para pedir que ele garanta a seus filhos a herança a que têm direito. O rei, Edward IV (Max Irons), um York, se apaixona por Elizabeth e eles se casam em segredo numa capela nas terras da família dela.
Esse casamento desagrada muitas pessoas, mas ela não desiste de lutar pelo seu marido e por sua família. Enquanto isso muitos conspiram para tirar Edward do trono. De uma lado, seu primo e conselheiro Lord Warwick (James Frain) que é contra o casamento de Edward com Elizabeth, conspira com o irmão do rei. De outro, Lady Margareth Beaufort (Amanda Hale) acredita que seu filho, Henry Tudor, foi escolhido por Deus para ser  rei da Inglaterra.
Romance, conspirações, guerras e magia fazem parte dessa história incrível que mistura fatos históricos e ficção e que foi lindamente adaptada para a TV. Assistam!

Atualização em 20/10/13: Se não quiser saber o que acontece em "A Rainha Vermelha" e em "The Kingmaker's Daugther" (ainda não publicado no Brasil), melhor ler os livros antes da série porque esta mostra também a participação de Margareth Beaufort e Anne Neville na Guerra das Duas Rosas (se bem que sendo histórico, eu não me importo de saber). A ideia inicial da parceria BBC e Starz era fazer minisséries sobre outros livros da série Guerra dos Primos, mas essa ideia foi cancelada.

Ah eu tenho uma nova ídola na História: Margareth Beaufort foi uma mulher muito 'fodona' - estrategista, inteligente, manipuladora! Essa sim soube jogar o jogo do trono. ;)




Até a próxima.
Beijos. :**

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

[Série de TV] Les Revenants (2012– )




Tenho um novo vício: a série francesa Les Revenants. A série, criada por Fabrice Gobert, é uma adaptação do filme homônimo de Robin Campillo lançado em 2004. Na frança a série é exibida pelo Canal +. Ela fala sobre uma cidadezinha no interior da França onde pessoas que morreram em anos diferentes no passado, voltam à vida no mesmo dia. E voltam em carne e osso com a idade que tinham quando morreram. Alguns morreram há pouco tempo, outros mais. A premissa se parece com a da série 4400, mas a história de desenrola de forma diferente.


A primeira a aparecer é Camille (Yara Pilartz) que morreu há poucos anos. Ela tinha 15 anos quando morreu. Quando volta, sua irmã gêmea, Lena (Jenna Thiam) cresceu enquanto ela continua adolescente. Sua volta causa alegria e medo em sua família e mexe com todas as relações entre seus familiares.


Simon (Pierre Perrier) morreu há 10 anos no dia do casamento. Ele volta e imediatamente procura a ex noiva, Adèle (Clotilde Hesme), que agora está noiva de outro e tem uma filha de pouco mais de 9 anos, fruto de seu relacionamento com Simon. O noivo de Adèle é policial e faz tudo para afastar o estranho morto-vivo que quer reatar com a mulher que ama e ficar bem com a filha.


Victor (Swann Nambotin) é um meninho de 9 anos que morreu há 35 anos assassinado por assaltantes que invadiram sua casa e mataram também seus pais. Ele encontra Julie (Céline Sallette), uma enfermeira que há alguns anos foi atacada por um assassino de mulheres no parque e sobreviveu. Julie é enfermeira de um senhor que se joga na barragem após ver a esposa morta há 35 anos viva outra vez.  A esposa desse senhor conhecia Victor daquela época.


Serge é o assassino de mulheres que atacou Julie há um ano e foi morto pelo irmão. Ele matava as vítimas com 12 facadas e comia seus fígados. Serge também atacou Lucy (Ana Girardot), assim que voltou à vida. Depois de ser atacada, Lucy volta à vida no hospital depois de ficar um tempo em coma.


Todos os personagens parecem ter de alguma forma, uma forte ligação uns com os outros e também com a barragem que estourou há 35 anos. A primeira temporada teve 8 episódios e terminou deixando mistérios não solucionados e muitas perguntas no ar. Mal posso esperar pela segunda temporada. A série é francesa e ainda não é exibida no Brasil mas teve os direitos comprados pelo canal Max HD. Eu baixei em francês com legenda em inglês por torrent. O nome em inglês é The Returned. A série é muito boa e tem uma trilha sonora aflitiva que dá um tom de suspense e tensão que a história pede. Quem puder assistir, não perca tempo. Recomendo.



Até mais.
Beijos. =**

sábado, 17 de agosto de 2013

[Série de TV] Continuum (2012 - ) Parte 2



Fiz um post sobre a série Continuum meses atrás (link aqui), mas falei de forma superficial sobre o enredo da série. Desta vez pretendo escrever sobre o que tenho pensado dos rumos que ela vem tomando. Como disse antes:

Continuum começa no ano de 2077. Um grupo de terroristas é condenado à morte pelo assassinato de milhares de pessoas, mas planeja uma fuga perfeita: eles viajam no tempo e fogem para o passado (2012). Durante a fuga, por acidente, a agente Kiera Cameron (Rachel Nichols) viaja com eles contra a sua vontade. Agora Kiera quer impedir os terroristas de dominarem o mundo no passado (nosso tempo) e descobrir uma maneira de voltar ao futuro sem que ele se modifique pois ela tem marido e filho para quem quer voltar. 

(...)Quando Cameron chega ao nosso tempo, ela descobre que o inventor de todo esse sistema é um adolescente, Alex (Erik Knudsen). Juntos eles formam uma parceria. Cameron também se infiltra na polícia local e, junto com seu parceiro Carlos (Victor Webster), investiga a ação dos terroristas. Estes criaram o grupo Liber8, comandado por Edouard Kagame (Tony Amendola), que recruta jovens e outros criminosos alegando que eles serão libertos do sistema.

 (...)  A maior parte da série se passa nos nossos dias, mas as cenas são intercaladas com algumas do futuro, antes da viagem no tempo, que explicam as motivações dos personagens e o funcionamento do sistema criado por Alex.
 
Bem, acho que o mais importante que a segunda temporada mostrou é que as intenções do grupo Liber8 não são bem o que pareciam antes. Notamos a cada episódio que eles talvez não sejam exatamente terroristas, mas ativistas denunciando as violações de um estado abusivo que restringe a privacidade e liberdade dos indivíduos. Conhecemos um futuro em que criminosos perdem o direito ao que tempos de mais precioso - a capacidade de pensar. Eles são obrigados a viver em estado quase vegetativo e a trabalhar de forma mecânica na empresa que criou toda essa tecnologia. E os próprios agentes policiais têm todas as suas experiências de vida gravadas e acessadas facilmente pelo governo. É esse futuro assustador e distópico que os integrantes do Liber8 querem mudar. Mas será que vale a pena mudar o passado para melhorar o futuro? Ou melhor, seria correto ou ético provocar essa mudança? Que consequências terríveis isso poderia acarretar?

Cameron, por um lado é a "mocinha" da história que só quer voltar para casa, mas trabalha para esse governo e quer destruir o Liber8. Mas ela pensa que eles são realmente terroristas. Na visão dela, de agente do governo, ela está fazendo a coisa certa. Além disso ela tem uma motivação pessoal para isso: manter o mundo como está para que no futuro ela ainda encontre sua família. Ninguém é só "mocinho" nem só vilão nessa história. Mesmo quem tem boas intenções usa de meios questionáveis para chegar aos seus objetivos. Inclusive Cameron que tortura e mata para conseguir o que quer.

A segunda temporada terminou deixando muitas questões em aberto, muitas dúvidas e muito pano pra manga. Grandes revelações foram feitas, todos os personagens passaram por uma transformação e tiveram que repensar suas opiniões sobre em que lado estão (e acho que os espectadores também!). Mal posso esperar pela terceira temporada, já confirmada para o ano que vem.

Sério, assistam! É muito boa! Para quem já curte ficção científica é obrigatória. Para quem não liga tanto para o gênero, o que tenho a dizer é que assistam mesmo assim porque a trama é inteligente, misteriosa e de tirar o fêlogo!

Até mais.
Beijos. :**


quarta-feira, 3 de julho de 2013

[Série de TV] Buffy: The Vampire Slayer


Fiquei muito feliz ao saber que a partir deste mês poderia rever toda a série Buffy no Netflix. A série foi criada e dirigida por Joss Whedon (Pânico, Os Vingadores) e exibida pelo canal Fox de 1997 a 2003 . Foram 7 temporadas inesquecíveis dessa que foi a série de vampiros que influenciou todas as atuais. Foi a precursora do tema, influenciou séries como The Vampire Diaries, True Blood e Crepúsculo e também outras como Smallville e Supernatural, que, apesar de não serem sobre vampiros, usaram a fórmula da série também. Buffy começou com um filme para TV totalmente dispensável (não assistam) e acabou tornando-se uma série deliciosa. Já disse que sempre gostei de vampiros, não é? Pois bem, Buffy foi um marco nessa minha paixão e me traz lembranças da época de faculdade quando eu assisti á série. :)

Buffy Summers (Sarah Michelle Gellar) é uma caçadora de vampiros, uma escolhida. Em cada geração, uma menina é escolhida para combater o mal e é preparada por um Sentilela. Buffy chega a Sunnydale depois de ter sido expulsa do antigo colégio em Los Angeles. Ela teria posto fogo no ginásio da escola para matar vampiros. Na nova escola, tudo o que Buffy quer é deixar para trás esse passado envolvida com o sobrenatural e levar uma vida normal, mas logo la descobre que não foi parar em Sunnydale por acaso. A cidade abriga a boca do inferno, um lugar de onde sairão várias criaturas malígnas e ela terá que combatê-las. Seu Sentinela, Gilles (Antony Head) e seus novos amigos a ajudarão na tarefa.

Buffy faz amizade com a inteligentíssima e nerd Willow (Alyson Hannigan), que terá um papel importantíssimo no decorrer da série, com a fútil Cordelia (Charisma Carpenter) e o paquerador e bobalhão Xander (Nicholas Brendon). Mas ela se apaixona pelo misterioso e lindo Angel (David Boreanaz), que logo revela ser um vampiro. Diferentemente dos outros, Angel é um vampiro com alma. Ele foi amaldiçoado com a sua alma de volta e se viver a verdadeira felicidade (entenda-se sexo), perderá sua alma e se tornará um demônio cruel como os outros vampiros.

Buff é uma das minhas heroínas favoritas! Forte, destemida, inteligente, engraçada, sarcástica, romântica e linda! Impossível não amá-la! Willow também é o máximo e protagonizou um romance super fofo com a personagem Tara. Buffy, Willow, Tara e o vampiro Spike, que será mais importante nas últimas temporadas, são meus personagens favoritos.

Ao final da terceira temporada, Angel deixa a série e ganha um spin-off com seu nome, que também é muito bom e se passa em Los Angeles. A partir daí, o coração de Buffy se abre para novas paixões (bem mais interessantes que a vivida com Angel) e muitas histórias acontecem. Durante os 7 anos da série, acompanhamos o crescimento dos personagens. Desde o início da série é possível perceber como as aventuras vividas por Buffy são uma metáfora dos sentimentos típicos da adolescência e esses temas tornam-se mais maduros no decorrer das temporadas. O que era uma série de adolescentes com vampiros, torna-se uma série sobrenatural mais madura, com uma Mitologia bem elaborada, temas mais pesados, personagens muito bem construídos, romances mais intensos e sensuais, e vilões cada vez mais cruéis e perigosos.



Recomendo para os que gostam de vampiros, aventura, ação, romance, drama e muita diversão. Assistam!

Até a próxima.
Beijos. =**

quarta-feira, 15 de maio de 2013

[Série de TV] Continuum (2012 - )



Continuum é uma série de TV canadense de ficção científica exibida pelo canal Show Case,criação de Simon Barry com Rachel Nichols, Erik Knudsen, Stephen Lobo, Victor Webster e Tony Amendola.

Continuum começa no ano de 2077. Um grupo de terroristas é condenado à morte pelo assassinato de milhares de pessoas, mas planeja uma fuga perfeita: eles viajam no tempo e fogem para o passado (2012). Durante a fuga, por acidente, a agente Kiera Cameron (Rachel Nichols) viaja com eles contra a sua vontade. Agora Kiera quer impedir os terroristas de dominarem o mundo no passado (nosso tempo) e descobrir uma maneira de voltar ao futuro sem que ele se modifique pois ela tem marido e filho para quem quer voltar.

Cameron é uma agente especial que tem um sistema de computador implantado no cérebro que permite que ela se conecte a câmeras, computadores e ao seu uniforme especial capaz de torná-la invisível e se proteger de balas e do fogo. Ela conta com esse uniforme e co suas habilidades para combater os terroristas.


Quando Cameron chega ao nosso tempo, ela descobre que o inventor de todo esse sistema é um adolescente, Alex (Erik Knudsen). Juntos eles formam uma parceria. Cameron também se infiltra na polícia local e, junto com seu parceiro Carlos (Victor Webster), investiga a ação dos terroristas. Estes criaram o grupo Liber8, comandado por Edouard Kagame (Tony Amendola), que recruta jovens e outros criminosos alegando que eles serão libertos do sistema.



Continuum é uma série de ficção científica com muita ação, suspense e um pouco de drama. A trama é muito bem elaborada e os personagens são muito interessantes. Kiera está dividida entre sua luta contra os terroristas e sua vontade de não mudar o passado (presente) para que o futuro de onde ela veio ainda exista.



A maior parte da série se passa nos nossos dias, mas as cenas são intercaladas com algumas do futuro, antes da viagem no tempo, que explicam as motivações dos personagens e o funcionamento do sistema criado por Alex. Acredito que muita coisa ainda deve ser desenvolvida na história e muitas pontas precisam ser amarradas, mas a trama está fluindo bem.

Eu sou super fã de ficção científica e recomendo esta série muitíssimo! É uma das minhas preferidas atualmente! A série está hoje na segunda temporada.

Até a próxima (e perdoem-me pelo sumiço).
Beijos.


terça-feira, 9 de abril de 2013

[Série de TV] Vikings

Olá, senti falta do blog e voltei antes do que eu esperava, mas, por enquanto, não vou conseguir manter o mesmo ritmo de postagens que antes. Escolhi falar sobre mais uma série a que tenho assistido. 


Vikings é uma série nova exibida pelo canal History, criada por Michael Hirst, que conta a história de como o herói semi-lendário Ragnar Lothbrok se tornou rei das tribos vikings e um destemido guerreiro. A  lenda conta que ele era um descendente direto de Odin, o deus da guerra.

Para quem gosta de séries épicas é um prato cheio, mesmo sendo um pouco mais lenta que outras do gênero. Tem menos ação, intrigas e sexo que Spartacus e Game of Thrones, mas eu estou gostando bastante dela. A história é excelente e os personagens são apaixonantes.

Ragnar (Travis Fimmel) é um herói interessante, sarcástico, arrogante e com um enorme carisma (além de lindo!). Ele se convence de que o rei Earl Haraldson (Gabriel Byrne) está tomando a direção errada em suas viagens e decide fazer uma viagem por conta própria e sem a autorização do rei para outra direção. 


Seu amigo e guru Floki (Gustav Skarsgård) constrói o barco para essa viagem. Floki é um personagem maravilhoso, engraçado, louco e estranho.


O Earl Haraldson é terrível, implacável, não perdoa nenhuma afronta contra a sua vontade e castiga os criminosos com requintes de crueldade. Bem, o forte desse povo não parece ter sido a compaixão nem a misericórdia. Earl não fica nada satisfeito com a ousadia de Ragnar e eles se tornam inimigos. Haraldson é casado com Siggy (Jessalyn Gilsig) uma mulher que parece ser leal tanto por amor quanto por medo dele. 


Ragnar é casado com Lagertha Lothbrok (Katheryn Winnick), uma mulher muito bonita e muito forte. Ela derruba e mata qualquer um que se meta a besta com ela ou sua família! Já sou fã! A relação deles é saudável e louca na medida certa! Ela e Hagnar têm dois filhos lindos, Bjorn e Gyda Lothbrok.


O irmão de Ragnar, Rollo (Clive Standen lindo!), é invejoso e de caráter duvidoso. Quer subir a qualquer custo, e paira no ar a incerteza sobre a sua lealdade ao irmão.


Na primeira viagem, Ragnar chega à Inglaterra onde mata muitos monges em um monastério e rouba todo o ouro. Traz consigo o monge franciscano Athelstan (George Blagden), que fala a língua dos vikings, e o torna seu escravo. Porém eles, aos poucos, tornam-se amigos. Athelstan sofre um choque cultural ao viver com os vikings que têm costumes totalmente diferentes dos seus, mas está sempre interessando em aprender sobre a cultura e a religião deles.


Os cenários são maravilhosos, a direção de arte é impecável e o elenco está muito bem. Apesar de estar no início, já é uma das minhas séries favoritas. Recomendo!

Beijos. :**



Série de TV - Raised by Wolves

Terminei de assistir ontem à nova série original HBO Max. Já vou começar dizendo que recomendo para quem gostou de Battlestar Ga...