CARONA, Rocío. A Gramática do Amor. Rio de Janeiro: Rocco Jovens Leitores, 2013. 264p. Título original: La gramática del amor.
"O amor que permanece oculto, que não se expressa,
transforma-se num monstro que devora corações.
É preciso arriscar-se e deixá-lo sair, mesmo com o
risco de se machucar." p.99
Irene é uma adolescente, nascida em Barcelona que vai estudar em um internato na Inglaterra, mais precisamente na Cornualha. Ela divide quarto no alojamento da escola com Martha, uma inglesa intensa, baladeira e escandalosa.
Irene se apaixona loucamente por Liam, mas tem uma grande desilusão amorosa. Liam a engana e faz pouco de seu amor. Seu professor de gramática percebe o sofrimento da aluna e lhe propõe um desafio: pede que Irene leia algumas obras literárias escolhidas por ele e faça trabalhos sobre os livros. Todos os livros são histórias de amor de grandes autores clássicos e contemporâneos. A sul da fronteira, a oeste do sol de Murakami, Anna Kariênina de Tolstói, Orgulho e Preconceito de Jane Austen, Carta de uma desconhecida de Stefan Sweig, Os Sofrimentos Do Jovem Werther de Goethe, Jane Eyre de Charlotte Bronté e O Amor nos tempos do cólera de Gabriel García Marquez.
No início, Irene acha a proposta estranha, mas logo começa e se entreter e se envolver com a leitura. Seu professor, Peter Hugues, a quem os alunos chamam de Byron, por ser romântico e melancólico, chama a proposta de A gramática do amor. Irene percebe, à medida que lê aquelas histórias de amor, que elas têm a ver com a sua própria história e com a de outras pessoas, como a do professor e ao de seu amigo Marcelo, e fica cada vez mais envolvida com aquele desafio. Enquanto isso, Irene também se envolve comm o professor e outros dois colegas seus. Tem um rápido e intenso envolvimento com um e começa a se relacionar com outro.
A ideia do livro é genial e divertida. Adoro quando um autor declara seu amor à literatura e quando um livro fala sobre outros livros. É enriquecedor. Além disso a escrita de Carmona é fluida, simples, fácil de ler. O que eu não gostei foi da protagonista. Irene é confusa, volúvel, impulsiva e boba. Acha que ama todo mundo, não sabe o que quer. Começa a história dizendo que Liam é o grande amor da sua vida e logo depois se envolve com vários outros, inclusive com o menino que fica com sua amiga. Faz cenas de ciúme, se declara a mais de um, fala e faz um monte de bobagem etc. Fiquei muito irritada com a personalidade dela. Gostei do professor Hugues que tem uma ideia incrível e ama seus alunos, mas acho que é muito imprudente em algumas atitudes. E gostei bastante de Marcelo e até da amiga doidinha Martha.
A gramática do amor é um livro romântico, leve, divertido, cheio de referências literárias e reflexões sobre o amor e os relacionamentos. É um livro para se ler rapidinho e se deliciar. Mas cuidado: se você não conhece as histórias dos livros que Irene lê, passe longe dele - contém muitos spoilers sobre outras obras. Apesar dos pontos negativos que citei, eu adorei o livro! É perfeito para comemorar o dia dos professores porque fala de um que tem um profundo amor pelo que faz e por seus alunos.
Avaliação: ★★★★
Feliz Dia do Mestre a todos os professores, especialmente à minha mãe que me ensinou a ler e me contaminou com sua paixão pela leitura e pelo conhecimento!
Até a próxima.
Beijos. :**
Irene se apaixona loucamente por Liam, mas tem uma grande desilusão amorosa. Liam a engana e faz pouco de seu amor. Seu professor de gramática percebe o sofrimento da aluna e lhe propõe um desafio: pede que Irene leia algumas obras literárias escolhidas por ele e faça trabalhos sobre os livros. Todos os livros são histórias de amor de grandes autores clássicos e contemporâneos. A sul da fronteira, a oeste do sol de Murakami, Anna Kariênina de Tolstói, Orgulho e Preconceito de Jane Austen, Carta de uma desconhecida de Stefan Sweig, Os Sofrimentos Do Jovem Werther de Goethe, Jane Eyre de Charlotte Bronté e O Amor nos tempos do cólera de Gabriel García Marquez.
No início, Irene acha a proposta estranha, mas logo começa e se entreter e se envolver com a leitura. Seu professor, Peter Hugues, a quem os alunos chamam de Byron, por ser romântico e melancólico, chama a proposta de A gramática do amor. Irene percebe, à medida que lê aquelas histórias de amor, que elas têm a ver com a sua própria história e com a de outras pessoas, como a do professor e ao de seu amigo Marcelo, e fica cada vez mais envolvida com aquele desafio. Enquanto isso, Irene também se envolve comm o professor e outros dois colegas seus. Tem um rápido e intenso envolvimento com um e começa a se relacionar com outro.
A ideia do livro é genial e divertida. Adoro quando um autor declara seu amor à literatura e quando um livro fala sobre outros livros. É enriquecedor. Além disso a escrita de Carmona é fluida, simples, fácil de ler. O que eu não gostei foi da protagonista. Irene é confusa, volúvel, impulsiva e boba. Acha que ama todo mundo, não sabe o que quer. Começa a história dizendo que Liam é o grande amor da sua vida e logo depois se envolve com vários outros, inclusive com o menino que fica com sua amiga. Faz cenas de ciúme, se declara a mais de um, fala e faz um monte de bobagem etc. Fiquei muito irritada com a personalidade dela. Gostei do professor Hugues que tem uma ideia incrível e ama seus alunos, mas acho que é muito imprudente em algumas atitudes. E gostei bastante de Marcelo e até da amiga doidinha Martha.
Avaliação: ★★★★
Feliz Dia do Mestre a todos os professores, especialmente à minha mãe que me ensinou a ler e me contaminou com sua paixão pela leitura e pelo conhecimento!
Até a próxima.
Beijos. :**