quarta-feira, 30 de julho de 2014

Gone: O Mundo Termina Aqui - Michael Grant



Assim.
Sumiu.
Sem nenhum "puf". Sem clarão de luz. Sem explosão. p.11

GRANT, Michael. Gone: o mundo termina aqui. Rio de Janeiro: Galera Record, 2010. Título original: Gone.

Gone: O Mundo Termina Aqui é o primeiro volume da série Gone de Michael Grant. Um dia, sem nenhuma explicação, todo os habitantes de Praia Perdida na Califórnia com mais de 14 anos desapareceram. Simplesmente sumiram de repente. Alguns estavam trabalhando, outros dormindo, estudando, dirigindo, brincando. Sumiram como num passe de mágica. Sobraram apenas as crianças. Além disso, um muro surgiu em torno da cidade centrada numa Usina Nuclear e coisas estranhas começaram a acontecer: algumas das crianças  se deram conta que tinham poderes e animais sofreram mutações. Ninguém sabe por que tudo isso está acontecendo nem para onde foram parar os desaparecidos. Enquanto tentam desvendar esses mistérios, as crianças também têm que lutar para sobreviver.

Sam chama essa nova realidade em que vivem de LGAR (lugar da galera radiotaiva). Sam descobriu que tem o poder de lançar uma luz que queima pelas mãos. Ele, sua amiga Astrid, Jack Computador e mais alguns amigos tentam investigar o mistério procurando pistas nas coisas dos seus pais. Eles também tentam organizar as crianças para sobreviver distribuindo tarefas e mantendo-os unidos. Porém os valentões da escola para crianças difíceis, Academia Coates, Cain e Drake, não gostam nada disso e querem tomar o poder.

Brigas, lutas, muita ação, desespero, fome, crueldade sede de poder são algumas passam a fazer parte da vida dessas crianças. Elas têm que crescer e mudar para sobreviver e isso não parece nada fácil. E ainda existe uma outra grande preocupação: desde o momento do desaparecimento, outras crianças que tinham 13 anos desapareceram no momento em que completaram 14 anos. Então todos temem pelo próprio aniversário. Ninguém sabe o que os espera do outro lado.

A história é contada na terceira pessoa por um narrador onisciente. Achei a premissa do livro fascinante. Assim que li a sinopse fiquei louca pra ler, apesar de ter demorado muito para fazê-lo. Comprei os três primeiros volumes e depois o quarto de tão empolgada que fiquei. Mas, infelizmente o livro não funcionou para mim. A ideia foi mal aproveitada. Achei a história confusa, muito enrolada e mal explicada. Algumas coisas não fizeram o menor sentido e pareceram forçadas. Também não gostei dessa mistura de ficção científica com fantasia. Pelo menos nessa história não combinou. Deu a impressão que o autor se perdeu. Demorei dois meses para concluir a leitura. Vou ler o segundo volume, afinal eu já tenho aqui e torcer para que a história melhore daqui para frente. Talvez eu tenha me decepcionado porque esperava demais do livro. Mas a premissa é incrível e algumas coisas são bem divertidas. Alguns personagens são muito cativantes e há muita ação do começo ao fim e mistérios para serem desvendados. Por isso eu quero saber a conclusão da história. A série tem seis livros e espero que o segundo seja muito bom mesmo, porque só assim darei continuidade. Se você gosta de ação, aventura e mistério pode gostar.

Avaliação: ★★★

Até mais. 
Beijos e boas leitura. :**




sexta-feira, 25 de julho de 2014

Queda de Gigantes - Ken Follett


"Malheur la guerre", diziam. "Pour nous, pour vous, pour toute le monde." 
"A guerra é uma tragédia - para nós, para vocês, para todo o mundo." p.726


FOLLET, Ken. Queda de Gigantes. Rio de Janeiro: Sextante, 2010. Título original: Fall of giants. 911p.

Queda de Gigantes é o primeiro volume da Trilogia O Século. Neste primeiro volume acompanhamos cinco famílias de diferentes países durante a I Guerra Mundial. O segundo volume, O Inverno do Mundo, acompanha essas famílias durante a II Guerra e o terceiro volume, A Eternidade por um fio, se passa na Guerra Fria.

Em Queda de Gigantes conhecemos famílias inglesas, galesas, alemãs, russas e americanas. Enquanto a Guerra se aproxima e depois enquanto se desenrola, acompanhamos a vida de muitos personagens e o envolvimentos deles na guerra e na política e também seus dramas pessoais. Não vou escrever sobre todos eles porque são muitos e a resenha ficaria muito grande, mas vou destacar alguns mais importantes.

Ethel Williams, uma galesa que trabalha como governanta na mansão Ty Gwyn se envolve com o patrão, o Conde Fitzherbert que é casado com uma princesa Russa, Bea. Quando o relacionamento termina, Ethel tem que deixar a mansão e vai para Londres. Ela se torna amiga da irmã do conde Maud Fitzherbert, uma mulher jovem a frente de seu tempo, que, apesar de ser uma aristocrata, luta pelos direitos dos trabalhadores e principalmente pelo direito das mulheres ao voto. Ethel acaba totalmente envolvida na política também. O irmão de Ethel, William Williams, o Billy Duplo é minerador e por ocasião da Guerra, se alista e vai lutar pela Grã Bretanha assim como outros mineradores. Maud tem um romance secreto com Walter von Ulrich, um alemão adido militar na embaixada alemã em Londres. O americano Gus Dewar que trabalha na Casa Branca como assessor do presidente conhece e protege o romance dos dois. Gus não tem muita sorte com as mulheres, mas tem uma carreira promissora.

Na Rússia, Grigori e Lev Peshkov são jovens irmãos órfãos que trabalham em uma metalúrgica. Lev é o mais novo e irresponsável dos irmãos. Grigori sonha em sair do país e ir morar nos EUA e para isso junta dinheiro para a passagem. Quando Lev comete um crime, ele pega o passaporte e o dinheiro do irmão e toma o navio no lugar dele atrás da família Vyalov que vive em Buffalo nos EUA. Grigori  assume a gravidez da namorada do irmão, com quem se casa e fica em Petrogrado onde a Revolução Socialista estava prestes a acontecer.

Todas essas famílias acabam ligadas de uma forma ou de outra e têm envolvimento na I Guerra e na Revolução Russa. A narração é em terceira pessoa alternando os pontos de vistas de alguns personagens. Os personagens são envolventes e muito bem construídos. O livro é uma verdadeira aula de História. Ken Follet, que é jornalista, explica ao final do livro que só descreveu fatos históricos que realmente aconteceram e quando envolveu personagens históricos e fictícios criou situações que poderiam ter acontecido, como a visita do Rei às casas dos mineradores. Conhecemos os motivos políticos e econômicos que desencadearam esses grandes eventos, as conspirações, o dia a dia do povo, os perigos nas minas de carvão, a luta pelo sufrágio feminino, as batalhas e estratégias militares durante as guerras. 

O livro é extenso. São 900 páginas recheadas de acontecimentos históricos importantes e dramas pessoais fictícios. Algumas passagens, especialmente nas trincheiras, me cansaram. Além disso eu me envolvi muito mais com alguns personagens que com outros, então eu sentia falta da história dos meus preferidos quando os capítulos enfocavam outras famílias. Acho que por isso não consegui ler o livro de uma vez. Revezei com mais outros cinco livros e demorei mais de dois meses para concluir a leitura. Ainda assim, foi uma leitura prazerosa, interessante e enriquecedora. Vale muito a pena. No início do livro há uma relação de todos os personagens o que é muito importante para o leitor não se perder e no final podemos ler um trecho do segundo volume da série que acompanha as mesmas famílias 20 anos depois. Fiquei com uma vontade enorme de emendar a leitura do segundo, mas decidi dar um tempo. Recomendo!

Avaliação: ★★★★ 

Até mais. Beijos e boas leitura. :**



sábado, 19 de julho de 2014

Citação 011

Mark Twain

"De todas as criaturas já feitas, o homem é a mais detestável. De toda a criação, ele é o único, o único que possui a malícia. São os mais básicos de todos os instintos, paixões vícios - os mais detestáveis. Ele é a única criatura que causa dor por esporte, com consciência de que isso é dor."

TWAIN, Mark. In SCHECHTER, Hatold. Serial Killers. Rio de Janeiro: Darkside Books, 2013.




"Não somos todos humanos? Então por que não podemos viver em paz?"


segunda-feira, 14 de julho de 2014

The 100: Os Escolhidos - Kass Morgan + [Série de TV] The 100



Bellamy não sabia por que os antigos humanos se davam o trabalho de consumir drogas. Qual era o sentido de injetar alguma porcaria nas veias se um passeio na floresta tinha o mesmo efeito? Algo acontecia toda vez que ele cruzava a linha das árvores. Enquanto se afastava do acampamento à luz do sol da manhã, partindo em mais uma expedição de caça, ele começou a respirar fundo. Seu coração tinha batidas fortes, lentas e constantes, e suas pernas marchavam no ritmo de um pulso no chão. Era como se alguém tivesse invadido seu cérebro e aumentado a intensidade de seus sentidos até uma configuração que Bellamy não sabia que existia. p.134.

MORGAN, Kass. The 100. Rio de Janeiro: Galera Record, 2014. 288p.

The 100: Os Escolhidos é o primeiro volume da série de ficção científica distópica The 100. A história se passa em um futuro distante quando a terra foi destruída por guerras nucleares e a humanidade teve que deixa-la e passou a viver em naves no espaço. Existem 3 naves na colônia espacial: Walden, Arcadia e Phoenix. Em Phoenix vive a elite da sociedade enquanto nas outras duas naves vivem os trabalhadores. Em Phoenix não existe racionamento de água nem de energia, enquanto na outras naves tudo é racionado. Os crimes na Colônia são punidos com a morte porque é preciso controlar o crescimento populacional. A quantidade de filhos que cada casal pode ter é restringida a apenas 1 e a desobediência a essa regra também é punida com a morte. Os menores de idade que cometem infrações são confinados e julgados assim que completam 18 anos. E sempre são considerados culpados e executados.

Pensando em uma possível volta à terra, o Chanceler Jaha envia 100 menores de idade para a Terra com o intuito de saber se os níveis de radiação no planeta já estão toleráveis para a sobrevivência humana. Dentre esse 100 estão seu próprio filho Wells, Clarke e Octavia. Bellamy, apesar de ter 20 anos, deu um jeito de entrar no último minuto na nave e poder ir à Terra. Essa missão poderá ser uma segunda chance para esse jovens ou uma missão suicida.

A narração é em terceira pessoa através dos pontos de vista de Clarke, Wells, Bellamy e Glass. Cada capítulo tem o ponto de vista de um desses personagens e, além de narrar o que acontece com eles na Terra após a aterrissagem, também tem flasbacks que contam o que aconteceu com eles na Colônia para que eles fossem confinados. Através desses flasbacks conhecemos melhor os personagens, suas motivações e personalidades.

Clarke é filha de uma médica e um cientista que foram executados por cometer crimes depois que seu namorado Wells os delatou ao Chanceler Jaha, seu pai. Wells cometeu um crime para poder estar com Clarke na nave que a levaria à terra mas a namorada nunca o perdoou pelo que ele fez aos seus pais. Bellamy atirou no Chanceller e pulou na nave antes da partida para que pudesse proteger a irmã Octavia que também seria enviada à Terra. Glass fugiu do confinamento antes da partida da nave para poder encontrar seu namorado Luke e continuou na Colônia.

Na aterrissagem, alguns dos 100 morreram, outros ficaram gravemente feridos, como a melhor amiga de Clarke, Thalia. A história mostra a dificuldade de sobreviver sem tecnologia e o sentimento de encantamento pela natureza, a chuva, os animais e a água pura em abundância. Possibilita a discussão sobre a importância de se preservar a natureza ao mostrar a destruição causada pelo homem. Também mostra um mundo distópico, autoritário e com desigualdades sociais. Achei que podiam ter dado menos importância ao romance, principalmente no núcleo de Glass, que aliás eu achei bem dispensável. A linguagem é fluida, fácil de ler e os personagens são bem construídos. Gostei muito do livro e estou ansiosa pela sequência. Ah, uma observação: a revisão do livro está bem ruim. Encontrei muitos erros. É muito chato quando isso acontece porque desvia da leitura. Espero que a editora tenha mais cuidado no próximo livro.

Avaliação: ★★★


Sobre a série The 100:


Na série, exibida pelo canal CW, a essência da história se manteve, assim como o nome dos personagens, mas as histórias deles são diferentes. Muitos personagens foram misturados ou fundidos em um só e outros desapareceram, como por exemplo Glass (o que particularmente eu achei bom).


Na série os protagonistas são Clarke, Bellamy, Octavia e Finn (que terá um envolvimento amoroso com Clarke). Wells é um personagem menor e não é ex-namorado de Clarke. É seu melhor amigo. A história dos pais de Clarke também é diferente e somente o pai dela morreu. Sua mãe é médica e faz parte do conselho da Colônia ao lado do Chanceler Jaha, pai de Wells. Achei essa parte da história mais forte e melhor contada no livro. Não havia necessidade de mudar tanto. A série avança um pouco a história e o que aparece no final do primeiro livro já é melhor explicado na série. Talvez eles já tenham usado o segundo livro, ou simplesmente inventado. Não sei.



Estou gostando da série principalmente por causa da luta pela sobrevivência, as discussões sobre como construir uma sociedade, novas leis, ética e conceitos morais. Na série Clarke e Bellamy são líderes da pequena comunidade, embora tenham visões bem diferentes sobre como comandar. Acho que a série tem grande possibilidade de crescer. A série também explora mais a vida na Colônia, os personagens adultos e suas difíceis decisões. Vale a pena assistir.

Até mais.
Beijos e boas leituras. :**


sexta-feira, 11 de julho de 2014

[Cinema] A Culpa é das Estrelas (2014)


The Fault in our  stars

EUA, 2014

126 min

Drama, Romance

Direção: Josh Boone

Roteiro: Scott Neustadter, Michael H. Webe, John Green (romance)

Estrelando:  Shailene WoodleyAnsel ElgortNat Wolff






Não vou contar novamente do que se trata a história porque muita gente já sabe e porque eu já escrevi na resenha do livro aqui. Eu amei o livro porque ele não não conta somente uma história de amor, mas uma história sobre viver sabendo que nem tudo são flores, que há dor, perda e que a morte é inevitável. É uma história cujos personagens vivem momentos difíceis das suas vidas, fazem questionamentos existenciais e não se iludem esperando milagres. Eles sabem que vão morrer em pouco tempo e procuram fazer com que suas curtas existências sejam bem vividas. Eles amam, realizam sonhos, se apoiam um no outro e estão em paz com o destino inevitável. O filme é muito fiel à história original. Houve pouquíssimas mudanças e a essência do livro não se perdeu. 

Gostei muito de todos os atores e me apaixonei novamente pelo Gus. Quando soube que Ansel Elgort faria o papel de Gus, fiquei com um pé atrás, mas mudei de opinião porque ele foi perfeito! Lindo e cheio de personalidade. Além disso a química entre os protagonistas é incrível! O drama, a intensidade e o humor do livro mais uma vez me conquistaram. Nem preciso dizer que chorei muito, né? Chorei do início ao fim! No momento em que Gus e Hazel se conheceram eu já comecei a chorar. Em parte porque eu já sabia o que aconteceria e em parte porque os atores me emocionaram com suas atuações. De maneira geral eu já choro mais assistindo a filmes do que lendo livros porque eu me emociono a personificações dos personagens, com o trabalho dos atores. Então eu chorei um pouco lendo o livro, mas o filme partiu meu coração! 

Mas houve também momentos muito engraçados durante o filme todo. Ansel Elgort conseguiu encarnar todo o sarcasmo e humor negro sutil de Gus. Ri muito com as ótimas tiradas de Gus e Hazel. O roteiro foi muito bem escrito mantendo as frases deliciosas que todos os fãs do livro já decoraram. Algumas cenas foram muito hilárias, como a que Gus, Hazel e Isaac se vingam da ex namorada de Isaac. Adorei!

Lindo, lindo!  Eu não mudaria nada!

Avaliação: ★★★★ 

Beijos e até a próxima. :**

segunda-feira, 7 de julho de 2014

[Cinema] Dicas de filmes 005



Transcendence, 2014



Will Caster (Johnny Depp), um cientista que trabalha com inteligência artificial, sofre um atentado de um grupo terrorista que quer acabar com a inteligência artificial. Ele descobre que foi contaminado com radiação e tem pouquíssimo tempo de vida. Com a ajuda de sua mulher  e parceira de pesquisa Evelyn (Rebecca Hall), ele faz um upload das sua mente (ondas elétricas emitidas pelos seus pensamentos). Assim que morre, sua esposa começa a se comunicar com ele. Em pouco tempo, Will Caster se conecta com todas as redes de bancos, bolsa, e tudo o mais que está disponível na internet e manipula tudo a seu favor. Evelyn tem que fugir dos terroristas, então ela vai para um cidade pequena e lá constrói, com a ajuda do marido uma grande empresa e um super computador. Em pouco tempo a inteligência de Will se expande e ele desenvolve a nanotecnologia capaz de curar e recriar partes de corpo humanas e de conectar as pessoas à sua rede. A fome de poder e tecnologia de Will não tem limites e Evelyn se vê em um impasse. Enquanto isso, os terroristas procuram uma maneira de barrar a tecnologia de Will. 
Eu gostei do filme, mas esperava mais. O filme é lento, melancólico, com uma fotografia escura que dá um clima perturbador ao filme. Achei o roteiro cheio de furos e forçado, mas a ideia interessante. Não é um grande filme, mas valeu a pena assistir mesmo assim. A direção é de Wally Pfister e o roteiro é de Jack Pavlen.

Avaliação: ★★★

Noé (Noah), 2014



Este filme o diretor Darren Aronofsky, reconta a história bíblica de Noé. O filme é uma adaptação da graphic novel de Aronofsky, Ari Handel Niko Henrichon. Eu gostei muito do filme principalmente por causa da produção impecável, fotografia lindíssima, efeitos especiais belíssimos, figurino, cenários, tudo perfeito e também pelos atores que fizeram um grande trabalho em cena. Mas o roteiro falha em alguns pontos. Eu já não sou grande fã dessa história, e o roteiro mudou algumas coisas que a tornaram ainda mais inverossímil e falha. Como, por exemplo, o fato de só um dos filhos de Noé ter uma mulher. Na história original, os três filhos têm esposas o que justifica como a terra foi repovoada depois do dilúvio. Além disso o Noé do filme é ainda mais fanático, cruel e capaz de qualquer coisa, repito, qualquer coisa, para cumprir a sua missão.
(atualização) Como bem colocado pela blogueira Aleska no blog A Menina das Idéias, essa mudança pode ter sido feita para se questionar o fanatismo religioso que existe até os dias de hoje que faz com que pessoas usem a religião para justificar atos injustificáveis. Mas na minha opinião, as mudanças tornaram a história sem sentido e com furos.
Tive ódio de Noé no filme. Mas tive muita vontade de dar colo para o Ham (Logan Lerman). Mesmo assim eu adorei. Russel Crowe como Noé, Jennifer Connelly como Naameh, esposa de Noé, Emma Watson como Ila, nora, Logan Lerman como ham e Anthony Hopkins (melhor ator do mundo) como Mathuselah arrasaram! Se não assistiu ainda, assista!

Avaliação: ★★★ 3,5

Rio 2, 2014




 Nessa continuação de Rio, Tulio (Rodrigo Santoro) e Linda (Leslie Mann) vão à Amazônia pesquisar a existência de aves. Então Blu (Jesse Eisenberg) e Jewel (Anne Hathaway) resolvem fazer uma viagem em família para lá também. Chegando na Amazônia, Jewel reencontra sua família vivendo num refúgio paradisíaco onde as aves se escondem dos humanos. Tudo parece perfeito, mas um perigo ameaça esse paraíso perdido. Filme muito lindo! Gostei ainda mais do que o primeiro. O diretor Carlos Saldanha fez um trabalho incrível! Recomendo muitíssimo.

Avaliação: ★★★★

Sob a pele (Under the skin), 2013



Nesta ficção científica perturbadora, Scarlett Johansson é uma alienígena vestida de pele humana que seduz homens para atraí-los para a morte para, o que parece, se alimentar deles. Porém ao conviver com humanos dentro de uma pele humana, a alienígena começa a adquirir sentimentos pelos humanos como compaixão, medo, afeto. Filme estranho, escuro, perturbador com uma trilha sonora aflitiva muito bem apropriada. Gostei muito, mas acho que é o tipo de filme que não vai agradar muita gente. Para quem gosta de ficção científica, vale a pena. A direção é de Jonathan Glazer e quem assina o roteiro é Walter Campbell. O filme é uma adaptação do romance "Sob a Pele" de Michel Faber. Recomendo!

Avaliação: ★★★★ 

O Homem do Futuro, 2011




Como eu não tinha assistido a esse filme ainda? Dei muitas gargalhadas. O filme é uma comédia nacional deliciosa com uma trama de ficção científica que conta a história de Zero (Wagner Moura), um professor e pesquisador de física fracassado e obcecado em descobrir uma nova foma de energia. Além disso ele não esquece a humilhação que sofreu 20 anos antes, no início da faculdade, quando a garota que ele amava, Helena (Alinne Moraes) o ridicularizou na frente de todos durante uma festa a fantasia. Desobedecendo ordens da sua chefe Sandra (Maria Luísa Mendonça), Zero usa a sua invenção numa experiência para provar ao mundo que é o grande gênio e sem querer volta no tempo, 20 anos antes, no dia da festa. Agora Zero vai tentar mudar o passado, mas o resultado não é o que ele esperava. Comédia excelente de Cláudio Torres que me fez rir do início ao fim. Super recomendo para quem quer dar boas risadas.

Avaliação: ★★★★  

Terra Tranquila (The Quiet Earth), 1985



Neste filme de 1985, Zac (Bruno Lawrence) acorda um dia e descobre que está sozinho no mundo. Todas as pessoas desapareceram. No início ele se diverte com a possibilidade de fazer o que quiser: andar pelado na rua, usar roupas de mulher, saquear lojas, não ter nenhuma obrigação, nem rotina, mas então começa a se sentir sozinho. Pouco tempo depois encontra mais duas pessoas que por algum motivo desconhecido, também não desapareceram. O filme, apesar de ter poucos recursos visuais e tecnológicos, é muito bom porque aborda assuntos interessantes que envolvem o fato de estar sozinho ou quase sozinho no mundo. Gostei de assistir. A direção é de Geoffrey Murphy e o roteiro de Bill Baer, Bruno Lawrence e Sam Pillsbury baseado no romance homônimo de Craig Harrison.

Avaliação: ★★★★

Rebecca: a mulher inesquecível (Rebecca), 1940



Nesse clássico de suspense do incrível Alfred Ritchcock, uma moça humilde se envolve e se casa com o milionário e viúvo Maxim de Winter (Laurence Olivier) que perdeu a primeira esposa em circunstâncias misteriosas. Ao se mudar para a mansão do marido a nova esposa, que não tem nome próprio no filme e é chamada somente de sra. de Winter, se depara com uma casa cheia de "fantasmas" de Rebecca, a primeira sra. de Winter. Todos os empregados falam dela como uma mulher lindíssima e adorável, tudo na casa tem as iniciais dela e o marido recusa-se a falar sobre o que aconteceu. Especialmente a estranha governanta demonstra ter uma adoração fora do normal pela antiga patroa. A nova sra. de Winter se consome cada vez mais de ciúme e insegurança enquanto as circunstância da morte da primeira sra de Winter se torna um mistério a ser desvendado. A direção de Hitchcock, como não podia deixar de ser, é genial! A cada cena o espectador se vê envolvido em um suspense de tirar o fôlego. Sou suspeita para falar porque sou fã de carteirinha do diretor, mas recomendo como recomendo toda a obra dele.  Assistam. É imperdível!

Avaliação: ★★★★★ 

P.S. O filme é uma adaptação do romance homônimo de Daphne du Maurier e dizem que é um plágio do livro "A Sucessora" da autora brasileira Carolina Nabuco. Eu pretendo ler os dois livros para dar a minha opinião.

É isso. Esses foram os filmes que eu vi no cinema e em casa nas últimas semanas. Vocês assistiram a algum? O que acharam?

Até mais. 
Beijos e boas leituras. :**


quinta-feira, 3 de julho de 2014

O Segredo do Meu Marido - Liane Moriarty



MORIARTY, Liane. O Segredo do meu marido. Rio de Janeiro: Editora Intriseca, 2014. Edição Digital: 2014. Título original: The Husband's secret.  359p.

Nenhum de nós conhece todos os possíveis cursos que nossas vidas poderiam ter tomado. E provavelmente é melhor assim. Alguns segredos devem ficar guardados para sempre. Pergunte a Pandora. p. 356


O segredo do meu marido gira em torno de três personagens centrais. São três mulheres que se conhecem, não são amigas, mas, por causa de alguns acontecimentos, têm suas vidas interligadas. 

A primeira é Cecília, casada, muito feliz no casamento, mãe de três filhas lindas e saudáveis que um certo dia encontra uma carta escrita por seu marido com um aviso no envelope: abra somente na ocasião da minha morte. Cecília passa por um dilema moral para se decidir se abre ou não a carta. 

A segunda personagem é Rachel, uma mulher idosa cuja filha morrera assassinada 30 anos atrás e que até os dias atuais ainda vive em função do sofrimento e da agonia de não entender o que aconteceu à filha. 

A terceira personagem é Tess, uma mulher casada e mãe de um filho, cujo marido anuncia que está apaixonado pela prima e melhor amiga da esposa.

Além das personagens principais, outros dão vida à trama. O marido e as filhas de Cecília, as mães dos alunos da escola, as amigas de Cecília, o marido, a prima, o filho e a mãe de Tess, o filho, a nora e o neto de Rachel, o professor de educação física da escola. Através dos personagens coadjuvantes, constrói-se um elo entre as personagens principais.

O mais interessante no livro é a forma como as personalidades dos personagens são construídas e fundamentadas nos acontecimentos passados e presentes na vida deles. Há um mistério, mas este é solucionado na metade do livro. Depois disso existe um suspense sobre o que vai acontecer a seguir, a partir dos sentimentos dos personagens. É um drama e um thriller psicológico. A tensão está dentro da mente dos personagens e a trama é muito bem feita.

A narração é em terceira pessoa e alterna o ponto de vista de cada uma das três personagens principais de maneira muito intensa e envolvente. Não gostei tanto do núcleo da Tess porque achei que ele não foi tão importante para a trama principal, mas isso não atrapalhou a leitura. Não esperem por um livro de mistério porque este é muito óbvio. Eu mesma descobri antes de começar a leitura, só pela sinopse. O melhor do livro é a forma como os acontecimentos se desenrolam, como os personagens se encontram e como eles resolvem seus conflitos internos. Gostei e recomendo!

Avaliação: ★★★

Até mais. Beijos e boas leitura. :**



Série de TV - Raised by Wolves

Terminei de assistir ontem à nova série original HBO Max. Já vou começar dizendo que recomendo para quem gostou de Battlestar Ga...