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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Apocalipse Z - O Princípio do Fim - Manel Loureiro


De repente, mandaram-nos de volta para o século XIX. Só que cercados de cadáveres ambulantes e lutando para sobreviver. Que panorama mais fodido. p. 101


LOUREIRO, Manel. Apocalipse Z - O princípio do fim. São Paulo: Planeta Brasil, 2010. 365p.

O Princípio do Fim é o primeiro volume da trilogia Apocalipse Z e como o nome sugere trata de um apocalipse zumbi.

A história é narrada em primeira pessoa por um advogado que relata aos leitores do seu blog o que está acontecendo no mundo. Ele mora sozinho com seu gato Lúculo (que é um personagem ótimo) após a perda da sua mulher e começou a escrever um blog para sair da depressão.

O protagonista conta sobre uma epidemia que começou depois de um acidente em um laboratório e como rapidamente se espalhou. Relata o terror das pessoas, a calamidade que ocorre em decorrência disso, cidades sendo evadidas, pessoas se refugiando em bases militares e claro, os zumbis, chamados por ele de não mortos. A eletricidade acaba, a internet não funciona e a partir de então, o advogado começa a relatar o que acontece com ele em um diário.

O ritmo do livro é eletrizante. Tem ação e tensão do início ao fim. Os acontecimentos são narrados no presente, conforme as coisas vão acontecendo o que aproxima o leitor da ação. Apesar de algumas cenas serem muito longas, não me entediei em nenhum momento. A escrita do autor é fluida e o narrador utiliza uma linguagem informal e atual.

Gostei muito da história e estou muito curiosa para saber o que acontece nos próximos volumes. Recomendo muito para quem curte distopias, zumbis e muita ação.

Avaliação: ★★★★

Até mais.
Beijos e boas leituras. :**


sábado, 11 de outubro de 2014

A Ilha do Dr. Moreau - H. G. Wells



Então alguma coisa aconteceu. Até hoje não sei o que foi. Ouvi um grito agudo às minhas costas, um baque, e, virando-me, vi um rosto horrendo que se precipitava sobre mim, e que não era humano, não era animal, mas uma coisa castanha, demoníaca, coberta de cicatrizes rubras que se ramificavam cheias de gotas vermelhas, e olhos sem pálpebras que pareciam fulgurar. p.113

WELLS, H. G. A Ilha do Dr. Moreau. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012. Versão digital. Formato epub. Título Original: The Island of Doctor Moreau. 154p.

Dando continuidade ao mês de Halloween, hoje a resenha é sobre A Ilha do Dr. Moreau, um livro de ficção científica e terror publicado em 1896. 

Após sobreviver a um naufrágio, Charles Prendick é resgatado por um navio e obrigado a desembarcar em uma ilha. Lá ele conhece o Dr. Moreau, um cientista que  fora exilado da Inglaterra após fazer experiências polêmicas. Inicialmente Prendick não entende bem o que acontece na ilha e que trabalho o cientista faz lá, mas aos poucos observa que as pessoas que vivem na ilha, são na verdade estranhas criaturas.

Prendick deseja ir embora da ilha, porém, debilitado, é obrigado a passar um bom tempo lá e se aproxima das criaturas. Cada vez mais envolvido com o que acontece na ilha,  Prendick entende e se horroriza com as experiências do Dr. Moreau que envolvem animais selvagens e o uso de muita crueldade. Moreau mantém suas criaturas em rédea curta através de um sistema de regras quase religiosas criadas por ele. As criaturas dessa forma o respeitam e o temem também. A partir daí a trama se desenvolve rapidamente em um clima de mistério e terror.

O livro levanta diversas reflexões: O que é ser humano e o que nos distingue dos animais irracionais? Qual o limite entre a sanidade e a loucura? Quais os limites éticos da ciência? A ciência e a busca pelo conhecimento podem justificar o uso da crueldade aos animais? Além de denunciar como a nossa sociedade é marcada pelo egoismo, a exploração dos mais fracos e a busca pelo poder, etc.


A história é narrada em primeira pessoa através de uma carta em que Prendick relata a sua experiência na ilha, onze meses após sair de lá. A Ilha do Dr. Moreau traz um personagem comum em histórias de ficção científica e terror: o cientista louco. É um livro muito bem escrito cuja temática é ainda muito atual. A forma como as experiências foram feitas na história parecem inverossímeis (se tivesse sido escrito nos dias de hoje, as experiências seriam genéticas e não através de vivissecção, e a história seria mais crível). Nesse aspecto, o livro é ultrapassado. Porém isso não diminui a genialidade de Wells e a profundidade dos questionamentos suscitados pelo livro. Recomendo a leitura!

Avaliação: ★★★★

Até mais.
Beijos e boas leituras. :**



quarta-feira, 30 de julho de 2014

Gone: O Mundo Termina Aqui - Michael Grant



Assim.
Sumiu.
Sem nenhum "puf". Sem clarão de luz. Sem explosão. p.11

GRANT, Michael. Gone: o mundo termina aqui. Rio de Janeiro: Galera Record, 2010. Título original: Gone.

Gone: O Mundo Termina Aqui é o primeiro volume da série Gone de Michael Grant. Um dia, sem nenhuma explicação, todo os habitantes de Praia Perdida na Califórnia com mais de 14 anos desapareceram. Simplesmente sumiram de repente. Alguns estavam trabalhando, outros dormindo, estudando, dirigindo, brincando. Sumiram como num passe de mágica. Sobraram apenas as crianças. Além disso, um muro surgiu em torno da cidade centrada numa Usina Nuclear e coisas estranhas começaram a acontecer: algumas das crianças  se deram conta que tinham poderes e animais sofreram mutações. Ninguém sabe por que tudo isso está acontecendo nem para onde foram parar os desaparecidos. Enquanto tentam desvendar esses mistérios, as crianças também têm que lutar para sobreviver.

Sam chama essa nova realidade em que vivem de LGAR (lugar da galera radiotaiva). Sam descobriu que tem o poder de lançar uma luz que queima pelas mãos. Ele, sua amiga Astrid, Jack Computador e mais alguns amigos tentam investigar o mistério procurando pistas nas coisas dos seus pais. Eles também tentam organizar as crianças para sobreviver distribuindo tarefas e mantendo-os unidos. Porém os valentões da escola para crianças difíceis, Academia Coates, Cain e Drake, não gostam nada disso e querem tomar o poder.

Brigas, lutas, muita ação, desespero, fome, crueldade sede de poder são algumas passam a fazer parte da vida dessas crianças. Elas têm que crescer e mudar para sobreviver e isso não parece nada fácil. E ainda existe uma outra grande preocupação: desde o momento do desaparecimento, outras crianças que tinham 13 anos desapareceram no momento em que completaram 14 anos. Então todos temem pelo próprio aniversário. Ninguém sabe o que os espera do outro lado.

A história é contada na terceira pessoa por um narrador onisciente. Achei a premissa do livro fascinante. Assim que li a sinopse fiquei louca pra ler, apesar de ter demorado muito para fazê-lo. Comprei os três primeiros volumes e depois o quarto de tão empolgada que fiquei. Mas, infelizmente o livro não funcionou para mim. A ideia foi mal aproveitada. Achei a história confusa, muito enrolada e mal explicada. Algumas coisas não fizeram o menor sentido e pareceram forçadas. Também não gostei dessa mistura de ficção científica com fantasia. Pelo menos nessa história não combinou. Deu a impressão que o autor se perdeu. Demorei dois meses para concluir a leitura. Vou ler o segundo volume, afinal eu já tenho aqui e torcer para que a história melhore daqui para frente. Talvez eu tenha me decepcionado porque esperava demais do livro. Mas a premissa é incrível e algumas coisas são bem divertidas. Alguns personagens são muito cativantes e há muita ação do começo ao fim e mistérios para serem desvendados. Por isso eu quero saber a conclusão da história. A série tem seis livros e espero que o segundo seja muito bom mesmo, porque só assim darei continuidade. Se você gosta de ação, aventura e mistério pode gostar.

Avaliação: ★★★

Até mais. 
Beijos e boas leitura. :**




segunda-feira, 14 de julho de 2014

The 100: Os Escolhidos - Kass Morgan + [Série de TV] The 100



Bellamy não sabia por que os antigos humanos se davam o trabalho de consumir drogas. Qual era o sentido de injetar alguma porcaria nas veias se um passeio na floresta tinha o mesmo efeito? Algo acontecia toda vez que ele cruzava a linha das árvores. Enquanto se afastava do acampamento à luz do sol da manhã, partindo em mais uma expedição de caça, ele começou a respirar fundo. Seu coração tinha batidas fortes, lentas e constantes, e suas pernas marchavam no ritmo de um pulso no chão. Era como se alguém tivesse invadido seu cérebro e aumentado a intensidade de seus sentidos até uma configuração que Bellamy não sabia que existia. p.134.

MORGAN, Kass. The 100. Rio de Janeiro: Galera Record, 2014. 288p.

The 100: Os Escolhidos é o primeiro volume da série de ficção científica distópica The 100. A história se passa em um futuro distante quando a terra foi destruída por guerras nucleares e a humanidade teve que deixa-la e passou a viver em naves no espaço. Existem 3 naves na colônia espacial: Walden, Arcadia e Phoenix. Em Phoenix vive a elite da sociedade enquanto nas outras duas naves vivem os trabalhadores. Em Phoenix não existe racionamento de água nem de energia, enquanto na outras naves tudo é racionado. Os crimes na Colônia são punidos com a morte porque é preciso controlar o crescimento populacional. A quantidade de filhos que cada casal pode ter é restringida a apenas 1 e a desobediência a essa regra também é punida com a morte. Os menores de idade que cometem infrações são confinados e julgados assim que completam 18 anos. E sempre são considerados culpados e executados.

Pensando em uma possível volta à terra, o Chanceler Jaha envia 100 menores de idade para a Terra com o intuito de saber se os níveis de radiação no planeta já estão toleráveis para a sobrevivência humana. Dentre esse 100 estão seu próprio filho Wells, Clarke e Octavia. Bellamy, apesar de ter 20 anos, deu um jeito de entrar no último minuto na nave e poder ir à Terra. Essa missão poderá ser uma segunda chance para esse jovens ou uma missão suicida.

A narração é em terceira pessoa através dos pontos de vista de Clarke, Wells, Bellamy e Glass. Cada capítulo tem o ponto de vista de um desses personagens e, além de narrar o que acontece com eles na Terra após a aterrissagem, também tem flasbacks que contam o que aconteceu com eles na Colônia para que eles fossem confinados. Através desses flasbacks conhecemos melhor os personagens, suas motivações e personalidades.

Clarke é filha de uma médica e um cientista que foram executados por cometer crimes depois que seu namorado Wells os delatou ao Chanceler Jaha, seu pai. Wells cometeu um crime para poder estar com Clarke na nave que a levaria à terra mas a namorada nunca o perdoou pelo que ele fez aos seus pais. Bellamy atirou no Chanceller e pulou na nave antes da partida para que pudesse proteger a irmã Octavia que também seria enviada à Terra. Glass fugiu do confinamento antes da partida da nave para poder encontrar seu namorado Luke e continuou na Colônia.

Na aterrissagem, alguns dos 100 morreram, outros ficaram gravemente feridos, como a melhor amiga de Clarke, Thalia. A história mostra a dificuldade de sobreviver sem tecnologia e o sentimento de encantamento pela natureza, a chuva, os animais e a água pura em abundância. Possibilita a discussão sobre a importância de se preservar a natureza ao mostrar a destruição causada pelo homem. Também mostra um mundo distópico, autoritário e com desigualdades sociais. Achei que podiam ter dado menos importância ao romance, principalmente no núcleo de Glass, que aliás eu achei bem dispensável. A linguagem é fluida, fácil de ler e os personagens são bem construídos. Gostei muito do livro e estou ansiosa pela sequência. Ah, uma observação: a revisão do livro está bem ruim. Encontrei muitos erros. É muito chato quando isso acontece porque desvia da leitura. Espero que a editora tenha mais cuidado no próximo livro.

Avaliação: ★★★


Sobre a série The 100:


Na série, exibida pelo canal CW, a essência da história se manteve, assim como o nome dos personagens, mas as histórias deles são diferentes. Muitos personagens foram misturados ou fundidos em um só e outros desapareceram, como por exemplo Glass (o que particularmente eu achei bom).


Na série os protagonistas são Clarke, Bellamy, Octavia e Finn (que terá um envolvimento amoroso com Clarke). Wells é um personagem menor e não é ex-namorado de Clarke. É seu melhor amigo. A história dos pais de Clarke também é diferente e somente o pai dela morreu. Sua mãe é médica e faz parte do conselho da Colônia ao lado do Chanceler Jaha, pai de Wells. Achei essa parte da história mais forte e melhor contada no livro. Não havia necessidade de mudar tanto. A série avança um pouco a história e o que aparece no final do primeiro livro já é melhor explicado na série. Talvez eles já tenham usado o segundo livro, ou simplesmente inventado. Não sei.



Estou gostando da série principalmente por causa da luta pela sobrevivência, as discussões sobre como construir uma sociedade, novas leis, ética e conceitos morais. Na série Clarke e Bellamy são líderes da pequena comunidade, embora tenham visões bem diferentes sobre como comandar. Acho que a série tem grande possibilidade de crescer. A série também explora mais a vida na Colônia, os personagens adultos e suas difíceis decisões. Vale a pena assistir.

Até mais.
Beijos e boas leituras. :**


quinta-feira, 15 de maio de 2014

[Série de TV] Orphan Black



Orphan Black é uma série  canadense de ficção científica e mistério exibida pelo canal BBC America. Atualmente está sendo exibida a segunda temporada. Logo na primeira cena, conhecemos Sarah Manning. Sarah testemunha um suicídio no metrô e se espanta ao ver que a moça é igualzinha a ela. Sarah rouba a identidade de Beth, a suicida, e descobre que as duas têm uma ligação, e que existe um grande mistério por traz disso. Sarah, uma órfã que passou os primeiros anos em um orfanato na Inglaterra, foi adotada por Siobhan aos oito anos e mudou-se para o Canadá com a mãe e o irmão adotivo Felix. Sarah é rebelde, punk e passou boa parte da vida fugindo. Ela descobre que fez parte de um experimento secreto de clonagem e conhece mais algumas das suas clones. No decorrer dos episódios, descobrimos que existem dez clones no total, todas nascidas no mesmo ano, mas em diferentes países. A empresa por trás desse experimento, The Dyan Institute, monitora todas elas através de um espião que se infiltra em suas vidas. Sarah é a única capaz de ter filhos, e de fato teve uma filha, Kira. A empresa quer colocar as mãos na menina. Então Sarah tem que fugir da empresa e também da polícia já que o fato de ela ter roubado a identidade de Beth, que era policial, trouxe sérios problemas para ela. A cada episódio descobrimos uma parte desse mistério, mas outras questões aparecem.



Sarah é a protagonista, mas as outras clones também são importantíssimas. As mais centrais na história, além de Sarah, são Cosima, Allison e Helena. Cosima é uma cientista inteligentíssima terminando seu Doutorado em Biologia Evolutiva, muito interessada em genética e clonagem. Ela entra em contato com as outras para tentar desvendar o mistério. Cosima é também a mais doce de todas. Allison tem uma típica família americana de classe média. Casada, tem dois filhos adotivos, trabalha e cuida da casa e do marido. Mas por trás dessa vidinha perfeita se esconde uma mulher frustrada, alcoólatra e viciada em anfetaminas. Ela é a mais engraçada de todas. Seu núcleo dá um toque de humor à série. Helena foi criada na Ucrânia e sofreu muitos abusos na infância. É uma mulher perturbada, doente, fanática religiosa, louca e assassina. Ela acredita que os clones são demoníacos e devem ser exterminados. Seu monitor que a criou e abusou, a fez acreditar que é a original e por isso deve exterminar as outras.


Além das clones, outros personagens são importantes na trama. Siobhan, mãe de criação de Sarah que é uma personagem misteriosa e ambígua; o divertido irmão de criação de Sarah, Felix, que é seu aliado em tudo; o Detetive Arthur Bell, que descobre a falsa identidade de Sarah e quer desvendar esse mistério ao lado de sua parceira a Detetive Angela Deangelis; a Dra Delphine Cormier que é monitora e namorada de Cosima, o Dr Aldous Leekie que é o presidente da empresa The Dyan Institute e líder do movimento Neolution, Paul que foi monitor e namorado de Beth torna-se amante e monitor de Sarah, o marido super suspeito de Allison etc.



Tatiana Maslany é uma atriz fantástica. Ela faz cinco personagens fixos na série e outras que apareceram em poucos episódios. Cada uma com voz, sotaque, gestos, expressões faciais e corporais próprias. Como se tratam de clones, elas têm o mesmo rosto e complexão física. A caracterização física das personagens se restringe a roupas e cabelos. Ainda assim, não me lembro de que é a mesma atriz de tão distintas que são as personagens. A série é ótima e nos envolve em uma trama de ficção científica, drama, mistério e conspirações religiosas. O destaque são as personagens muito bem construídas e o talento de Tatiana Maslany! Brilhante!

Até mais.
Beijos. :**

sábado, 10 de maio de 2014

A Esperança - Suzanne Collins



Mais uma força a ser enfrentada,. Mais um jogador poderoso que decidiu me usar como uma peça em seus jogos, embora as coisas jamais pareçam seguir de acordo com o plano. p.70

COLLINS, Suzanne. A Esperança. Rio de Janeiro: Rocco Jovens Leitores, 2011. Título original: The Mockingjay. 424p.

A Esperança é o terceiro volume da Trilogia Jogos Vorazes. Depois de descobrir que o Distrito 12 não existia mais e que o Distito 13 sobrevivera ocultamente para resistir à Capital, Katniss se vê ainda mais envolvida na rebelião. Ela se engaja na luta principalmente para proteger Peeta que ainda está nas mãos da Capital. Katniss continua sendo aquela menina forte e determinada e agora com mais garra porque tem muitos motivos fortes para isso.

Katniss tem que correr contra o tempo para salvar o amor da sua vida, proteger os que ama e para isso corre perigos ainda maiores que nos dois primeiros livros. Tem também que aceitar ser usada como simbolo da revolução para conseguir o apoio dos rebeldes e sofre muito, muito ao longo do livro.

Eu gostei bastante do desfecho da história, embora ainda tenha sentido falta de que Katniss tivesse se envolvido na luta por engajamento na revolução e não somente por motivos pessoais. Mais uma vez ela se tornou um joguete nas mãos de outras pessoas. Mas desta vez, em vez de estar nas mãos da Capital, ela tornou-se uma peça no jogo da rebelião. Essa parte da história foi muito bem trabalhada porque mostra bem como, na política, mesmo entre aqueles que têm as melhores intenções, ainda há corrupção e jogo de interesses. Também fiquei com raiva dela por causa de algumas decisões, mas admiro sua coragem e força. Apesar de ter esperado mais dela, Katniss ainda é uma das minhas personagens preferidas da literatura. Ela têm suas falhas como todo ser humano e foi psicologicamente muito bem construída.

A narrativa é em primeira pessoa, na voz de Katniss, o que, por um lado aproxima o leitor da trama e da personagem, mas por outro limita o ponto de vista da história. Nos dois primeiros livros eu senti falta do olhar de outros personagens sobre os acontecimentos e me incomodei com a a imaturidade do narrador-personagem. Mas em A Esperança não me incomodei. Katniss amadureceu muito ao longo da trama e a autora soube transmitir esse amadurecimento para a narrativa. Achei o final da série ótimo embora triste, imperfeito e dolorosamente emocionante. Preparem os lenços porque as lágrimas são inevitáveis. Recomendo muitíssimo a Trilogia Jogos Vorazes para todos pela história intensa, forte, com um enredo político bem construído e bem escrito e pelos personagens cativantes, um romance (sem melação) e ação na medida.

Avaliação: ★★★★★ 


Até mais. 
Beijos e boas leituras. :**

segunda-feira, 10 de março de 2014

A Ascensão dos Nove - Pittacus Lore


LORE, Pitacus. A Ascensão dos Nove. Rio de Janeiro: Intrinseca, 2012. Título original: The rise of nine. 288p.

Atenção, pode conter spoilers dos volumes anteriores.

A Ascensão dos Nove é o terceiro volume da série Os Legados de Lorien que começou com Eu Sou o Número Quatro, seguido por O Poder dos Seis

Seis e Quatro continuam separados. Seis foi à Espanha e encontrou a número sete e mais um membro da Garde. A número 10, Ella, que até então não sabia que existia. Seis foi treinada a vida inteira para essa luta e mantém-se forte e destemida. Marina ressente-se por ter sido criada num convento sem saber de sua história e sem treinamento e admira muito a nova amiga Seis. Ella é a mais nova e ainda esta começando a desenvolver seus legados. As três e dois Cêpans estão determinados a encontrar o Número Oito que se refugiou na Índia. 

Enquanto isso, John encontra o número nove e está determinado a encontrar Sam que foi capturado pelos Mogs. Porém Nove não gosta nada dessa ideia. Ele considera arriscado e acha melhor encontrar os outros membros da Garde. Nove é arrogante e cheio de si e quer sempre tomar as decisões o que causa alguns conflitos entre ele e Jonh.

Seis, Marina e Ella encontram Oito na Índia onde ele finge ser o deus Vishnu e possui muitos adoradores e aliados. Agora os seis precisam descobrir como se encontrar o mais rápido possivel e, ao se reunirem, descobrirem como derrotar os Mogs. Porém, o líder deles, Setrákus Rá, chega à Terra para acabar com seus planos ainda mais depois que o feitiço que permitia que eles só pudessem ser mortos em ordem, foi desfeito.

Os legados dos seis se desenvolvem mais e mais a cada dia e novos legados aparecem. Seis, além de ficar invisível, enxerga no escuro. Marina e seu dom de cura estão cada vez mais fortes. Ella consegue se comunicar telepaticamente com outros membros da Garde, além de mudar de idade e respirar embaixo d'água. Oito pode se transformar em qualquer animas e em avatares do deus Vishnu e teletransportar-se. Quatro é invulnerável ao fogo e possui o lúmen cada vez mais poderoso e Nove é o mais rápido e forte. Todos eles possuem a telecinesia. Mas será que esses legados serão o suficiente para derrotar Setrákus Rá? Eles ainda precisam encontrar o Número Cinco cuja localização ninguém conhece ainda.

Este volume foi meu preferido até agora. Tem muita ação de tirar o fôlego e de deixar o leitor grudado nas páginas. Muitas coisas acontecem, revelações, momentos trágicos, emocionantes e tensão do início ao fim. A narrativa é em primeira pessoa no presente, mas agora pela voz de John, Marina e Seis o que deixa tudo mais interessante pois vivenciamos os acontecimentos sob uma perspectiva maior. Terminei e já emendei na leitura do quarto livro. Esta é uma série muito divertida e vale muito a pena ser lida para quem curte ação e aventura. Corre para ler!

Avaliação: ★★★★ 

Beijos e boas leituras. :**
Até mais.




quinta-feira, 6 de março de 2014

O Poder dos Seis - Pittacus Lore



LORE, Pittacus. O Poder dos Seis. Rio de Janeiro: Editora Intrínseca, 2011. 320p. Título original: The Power of six.

Atenção, pode conter spoilers do primeiro volume da série.

O Poder dos Seis é o segundo volume da série Legados de Lorien que começa com Eu Sou o Número Quatro. Neste volume conhecemos mais um membro da Garde, a número sete, Marina, que foi criada num convento na Espanha onde sua Cêpan Adelina desistiu de sua missão de protegê-la e treiná-la para se tornar uma religiosa devota. Marina não foi treinada por sua Cêpan e por isso não sabe como usar seus poderes e não conhece bem sua história nem a das outras crianças. Porém, quando seus legados começam a aparecer, Marina torna-se determinada a encontrar os outros cinco membros da Garde para juntos lutarem contra os mogadorianos.

Marina fica amiga de Elle, uma menina muito inteligente que vive no orfanato com ela. Ela também tem um amigo chamado Hector em quem ela confia. Porém, Marina anda preocupada com um homem misterioso que ela acredita ser um mogadoriano. Além disso ela tem que descobrir sozinha para que servem os objetos em sua arca e tentar fazer contato com os outros membros da Garde. Os poderes de Marina são incríveis e essenciais para a guerra contra os mogadorianos.

Enquanto isso, John, Sam, Seis e o cachorro de John fogem de Paradise e pretendem encontrar os outros membros da Garde. Jonh está arrasado com a morte do seu Cêpan, mas têm que ser forte para continuar lutando. Os sentimentos de John por Sarah ficam confusos porque ele se sente atraído por Seis. Seis é forte, guerreira, inteligente, linda e ainda por cima uma loriena como ele. E Sarah, vamos combinar que é uma chata, ciumenta e egoísta. Detestei a Sarah neste livro. Sam cada vez mais conquista meu coração. Ele é um dos meus personagens preferidos. É um amigo leal de John, muito inteligente e responsável. Um fofo! Além disso, suas teorias de conspiração revelam-se não tão absurdas como se pensava.

Neste livro, a número sete, Marina tem um ponto de vista e a história é narrada por ela e Jonh. No início a voz dos personagens é alternada por capítulo, mas depois no mesmo capítulo aparecem parágrafos de um e de outro. Achei isso um pouco confuso em alguns momentos, mas nada que estrague a história que flui muito bem. O início é um pouco parado, mas do meio em diante a ação torna-se novamente eletrizante. Novas revelações são feitas e outros personagens são apresentados o que torna a série cada vez mais instigante. Leiam!

Avaliação: ★★★★ 




Até a próxima.
Beijos e boas leituras. :**


Eu sou o número quatro - Pittacus Lore



LORE, Pittacus. Eu sou o número quatro. Rio de Janeiro: Editora Intrínseca, 2011. 352p. Título original: I am number four.

"Nove de nós vieram para cá. Somos parecidos com vocês. Falamos como vocês. Vivemos entre vocês. Mas não somos vocês. Temos poderes com os quais vocês só podem sonhar. Somos mais fortes e mais rápidos que qualquer coisa que já viram. Somos os super-heróis que vocês idolatram nos filmes - mas somos reais.

Nosso plano era crescer, treinar, nos tornar mais poderosos e nos unir, para então enfrentá-los. Porém, eles nos encontraram antes. E começaram a nos caçar. Agora, estamos fugindo."


Os Legados de Lorien é uma série de ficção científica e fantasia adolescente que conta a histórias de nove crianças que vieram do planeta Lorien para a Terra fugindo dos mogadorianos (habitantes do planeta Mogadore) que tomaram conta de seu planeta. Essas nove crianças fazem parte da Garde de Lorien e quando crescerem  tornar-se-ão muito poderosos e deverão derrotar seus inimigos. Porém os mogadorianos seguem as crianças até a Terra e as perseguem com o intuito de exterminá-las. Três delas já foram mortas e agora restam seis.

Um feitiço protege as crianças e somente permite que os mogadorianos consigam matá-las na ordem, dificultando seu extermínio. Quando um mogadoriano tenta matar uma das crianças fora da ordem, ele é que morre em seu lugar.

O primeiro volume da série, Eu Sou o Número Quatro, conta a história de John Smith, o número quatro. Ele tem quinze anos quando foge para uma cidadezinha na Califórnia com seu Cêpan (guardião) depois de sentir a morte do número três. Ele sabe que é o próximo. O número quatro adota o nome John Smith. John fica imediatamente amigo de Sam, um nerd, nada popular na escola que é obcecado por alienígenas e acredita que seu pai foi abduzido. John se apaixona por Sarah, uma menina linda, e meiga que também se apaixona por ele.

John começa a desenvolver poderes e logo aprende com su Cêpan, Henri, que esses poderes são legados que todos os membros da Garde têm. Cada um desenvolve poderes diferentes embora tenham alguns legados em comum. Henri começa a treinar John para conseguir controlar seus legados e poder lutar contra os mogadorianos. Além dos legados, as crianças possuem cada um uma arca com objetos muito importantes e poderosos.

É claro que os mogadorianos acabam encontrando quatro e o livro fica ainda mais interessante. Além disso, outro membro da Garde, a número seis, aparece para esquentar e deixar a história mais eletrizante.

É um livro cheio de ação do começo ao fim. É daqueles de tirar o fôlego e ler sem parar. Tanto que já emendei a leitura dos volumes seguintes e só vou parar quando terminar de ler todos. O primeiro livro não tem grande profundidade, mas é um excelente entretenimento. A história é bastante divertida, bem escrita e instigante. A narração é em primeira pessoa pela voz de John. Super recomendo!

Uma curiosidade, Pittacus Lore é um pseudônimo dos escritores James Frey e Jobie Hughes que escrevem a série juntos. Ah, este foi o primeiro livro que li no meu KOBO. E estou apaixonada por ele e muito satisfeita com a compra. :)

Avaliação: ★★★  

Foi feita uma adaptação para o cinema dirigida por D.J. Caruso e produzida por Michael Bay e Steven Spielberg! Alex Pettyfer faz o papel de John, Diana Agron é Sarah e Callan McAuliffe é Sam.
O filme tem algumas diferenças em relação ao livro: mistura alguns poderes dos personagens, antecipa algumas revelações feitas somente no segundo livro e corta cenas importantes. É tudo bastante resumido, mas é divertido. Dá para assistir em um sábado à tarde comendo pipoca. ;)




Até a próxima.
Beijos e boas leituras. :**

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Leviatã: A missão Secreta - Scott Westerfeld



Uma semana antes, a Áustria-Hungria tinha finalmente declarado guerra à Sérvia, jurando vingar o arquiduque assassinado com uma invasão. Alguns dias depois, a Alemanha se posicionou contra a Rússia, o que significava que a França seria a próxima a entrar na dança. A guerra entre as potências darwinistas e mekanistas estava se espalhando como um rumor maldoso, e não parecia que a Grã-Bretanha poderia ficar de fora por muito tempo. p.124


WESTERFELD, Scott. Leviatã: A Misão Secreta. Rio de Janeiro: Galera Record, 2012. Título Original: Leviathan. 368p.

Leviatã: A Missão Secreta é descrito pelo autor como sendo do gênero steampunk, mas levando-se em conta a época em que se passa (I Guerra Mundial), acredito que misture os gêneros steampunk e dieselpunk. Antes da resenha, quero explicar um pouco do que se tratam esses gêneros, usando algumas explicações que achei na internet:


"Steampunk é um "é um sub-gênero da Ficção Científica passado em uma realidade alternativa, cuja proposta estética remete ao Século XIX, como se a Era Vitoriana tivesse sido de tal forma bem sucedida que seus costumes, tecnologia e cultura tivessem perdurado por muito mais do que de fato perduraram."


Fonte: http://imharley.blogspot.com.br/2011/06/moda-underground-steampunk.html

"O gênero steampunk pode ser explicado de maneira muito simples, comparando-o a literatura que lhe deu origem. Baseado num universo de ficção cientifica criado por autores consagrados como Júlio Verne no fim do século XIX, ele mostra uma realidade espaço-temporal na qual a tecnologia mecânica a vapor teria evoluído até níveis impossíveis (ou pelo menos improváveis), com automóveis, aviões e até mesmo robôs movidos a vapor já naquela época."

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Steampunk

"Dieselpunk é um subgênero da ficção científica inspirado em steampunk, porém com veículos movidos a diesel, ou qualquer outro tipo de combustível (no steampunk são movidos a vapor). O estilo foi muito utilizado nas histórias de ficção científica das décadas de 30 a 40 referenciando ao que seria o futuro baseado na tecnologia existente naquela época .

O estilo de arte dieselpunk é reconhecido atualmente como baseado na estética popular do período entre a primeira guerra mundial(passando pela segunda guerra mundial) até meados dos anos 19504 (fato pelo qual o estilo musical ao qual o dieselpunk é relacionado é o jazz, que estava no auge de sua popularidade durante o período). A palavra "dieselpunk" foi usada pela primeira vez por Lewis Pollakpara descrever seu jogo steampunk Children of the Sun em 2001, e sua definição cresceu em anos recentes para incorporar as formas características da arte visual, música, ficção e tecnologia dos tempos de guerra, servindo de termo para descrever seriados da época, film noir e outros.

Existe uma variação de dieselpunk conhecida como decopunk, que se popularizou em 2008, e cujo nome vem de "deco", forma inglesa de se referir ao movimento art déco. Decopunk é inspirado nos anos 1920-50, e é, de acordo com Sara M. Harvey (artista steampunk) em uma entrevista no site CoyoteCon, "... mais brilhante que o dieselpunk, é mais como decopunk. E dieselpunk é uma versão suja (gritty) do steampunk... Decopunk é a versão mais leve e art decó; mesmo período, mas tudo é cromado!""


Leviatã: A Missão Secreta recria, de forma fictícia, os acontecimentos que antecederam a Primeira Guerra Mundial. Nesta história, a guerra ocorre entre os darwinistas e os mekanistas. E é aí que está toda a graça do livro. Enquanto os mekanistas possuem grandes máquinas feitas pelos homens para a guerra, os darwinistas lutam com enormes monstros criados em laboratório que servem como máquinas, naves e instrumentos. Achei tudo sensacional!

A História é centrada em Alek, herdeiro do Império Austro-Húngaro e em Deryn, uma menina inglesa que se disfarça de menino para se tornar soldado da aeronáutica britânica e passa a se chamar Dylan. Alek precisa fugir quando os pais, são assassinados. Tudo por causa da disputa ao trono que pode acontecer a qualquer momento, já que o imperador está velho e doente. Ele se refugia num castelo nos alpes suíços. Enquanto isso Dylan (Deryn), apaixonada por aeronáutica, está disfarçada de soldado aprendendo tudo sobre os monstros darwinistas. Quando o Leviatã, uma enorme nave/monstro voadora cai, Deryn acaba conhecendo Alek sem saber quem ele é. Os dois são muito diferentes, mas têm em comum um segredo que não podem compartilhar.

Adorei Deryn e toda essa história da menina lutando para poder ser o que quiser e provando que pode fazer o mesmo que os homens. Ela é uma gracinha de personagem. E gostei de Alek também, um menino mimado amadurecendo por causa das circunstâncias. Além dos dois, devo destacar também a dra. Barlow, uma grande cientista darwinista e o Conde Volger que ajuda Alek em sua fuga.

A história é divertidíssima. Dessas que não dá vontade de parar de ler. As descrições dos monstros e das máquinas são muito interessantes e nem um pouco chatas. A narração é em terceira pessoa com capítulos curtos alternando os pontos de vista de Alek e Deryn. Essa é a forma de narração de que eu mais gosto. É dinâmica e interessante, mostrando visões diferentes do todo. A linguagem é fluida, jovem e divertida! A história tem muita ação e mistura fatos reais e ficção, presente e passado de forma surpreendente e empolgante. O fim me deixou muito curiosa pela continuação. Acho que lerei o segundo livro da trilogia logo.

Além disso o livro tem ilustrações belíssimas. Na contracapa há um mapa mostrando os países da Europa antes da Guerra e por dentro há várias ilustrações lindas feitas por Keith Thompson. Amei tudo!






Avaliação: ★★★★ 

Até a próxima. 
Beijos e boa leituras. :**



quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Liberta-me - Tahereh Mafi



MAFI, Tahereh. Liberta-me. Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito Editora, 2013. Título original: Unravel me. 444 p.

"Seus lábios são mais macios do que qualquer coisa que já conheci, macios como a primeira neve, como morder algodão doce, como derreter e flutuar e não ter peso na água. É doce, é doce sem fazer esforço." p. 382

Liberta-me é o segundo livro da trilogia Estilhaça-me que começou com Estilhaça-me.  Eu gostei do primeiro, mas esperava mais. Achei pouco original, apesar de ter achado a escrita da autora lindíssima e cheia de estilo. Mas Tahereh Mafi evoluiu muitíssimo. O segundo livro da série (e da autora) superou e muito as minhas expectativas. Eu simplesmente amei o livro!

A partir daqui contém spoilers do primeiro livro da série. Você foi avisado.

Depois de fugir da prisão onde viveu nos últimos meses e encontrar o Ponto Ômega, quartel da resistência, Juliette aprende mais sobre seus poderes e treina para conseguir controlá-los. Juliette está menos confusa, porém seus pensamentos continuam intensos e acelerados, o que a autora consegue mostrar muito bem através de sua escrita peculiar. Ela não pode tocar em ninguém pois seu toque é poder letal. Somente seu namorado Adam e Warner também  pode tocá-la. Porém Juliette descobre algo que a faz se afastar de Adam. Adam tem um poder que anula os poderes de todos os outros quando está perto. Porém ele o faz com um grande sacrifício e gasto de energia. Inclusive isso pode matá-lo. Juliette sofre muito com a separação mas está decidida a se afastar de Adam de vez, ao mesmo tempo que está cada vez mais envolvida com a resistência.

Numa das missões do Ponto Ômega, Juliette encontra Warner e percebe que por trás daquela crueldade e frieza toda, existe uma pessoa capaz de gestos de bondade. Ao longo da história, Warner se mostra mais humano e sua história de vida marcada por maus tratos e falta de amor de seu pai abusivo vem à tona. Anderson, pai de Warner e líder do Restabelecimento, é o grande vilão da história. E uma revelação a seu respeito tem grande importância na trama.

Enquanto se afasta de Adam, Juliette acaba se aproximando de Warner e a narrativa pega fogo. Como no primeiro livro, os sentimentos de Juliette são intensamente explorados e descritos. O livro é todo psicológico. Toda a ação é mostrada através dos sentimentos de Juliette, narradora personagem. Os personagens são muito mais elaborados neste segundo livro, especialmente Warner. Ainda que sempre descritos através dos olhar e sentimentos de Juliette. Ele é o melhor personagem, depois de Juliette. Também gosto muito de Kenji, amigo que Juliette faz no Ponto Ômega.

A história é intensa, quente, forte, romântica e com uma escrita belíssima! Ainda acho que o Restabelecimento, regime de governo totalitário instalado por Anderson, deveria ser melhor explorado. Ainda assim achei o livro muito bom e com mais ação que o primeiro! Preciso do volume final da trilogia! A capa deixou a desejar em relação à primeira, toda brilhosinha. Ela é bem feinha. Mas a diagramação e interessante, as folhas são amareladas e a fonte tem um ótimo tamanho, o que facilita a leitura.

Avaliação: ★★★ 

Até mais.
Beijos e boas leituras. :**


quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Em Chamas - Suzanne Collins



COLLINS, Suzane. Em Chamas. Rio de Janeiro: Rocco Jovens Leitores, 2011. 416 p. Título original: Catching fire.

Atenção: contém spoilers sobre o primeiro livro da trilogia, Jogos Vorazes.

Em Chamas é o segundo volume da trilogia Jogos Vorazes. Li o primeiro ano passado, antes de criar o blog, então não resenhei. Eu amei o primeiro volume e achei muito amarradinho, então não me apressei em ler o segundo. Mas como a adaptação para o cinema estreou, resolvi ler agora.

Depois de sobreviverem aos Jogos Vorazes, Katniss e Peeta estão separados. Katniss volta a caçar com Gale e se sente confusa pelo que sentem um pelo outro. Gale a ama, mas ela não está certa se isso é bom ou ruim. Ele é seu melhor amigo. A família de Katniss teve uma significativa melhora de vida por conta da vitória dela nos jogos. Moram em uma casa melhor e não lhes falta comida. Mas apesar de viver melhor, Katniss sabe que não viverá em paz. Terá que se comportar, se vestir e viver como os organizadores dos jogos querem. E seu relacionamento com Peeta será ainda mais explorado por eles ou as pessoas que ama correrão perigo. Ela e Peeta terão que se casar e mostrar a todos que o relaçionamento é real e não uma estratégia para vencer, muito menos uma forma de desafiar a Capital

A ideia de ficar entregue aos caprichos estilísticos da minha equipe de preparação só faz aumentar ainda mais as misérias que competem pela minha atenção - meu corpo vítima de abuso, minha falta de sono, meu casamento obrigatório e o terror de ser incapaz de satisfazer as demandas do presidente Snow. p.58

Durante o tour dos campeões pelos Distritos, fica claro que há uma rebelião em um dos Distritos. Como punição por desafiar a Capital e como resposta à rebelião, o Presidente Snow resolve que 2 campeões de cada Distrito deverão voltar à arena em comemoração aos 75 anos dos Jogos. E claro que os escolhidos do Distrito 12 são Katniss e Peeta. Antes de começar o massacre, Katniss fica sabendo que há mesmo rebeliões e que ela é o símbolo dessa luta. O jogo em si é uma parte importante do livro, mas a preparação para ele e o que acontece depois são cruciais para o andamento da história. 

Na arena novas alianças se formam e conhecemos os campeões dos jogos anteriores. O amor de Katniss por Peeta fica mais claro para ela e a história tem momentos muito emocionantes. As alianças caminham para o que neste momento parece inevitável, uma revolta popular dos Distritos contra a Capital.

Meu sentimento por esse livro e por Katniss é conflitante. Por um lado adoro o fato de o povo se levantar contra o governo opressor e fazer de Katniss, que desafiou a Capital, um símbolo. Por outro lado, senti raiva de Katniss pela sua indiferença em relação à rebelião e por ser tão confusa e indecisa. Ela é forte, sabe se defender como ninguém, mas acho que faltou engajamento. Ainda assim, terminei o livro com muita vontade de saber o que acontece depois.

Como no primeiro, Em Chamas é narrado em primeira pessoa por Katniss. Gosto da primeira pessoa porque me sinto mais envolvida com o personagem e sua história, mas às vezes sinto falta do ponto de vista de outros personagens. Mas a escrita é fluida e a história é intensa, inteligente e muito envolvente. O final é de tirar o fôlego.

Avaliação: ★★★★ 

Ainda não assistir ao filme, mas quando o fizer conto o que achei.
Até mais.
Beijos e boas leituras. :**

sábado, 17 de agosto de 2013

[Série de TV] Continuum (2012 - ) Parte 2



Fiz um post sobre a série Continuum meses atrás (link aqui), mas falei de forma superficial sobre o enredo da série. Desta vez pretendo escrever sobre o que tenho pensado dos rumos que ela vem tomando. Como disse antes:

Continuum começa no ano de 2077. Um grupo de terroristas é condenado à morte pelo assassinato de milhares de pessoas, mas planeja uma fuga perfeita: eles viajam no tempo e fogem para o passado (2012). Durante a fuga, por acidente, a agente Kiera Cameron (Rachel Nichols) viaja com eles contra a sua vontade. Agora Kiera quer impedir os terroristas de dominarem o mundo no passado (nosso tempo) e descobrir uma maneira de voltar ao futuro sem que ele se modifique pois ela tem marido e filho para quem quer voltar. 

(...)Quando Cameron chega ao nosso tempo, ela descobre que o inventor de todo esse sistema é um adolescente, Alex (Erik Knudsen). Juntos eles formam uma parceria. Cameron também se infiltra na polícia local e, junto com seu parceiro Carlos (Victor Webster), investiga a ação dos terroristas. Estes criaram o grupo Liber8, comandado por Edouard Kagame (Tony Amendola), que recruta jovens e outros criminosos alegando que eles serão libertos do sistema.

 (...)  A maior parte da série se passa nos nossos dias, mas as cenas são intercaladas com algumas do futuro, antes da viagem no tempo, que explicam as motivações dos personagens e o funcionamento do sistema criado por Alex.
 
Bem, acho que o mais importante que a segunda temporada mostrou é que as intenções do grupo Liber8 não são bem o que pareciam antes. Notamos a cada episódio que eles talvez não sejam exatamente terroristas, mas ativistas denunciando as violações de um estado abusivo que restringe a privacidade e liberdade dos indivíduos. Conhecemos um futuro em que criminosos perdem o direito ao que tempos de mais precioso - a capacidade de pensar. Eles são obrigados a viver em estado quase vegetativo e a trabalhar de forma mecânica na empresa que criou toda essa tecnologia. E os próprios agentes policiais têm todas as suas experiências de vida gravadas e acessadas facilmente pelo governo. É esse futuro assustador e distópico que os integrantes do Liber8 querem mudar. Mas será que vale a pena mudar o passado para melhorar o futuro? Ou melhor, seria correto ou ético provocar essa mudança? Que consequências terríveis isso poderia acarretar?

Cameron, por um lado é a "mocinha" da história que só quer voltar para casa, mas trabalha para esse governo e quer destruir o Liber8. Mas ela pensa que eles são realmente terroristas. Na visão dela, de agente do governo, ela está fazendo a coisa certa. Além disso ela tem uma motivação pessoal para isso: manter o mundo como está para que no futuro ela ainda encontre sua família. Ninguém é só "mocinho" nem só vilão nessa história. Mesmo quem tem boas intenções usa de meios questionáveis para chegar aos seus objetivos. Inclusive Cameron que tortura e mata para conseguir o que quer.

A segunda temporada terminou deixando muitas questões em aberto, muitas dúvidas e muito pano pra manga. Grandes revelações foram feitas, todos os personagens passaram por uma transformação e tiveram que repensar suas opiniões sobre em que lado estão (e acho que os espectadores também!). Mal posso esperar pela terceira temporada, já confirmada para o ano que vem.

Sério, assistam! É muito boa! Para quem já curte ficção científica é obrigatória. Para quem não liga tanto para o gênero, o que tenho a dizer é que assistam mesmo assim porque a trama é inteligente, misteriosa e de tirar o fêlogo!

Até mais.
Beijos. :**


sábado, 3 de agosto de 2013

O Jogo do Exterminador - Orson Scott Card



CARD, Orson Scott. O Jogo do Exterminador. São Paulo: Devir, 2006. 380 p.Título original: Ender's Game.

- Está se envolvendo demais com o jogo, Anderson. Está se esquecendo que o jogo é só um exercício de treinamento.
- Também é status, identidade, finalidade, nome. Tudo o que faz dessas crianças o que elas são, vem do jogo. Quando souberem que o jogo pode ser manipulado, influenciado, trapaceado, isso vai destruir toda a escola. Não estou exagerando. p. 136

Ender era um menino de apenas 6 anos quando foi aceito na Escola de Combate. Ele e seus irmãos são dotados de uma inteligência extraordinária, mas somente ele foi escolhido. Ele não sabe, mas acreditam que ele é que liderará a guerra contra os abelhudos (raça alienígena que parece descender de insetos que está em guerra com a Terra).

Na Escola de Combate, Ender participa de jogos de combate para treinar suas habilidades contra os inimigos e também tem muitas aulas. Logo Ender mostra que é muito superior aos outros colegas em combate e cada vez mais seus superiores acreditam que ele é o escolhido. Ele tem força, inteligência e intuição extraordinárias! Na escola, ele não tem tempo de ser criança. Querem que ele se torne um grande soldado e líder rapidamente, sem se importar com seus sentimentos. E ele desaba em alguns momentos porque tem que lidar com a saudade de casa, os seus medos e as consequências de seus atos sendo apenas um menino pequeno.

Mesmo tendo feito algumas amizades, Ender sente muita falta de família, especialmente da irmã Valentine, 1 ano mais velha que ele. Ela é a pessoa que ele mais ama no mundo. E ela também sente a falta do irmão. Também sente falta dos pais e do irmão mais velho, Peter, apesar de temê-lo. Peter é um menino cruel. Enquanto Ender treina na Escola de Combate, seus irmãos escrevem através de pseudônimos, artigos para provocar as pessoas, mas por trás disso têm grandes intenções. Peter quer dominar o mundo. Passam-se alguns anos desde o início do treinamento e o destino de Ender parece estar cada vez mais perto.

Descobri este livro depois de assistir ao trailer do filme baseado nele que estreará este ano. Eu adoro ficção científica. O mais legal desse gênero, quando bem executada, é que o cenário futurista as evoluções tecnológicas etc, são pano de fundo para se tratar de assuntos como política, psicologia, filosofia. E é o que acontece em O Jogo do Exterminador.  O livro trata de de política, guerra, psicologia muito profundamente e de forma divertida, com muita tensão. 

Achei algumas cenas de combate um pouco cansativas e esse foi um dos motivos pelos quais demorei a terminar o livro, mas gostei muito dele. A  linguagem é simples, os capítulos são curtos, mas não é um livro muito fácil porque fala de estratégias de guerra e política exigindo muita atenção. É escrito em terceira pessoa, mas tem muitos diálogos e usa  bastante o discurso indireto livre. Então lemos a história também através do pensamento dos personagens, principalmente de Ender.

É um livro excelente que vale a pena ser lido. Certamente lerei as continuações. Abaixo, o trailer do filme. Estou muito ansiosa pela estreia!

Avaliação: ★★★★ 



Até mais.
Beijos. =**

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Homem-Máquina - Max Barry




BARRY, Max. Homem-Máquina. Rio de Janeiro: Editora Intrínseca, 2011. 279 p. Título Original: Machine Man.


Quando criança, eu queria ser um trem. Não percebia que isso era incomum - as outras crianças brincavam com os trens, não de ser um. pág.7

Charlie Neumann é um engenheiro de um grande laboratório de pesquisa. Ele não é uma pessoa muito sociável e sua vida é bem comum, sem grandes emoções. Sua vida gira em torno da tecnologia e ele não pode viver sem seu celular. Desde criança as máquinas o fascinavam. Após um acidente de trabalho em que  perde uma das pernas, Charlie recebe uma prótese bem rústica no lugar. Assim que consegue voltar ao trabalho, Charlie começa a se dedicar a construir uma prótese melhor. Tem tanto êxito que se dá conta que sua prótese é muito melhor do que uma perna biológica. Charlie torna-se obcecado em construir próteses cada vez melhores e não satisfeito, corta a outra perna porque para obter o máximo da prótese, ele precisa ter duas e não somente uma.


A diretoria da empresa percebe o potencial da excentricidade de Charlie e o convida a chefiar um projeto de construção de prótese. O nome do projeto é Partes Melhores e imagina um mundo em que pessoas pudessem trocar partes do corpo por próteses muito melhores que as originais não só por necessidade, mas por vontade.

Enquanto isso, Charlie torna-se cada vez mais obcecado e amputa outras partes do corpo. Além disso ele se encanta pela médica que o atendeu no hospital e descobre algo muito especial a respeito dela. A partir daí nasce um relacionamento fora do comum.

Homem-Máquina fala com muito humor sobre a dependência da tecnologia que o homem vive na atualidade e sobre a consumo desenfreado de tecnologia. É um livro engraçado, cheio de piadas nerds. Em alguns momentos eu fiquei um pouco cansada de tantos termos científicos e piadas internas de engenharia, principalmente da metade do livro em diante, mas é um  livro interessante. A narrativa é em primeira pessoa através do relato de Charlie Neumann. A diagramação é simples, com páginas amareladas e um letra em um bom tamanho.


Avaliação: ★★★

Até a próxima.
Beijos
.




quarta-feira, 15 de maio de 2013

[Série de TV] Continuum (2012 - )



Continuum é uma série de TV canadense de ficção científica exibida pelo canal Show Case,criação de Simon Barry com Rachel Nichols, Erik Knudsen, Stephen Lobo, Victor Webster e Tony Amendola.

Continuum começa no ano de 2077. Um grupo de terroristas é condenado à morte pelo assassinato de milhares de pessoas, mas planeja uma fuga perfeita: eles viajam no tempo e fogem para o passado (2012). Durante a fuga, por acidente, a agente Kiera Cameron (Rachel Nichols) viaja com eles contra a sua vontade. Agora Kiera quer impedir os terroristas de dominarem o mundo no passado (nosso tempo) e descobrir uma maneira de voltar ao futuro sem que ele se modifique pois ela tem marido e filho para quem quer voltar.

Cameron é uma agente especial que tem um sistema de computador implantado no cérebro que permite que ela se conecte a câmeras, computadores e ao seu uniforme especial capaz de torná-la invisível e se proteger de balas e do fogo. Ela conta com esse uniforme e co suas habilidades para combater os terroristas.


Quando Cameron chega ao nosso tempo, ela descobre que o inventor de todo esse sistema é um adolescente, Alex (Erik Knudsen). Juntos eles formam uma parceria. Cameron também se infiltra na polícia local e, junto com seu parceiro Carlos (Victor Webster), investiga a ação dos terroristas. Estes criaram o grupo Liber8, comandado por Edouard Kagame (Tony Amendola), que recruta jovens e outros criminosos alegando que eles serão libertos do sistema.



Continuum é uma série de ficção científica com muita ação, suspense e um pouco de drama. A trama é muito bem elaborada e os personagens são muito interessantes. Kiera está dividida entre sua luta contra os terroristas e sua vontade de não mudar o passado (presente) para que o futuro de onde ela veio ainda exista.



A maior parte da série se passa nos nossos dias, mas as cenas são intercaladas com algumas do futuro, antes da viagem no tempo, que explicam as motivações dos personagens e o funcionamento do sistema criado por Alex. Acredito que muita coisa ainda deve ser desenvolvida na história e muitas pontas precisam ser amarradas, mas a trama está fluindo bem.

Eu sou super fã de ficção científica e recomendo esta série muitíssimo! É uma das minhas preferidas atualmente! A série está hoje na segunda temporada.

Até a próxima (e perdoem-me pelo sumiço).
Beijos.


domingo, 21 de abril de 2013

1Q84 | Livro 1 - Haruki Murakami


- Quando se faz algo incomum, as cenas cotidianas se tornam um pouco diferentes do normal. Mas não se deixe enganar pela aparências. A realidade é sempre única. (pág 157)


Aomame, 29 anos, tem uma profissão incomum. É uma assassina profissional, mas mata apenas estupradores e homens que agridem mulheres e crianças. Um dia Aomame mudou um pouco a sua rotina e percebeu que o mundo se tornou outro. Acontecimentos que desconhecia, uma seita religiosa misteriosa, duas luas no céu...Aomame foi parar em uma espécie de realidade paralela que ela chamou de 1Q84.

Enquanto isso, Tengo, um professor de matemática, 29 anos, aspirante a escritor recebe uma proposta inusitada: reescrever uma história contada por uma menina de 17 anos, disléxica. A história é muito boa, mas muito mal escrita. O livro seria escrito por ele, mas inscrito em um concurso literário com o nome da menina, Fukaeri. Tengo aceita a proposta e o escreve. O livro vence o concurso e a súbita fama que a menina alcança trás à tona informações sobre o seu passado.

A história  escrita por Fukaeri esconde um grande mistério sobre sua vida e os acontecimentos à sua volta e esse mistério se cruza de alguma forma com as vidas de Aomame e Tengo. Fukaeri é disléxica e não aparenta emoções. Faz perguntas sem a entonação da interrogação. Sua vida foi marcada por um grande mistério.

Quando uma nova versão da história é reescrita, a antiga é totalmente destruída e, ao mesmo tempo, são criadas novas palavras e o significado das palavras existentes é igualmente alterado. (pág 359)

1Q84 é inspirado em 1984 de George Orwell e se passa nesse ano. É brilhantemente bem escrito e combina elementos de ficção científica, distopia, fantasia, mistério e romance de uma forma muito inteligente. Os personagens são ricamente bem construídos. Conhecemos a fundo a infância e a forma como a vida desses três personagens seguiu. A narrativa é em terceira pessoa alternando pontos de vista de Aomame e Tengo.

Gostei muito do livro, embora tenha achado algumas passagens um pouco lentas e arrastadas, especialmente as longas passagens sobre outros livros. Adorei ler sobre personagens de mais ou menos a minha idade (nada contra, mas estou cansada de livros sobre adolescentes) e achei a história muito criativa! O final é aberto e fiquei com gostinho de quero mais! Mas já deu para prever um pouco sobre o rumo da história. Que venha o Livro 2! Vale muito a pena! Para quem não gosta de séries, não recomendo porque é impossível ler somente o primeiro. As questões terminam todas no ar sem um desfecho.


Avaliação: ★★★★


Até a próxima!
Beijos.



segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Perfeitos - Scott Westerfeld



Enrolei um pouquinho para escrever esta resenha porque estava pensando numa maneira de não dar spoilers, mas é quase impossível. Para começar a falar dele é preciso dar spoiler do primeiro livro da série, Feios.

Então a resenha CONTÉM SPOILERS DO LIVRO FEIOS, PRIMEIRO DA SÉRIE!



Todas as pessoas eram programadas de acordo com o lugar em que nasciam, confinadas por suas crenças. Mas era preciso ao menos tentar desenvolver uma mentalidade própria. Do contrário, você podia acabar vivendo numa reserva, adorando um bando de deuses falsos. p.319

Depois de um final muito intrigante do primeiro livro, Tally está ás voltas com a sua nova vida como perfeita. Achei o início do livro um pouco chato porque são muitas páginas descrevendo a vida vazia e fútil de festas e pura diversão na cidade e mostrando como a mente dos perfeitos foi modificada tornando-os abobalhados. Mas passado esse momento, a história começa a ganhar ritmo outra vez.

Tally descobre que quando suas emoções estão à flor da pele, quando ela fica borbulhante como eles dizem, ela começa a pensar com mais clareza.  Tally se junta ao Crims, grupo de jovens que quer sempre se sentir borbulhante. Depois de algumas aventuras com Zane, líder dos Crims, Tally descobre a carta que ela escreveu para ela mesma falando de sua nova condição e dois comprimidos que oferecem a cura. Com medo de tomar os comprimidos sozinha, Tally divide-os com Zane. A partir daí as coisas começam a mudar, eles voltam a pensar com mais clareza e planejam a fuga de Nova Perfeição para procurar os novos Esfumaçados.

Neste livro Tally tem que lidar com os sentimentos de culpa pela traição aos esfumaçados e com os sentimentos divididos entre dois rapazes importantes em sua vida. E também com o abalo na sua amizade com Shay que não é mais a mesma.

Além de criticar a busca pela perfeição estética e a destruição da natureza através do progresso tecnológico e do consumo desenfreado, o livro aborda a importância de se questionar o mundo à nossa volta para podermos pensar por nós mesmos e não apenas repetirmos o que os outros (adultos, mídia, religião) dizem. Muito interessante!

- Talvez as lesões não sejam tão importantes quanto pensamos. Seu pai sempre suspeitou que o que chamamos de mente perfeita era apenas o estado natural da maioria das pessoas. Elas querem ser sem graça, preguiçosas e superficiais. p.365

Assim como no primeiro, a narração é em terceira pessoa e o ritmo é intenso, muita ação, suspense e uma linguagem fluida e muito gostosa de ler. Mesmo tendo achado alguns momentos chatos, gostei muito do livro. Não sei se irei ler o terceiro da série imediatamente ou se vou dar uma pequena pausa lendo outro livro, mas não pretendo demorar muito para terminar a série. Muito boa! Leiam! :)

Avaliação: ★★★★★


Até a próxima!
Beijos.

Série de TV - Raised by Wolves

Terminei de assistir ontem à nova série original HBO Max. Já vou começar dizendo que recomendo para quem gostou de Battlestar Ga...