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terça-feira, 9 de outubro de 2012

A Abadia de Northanger - Jane Austen


"A Abadia de Northanger" é uma paródia dos romances góticos onde heroínas lindas, inteligentes, puras e cheias de virtudes vivem aventuras perigosas e grandes romances. Catherine não é nem muito linda, nem muito inteligente ou talentosa. É ingênua, vive fantasiando sobre os romances que lê e só tem interesse em se divertir em bailes.


Catherine conhece os Tilney em um desses bailes e torna-se amiga deles. Quando é convidada a conhecer a propriedade dos Tillney, ela fantasia sobre o lugar e as pessoas que moram nele, envolvida pelo ambiente sombrio e pelas histórias dos romances góticos que tanto adora.

Neste livro, Austen defende a leitura pelo prazer que na sua época era considerada uma atividade sem importância exercida por mulheres fúteis, especialmente se os romances tivessem sido escritos por mulheres. Durante todo o livro a autora dá sua opinião sobre os personagens e os acontecimentos e chama Catherine de sua heroína. É um livro que fala sobre livros e personagens de romances.

- Já esteve fora do país, então? - perguntou Henry com alguma surpresa.
- Oh! Não, estava pensando em algo que li. Sempre me lembro do país por onde Emily e seu pai viajaram em Os Mistérios de Udolfo. Mas o senhor nunca lê romances, não é verdade?
- E por que não?
- Porque não são profundos o suficiente para o senhor. Os cavalheiros leem livros melhores.
- Qualquer pessoa, seja homem ou mulher, que não souber apreciar um bom romance deve ser insuportavelmente estúpida. Já li todos os trabalhos da Sra. Radcliffe, e a maioria deles com grande prazer. (...)

É também uma história de amizades (algumas verdadeiras e outras falsas), de amor e uma crítica à forma como as pessoas da sua época julgavam as outras pelas aparências. Esse tema também aparece em "Orgulho e Preconceito" que é infinitamente melhor.

A premissa é interessante, mas, infelizmente, mal executada. O livro é chato, a história demora a engrenar e embora no final fique bem mais divertido, fica também corrido demais. O romance entre a sua heroína e um de seus pretendentes é insípido, falta ação, emoção e a história é fraca. Não me conquistou em nenhum momento. Bem, talvez bem no final.

Só consegui terminar porque, mesmo a história sendo fraca, a escrita de Jane Austen é fluida e cheia de ironia, tornando o livro divertido e interessante em alguns momentos. E também porque me propus o desafio de ler os livros dela, um por mês, e me esforçarei para vencê-lo. Não gostei muito, mas admito que é um livro inteligente e que me proporcionou alguns poucos momentos divertidos.

Avaliação: ★★★


Até mais.
Beijo.


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Orgulho e Preconceito - Jane Austen



Não aguentei de ansiedade e comecei a ler antes do que tinha planejado e não me arrependo. Li em dois dias. Só não li de uma vez porque o sono não deixou! O livro é ótimo, leve e envolvente. Impossível não se encantar com a história e os personagens. Todos muito bem construídos. Os diálogos são irônicos e divertidos. Aliás, a ironia está presente em todo o livro (esta é uma das características de Jane Austen).

O livro trata das relações dos personagens no interior da Inglaterra. Em nenhum momento se fala da situação política ou fato importante ligado ao país, mas isso não torna o livro chato nem superficial. Toda a emoção dos personagens ao longo da história e a forma como é descrita prende a atenção do leitor.

Além disso, Austen usa a ironia e os personagens para fazer uma crítica à sociedade conservadora da sua época e à situação das mulheres que não tinham direito à propriedade e deviam se casar para sobreviver.

Os personagens são tipos curiosos: a mãe superficial que só pensa em casar as cinco filhas com qualquer um que dê a elas uma boa condição de vida (quanta raiva senti dessa mãe em alguns momentos!); o pai irônico e às vezes desligado (senti pena dele por ser casado com aquela chata); Jane, a filha mais velha, gentil e generosa; Lydia, a inconsequente filha mais nova; Elizabeth ou Lizzy, a segunda filha, uma heroína nada convencional (irônica, teimosa e que julga as pessoas pelas primeiras impressões) e Mr. Darcy (Ahhh, Mr. Darcy...muitos suspiros).

"Só pense no passado se as lembranças forem boas."
- Elizabeth Bennet


O amor entre Elizabeth Bennet e Mr. Darcy é lindo e acontece devagar. Eu pude sentir o afeto de Lizzy por ele se transformar ao longo da história. Sem nenhum beijo, nem abraço, nem carinho entre os protagonistas, o livro consegue passar toda a paixão crescendo entre os dois e também a transformação que eles sofrem. Lindo! Uma delícia!


- Como começou? - perguntou ela. - Posso compreender perfeitamente como evoluiu depois do primeiro passo; mas o que o impulsionou? 

- Não posso fixar a hora, o lugar, o olhar, ou as suas palavras que basearam meus sentimentos. Começou há muito tempo. E já estava no meio antes que eu percebesse que tinha começado.


A edição que eu li (BestBolso) tem ainda um prefácio de Julia Romeu que conta um pouco da vida de Jane Austen e as circunstâncias em que escreveu seus livros e uma introdução de Lúcio Cardoso que fala um pouco sobre o livro. Apesar desse cuidado, a edição tem alguns problemas: o material de que é feita a capa é de péssima qualidade (a tinta já está soltando), e encontrei alguns errinhos de português (concordância) e de revisão.

Avaliação: ★★★★★ 

Filme: Foram feitas oito versões de "Orgulho e Preconceito" para o cinema e uma para a TV. Eu assiti ao filme de 2005 com Keira Knightley, Matthew MacFadyen, Rosamund Pike, Carey Mulligan, Donald Sutherland e Judi Dench.
O filme é muito bonito e fiel ao livro. Keira e Matthew têm muita química entre eles, os cenários são lindos e a trilha sonora também. Gostei bastante.
Quero muito assistir também à minissérie da BBC de 1995 com Colin Firth e Jennifer Ehle. Alguém assistiu?


Amanhã retomo a leitura de "Anna Kariênina" que interrompi, mas estava ótima! Em alguns dias escrevo a resenha sobre o livro.

Beijo.






Série de TV - Raised by Wolves

Terminei de assistir ontem à nova série original HBO Max. Já vou começar dizendo que recomendo para quem gostou de Battlestar Ga...