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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Liberta-me - Tahereh Mafi



MAFI, Tahereh. Liberta-me. Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito Editora, 2013. Título original: Unravel me. 444 p.

"Seus lábios são mais macios do que qualquer coisa que já conheci, macios como a primeira neve, como morder algodão doce, como derreter e flutuar e não ter peso na água. É doce, é doce sem fazer esforço." p. 382

Liberta-me é o segundo livro da trilogia Estilhaça-me que começou com Estilhaça-me.  Eu gostei do primeiro, mas esperava mais. Achei pouco original, apesar de ter achado a escrita da autora lindíssima e cheia de estilo. Mas Tahereh Mafi evoluiu muitíssimo. O segundo livro da série (e da autora) superou e muito as minhas expectativas. Eu simplesmente amei o livro!

A partir daqui contém spoilers do primeiro livro da série. Você foi avisado.

Depois de fugir da prisão onde viveu nos últimos meses e encontrar o Ponto Ômega, quartel da resistência, Juliette aprende mais sobre seus poderes e treina para conseguir controlá-los. Juliette está menos confusa, porém seus pensamentos continuam intensos e acelerados, o que a autora consegue mostrar muito bem através de sua escrita peculiar. Ela não pode tocar em ninguém pois seu toque é poder letal. Somente seu namorado Adam e Warner também  pode tocá-la. Porém Juliette descobre algo que a faz se afastar de Adam. Adam tem um poder que anula os poderes de todos os outros quando está perto. Porém ele o faz com um grande sacrifício e gasto de energia. Inclusive isso pode matá-lo. Juliette sofre muito com a separação mas está decidida a se afastar de Adam de vez, ao mesmo tempo que está cada vez mais envolvida com a resistência.

Numa das missões do Ponto Ômega, Juliette encontra Warner e percebe que por trás daquela crueldade e frieza toda, existe uma pessoa capaz de gestos de bondade. Ao longo da história, Warner se mostra mais humano e sua história de vida marcada por maus tratos e falta de amor de seu pai abusivo vem à tona. Anderson, pai de Warner e líder do Restabelecimento, é o grande vilão da história. E uma revelação a seu respeito tem grande importância na trama.

Enquanto se afasta de Adam, Juliette acaba se aproximando de Warner e a narrativa pega fogo. Como no primeiro livro, os sentimentos de Juliette são intensamente explorados e descritos. O livro é todo psicológico. Toda a ação é mostrada através dos sentimentos de Juliette, narradora personagem. Os personagens são muito mais elaborados neste segundo livro, especialmente Warner. Ainda que sempre descritos através dos olhar e sentimentos de Juliette. Ele é o melhor personagem, depois de Juliette. Também gosto muito de Kenji, amigo que Juliette faz no Ponto Ômega.

A história é intensa, quente, forte, romântica e com uma escrita belíssima! Ainda acho que o Restabelecimento, regime de governo totalitário instalado por Anderson, deveria ser melhor explorado. Ainda assim achei o livro muito bom e com mais ação que o primeiro! Preciso do volume final da trilogia! A capa deixou a desejar em relação à primeira, toda brilhosinha. Ela é bem feinha. Mas a diagramação e interessante, as folhas são amareladas e a fonte tem um ótimo tamanho, o que facilita a leitura.

Avaliação: ★★★ 

Até mais.
Beijos e boas leituras. :**


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Estilhaça-me - Tahereh Mafi




MAFI, Tahereh. Estilhaça-me. Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito Editora, 2012. Título original: 304p.

Estou aprisionada há 264 dias
Não tenho nada senão um caderno e uma caneta e os números na cabeça para me fazer companhia. Uma janela. Quatro paredes. Espaço de 1,48m². Vinte e seis letras de um alfabeto do qual não faço uso há 264 dias de isolamento. p.5

Juliette Ferrars está presa há 264 dias sem ver ninguém, sem tocar em outro ser humano. Ela tem 17 anos e desde os 14, quando os pais a abandonaram a entregaram, ela viveu em intituições, hospícios até que foi confinada. Sua única companhia é um caderno e uma caneta. Juliette tem um dom terrível incrível. Ele é letal poderoso.


O mundo foi dominado pelo Restabelecimento. O Restabelecimento acredita que as convicções, prioridades, preferências, religiões, ambição, excessos de gula etc foram responsáveis pela destruição da sociedade e acredita que o autocontrole, o minimalismo, a criação de uma linguagem simples, totalmente nova podem restabelecer a igualdade, a humanidade (oi 1984?).

Quando Juiette reencontra o colega de infância Adam, agora um soldado do Restabelecimento, as coisas começam a mudar. Juntos eles planejam fugir desse lugar horrível comandado por Warner que só pensa em possuir Juliette e torná-la uma arma mortal.

Sou uma gota de chuva.
Meus pais esvaziaram seus bolsos de mim e deixaram-me evaporar sobre uma laje de concreto. p.9

A história é narrada em primeira pessoa por Juliette e a forma que a autora utilizou para demonstrar a confusão mental de Juliette é muito interessante: palavras repetidas, outras riscadas e muitas metáforas. Achei isso muito legal e original, mas a originalidade para por aí. E não estou falando só da semelhança de Juliette com a Vampira de X-Men, isso é só um detalhe.

Eu gostei muito do livro no início. A linguagem é fluida, a história é tensa, mas ao mesmo tempo dinâmica, eletrizante, sedutora. Difícil parar de ler. A personagem principal, apesar de ser parecida com a Vampira, é bem construída e muito interessante, mas o livro todo é cheio de clichês. Primeiro que é cheio de semelhanças com X-Men e outros super heróis, como Quarteto Fantástico e Os Incríveis. Ela podia ao menos ter inventado uns poderes (e uniformes) diferentes... Além disso também chupa várias ideias distópicas de 1984, embora de forma muito superficial. Aliás isso foi outra coisa que me incomodou: achei que a distopia ficou em segundo plano. O início foi muito focado na confusão de Juliette, depois virou uma história de amor, até bem bonitinha e sexy, mas tirando o foco da ação, e no final virou uma cópia de X-Men. Eu esperava mais, bem mais.

- Claro que me lembro de você. - Minha voz é um sussurro estrangulado. Fecho os olhos. Lembro-me de você todos os dias, eternamente em cada simples momento da minha vida. Você foi o único que olhou pra mim como um ser humano. p.104

Espero que a autora consiga melhorar a história nos próximo livros da trilogia e eu vou pensar bem antes de me decidir lê-los. Não achei perda de tempo porque o livro é bem gostosinho de ler. Passa o tempo, distrai, mas a autora precisa amadurecer muito a ideia ainda. E como é seu primeiro romance e ela é só uma garota (como diz a orelha do livro) então tenho esperança de que os próximos livros da trilogia sejam melhores. Vale a pena se você busca um livro divertido, para se distrair, sem se preocupar com originalidade, nem profundidade.

Ahhh, a capa é linda e brilhosinha. Adorei rsrs.

Avaliação: ★★★

Até a próxima.
Beijos.

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