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sexta-feira, 11 de julho de 2014

[Cinema] A Culpa é das Estrelas (2014)


The Fault in our  stars

EUA, 2014

126 min

Drama, Romance

Direção: Josh Boone

Roteiro: Scott Neustadter, Michael H. Webe, John Green (romance)

Estrelando:  Shailene WoodleyAnsel ElgortNat Wolff






Não vou contar novamente do que se trata a história porque muita gente já sabe e porque eu já escrevi na resenha do livro aqui. Eu amei o livro porque ele não não conta somente uma história de amor, mas uma história sobre viver sabendo que nem tudo são flores, que há dor, perda e que a morte é inevitável. É uma história cujos personagens vivem momentos difíceis das suas vidas, fazem questionamentos existenciais e não se iludem esperando milagres. Eles sabem que vão morrer em pouco tempo e procuram fazer com que suas curtas existências sejam bem vividas. Eles amam, realizam sonhos, se apoiam um no outro e estão em paz com o destino inevitável. O filme é muito fiel à história original. Houve pouquíssimas mudanças e a essência do livro não se perdeu. 

Gostei muito de todos os atores e me apaixonei novamente pelo Gus. Quando soube que Ansel Elgort faria o papel de Gus, fiquei com um pé atrás, mas mudei de opinião porque ele foi perfeito! Lindo e cheio de personalidade. Além disso a química entre os protagonistas é incrível! O drama, a intensidade e o humor do livro mais uma vez me conquistaram. Nem preciso dizer que chorei muito, né? Chorei do início ao fim! No momento em que Gus e Hazel se conheceram eu já comecei a chorar. Em parte porque eu já sabia o que aconteceria e em parte porque os atores me emocionaram com suas atuações. De maneira geral eu já choro mais assistindo a filmes do que lendo livros porque eu me emociono a personificações dos personagens, com o trabalho dos atores. Então eu chorei um pouco lendo o livro, mas o filme partiu meu coração! 

Mas houve também momentos muito engraçados durante o filme todo. Ansel Elgort conseguiu encarnar todo o sarcasmo e humor negro sutil de Gus. Ri muito com as ótimas tiradas de Gus e Hazel. O roteiro foi muito bem escrito mantendo as frases deliciosas que todos os fãs do livro já decoraram. Algumas cenas foram muito hilárias, como a que Gus, Hazel e Isaac se vingam da ex namorada de Isaac. Adorei!

Lindo, lindo!  Eu não mudaria nada!

Avaliação: ★★★★ 

Beijos e até a próxima. :**

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Marina - Carlos Ruiz Zafón



ZAFÓN, Carlos Ruiz. Marina. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011. 189p. Título original: Marina

- O tempo faz com o corpo o que a estupidez faz com a alma - disse, apontando para si mesmo. - Apodrece. O que desejam? p.83

Já em clima de Halloween, hoje eu trouxa a resenha de Marina e fiz as pazes com Zafón. Depois de ter me decepcionado com O Jogo do Anjo, eu me encantei com Marina.

Marina é um romance de mistério, com toques de terror e drama, narrado em primeira pessoa por Óscar. Ele conta como uma vez quando tinha 15 anos, invadiu um casarão e ao se assustar com uma figura estranha, saiu correndo levando um antigo relógio. Óscar retornou para devolver o relógio e conheceu Marina, uma menina da sua idade e seu pai Germán. Óscar e Marina ficaram amigos e ele passou frequentar a casa dela frequentemente. Além disso, os dois saiam para explorar locais perto do casarão e num desses passeios viram uma mulher misteriosa. Também encontraram um antigo álbum de fotografias com fotos de pessoas estranhas e deformadas. Ao investigar para descobrir do que se tratavam aquelas fotos e quem eram aquelas pessoas, os dois se viram envolvidos em terríveis mistérios.

A escrita de Zafón é belíssima. Mesmo não tendo curtido tanto O Jogo do Anjo, já tinha ficado impressionada com sua escrita poética. Em Marina não é diferente. O autor descreve Barcelona de uma forma tão detalhada e bonita que o leitor se sente transportado para a cidade. Fiquei com muita vontade de conhecê-la. É uma leitura fluida, que prende o leitor do início ao fim e escrita lindamente. A capa também é muito bonita. A diagramação é simples e as folhas são amareladas.

"A natureza é como uma criança que brinca com as nossas vidas. Quando cansa dos brinquedos quebrados, ela os abandona e substitui por outros." - dizia Kolvenik. "É responsabilidade nossa recolher a peças e reconstruí-las." p.85

O livro é lindo, cheio de mistério e com um final de tirar o fôlego. Percebi que Zafón fez uma homenagem a Frankenstein de Mary Shelley. Inclusive dois personagens têm o mesmo sobrenome da autora. É um romance de mistério com um toque de terror e que também fala sobre amor, amizade e perda. Adorei! Recomendo!

Avaliação: ★★★  

Beijos e boas leituras. :**

quarta-feira, 3 de julho de 2013

[Série de TV] Buffy: The Vampire Slayer


Fiquei muito feliz ao saber que a partir deste mês poderia rever toda a série Buffy no Netflix. A série foi criada e dirigida por Joss Whedon (Pânico, Os Vingadores) e exibida pelo canal Fox de 1997 a 2003 . Foram 7 temporadas inesquecíveis dessa que foi a série de vampiros que influenciou todas as atuais. Foi a precursora do tema, influenciou séries como The Vampire Diaries, True Blood e Crepúsculo e também outras como Smallville e Supernatural, que, apesar de não serem sobre vampiros, usaram a fórmula da série também. Buffy começou com um filme para TV totalmente dispensável (não assistam) e acabou tornando-se uma série deliciosa. Já disse que sempre gostei de vampiros, não é? Pois bem, Buffy foi um marco nessa minha paixão e me traz lembranças da época de faculdade quando eu assisti á série. :)

Buffy Summers (Sarah Michelle Gellar) é uma caçadora de vampiros, uma escolhida. Em cada geração, uma menina é escolhida para combater o mal e é preparada por um Sentilela. Buffy chega a Sunnydale depois de ter sido expulsa do antigo colégio em Los Angeles. Ela teria posto fogo no ginásio da escola para matar vampiros. Na nova escola, tudo o que Buffy quer é deixar para trás esse passado envolvida com o sobrenatural e levar uma vida normal, mas logo la descobre que não foi parar em Sunnydale por acaso. A cidade abriga a boca do inferno, um lugar de onde sairão várias criaturas malígnas e ela terá que combatê-las. Seu Sentinela, Gilles (Antony Head) e seus novos amigos a ajudarão na tarefa.

Buffy faz amizade com a inteligentíssima e nerd Willow (Alyson Hannigan), que terá um papel importantíssimo no decorrer da série, com a fútil Cordelia (Charisma Carpenter) e o paquerador e bobalhão Xander (Nicholas Brendon). Mas ela se apaixona pelo misterioso e lindo Angel (David Boreanaz), que logo revela ser um vampiro. Diferentemente dos outros, Angel é um vampiro com alma. Ele foi amaldiçoado com a sua alma de volta e se viver a verdadeira felicidade (entenda-se sexo), perderá sua alma e se tornará um demônio cruel como os outros vampiros.

Buff é uma das minhas heroínas favoritas! Forte, destemida, inteligente, engraçada, sarcástica, romântica e linda! Impossível não amá-la! Willow também é o máximo e protagonizou um romance super fofo com a personagem Tara. Buffy, Willow, Tara e o vampiro Spike, que será mais importante nas últimas temporadas, são meus personagens favoritos.

Ao final da terceira temporada, Angel deixa a série e ganha um spin-off com seu nome, que também é muito bom e se passa em Los Angeles. A partir daí, o coração de Buffy se abre para novas paixões (bem mais interessantes que a vivida com Angel) e muitas histórias acontecem. Durante os 7 anos da série, acompanhamos o crescimento dos personagens. Desde o início da série é possível perceber como as aventuras vividas por Buffy são uma metáfora dos sentimentos típicos da adolescência e esses temas tornam-se mais maduros no decorrer das temporadas. O que era uma série de adolescentes com vampiros, torna-se uma série sobrenatural mais madura, com uma Mitologia bem elaborada, temas mais pesados, personagens muito bem construídos, romances mais intensos e sensuais, e vilões cada vez mais cruéis e perigosos.



Recomendo para os que gostam de vampiros, aventura, ação, romance, drama e muita diversão. Assistam!

Até a próxima.
Beijos. =**

segunda-feira, 17 de junho de 2013

A Culpa é das Estrelas - John Green



GREEN, John. A Culpa é das Estrelas. Rio de Janeiro: Editora Intríseca, 2012. 288p. Título Original: The fault is our stars.


"Alguns infinitos são maiores que os outros..."

Comprei este livro exclusivamente pela capa. É linda! Eu em apaixonei por ela. Mas demorei muito para ler porque, apesar das inúmeras críticas positivas, eu tinha um preconceito contra ele. Pensava que seria uma história de amor água com açúcar e melodramática feita para arrancar lágrimas e conquistar vendas. De certa forma é sim. Mas John Green conseguiu através de um tema apelativo construir uma história linda, inteligente e com grande profundidade.

Hazel Grace tem um câncer terminal que começou na tireóide e evoluiu para uma metástase nos seus pulmões. Ela tem 16 anos e sabe que morrerá de câncer. Hazel depende de um cilindro de oxigênio para respirar e tem dificuldades para realizar tarefas do dia a dia. Sua mãe acha que ela está deprimida e sugere que ela participe de um grupo de apoio para adolescentes com câncer em uma igreja. Durante uma sessão do grupo de apoio ela conhece Augustus que é sobrevivente de um câncer ósseo e teve uma perna amputada. Ele está no grupo de apoio para acompanhar seu amigo Isaac que já perdeu um olho e luta contra o câncer no outro olho que em breve o deixará totalmente cego. Augustus, ou Gus, é sarcástico e adora se expressar através de metáforas. Os dois são muito inteligentes, gostam de ler e de ouvir música e entendem o que é ser um paciente com câncer. A história de vida e as afinidades unem os dois. Eles se tornam grandes amigos e se apaixonam.

A Culpa é das Estrelas é uma história de amor nem um pouco água com açúcar e não é somente uma história de amor. É uma história intensa, forte, reflexiva, cheia de questionamentos existenciais e, pasmem, muito humor. Fala sobre a inevitabilidade da morte, dor, coragem e sobre a dureza da vida. Juntos, Hazel e Gus vivem uma história linda, realizam desejos juntos, tornam a vida um do outro mais feliz e também questionam o propósito de suas vidas. O livro propõe questões muito profundas: como é viver com a certeza de que a vida será muito curta? Como é sobreviver e lutar diariamente por um pouco mais de vida? E a culpa de deixar os pais sozinhos? Como manter o humor e ficar em paz sabendo que a morte está tão próxima? A morte é o fim? Vale a pena acreditar em uma vida após a morte?

A narrativa é em primeira pessoa através palavras de Hazel Grace. Os dois personagens são deliciosos, inteligentes, sarcásticos e com humor negro afinado. A linguagem é fluida, jovem e bem humorada. Li algumas resenhas que criticavam a forma rebuscada com que os dois protagonistas se expressam e a maturidade dos dois que são adolescentes, mas acredito que uma história de vida tão difícil amadurece. E a sofisticação intelectual não me causou estranhamento porque eu também fui uma adolescente que gostava de fazer questionamentos existenciais e convivia com outros adolescentes como eu. Além de Hazel e Gus, a história traz os dramas dos pais e amigos que vivem na expectativa de perderem pessoas que amam. Essa é a principal preocupação de Hazel: deixar seus pais despedaçados e sem conseguir viver bem depois da sua morte.
Amei o livro, chorei muito e me diverti também! Valeu cada momento! Leiam hoje! 



"O mundo não é uma fábrica de realização de desejos."



Avaliação: ★★★★ 


Até a próxima.
Beijos.


quinta-feira, 6 de junho de 2013

O Menino do Pijama Listrado - John Boyne



BOYNE, John. O menino do pijama listrado. São Paulo: Editora Companhia das Letras, 2006. 187p. Título Original: The boy in the striped pyjamas: a fable.


"Não existem soldados bons", disse Shmuel.
"É claro que existem", disse bruno.
"Quem?"
"Bem, meu pai, por exemplo", disse Bruno. "É por isso que ele usa um uniforme tão imponente e é por isso que todos os chamam de comandante e fazem qualquer coisa que ele diz. O Fúria tem grandes planos para o meu pai juntamente porque ele é um soldado tão bom."
"Não existem soldados bons", repetiu Shmuel.  pág 124


Olá, voltei. Estou tentando retomar meu ritmo de leitura e voltar a dar atenção ao meu blog que ficou abandonado nos dois últimos meses. Eu me esforçarei bastante para isso. Assisti ao filme O Menino do Pijama Listrado no ano passado e gostei muito. Em seguida comprei o livro, mas enrolei muito tempo para ler. Mas esta semana uma amiga o recomendou, então eu me animei. E amei! Apesar de os personagens principais serem meninos de 9 anos, a temática é adulta.

***


Essa é a história de Bruno, um menino de 9 anos que se vê obrigado pelos pais a se mudar com eles, a irmã e a governanta para longe da casa que tanto ama em Berlin, seus amigos e escola. O pai diz que tem um trabalho muito importante para fazer e que o "Fúria" (como Bruno pronuncia Führer) tem grandes planos para ele. O pai é um soldado alemão nazista e a história se passa pouco antes da Segunda Guerra Mundial.

Bruno não entende nada do que está acontecendo. Ele acredita que o pai é um homem muito bom que não faria nada ruim para ninguém. Aos poucos Bruno começa a descobrir algumas coisas sobre as pessoas ao seu redor, mas permanece inocente a tudo. Descobre que o servente judeu tinha sido médico até que foi obrigado a largar a profissão e que alemães devem odiar os judeus. Mas ele não os odeia. Bruno vê pela janela um lugar cercado e dentro muitas pessoas vestidas de pijamas listrados e não entende porque eles estão sempre vestidos assim.

Muito insatisfeito com a nova casa em "Haja-Vista", como ele entende Auschwitz, Bruno resolve explorar o terreno e descobre o tal lugar cercado e lá conhece um menino judeu, Shmuel. Eles ficam amigos. Shmuel tem a mesma idade que Bruno, mas é um menino triste, magro, faminto e sem a inocência do amigo. Eles passam horas conversando todos os dias sem que ninguém saiba.


Aos poucos Bruno percebe que as pessoas à sua volta não são como ele pensava, que seu pai não é tão perfeito. Devagarinho a inocência de Bruno começa a se romper, embora ele não a perca totalmente até o fim da história. O mais bonito é acompanharmos os questionamentos tão puros e verdadeiros de Bruno sobre a forma com que os judeus vivem em Auschwitz.

A narração é em terceira pessoa, sempre sob o ponto de vista de Bruno e é muito interessante enxergar através de seus olhos inocentes. A escrita é fluida, muito gostosa de ler e o clímax é de tirar o fôlego.

Confesso que gostei mais do final do filme. Foi mais impactante. Chorei compulsivamente até dormir e acordei chorando. Nunca um filme tinha me envolvido tanto. Mas o livro é maravilhoso também! Recomendo muitíssimo! Leiam, assistam e se emocionem.

O filme, de 2008, foi dirigido por Mark Herman e estrelado por Asa Butterfield, Jack Scanlon, Zac Matton O'Brian, David Thewlis e Vera Farmiga.

Avaliação: ★★★★ 

Até a próxima.
Beijos.


sexta-feira, 1 de março de 2013

[Cinema] As Aventuras de Pi (2012)




Life of Pi, 2012

EUA, Taiwan

127 min

Diretor: Ang Lee (vencedor do Oscar)

Roteiro: David Magee, Yann Martel (livro)

Elenco: Suraj Sharma, Irrfan Khan, Adil Hussain









Estou lendo o livro As Aventuras de Pi, mas assisti ao filme antes, no domingo, antes da entrega do Oscar. Não vou contar a história toda porque farei isso na resenha do livro dentro de alguns dias. Darei apenas a minha opinião sobre o filme e um breve resumo.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

[Cinema] O Lado Bom da Vida (2012)


Silver Linings Playbook

EUA, 2012. 122min

Comédia, Drama, Romance

Direção: David O. Russell

Roteiro: David O. Russell

Elenco: Bradley Cooper, Jennifer Lawrence, Robert De Niro, Julia Stiles










Como disse no post anterior, tirei a quarta-feira de cinzas para assistir aos filmes que estão concorrendo a prêmios nesta temporada. O segundo filme é O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook) baseado no livro de mesmo nome de Mattew Quick.





O filme é uma delícia e conta a história de Pat, portador de transtorno bibolar que ficou anos internado em uma clínica depois de agredir o amante da esposa. Ele volta para casa com muita vontade de melhorar e reatar com a ex-esposa.

Nesse momento ele conhece Tiffany, sua vizinha que também passa por um momento difícil após perder o marido em um acidente. Eles acabam se envolvendo e ela convence Pat a participar de um concurso de dança com ela. A química entre eles é perfeita e a história é muito sensível.





O filme é uma comédia dramática romântica que fala de um assunto delicado, transtornos mentais, que diverte e emociona ao mesmo tempo. Terminei o filme chorando (o que não é difícil hehehe).
Ameiii!!! Romance e ainda por cima com um pouco de dança não tinha como não gostar! :)
Assistam! Muito lindo!

Até o próximo post sobre os filmes da temporada. ;)
Beijos.

[Cinema] Anna Karenina (2012)


Anna Karenina, 2012

129 min, Drama

Reino Unido

Direção: Joe Wright

Elenco: Keira Knightley, Jude Law, Aaron Taylor-Johnson, 

Matthew Macfadyen, Domhnall Gleeson









Tirei a quarta-feira de cinzas para assistir aos filmes que estão concorrendo a prêmios nesta temporada.
Em 2012 eu li o livro Anna Karenina de Liev Tolstói e amei! E estava louca para assistir ao novo filme que estreou no Brasil no início deste mês. O filme é lindo. Eu gostei muito.


O visual é belíissimo. Há uma mistura de cenários reais com cenários mecânicos de teatro. Daqueles que sobem e descem. Muito lindo! O figurino também é deslumbrante e algumas cenas são coreografadas lembrando um ballet. Achei esses recursos interessantíssimos.




A direção é muito boa. Algumas cenas foram feitas do jeito que eu imaginei lendo o livro. A cena do baile, toda coreografada é exótica, mas linda. E a cena da ópera em que Anna sente toda a hostilidade e hipocrisia da sociedade também é perfeita.



Eu, como muita gente, também acho que a Keira não foi a melhor escolha, também preferiria a Marion Cotillard, mas acho que a Keira deu conta do recado. Ela e Aaron Taylor-Johson tiveram uma química incrível juntos.



Só não gostei que o Lievin, vivido por Domhnall Gleeson teve pouca importância. Mas entendo que não dá para mostrar em duas horas tudo que aparece em um livro de mais de 800 páginas. O filme teve que focar no drama principal. Apesar disso, eu me encantei e me emocionei. Então acho que cumpriu o que eu espero de um bom filme! Vale a pena! 

Mas leiam o livro porque é uma obra prima sensível, inteligente e que toca fundo em assuntos muito fortes como a dificuldade de uma mulher ser livre para viver sua vida numa sociedade hipócrita e machista que usa dois pesos e duas medidas para julgar homens e mulheres pela forma que vivem sua sexualidade. Fala também sobre moralidade, política e religião. Resenha >>aqui<<.



Até a próxima.
Beijos.

domingo, 16 de dezembro de 2012

[Cinema] Te Amarei para Sempre (2009)

Te amarei para sempre

EUA, 2009

107 min

Drama, Fantasia, Romance

Direção: Robert Schwentke

Roteiro: Bruce Joel Rubin (roteiro), Audrey Niffenegger (romance)

Elenco: Eric Bana, Rachel McAdams







Já vou começar a resenha falando mal do título. Além de não ter nada a ver com o original, é super brega e tem um erro de português bem básico. Apesar da tradução ridícula, o filme é muito lindo! É uma adaptação do livro A Mulher do Viajante do Tempo de Audrey Niffenegger.

Henry tem uma desordem genética que o faz viajar no tempo contra a sua vontade, principalmente quando está estressado, ansioso. Tudo começou quando ele tinha 6 anos e ele presenciou a morte da mãe. Nesse momento seu "eu" mais velho aparece e lhe diz que tudo vai ficar bem, que ele não podia fazer nada para impedir o que aconteceu. Henry tenta várias vezes, mas sem sucesso mudar o passado.

Henry conhece Clare e se surpreende quando ela lhe conta que já o conhece, que Henry mais velho a visitava desde que ela tinha 6 anos e que ela sempre o amou. A partir daí começa uma história de amor linda e totalmente fora do comum.

A história dos dois é marcada pelos encontros entre eles em diversas idades. Algumas cenas são bem engraçadas como quando ela briga com Henry, já casada com ele e encontra a versão mais jovem do marido. E algumas cenas foram muito emocionantes como o casamento dos dois.

O filme todo tem momentos engraçados e outros mais tensos e tristes, e achei a história incrivelmente bem bolada e original. Estou louca para ler o livro. Já ouvi falar que é muito melhor porque tem histórias paralelas que o roteirista deixou de fora dando ênfase apenas ao casal.



Adoro o Eric Bana e a Rachel McAdams e achei que eles têm uma química bem legal em cena. Adorei o filme! Lindinho! Assistam!

Até a próxima.
Beijos.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

[Cinema] As Vantagens de Ser Invisível (2012)


As Vantagens de Ser Invisível

EUA, 2012

102 min

Drama, Romance

Direção: Stephen Chbosky

Roteiro: Stephen Chbosky (romance), Stephen Chbosky (roteiro)

Elenco: Logan Lerman, Emma Watson e Ezra Miller







Não farei um resumo da história porque eu já contei na resenha do livro aqui. Vou falar sobre as minhas impressões sobre o filme e alguns aspectos técnicos.

O Filme é dirigido e escrito pelo próprio autor do livro, portanto é muito fiel ao original e muito emocionante. Pouquíssimas coisas ficaram de fora. O que muda é a forma com que a história é contada já que são duas linguagens totalmente diferentes. No livro, como falei na resenha, Charlie conta a sua vida através de cartas. No filme só há uma breve narração no início e no fim.

Algumas coisas foram mostradas de forma bem mais sutil que no livro e isso é bem necessário para tornar o filme leve. Imagens de algumas cenas deixariam o filme forte demais e a delicadeza da história se perderia.

Os atores são maravilhosos! O elenco é todo ótimo. Logan Lerman que faz o Charlie conseguiu passar toda a pureza e doçura do personagem. Emma Watson, a Sam, está ótima, divertida, sensível, mas quem deu um show à parte foi Ezra Miller no papel de Patrick. Maravilhoso!

O filme é lindo, doce, sensível e delicado! Gostei demais de cada detalhe. Foi tudo como imaginei: figurinos, cenários, as cenas do carro. E ainda por cima tem uma trilha sonora deliciosa!

Stephen Chbosky é um ótimo escritor, roteirista e cineasta e fez um excelente trabalho! Nem preciso dizer que chorei do início ao fim, né? rsrs. Corram para assistir, mas antes leiam o livro! :)


Avaliação: ★★★★★ ♥



"E eu realmente estava ali. E foi o suficiente para que eu me sentisse infinito." p.223






Até a próxima.
Beijos.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

[Cinema] Jodhaa Akbar (2008)



Jodhaa Akbar,


Índia, 2008

213 min

Drama Histórico, Romance

Diretor: Ashutosh Gowariker

Roteiro: Haidar Ali

Elenco: Hrithik Roshan, Aishwarya Rai Bachchan e Sonu Sood







A Índia é a maior produtora de filmes do mundo e eu amo o cinema indiano! Tem de tudo: comédias românticas (sempre musicais com aquelas dancinhas lindas rs), dramas, policiais, suspense etc. Já assisti a vários. Acho tudo tão lindo! Principalmente os cenários e figurinos. Aliás acho os atores todos lindos. E aquelas roupas lindas bordadas a ouro e pedras e montanhas de joias? Um arraso!


Jodhaa Akbar é um drama histórico baseado em fatos reais que se passa no século XVI e conta a história do Imperador Mongol Akbhar (Hrithik Roshane da Princesa Jodhaa (Aishwarya Rai Bachchan), filha do Rei Bhamal do Rajastão. Jodhaa, que é hindu, é obrigada a se casar com Akhbar, muçulmano, para selar uma aliança política entre as duas nações. A princesa fica arrasada por ser usada como peça de um acordo político e ainda mais por ter que se casar com alguém de outra religião. Ela propõe ao imperador duas condições: que ela possa manter sua religião e que seja construído um templo para seus deuses e ele aceita.

Aos poucos os dois vão se conhecendo e acabam se apaixonando, mas têm que enfrentar muitos obstáculos e conspirações  para serem felizes juntos. Além disso o casamento não agradou os muçulmanos e o Imperador teve que conquistar o respeito do seu povo. O filme mostra como são diferentes os costumes deles e como eles têm que se adaptar a essas diferenças. Tudo muito lindo e romântico (suspiros...).

O filme é visualmente maravilhoso - a fotografia, os cenários, figurinos, grandes batalhas, tudo impecável! Os protagonistas são ótimos, lindos e com muita química entre eles. Amei, amei amei! Se tiverem oportunidade de assistir, assistam. É uma superprodução e foi o maior lançamento de um filme indiano nos EUA na época, então não deve ser impossível de achar rs.

Eu baixei em torrent com som original e legenda em inglês. No começo tive que me adaptar porque eles falam muito rápido e, apesar de eu ser fluente em inglês, não leio tão rápido assim rsrs, mas me acostumei logo. O filme é lindo, tem músicas lindas, mas poucos números musicais com dancinhas hehe. Achei os cartazes do filme tão lindos que coloquei vários no post. =)


 



Até a próxima.
Beijos.    

domingo, 14 de outubro de 2012

[Cinema] O Jardim Secreto, 1993


O Jardim Secreto - 1993

101 min

Drama, Familiar

Direção: Agnieszka Holland

Roteiro: Frances Hodgson Burnett (livro), Caroline Thompson (roteiro)

Elenco: Kate Maberly, Maggie Smith, Heydon Prowse, Andrew Knott e Laura Crossley




Ontem eu estava precisando de um filme leve que me deixasse pra cima e resolvi assistir "O Jardim Secreto", filme baseado no livro homônimo de  Frances Hodgson Burnett. O filme já passou várias vezes na televisão, mas fazia uns 15 anos que eu havia assistido e não me lembrava muito bem dele. Não podia ter feito escolha melhor. Lindo!

O filme conta a história de Mary Lenox, uma menina mimada e arrogante, filha de pais ingleses, que nasceu na Índia. Quando seus pais morrem ela é mandada para o casarão do tio na Inglaterra. O tio, que é marido da irmã gêmea da mãe de Mary, é um homem amargurado desde que perdeu a esposa e não se aproxima do filho Colin por medo de perdê-lo.

O menino é tratado como um doente, nunca sai de casa e é obcecado pela própria morte. A mãe morreu na ocasião do seu nascimento. Ele é criado pela governanta severa (Maggie Smith, perfeita como sempre), e os outros empregados da casa, que evitam falar sobre o patrão.

Mary logo descobre um jardim secreto cuja entrada é proibida pelo dono da casa. Mas Mary encontra a chave e junto com um amiguinho, irmão de uma das empregadas, começa a limpar e semear o jardim que floresce lindamente.


Aos poucos a vida de todos na se transforma. Mary deixa de ser arrogante, Colin torna-se uma criança saudável e cheia de vida e a alegria volta a fazer parte daquela casa. Colin deseja, então, conquistar a atenção e o amor do pai.

O filme fala sobre amor, amizade e alegria de viver. É todo lindo, tanto a história quanto as imagens maravilhosas. Amei! =)


Até a próxima.
Beijo.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

[Cinema] Lady Jane (1986)


Lady Jane Reino Unido, 1986 

142 min

Biografia / Histórico / Drama

Direção: Trevor Nunn

Roteiro: Chris Bryant, David Edgar

Elenco: Helena Bonham Carter, Cary Elwes, John Wood e Patrick Stewart






Na minha lista dos filmes para assistir novamente estava "Lady Jane" que conta a história de Jane Grey também conhecida como a rainha dos 9 dias. Como estou lendo sobre a dinastia Tudor, fiquei com vontade de assistir logo a esse filme que assisti pela primeira vez há mais de 15 anos.

Quando Henrique VIII (Henry Tudor) morreu, deixou como herdeiro seu filho Edward VI, mas este morreu ainda adolescente de tuberculose (acho que todos morriam de tuberculose naquela época). Antes de morrer Edward VI deixou uma declaração em que nomeava a prima Jane, sobrinha neta de Henrique VIII, sua herdeira, destronando suas irmãs Maria (filha de Catalina de Aragon) e Elizabeth (filha de Ana Bolena) e dessa forma deixando a Inglaterra nas mãos de uma rainha protestante (anglicana).

No filme Edward e Jane (Helena Bonham Carter ainda garota) são muito amigos, se gostam, mas não podem se casar porque ele está morrendo e ele pede que ela se case com Guilford Dudley, filho de sir John Dudley, Duque de Northumberland, para poder subir ao trono.

Após se casarem, os dois se apaixonam. Jane era muito culta, lia em várias línguas como grego e hebraico e fazia vários questionamentos sobre a igreja católica e Guilford era um garoto fanfarrão que vivia em bordéis e por isso conhecia bem o povo e seus problemas. Eles se encantaram um com o outro porque eram idealistas e queriam mudar a forma de governar a Inglaterra melhorando a situação do povo.

Mas Maria (a Bloody Mary) não queria abdicar de sua pretensão ao trono e tramou para destituir Jane que ficou no trono apenas por 9 dias. Jane foi acusada de traição e decapitada junto com o marido.

Muito lindo e triste, principalmente quando os dois se recusam a se converter e abrir mão de seus ideais mesmo que isso custe a própria vida. Não sei se aconteceu de forma tão romântica como no roteiro, mas é um bom argumento para o filme que gostei bastante mesmo achando que perde pontos por ter cenas românticas demais. Desculpem-me se revelei muitas coisas do filme, mas como é histórico, não vejo problema em contar.

Fico muito incomodada com essa mania de traduzirem os nomes para a língua portuguesa. Acho ridículo traduzir nomes próprios, mas deixei alguns como Henrique VIII e Ana Bolena porque são conhecidos assim no Brasil e em Portugal. Mas eu preferiria escrever os nomes originais. Se bem que ingleses e americanos também traduzem. Enfim, acho uma pobreza rsrs.

Até mais.
Beijo.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

[Cinema] Primavera, verão, outono, inverno...e primavera (2003)

Bom yeoreum gaeul gyeoul geurigo bom
(Primavera, verão, outono, inverno...e primavera)

Coréia do Sul, 2003

Drama

Diretor: Ki-duk Kim

Roteiro: Ki-duk Kim

Elenco: Ki-duk Kim, Yeong-su Oh e Jong-ho Kim







Post rapidinho para falar sobre "Primavera, verão, outono, inverno...e primavera", um filme lindo a que assisti neste fim de semana que fala sobre as etapas na vida de um homem através da relação entre um aprendiz e seu mestre budista vivendo isolados num templo flutuante no meio de um lago.

Infância, juventude, maturidade e morte, quatro etapas da vida são comparadas às estações do ano. O filme fala de amor, paixões, impulsos, ciúme, morte, culpa, penitência e perdão em forma de uma parábola budista. Muito, muito lindo! A história é linda, os atores são excelentes e as imagens são maravilhosas! Irretocável, poético e apaixonante!

Assistam! Vale muito a pena.
Beijo.










Série de TV - Raised by Wolves

Terminei de assistir ontem à nova série original HBO Max. Já vou começar dizendo que recomendo para quem gostou de Battlestar Ga...