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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Marina - Carlos Ruiz Zafón



ZAFÓN, Carlos Ruiz. Marina. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011. 189p. Título original: Marina

- O tempo faz com o corpo o que a estupidez faz com a alma - disse, apontando para si mesmo. - Apodrece. O que desejam? p.83

Já em clima de Halloween, hoje eu trouxa a resenha de Marina e fiz as pazes com Zafón. Depois de ter me decepcionado com O Jogo do Anjo, eu me encantei com Marina.

Marina é um romance de mistério, com toques de terror e drama, narrado em primeira pessoa por Óscar. Ele conta como uma vez quando tinha 15 anos, invadiu um casarão e ao se assustar com uma figura estranha, saiu correndo levando um antigo relógio. Óscar retornou para devolver o relógio e conheceu Marina, uma menina da sua idade e seu pai Germán. Óscar e Marina ficaram amigos e ele passou frequentar a casa dela frequentemente. Além disso, os dois saiam para explorar locais perto do casarão e num desses passeios viram uma mulher misteriosa. Também encontraram um antigo álbum de fotografias com fotos de pessoas estranhas e deformadas. Ao investigar para descobrir do que se tratavam aquelas fotos e quem eram aquelas pessoas, os dois se viram envolvidos em terríveis mistérios.

A escrita de Zafón é belíssima. Mesmo não tendo curtido tanto O Jogo do Anjo, já tinha ficado impressionada com sua escrita poética. Em Marina não é diferente. O autor descreve Barcelona de uma forma tão detalhada e bonita que o leitor se sente transportado para a cidade. Fiquei com muita vontade de conhecê-la. É uma leitura fluida, que prende o leitor do início ao fim e escrita lindamente. A capa também é muito bonita. A diagramação é simples e as folhas são amareladas.

"A natureza é como uma criança que brinca com as nossas vidas. Quando cansa dos brinquedos quebrados, ela os abandona e substitui por outros." - dizia Kolvenik. "É responsabilidade nossa recolher a peças e reconstruí-las." p.85

O livro é lindo, cheio de mistério e com um final de tirar o fôlego. Percebi que Zafón fez uma homenagem a Frankenstein de Mary Shelley. Inclusive dois personagens têm o mesmo sobrenome da autora. É um romance de mistério com um toque de terror e que também fala sobre amor, amizade e perda. Adorei! Recomendo!

Avaliação: ★★★  

Beijos e boas leituras. :**

terça-feira, 30 de outubro de 2012

O Jogo do Anjo - Carlos Ruiz Zafón



Já naqueles tempos, meus únicos amigos eram feitos de papel e tinta. Na escola tinha aprendido a ler e escrever muito antes das outras crianças do bairro. Onde meus colegas viam manchas de tinta em páginas incompreensíveis, eu via luz, ruas, gente. As palavras e o mistério da sua ciência oculta me fascinavam e, para mim, eram a chave que abria um mundo sem fim e a salvo daquele caos, daquelas ruas e daqueles dias turvos em que até eu podia intuir que uma sorte minguada me esperava. p.35

David Martín trabalhava em um jornal decadente e tentava ser escritor. Com a ajuda de seu amigo e protetor Pedro Vidal, finalmente lhe deram a oportunidade de escrever para uma coluna do jornal, mas era explorado, recebia muito pouco pelos direitos da sua produção e não tinha liberdade para escrever o que queria. 

David era um homem frustrado. Quando começou a fazer muito sucesso, seus colegas do jornal ficaram logo incomodados. Além disso, David descobriu que estava muito doente. No momento em que tudo estava dando errado na sua vida, surgiu um homem misterioso afirmando ser um grande editor e prometendo muito dinheiro e soluções para seus problemas. Em troca David deveria escrever um livro muito especial. A partir daí se desenrola uma trama cheia de mistério e suspense.

A história é narrada é em primeira pessoa pelo próprio David Martín. O livro é muito bem escrito. Zafón escreve de forma muito bonita, poética. Há muitos momentos lindíssimos e verdadeiras declarações de amor aos livros. 

Abriu a porta da loja para me dar passagem. Entrei na livraria e aspirei aquele perfume de papel e magia que, inexplicavelmente, ninguém havia tido ainda a ideia de engarrafar. p.250

Os personagens foram razoavelmente bem trabalhados e os diálogos são bons, alguns momentos sarcásticos outros cheios de lirismo. Mas apesar de ter uma escrita bonita e uma trama complexa, o livro não me conquistou. Achei a trama confusa, lenta, monótona e mirabolante em alguns momentos e a escrita com muitas descrições desnecessárias que tornaram a leitura, para mim, cansativa. No começo eu me apaixonei pela história. No meio eu fiquei entediada. Quase no final eu me empolguei e achei que ia me surpreender, mas achei o final morno. Talvez eu não tenha me empolgado nem comprado a ideia por não ser religiosa; ou, quem sabe, eu só não estivesse no clima para esse livro. Mas reconheço que a escrita de Zafón é elegante. E como quase todas as pessoas que eu conheço amaram, então recomendo que leiam para tirarem suas próprias conclusões.   

Avaliação: ★★

Até a próxima.
Beijos.



P.S. Gente, só um recadinho. Acabei de ficar 5 minutos tentando comentar em um blog com verificação de palavras nos comentários. Deu erro 7 vezes. Sério gente, isso é muito chato. Moderem os comentários, mas não exijam verificação de palavras. Muito desagradável. :(

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