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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Mentirosos - E. Lockhart



Bem vindo à família Sinclair.
Ninguém é criminoso.
Ninguém é viciado.
Ninguém é um fracasso.
Os Sinclais são atleticos, altos e lindos. Somos democratas, tradicionais e ricos. Nosso sorriso é largo, temos queixo quadrado e sacamos forte no tênis. p.13

LOCKHART, E. Mentirosos. São Paulo: Seguinte, 2014. Título Original: We Were Liars. 272 p.

Cadence pertence à família Sinclair. Uma família muito rica influente que passa todos os verões em sua ilha particular, Beechwood. O avô de Cadence, Harris, mora na maior casa da ilha. Suas três filhas moram nas outras três casas. Os membros de sua família vivem de aparência e evitam falar de suas próprias falhas ou admitir seus erros. Tudo que importa para eles é o dinheiro, o prestígio, as belas casas cheias de objetos valiosos. 

Cadence tem alguns primos de mesma idade que ela com quem ela tem uma ótima relação e com quem vive muitas aventuras. Eles são chamados de Mentirosos. Além dos primos, o sobrinho do namorado de sua tia, um indiano, também passa os verões em Beechwood. No verão em que Cadence tinha 15 anos, o verão dos 15, como ela chama, um acidente aconteceu, mas ela perdeu a memória, passou a ter dores de cabeça terríveis, parou de estudar e se viciou em analgésicos por causa disso. 

No ano seguinte Cadence não foi à ilha. Em vez disso, viajou à Europa com o pai. Os médicos acharam melhor que ela ficasse longe da ilha por um tempo. Mas no verão dos 17 ela retorna à ilha para tentar descobrir o que aconteceu, já que a família não diz nada. Cadence percorre todos os locais em que passou no verão dos 15 e aos poucos sua memória retoma e ela se dá conta de que algo terrível aconteceu.

Mentirosos é um thriller psicológico e também um Y.A. A história é narrada em primeira pessoa por Cadence e alterna acontecimentos no presente e no passado. No início do livro há um mapa da ilha e suas casas e também uma árvore genealógica o que facilita a compreensão da história com tantos nomes de pessoas e lugares. E. Lockhart escreve bem. A linguagem é às vezes poética e noutras entrecortada, confusa, demonstrando o estado emocional de Cadence. Em alguns momentos Cadence conta os acontecimentos na ilha comparando sua família a contos de fadas numa versão diferente da original.  Existe o tempo todo um mistério no ar e um clima tenso, aflitivo em que Cadence se angustia por não saber o que aconteceu no verão de dois anos atrás. O final é absolutamente surpreendente. O livro é curto e muito envolvente. Não dá vontade de largar. A revelação final poderia ter sido feita de forma mais elaborada , mas mesmo assim adorei! Super recomendo! 

Avaliação: ★★★★


Até mais.

Beijos e boas leituras. :**




quarta-feira, 30 de julho de 2014

Gone: O Mundo Termina Aqui - Michael Grant



Assim.
Sumiu.
Sem nenhum "puf". Sem clarão de luz. Sem explosão. p.11

GRANT, Michael. Gone: o mundo termina aqui. Rio de Janeiro: Galera Record, 2010. Título original: Gone.

Gone: O Mundo Termina Aqui é o primeiro volume da série Gone de Michael Grant. Um dia, sem nenhuma explicação, todo os habitantes de Praia Perdida na Califórnia com mais de 14 anos desapareceram. Simplesmente sumiram de repente. Alguns estavam trabalhando, outros dormindo, estudando, dirigindo, brincando. Sumiram como num passe de mágica. Sobraram apenas as crianças. Além disso, um muro surgiu em torno da cidade centrada numa Usina Nuclear e coisas estranhas começaram a acontecer: algumas das crianças  se deram conta que tinham poderes e animais sofreram mutações. Ninguém sabe por que tudo isso está acontecendo nem para onde foram parar os desaparecidos. Enquanto tentam desvendar esses mistérios, as crianças também têm que lutar para sobreviver.

Sam chama essa nova realidade em que vivem de LGAR (lugar da galera radiotaiva). Sam descobriu que tem o poder de lançar uma luz que queima pelas mãos. Ele, sua amiga Astrid, Jack Computador e mais alguns amigos tentam investigar o mistério procurando pistas nas coisas dos seus pais. Eles também tentam organizar as crianças para sobreviver distribuindo tarefas e mantendo-os unidos. Porém os valentões da escola para crianças difíceis, Academia Coates, Cain e Drake, não gostam nada disso e querem tomar o poder.

Brigas, lutas, muita ação, desespero, fome, crueldade sede de poder são algumas passam a fazer parte da vida dessas crianças. Elas têm que crescer e mudar para sobreviver e isso não parece nada fácil. E ainda existe uma outra grande preocupação: desde o momento do desaparecimento, outras crianças que tinham 13 anos desapareceram no momento em que completaram 14 anos. Então todos temem pelo próprio aniversário. Ninguém sabe o que os espera do outro lado.

A história é contada na terceira pessoa por um narrador onisciente. Achei a premissa do livro fascinante. Assim que li a sinopse fiquei louca pra ler, apesar de ter demorado muito para fazê-lo. Comprei os três primeiros volumes e depois o quarto de tão empolgada que fiquei. Mas, infelizmente o livro não funcionou para mim. A ideia foi mal aproveitada. Achei a história confusa, muito enrolada e mal explicada. Algumas coisas não fizeram o menor sentido e pareceram forçadas. Também não gostei dessa mistura de ficção científica com fantasia. Pelo menos nessa história não combinou. Deu a impressão que o autor se perdeu. Demorei dois meses para concluir a leitura. Vou ler o segundo volume, afinal eu já tenho aqui e torcer para que a história melhore daqui para frente. Talvez eu tenha me decepcionado porque esperava demais do livro. Mas a premissa é incrível e algumas coisas são bem divertidas. Alguns personagens são muito cativantes e há muita ação do começo ao fim e mistérios para serem desvendados. Por isso eu quero saber a conclusão da história. A série tem seis livros e espero que o segundo seja muito bom mesmo, porque só assim darei continuidade. Se você gosta de ação, aventura e mistério pode gostar.

Avaliação: ★★★

Até mais. 
Beijos e boas leitura. :**




segunda-feira, 14 de julho de 2014

The 100: Os Escolhidos - Kass Morgan + [Série de TV] The 100



Bellamy não sabia por que os antigos humanos se davam o trabalho de consumir drogas. Qual era o sentido de injetar alguma porcaria nas veias se um passeio na floresta tinha o mesmo efeito? Algo acontecia toda vez que ele cruzava a linha das árvores. Enquanto se afastava do acampamento à luz do sol da manhã, partindo em mais uma expedição de caça, ele começou a respirar fundo. Seu coração tinha batidas fortes, lentas e constantes, e suas pernas marchavam no ritmo de um pulso no chão. Era como se alguém tivesse invadido seu cérebro e aumentado a intensidade de seus sentidos até uma configuração que Bellamy não sabia que existia. p.134.

MORGAN, Kass. The 100. Rio de Janeiro: Galera Record, 2014. 288p.

The 100: Os Escolhidos é o primeiro volume da série de ficção científica distópica The 100. A história se passa em um futuro distante quando a terra foi destruída por guerras nucleares e a humanidade teve que deixa-la e passou a viver em naves no espaço. Existem 3 naves na colônia espacial: Walden, Arcadia e Phoenix. Em Phoenix vive a elite da sociedade enquanto nas outras duas naves vivem os trabalhadores. Em Phoenix não existe racionamento de água nem de energia, enquanto na outras naves tudo é racionado. Os crimes na Colônia são punidos com a morte porque é preciso controlar o crescimento populacional. A quantidade de filhos que cada casal pode ter é restringida a apenas 1 e a desobediência a essa regra também é punida com a morte. Os menores de idade que cometem infrações são confinados e julgados assim que completam 18 anos. E sempre são considerados culpados e executados.

Pensando em uma possível volta à terra, o Chanceler Jaha envia 100 menores de idade para a Terra com o intuito de saber se os níveis de radiação no planeta já estão toleráveis para a sobrevivência humana. Dentre esse 100 estão seu próprio filho Wells, Clarke e Octavia. Bellamy, apesar de ter 20 anos, deu um jeito de entrar no último minuto na nave e poder ir à Terra. Essa missão poderá ser uma segunda chance para esse jovens ou uma missão suicida.

A narração é em terceira pessoa através dos pontos de vista de Clarke, Wells, Bellamy e Glass. Cada capítulo tem o ponto de vista de um desses personagens e, além de narrar o que acontece com eles na Terra após a aterrissagem, também tem flasbacks que contam o que aconteceu com eles na Colônia para que eles fossem confinados. Através desses flasbacks conhecemos melhor os personagens, suas motivações e personalidades.

Clarke é filha de uma médica e um cientista que foram executados por cometer crimes depois que seu namorado Wells os delatou ao Chanceler Jaha, seu pai. Wells cometeu um crime para poder estar com Clarke na nave que a levaria à terra mas a namorada nunca o perdoou pelo que ele fez aos seus pais. Bellamy atirou no Chanceller e pulou na nave antes da partida para que pudesse proteger a irmã Octavia que também seria enviada à Terra. Glass fugiu do confinamento antes da partida da nave para poder encontrar seu namorado Luke e continuou na Colônia.

Na aterrissagem, alguns dos 100 morreram, outros ficaram gravemente feridos, como a melhor amiga de Clarke, Thalia. A história mostra a dificuldade de sobreviver sem tecnologia e o sentimento de encantamento pela natureza, a chuva, os animais e a água pura em abundância. Possibilita a discussão sobre a importância de se preservar a natureza ao mostrar a destruição causada pelo homem. Também mostra um mundo distópico, autoritário e com desigualdades sociais. Achei que podiam ter dado menos importância ao romance, principalmente no núcleo de Glass, que aliás eu achei bem dispensável. A linguagem é fluida, fácil de ler e os personagens são bem construídos. Gostei muito do livro e estou ansiosa pela sequência. Ah, uma observação: a revisão do livro está bem ruim. Encontrei muitos erros. É muito chato quando isso acontece porque desvia da leitura. Espero que a editora tenha mais cuidado no próximo livro.

Avaliação: ★★★


Sobre a série The 100:


Na série, exibida pelo canal CW, a essência da história se manteve, assim como o nome dos personagens, mas as histórias deles são diferentes. Muitos personagens foram misturados ou fundidos em um só e outros desapareceram, como por exemplo Glass (o que particularmente eu achei bom).


Na série os protagonistas são Clarke, Bellamy, Octavia e Finn (que terá um envolvimento amoroso com Clarke). Wells é um personagem menor e não é ex-namorado de Clarke. É seu melhor amigo. A história dos pais de Clarke também é diferente e somente o pai dela morreu. Sua mãe é médica e faz parte do conselho da Colônia ao lado do Chanceler Jaha, pai de Wells. Achei essa parte da história mais forte e melhor contada no livro. Não havia necessidade de mudar tanto. A série avança um pouco a história e o que aparece no final do primeiro livro já é melhor explicado na série. Talvez eles já tenham usado o segundo livro, ou simplesmente inventado. Não sei.



Estou gostando da série principalmente por causa da luta pela sobrevivência, as discussões sobre como construir uma sociedade, novas leis, ética e conceitos morais. Na série Clarke e Bellamy são líderes da pequena comunidade, embora tenham visões bem diferentes sobre como comandar. Acho que a série tem grande possibilidade de crescer. A série também explora mais a vida na Colônia, os personagens adultos e suas difíceis decisões. Vale a pena assistir.

Até mais.
Beijos e boas leituras. :**


sexta-feira, 11 de julho de 2014

[Cinema] A Culpa é das Estrelas (2014)


The Fault in our  stars

EUA, 2014

126 min

Drama, Romance

Direção: Josh Boone

Roteiro: Scott Neustadter, Michael H. Webe, John Green (romance)

Estrelando:  Shailene WoodleyAnsel ElgortNat Wolff






Não vou contar novamente do que se trata a história porque muita gente já sabe e porque eu já escrevi na resenha do livro aqui. Eu amei o livro porque ele não não conta somente uma história de amor, mas uma história sobre viver sabendo que nem tudo são flores, que há dor, perda e que a morte é inevitável. É uma história cujos personagens vivem momentos difíceis das suas vidas, fazem questionamentos existenciais e não se iludem esperando milagres. Eles sabem que vão morrer em pouco tempo e procuram fazer com que suas curtas existências sejam bem vividas. Eles amam, realizam sonhos, se apoiam um no outro e estão em paz com o destino inevitável. O filme é muito fiel à história original. Houve pouquíssimas mudanças e a essência do livro não se perdeu. 

Gostei muito de todos os atores e me apaixonei novamente pelo Gus. Quando soube que Ansel Elgort faria o papel de Gus, fiquei com um pé atrás, mas mudei de opinião porque ele foi perfeito! Lindo e cheio de personalidade. Além disso a química entre os protagonistas é incrível! O drama, a intensidade e o humor do livro mais uma vez me conquistaram. Nem preciso dizer que chorei muito, né? Chorei do início ao fim! No momento em que Gus e Hazel se conheceram eu já comecei a chorar. Em parte porque eu já sabia o que aconteceria e em parte porque os atores me emocionaram com suas atuações. De maneira geral eu já choro mais assistindo a filmes do que lendo livros porque eu me emociono a personificações dos personagens, com o trabalho dos atores. Então eu chorei um pouco lendo o livro, mas o filme partiu meu coração! 

Mas houve também momentos muito engraçados durante o filme todo. Ansel Elgort conseguiu encarnar todo o sarcasmo e humor negro sutil de Gus. Ri muito com as ótimas tiradas de Gus e Hazel. O roteiro foi muito bem escrito mantendo as frases deliciosas que todos os fãs do livro já decoraram. Algumas cenas foram muito hilárias, como a que Gus, Hazel e Isaac se vingam da ex namorada de Isaac. Adorei!

Lindo, lindo!  Eu não mudaria nada!

Avaliação: ★★★★ 

Beijos e até a próxima. :**

sábado, 10 de maio de 2014

A Esperança - Suzanne Collins



Mais uma força a ser enfrentada,. Mais um jogador poderoso que decidiu me usar como uma peça em seus jogos, embora as coisas jamais pareçam seguir de acordo com o plano. p.70

COLLINS, Suzanne. A Esperança. Rio de Janeiro: Rocco Jovens Leitores, 2011. Título original: The Mockingjay. 424p.

A Esperança é o terceiro volume da Trilogia Jogos Vorazes. Depois de descobrir que o Distrito 12 não existia mais e que o Distito 13 sobrevivera ocultamente para resistir à Capital, Katniss se vê ainda mais envolvida na rebelião. Ela se engaja na luta principalmente para proteger Peeta que ainda está nas mãos da Capital. Katniss continua sendo aquela menina forte e determinada e agora com mais garra porque tem muitos motivos fortes para isso.

Katniss tem que correr contra o tempo para salvar o amor da sua vida, proteger os que ama e para isso corre perigos ainda maiores que nos dois primeiros livros. Tem também que aceitar ser usada como simbolo da revolução para conseguir o apoio dos rebeldes e sofre muito, muito ao longo do livro.

Eu gostei bastante do desfecho da história, embora ainda tenha sentido falta de que Katniss tivesse se envolvido na luta por engajamento na revolução e não somente por motivos pessoais. Mais uma vez ela se tornou um joguete nas mãos de outras pessoas. Mas desta vez, em vez de estar nas mãos da Capital, ela tornou-se uma peça no jogo da rebelião. Essa parte da história foi muito bem trabalhada porque mostra bem como, na política, mesmo entre aqueles que têm as melhores intenções, ainda há corrupção e jogo de interesses. Também fiquei com raiva dela por causa de algumas decisões, mas admiro sua coragem e força. Apesar de ter esperado mais dela, Katniss ainda é uma das minhas personagens preferidas da literatura. Ela têm suas falhas como todo ser humano e foi psicologicamente muito bem construída.

A narrativa é em primeira pessoa, na voz de Katniss, o que, por um lado aproxima o leitor da trama e da personagem, mas por outro limita o ponto de vista da história. Nos dois primeiros livros eu senti falta do olhar de outros personagens sobre os acontecimentos e me incomodei com a a imaturidade do narrador-personagem. Mas em A Esperança não me incomodei. Katniss amadureceu muito ao longo da trama e a autora soube transmitir esse amadurecimento para a narrativa. Achei o final da série ótimo embora triste, imperfeito e dolorosamente emocionante. Preparem os lenços porque as lágrimas são inevitáveis. Recomendo muitíssimo a Trilogia Jogos Vorazes para todos pela história intensa, forte, com um enredo político bem construído e bem escrito e pelos personagens cativantes, um romance (sem melação) e ação na medida.

Avaliação: ★★★★★ 


Até mais. 
Beijos e boas leituras. :**

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Academia de Vampiros: O Beijo das Sombras - Richelle Mead


O ódio e a raiva ferviam dentro dela. E eu os sentia através do laço. Os sentimentos eram tempestuosos e me deixavam morta de medo. Havia ainda uma inconstância, uma instabilidade, indicando que Lissa não sabia o que fazer, mas que sentia uma ânsia desesperada de fazer algo. p.231

MEAD, Richelle. O Beijo das Sombras. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009. Título original: Vampire Academy. 320p.

O Beijo das Sombras é o primeiro volume da série Academia de Vampiros. Na série existem três espécies de vampiros. O Moroi são vampiros originais e vivos que nascem vampiros. Eles têm poderes mágicos e sentidos aguçados, mas não podem ficar muito tempo expostos ao sol, não são muito fortes e são mortais. Os Dhampiros também nascem vampiros, são híbridos de humanos e Moroi. Eles são muito fortes e ágeis, mas não possuem habilidades mágicas. Mas podem ficar no Sol sem problemas. Os Strigoi são aqueles vampiros assustadores que conhecemos, mortos-vivos, aterrorizantes, podem se transformar em animais e são imortais (a não ser que uma estaca de prata atravesse seu coração, que sejam decapitados ou queimados com fogo). Humanos, Dhampiros e Moroi podem se transformar em Strigoi se forem mordidos e tomarem o sangue de um Strigoi. Morois também podem se transformar em Strigoi se matarem a sua vítima enquanto se alimentam de seu sangue. Então eles perdem seus poderes mágicos e se tornam mortos vivos. Dhampiros trabalham como guardiões de Morois de famílias nobres protegendo-os dos perigos. 

Rose é uma Dhampira. Sua melhor amiga, Lissa Dragomir, é uma Moroi de família nobre. A última de sua família, já que todos os outros foram mortos. Rose é a guardiã dela. Elas estudavam na Academia de Vampiros, mas temendo pela sua segurança, elas fogem da escola e passam um ano foragidas. Nesse tempo, Rose alimentou Lissa com seu sangue o que é proibido pelas leis de Morois e Dhampiros. Além disso elas desenvolveram um laço que faz com que Rose sinta tudo o que Lissa sente. Quando encontradas, as duas são obrigadas a voltar à escola.

Além das aulas comuns a todos, os Dhampiros têm aula de defesa pessoal, luta, artes marciais etc, enquanto os Moroi têm aulas de magia. O treinador de Rose, Dimitri, é um vampiro forte, alto e sedutor e ela se encanta imediatamente por ele. A química entre eles é forte, mas eles reprimem seus sentimentos por causa da diferença de idade e por causa de seus deveres como guardiões.

Lissa é uma menina insegura e sofre por não ser bem recebida pelos colegas, ainda mais depois que boatos sobre sua relação com Rose começam a circular. Ela então usa seus poderes mágicos para compelir seus colegas a gostarem dela. Mas ela precisa ter cuidado porque a magia vicia. Lissa começa a sofrer ameaças e Rose percebe que sua amiga corre grande perigo e fará qualquer coisa para protegê-la. O final deixa o leitor desejando uma continuação. 

A história é divertida, cheia de ação, mistério e romance. Os personagens são ótimos, especialmente Rose que é sarcástica e solta tiradas muito engraçadas. O romance entre ela e Dimitri é muito convincente. Eles tem uma química irresistível. A escrita é fluida e fácil, bem apropriada para o público jovem e a narração é em primeira pessoa pela voz de Rose. Gostei bastante do livro e recomendo a leitura para quem curte romances sobrenaturais! Ótimo entretenimento!

Assisti à adptação para o cinema primeiro e gostei. Achei que faltou clima em vários momentos, mas gostei dos atores escolhidos e a produção está impecável. Uma pena que não tenha feito sucesso. Provavelmente não haverá uma continuação.

Avaliação: ★★★


Até mais.

Beijos e boas leituras. :**


segunda-feira, 10 de março de 2014

A Ascensão dos Nove - Pittacus Lore


LORE, Pitacus. A Ascensão dos Nove. Rio de Janeiro: Intrinseca, 2012. Título original: The rise of nine. 288p.

Atenção, pode conter spoilers dos volumes anteriores.

A Ascensão dos Nove é o terceiro volume da série Os Legados de Lorien que começou com Eu Sou o Número Quatro, seguido por O Poder dos Seis

Seis e Quatro continuam separados. Seis foi à Espanha e encontrou a número sete e mais um membro da Garde. A número 10, Ella, que até então não sabia que existia. Seis foi treinada a vida inteira para essa luta e mantém-se forte e destemida. Marina ressente-se por ter sido criada num convento sem saber de sua história e sem treinamento e admira muito a nova amiga Seis. Ella é a mais nova e ainda esta começando a desenvolver seus legados. As três e dois Cêpans estão determinados a encontrar o Número Oito que se refugiou na Índia. 

Enquanto isso, John encontra o número nove e está determinado a encontrar Sam que foi capturado pelos Mogs. Porém Nove não gosta nada dessa ideia. Ele considera arriscado e acha melhor encontrar os outros membros da Garde. Nove é arrogante e cheio de si e quer sempre tomar as decisões o que causa alguns conflitos entre ele e Jonh.

Seis, Marina e Ella encontram Oito na Índia onde ele finge ser o deus Vishnu e possui muitos adoradores e aliados. Agora os seis precisam descobrir como se encontrar o mais rápido possivel e, ao se reunirem, descobrirem como derrotar os Mogs. Porém, o líder deles, Setrákus Rá, chega à Terra para acabar com seus planos ainda mais depois que o feitiço que permitia que eles só pudessem ser mortos em ordem, foi desfeito.

Os legados dos seis se desenvolvem mais e mais a cada dia e novos legados aparecem. Seis, além de ficar invisível, enxerga no escuro. Marina e seu dom de cura estão cada vez mais fortes. Ella consegue se comunicar telepaticamente com outros membros da Garde, além de mudar de idade e respirar embaixo d'água. Oito pode se transformar em qualquer animas e em avatares do deus Vishnu e teletransportar-se. Quatro é invulnerável ao fogo e possui o lúmen cada vez mais poderoso e Nove é o mais rápido e forte. Todos eles possuem a telecinesia. Mas será que esses legados serão o suficiente para derrotar Setrákus Rá? Eles ainda precisam encontrar o Número Cinco cuja localização ninguém conhece ainda.

Este volume foi meu preferido até agora. Tem muita ação de tirar o fôlego e de deixar o leitor grudado nas páginas. Muitas coisas acontecem, revelações, momentos trágicos, emocionantes e tensão do início ao fim. A narrativa é em primeira pessoa no presente, mas agora pela voz de John, Marina e Seis o que deixa tudo mais interessante pois vivenciamos os acontecimentos sob uma perspectiva maior. Terminei e já emendei na leitura do quarto livro. Esta é uma série muito divertida e vale muito a pena ser lida para quem curte ação e aventura. Corre para ler!

Avaliação: ★★★★ 

Beijos e boas leituras. :**
Até mais.




quinta-feira, 6 de março de 2014

O Poder dos Seis - Pittacus Lore



LORE, Pittacus. O Poder dos Seis. Rio de Janeiro: Editora Intrínseca, 2011. 320p. Título original: The Power of six.

Atenção, pode conter spoilers do primeiro volume da série.

O Poder dos Seis é o segundo volume da série Legados de Lorien que começa com Eu Sou o Número Quatro. Neste volume conhecemos mais um membro da Garde, a número sete, Marina, que foi criada num convento na Espanha onde sua Cêpan Adelina desistiu de sua missão de protegê-la e treiná-la para se tornar uma religiosa devota. Marina não foi treinada por sua Cêpan e por isso não sabe como usar seus poderes e não conhece bem sua história nem a das outras crianças. Porém, quando seus legados começam a aparecer, Marina torna-se determinada a encontrar os outros cinco membros da Garde para juntos lutarem contra os mogadorianos.

Marina fica amiga de Elle, uma menina muito inteligente que vive no orfanato com ela. Ela também tem um amigo chamado Hector em quem ela confia. Porém, Marina anda preocupada com um homem misterioso que ela acredita ser um mogadoriano. Além disso ela tem que descobrir sozinha para que servem os objetos em sua arca e tentar fazer contato com os outros membros da Garde. Os poderes de Marina são incríveis e essenciais para a guerra contra os mogadorianos.

Enquanto isso, John, Sam, Seis e o cachorro de John fogem de Paradise e pretendem encontrar os outros membros da Garde. Jonh está arrasado com a morte do seu Cêpan, mas têm que ser forte para continuar lutando. Os sentimentos de John por Sarah ficam confusos porque ele se sente atraído por Seis. Seis é forte, guerreira, inteligente, linda e ainda por cima uma loriena como ele. E Sarah, vamos combinar que é uma chata, ciumenta e egoísta. Detestei a Sarah neste livro. Sam cada vez mais conquista meu coração. Ele é um dos meus personagens preferidos. É um amigo leal de John, muito inteligente e responsável. Um fofo! Além disso, suas teorias de conspiração revelam-se não tão absurdas como se pensava.

Neste livro, a número sete, Marina tem um ponto de vista e a história é narrada por ela e Jonh. No início a voz dos personagens é alternada por capítulo, mas depois no mesmo capítulo aparecem parágrafos de um e de outro. Achei isso um pouco confuso em alguns momentos, mas nada que estrague a história que flui muito bem. O início é um pouco parado, mas do meio em diante a ação torna-se novamente eletrizante. Novas revelações são feitas e outros personagens são apresentados o que torna a série cada vez mais instigante. Leiam!

Avaliação: ★★★★ 




Até a próxima.
Beijos e boas leituras. :**


Eu sou o número quatro - Pittacus Lore



LORE, Pittacus. Eu sou o número quatro. Rio de Janeiro: Editora Intrínseca, 2011. 352p. Título original: I am number four.

"Nove de nós vieram para cá. Somos parecidos com vocês. Falamos como vocês. Vivemos entre vocês. Mas não somos vocês. Temos poderes com os quais vocês só podem sonhar. Somos mais fortes e mais rápidos que qualquer coisa que já viram. Somos os super-heróis que vocês idolatram nos filmes - mas somos reais.

Nosso plano era crescer, treinar, nos tornar mais poderosos e nos unir, para então enfrentá-los. Porém, eles nos encontraram antes. E começaram a nos caçar. Agora, estamos fugindo."


Os Legados de Lorien é uma série de ficção científica e fantasia adolescente que conta a histórias de nove crianças que vieram do planeta Lorien para a Terra fugindo dos mogadorianos (habitantes do planeta Mogadore) que tomaram conta de seu planeta. Essas nove crianças fazem parte da Garde de Lorien e quando crescerem  tornar-se-ão muito poderosos e deverão derrotar seus inimigos. Porém os mogadorianos seguem as crianças até a Terra e as perseguem com o intuito de exterminá-las. Três delas já foram mortas e agora restam seis.

Um feitiço protege as crianças e somente permite que os mogadorianos consigam matá-las na ordem, dificultando seu extermínio. Quando um mogadoriano tenta matar uma das crianças fora da ordem, ele é que morre em seu lugar.

O primeiro volume da série, Eu Sou o Número Quatro, conta a história de John Smith, o número quatro. Ele tem quinze anos quando foge para uma cidadezinha na Califórnia com seu Cêpan (guardião) depois de sentir a morte do número três. Ele sabe que é o próximo. O número quatro adota o nome John Smith. John fica imediatamente amigo de Sam, um nerd, nada popular na escola que é obcecado por alienígenas e acredita que seu pai foi abduzido. John se apaixona por Sarah, uma menina linda, e meiga que também se apaixona por ele.

John começa a desenvolver poderes e logo aprende com su Cêpan, Henri, que esses poderes são legados que todos os membros da Garde têm. Cada um desenvolve poderes diferentes embora tenham alguns legados em comum. Henri começa a treinar John para conseguir controlar seus legados e poder lutar contra os mogadorianos. Além dos legados, as crianças possuem cada um uma arca com objetos muito importantes e poderosos.

É claro que os mogadorianos acabam encontrando quatro e o livro fica ainda mais interessante. Além disso, outro membro da Garde, a número seis, aparece para esquentar e deixar a história mais eletrizante.

É um livro cheio de ação do começo ao fim. É daqueles de tirar o fôlego e ler sem parar. Tanto que já emendei a leitura dos volumes seguintes e só vou parar quando terminar de ler todos. O primeiro livro não tem grande profundidade, mas é um excelente entretenimento. A história é bastante divertida, bem escrita e instigante. A narração é em primeira pessoa pela voz de John. Super recomendo!

Uma curiosidade, Pittacus Lore é um pseudônimo dos escritores James Frey e Jobie Hughes que escrevem a série juntos. Ah, este foi o primeiro livro que li no meu KOBO. E estou apaixonada por ele e muito satisfeita com a compra. :)

Avaliação: ★★★  

Foi feita uma adaptação para o cinema dirigida por D.J. Caruso e produzida por Michael Bay e Steven Spielberg! Alex Pettyfer faz o papel de John, Diana Agron é Sarah e Callan McAuliffe é Sam.
O filme tem algumas diferenças em relação ao livro: mistura alguns poderes dos personagens, antecipa algumas revelações feitas somente no segundo livro e corta cenas importantes. É tudo bastante resumido, mas é divertido. Dá para assistir em um sábado à tarde comendo pipoca. ;)




Até a próxima.
Beijos e boas leituras. :**

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Leviatã: A missão Secreta - Scott Westerfeld



Uma semana antes, a Áustria-Hungria tinha finalmente declarado guerra à Sérvia, jurando vingar o arquiduque assassinado com uma invasão. Alguns dias depois, a Alemanha se posicionou contra a Rússia, o que significava que a França seria a próxima a entrar na dança. A guerra entre as potências darwinistas e mekanistas estava se espalhando como um rumor maldoso, e não parecia que a Grã-Bretanha poderia ficar de fora por muito tempo. p.124


WESTERFELD, Scott. Leviatã: A Misão Secreta. Rio de Janeiro: Galera Record, 2012. Título Original: Leviathan. 368p.

Leviatã: A Missão Secreta é descrito pelo autor como sendo do gênero steampunk, mas levando-se em conta a época em que se passa (I Guerra Mundial), acredito que misture os gêneros steampunk e dieselpunk. Antes da resenha, quero explicar um pouco do que se tratam esses gêneros, usando algumas explicações que achei na internet:


"Steampunk é um "é um sub-gênero da Ficção Científica passado em uma realidade alternativa, cuja proposta estética remete ao Século XIX, como se a Era Vitoriana tivesse sido de tal forma bem sucedida que seus costumes, tecnologia e cultura tivessem perdurado por muito mais do que de fato perduraram."


Fonte: http://imharley.blogspot.com.br/2011/06/moda-underground-steampunk.html

"O gênero steampunk pode ser explicado de maneira muito simples, comparando-o a literatura que lhe deu origem. Baseado num universo de ficção cientifica criado por autores consagrados como Júlio Verne no fim do século XIX, ele mostra uma realidade espaço-temporal na qual a tecnologia mecânica a vapor teria evoluído até níveis impossíveis (ou pelo menos improváveis), com automóveis, aviões e até mesmo robôs movidos a vapor já naquela época."

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Steampunk

"Dieselpunk é um subgênero da ficção científica inspirado em steampunk, porém com veículos movidos a diesel, ou qualquer outro tipo de combustível (no steampunk são movidos a vapor). O estilo foi muito utilizado nas histórias de ficção científica das décadas de 30 a 40 referenciando ao que seria o futuro baseado na tecnologia existente naquela época .

O estilo de arte dieselpunk é reconhecido atualmente como baseado na estética popular do período entre a primeira guerra mundial(passando pela segunda guerra mundial) até meados dos anos 19504 (fato pelo qual o estilo musical ao qual o dieselpunk é relacionado é o jazz, que estava no auge de sua popularidade durante o período). A palavra "dieselpunk" foi usada pela primeira vez por Lewis Pollakpara descrever seu jogo steampunk Children of the Sun em 2001, e sua definição cresceu em anos recentes para incorporar as formas características da arte visual, música, ficção e tecnologia dos tempos de guerra, servindo de termo para descrever seriados da época, film noir e outros.

Existe uma variação de dieselpunk conhecida como decopunk, que se popularizou em 2008, e cujo nome vem de "deco", forma inglesa de se referir ao movimento art déco. Decopunk é inspirado nos anos 1920-50, e é, de acordo com Sara M. Harvey (artista steampunk) em uma entrevista no site CoyoteCon, "... mais brilhante que o dieselpunk, é mais como decopunk. E dieselpunk é uma versão suja (gritty) do steampunk... Decopunk é a versão mais leve e art decó; mesmo período, mas tudo é cromado!""


Leviatã: A Missão Secreta recria, de forma fictícia, os acontecimentos que antecederam a Primeira Guerra Mundial. Nesta história, a guerra ocorre entre os darwinistas e os mekanistas. E é aí que está toda a graça do livro. Enquanto os mekanistas possuem grandes máquinas feitas pelos homens para a guerra, os darwinistas lutam com enormes monstros criados em laboratório que servem como máquinas, naves e instrumentos. Achei tudo sensacional!

A História é centrada em Alek, herdeiro do Império Austro-Húngaro e em Deryn, uma menina inglesa que se disfarça de menino para se tornar soldado da aeronáutica britânica e passa a se chamar Dylan. Alek precisa fugir quando os pais, são assassinados. Tudo por causa da disputa ao trono que pode acontecer a qualquer momento, já que o imperador está velho e doente. Ele se refugia num castelo nos alpes suíços. Enquanto isso Dylan (Deryn), apaixonada por aeronáutica, está disfarçada de soldado aprendendo tudo sobre os monstros darwinistas. Quando o Leviatã, uma enorme nave/monstro voadora cai, Deryn acaba conhecendo Alek sem saber quem ele é. Os dois são muito diferentes, mas têm em comum um segredo que não podem compartilhar.

Adorei Deryn e toda essa história da menina lutando para poder ser o que quiser e provando que pode fazer o mesmo que os homens. Ela é uma gracinha de personagem. E gostei de Alek também, um menino mimado amadurecendo por causa das circunstâncias. Além dos dois, devo destacar também a dra. Barlow, uma grande cientista darwinista e o Conde Volger que ajuda Alek em sua fuga.

A história é divertidíssima. Dessas que não dá vontade de parar de ler. As descrições dos monstros e das máquinas são muito interessantes e nem um pouco chatas. A narração é em terceira pessoa com capítulos curtos alternando os pontos de vista de Alek e Deryn. Essa é a forma de narração de que eu mais gosto. É dinâmica e interessante, mostrando visões diferentes do todo. A linguagem é fluida, jovem e divertida! A história tem muita ação e mistura fatos reais e ficção, presente e passado de forma surpreendente e empolgante. O fim me deixou muito curiosa pela continuação. Acho que lerei o segundo livro da trilogia logo.

Além disso o livro tem ilustrações belíssimas. Na contracapa há um mapa mostrando os países da Europa antes da Guerra e por dentro há várias ilustrações lindas feitas por Keith Thompson. Amei tudo!






Avaliação: ★★★★ 

Até a próxima. 
Beijos e boa leituras. :**



terça-feira, 21 de janeiro de 2014

O Histórico Infame De Frankie Landau-Banks - E. Lockhart



LOCKHART, E. O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks. São Paulo: Seguinte, 2013. Título Original: The Disreputable History of Frankie Landau-Banks. 340p.

Matthew tinha dito que ela era inofensiva. Inofensiva. E estar com ele fazia Frankie se sentir como se estivesse esmagada dentro de uma caixa - uma caixa onde ela deveria ser encantadora e sensível (mas não sensível demais); uma caixa para as garotas jovens e bonitas que não eram tão brilhantes ou poderosas quanto seus namorados. Uma caixa para pessoas cuja força não merecia ser levada em conta. p.212

Já vou começar a resenha recomendando muitíssimo este livro! Leiam! É demais!

Frankie era até um ano atrás uma daquelas meninas "invisíveis" na escola, mas nas férias de verão ela cresceu, ganhou corpo e de uma garotinha que passava despercebida, tornou-se uma garota desejável e cobiçada pelos garotos da escola. Até começou a namorar Mathew, um dos meninos mais populares e passou a conviver com seus amigos populares também. Eles estudam em Alabaster, um colégio interno de elite onde a maioria dos alunos tem muito dinheiro ou prestígio.

Em casa Frankie sempre foi tratada como uma princesinha, era até chamada assim, mas não gostava da forma como era vista pelos familiares, amigos e pelo namorado. Como uma menina bonita e frágil e só. Ela queria mais, queria que a enxergassem pelas suas ideias, reflexões e interesses. Ela é bastante influenciada pela irmã que é feminista.

O pai de Frankie contou a ela que, quando era estudante, fez parte de uma sociedade secreta que fazia algumas travessuras na escola, formada por alunos escolhidos a dedo, normalmente os oriundos das famílias mais ricas e/ou leias à escola . Frankie descobre que agora seu namorado faz parte dessa sociedade e seu amigo Alfa é o novo líder. Ela fica obcecada em participar da Leal Ordem dos Bassets, como é chamada, mas o namorado nem sequer conta a ela sobre a existência de tal Ordem, por mais que ela tente arrancar algo dele.

A amiga e colega de quarto de Frankie, Trish, é uma menina que não se incomoda com a maneira como é tratada pelos meninos nem em desempenhar papéis tipicamente femininos. Ela não questiona e está bem adaptada a à nossa sociedade machista. Frankie por outro lado, não se conforma com isso. Ela se sente rejeitada, sente que o namorado e os amigos não confiam nela, não a acham capaz de fazer parte do grupo por ser uma garota. Quando Frankie consegue encontrar o diário/manual perdido da sociedade secreta com instruções sobre como proceder, ela dá um jeito de fazer parte da Leal Ordem dos Bassets sem que os meninos saibam. O diário se chama O Histórico Infame.

Frankie olhou para o rosto dele. Ele gostava genuinamente dela, ela sabia. Talvez até a amasse. Só que a amava de uma maneira limitada.
A amava mais quando ela precisava de ajuda.
A amava mais quando ele podia definir os limites e fazer as regras.
A amava mais quando ela era uma pessoa menor e mais nova do que ele, sem nenhum poder social. Quando ele podia adorá-la por sua juventude e charme e protegê-la das preocupações da vida. p.307

O livro tem alguns clichês como a menina bobinha que aceita o tratamento dos garotos, os meninos populares da escola que têm todas as meninas aos seus pés,  a menina que se torna desejável de uma hora para outra e passa ter a atenção dos garotos etc, mas a trama se diferencia por tratar de questões feministas, da luta das mulheres por mais espaço e reconhecimento, pela luta dos jovens por seus direitos e por mudanças na sociedade. No início o livro é morno, mas vai ganhando vida, ação, significado e se torna uma história incrível, divertida e inteligente.

A narração é em terceira pessoa, mas os pensamentos dos personagens aparecem o tempo todo dando dinamismo à narrativa. A linguagem é fluida e fácil de ler e com alguns neologismos que fazem parte da forma como Frankie pensa, o que é bem interessante. É um livro voltado para o público jovem, mas que agrada leitores de todas as idades. Super recomendo!

Avaliação: ★★★★ 

Até a próxima. Beijos e boa leituras. :**

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Liberta-me - Tahereh Mafi



MAFI, Tahereh. Liberta-me. Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito Editora, 2013. Título original: Unravel me. 444 p.

"Seus lábios são mais macios do que qualquer coisa que já conheci, macios como a primeira neve, como morder algodão doce, como derreter e flutuar e não ter peso na água. É doce, é doce sem fazer esforço." p. 382

Liberta-me é o segundo livro da trilogia Estilhaça-me que começou com Estilhaça-me.  Eu gostei do primeiro, mas esperava mais. Achei pouco original, apesar de ter achado a escrita da autora lindíssima e cheia de estilo. Mas Tahereh Mafi evoluiu muitíssimo. O segundo livro da série (e da autora) superou e muito as minhas expectativas. Eu simplesmente amei o livro!

A partir daqui contém spoilers do primeiro livro da série. Você foi avisado.

Depois de fugir da prisão onde viveu nos últimos meses e encontrar o Ponto Ômega, quartel da resistência, Juliette aprende mais sobre seus poderes e treina para conseguir controlá-los. Juliette está menos confusa, porém seus pensamentos continuam intensos e acelerados, o que a autora consegue mostrar muito bem através de sua escrita peculiar. Ela não pode tocar em ninguém pois seu toque é poder letal. Somente seu namorado Adam e Warner também  pode tocá-la. Porém Juliette descobre algo que a faz se afastar de Adam. Adam tem um poder que anula os poderes de todos os outros quando está perto. Porém ele o faz com um grande sacrifício e gasto de energia. Inclusive isso pode matá-lo. Juliette sofre muito com a separação mas está decidida a se afastar de Adam de vez, ao mesmo tempo que está cada vez mais envolvida com a resistência.

Numa das missões do Ponto Ômega, Juliette encontra Warner e percebe que por trás daquela crueldade e frieza toda, existe uma pessoa capaz de gestos de bondade. Ao longo da história, Warner se mostra mais humano e sua história de vida marcada por maus tratos e falta de amor de seu pai abusivo vem à tona. Anderson, pai de Warner e líder do Restabelecimento, é o grande vilão da história. E uma revelação a seu respeito tem grande importância na trama.

Enquanto se afasta de Adam, Juliette acaba se aproximando de Warner e a narrativa pega fogo. Como no primeiro livro, os sentimentos de Juliette são intensamente explorados e descritos. O livro é todo psicológico. Toda a ação é mostrada através dos sentimentos de Juliette, narradora personagem. Os personagens são muito mais elaborados neste segundo livro, especialmente Warner. Ainda que sempre descritos através dos olhar e sentimentos de Juliette. Ele é o melhor personagem, depois de Juliette. Também gosto muito de Kenji, amigo que Juliette faz no Ponto Ômega.

A história é intensa, quente, forte, romântica e com uma escrita belíssima! Ainda acho que o Restabelecimento, regime de governo totalitário instalado por Anderson, deveria ser melhor explorado. Ainda assim achei o livro muito bom e com mais ação que o primeiro! Preciso do volume final da trilogia! A capa deixou a desejar em relação à primeira, toda brilhosinha. Ela é bem feinha. Mas a diagramação e interessante, as folhas são amareladas e a fonte tem um ótimo tamanho, o que facilita a leitura.

Avaliação: ★★★ 

Até mais.
Beijos e boas leituras. :**


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

O Segredo de Cybele - Juliet Marillier



MARILLIER, Juliet. O segredo de Cybele. São Paulo: Prumo, 2008. 424 p. Título original: Cybele's secret.

Atenção: contém spoilers sobre o primeiro livro (A Dança da Floresta). Você foi avisado.


Encontre o coração, alguém tinha escrito, pois lá reside a sabedoria. A coroa é o destino. p.69

O Segredo de Cybele é a continuação do livro A Dança da Floresta de Juliet Marillier, e se passa 6 anos depois do primeiro livro. Assim como no primeiro, a narração é em primeira pessoa, mas desta vez por Paula. Logo no início, Paula conta que a irmã Jena casou-se com Costi que é sócio de seu pai e teve dois filhos. Tati nunca mais apareceu depois que foi viver com Triste no Outro Mundo. Provavelmente nunca voltaria. Iulia também se casou, Stela era a única que vivia ainda com Paula e o pai. Apesar dessa breve explicação sobre o que aconteceu com as irmãs, a história é centrada em Paula e o pai.

O livro começa com Paula no navio Stea de Mare em que viaja para Istambul com o pai a procura de uma relíquia valiosa, a estatueta da deusa Cybele. No navio, ela conhece o belo pirata português Duarte Aguiar da Costa, um homem inteligente, culto e que parece disposto a fazer qualquer coisa para conseguir o que quer. Mas Paula é advertida de que ele é muito perigoso. Ele também busca o presente de Cybele. Paula fica sabendo que há uma mulher grega que vive em Istambul que é muito culta e tem uma vasta biblioteca onde ela poderá estudar.

Em Istambul, Paula contrata Stoyan para ser seu guarda-costas e eles acabam se tornando amigos. Stoyan é adorável. Muito atencioso e preocupado com Paula, faz tudo para protegê-la. Inicialmente apenas por ser o seu trabalho, mas depois pela intensa amizade entre os dois. A disputa pela compra da relíquia é acirradíssima e envolve perigos e mistérios, e inclusive um assassinato. Paula começa a ter visões de uma mulher de preto misteriosa. Seria sua irmã desaparecida, Tati? Paula se vê envolvida num perigoso desafio que envolve o Outro Mundo, ao mesmo tempo em que se envolve com Duarte e Stoyan.

A história tem mistério e ação do começo ao fim e também descrições riquíssimas de Istambul. As descrições dos cheiros, cores e texturas do mercado me fizeram sentir como se estivesse realmente lá. O livro é uma delícia e muito bem escrito. Paula é uma personagem encantadora - inteligente, culta, romântica, decidida, independente e adoravelmente confusa. Gostei quase tanto quanto o primeiro porque o final de A Dança da Floresta é mais surpreendente e emocionante. Além de mistério, ação, magia e belas descrições, é também uma bela história de amor. Adorei! É uma pena que não haja mais nenhum livro desta série porque eu me apaixonei pelos personagens e adoraria ler sobre as outras irmãs. De qualquer maneira quero ler os outros livros da autora.

A capa é tão linda quanto a do primeiro livro. Cheia de detalhes sobre a história. Um sonho! Fiquei muito incomodada com os erros de ortografia, gramática e revisão. Os revisores deveriam ser mais atentos e a editora, mais criteriosa!

Avaliação: ★★★ 

Até mais.
Beijos e boas leituras. :**



quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Em Chamas - Suzanne Collins



COLLINS, Suzane. Em Chamas. Rio de Janeiro: Rocco Jovens Leitores, 2011. 416 p. Título original: Catching fire.

Atenção: contém spoilers sobre o primeiro livro da trilogia, Jogos Vorazes.

Em Chamas é o segundo volume da trilogia Jogos Vorazes. Li o primeiro ano passado, antes de criar o blog, então não resenhei. Eu amei o primeiro volume e achei muito amarradinho, então não me apressei em ler o segundo. Mas como a adaptação para o cinema estreou, resolvi ler agora.

Depois de sobreviverem aos Jogos Vorazes, Katniss e Peeta estão separados. Katniss volta a caçar com Gale e se sente confusa pelo que sentem um pelo outro. Gale a ama, mas ela não está certa se isso é bom ou ruim. Ele é seu melhor amigo. A família de Katniss teve uma significativa melhora de vida por conta da vitória dela nos jogos. Moram em uma casa melhor e não lhes falta comida. Mas apesar de viver melhor, Katniss sabe que não viverá em paz. Terá que se comportar, se vestir e viver como os organizadores dos jogos querem. E seu relacionamento com Peeta será ainda mais explorado por eles ou as pessoas que ama correrão perigo. Ela e Peeta terão que se casar e mostrar a todos que o relaçionamento é real e não uma estratégia para vencer, muito menos uma forma de desafiar a Capital

A ideia de ficar entregue aos caprichos estilísticos da minha equipe de preparação só faz aumentar ainda mais as misérias que competem pela minha atenção - meu corpo vítima de abuso, minha falta de sono, meu casamento obrigatório e o terror de ser incapaz de satisfazer as demandas do presidente Snow. p.58

Durante o tour dos campeões pelos Distritos, fica claro que há uma rebelião em um dos Distritos. Como punição por desafiar a Capital e como resposta à rebelião, o Presidente Snow resolve que 2 campeões de cada Distrito deverão voltar à arena em comemoração aos 75 anos dos Jogos. E claro que os escolhidos do Distrito 12 são Katniss e Peeta. Antes de começar o massacre, Katniss fica sabendo que há mesmo rebeliões e que ela é o símbolo dessa luta. O jogo em si é uma parte importante do livro, mas a preparação para ele e o que acontece depois são cruciais para o andamento da história. 

Na arena novas alianças se formam e conhecemos os campeões dos jogos anteriores. O amor de Katniss por Peeta fica mais claro para ela e a história tem momentos muito emocionantes. As alianças caminham para o que neste momento parece inevitável, uma revolta popular dos Distritos contra a Capital.

Meu sentimento por esse livro e por Katniss é conflitante. Por um lado adoro o fato de o povo se levantar contra o governo opressor e fazer de Katniss, que desafiou a Capital, um símbolo. Por outro lado, senti raiva de Katniss pela sua indiferença em relação à rebelião e por ser tão confusa e indecisa. Ela é forte, sabe se defender como ninguém, mas acho que faltou engajamento. Ainda assim, terminei o livro com muita vontade de saber o que acontece depois.

Como no primeiro, Em Chamas é narrado em primeira pessoa por Katniss. Gosto da primeira pessoa porque me sinto mais envolvida com o personagem e sua história, mas às vezes sinto falta do ponto de vista de outros personagens. Mas a escrita é fluida e a história é intensa, inteligente e muito envolvente. O final é de tirar o fôlego.

Avaliação: ★★★★ 

Ainda não assistir ao filme, mas quando o fizer conto o que achei.
Até mais.
Beijos e boas leituras. :**

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Marina - Carlos Ruiz Zafón



ZAFÓN, Carlos Ruiz. Marina. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011. 189p. Título original: Marina

- O tempo faz com o corpo o que a estupidez faz com a alma - disse, apontando para si mesmo. - Apodrece. O que desejam? p.83

Já em clima de Halloween, hoje eu trouxa a resenha de Marina e fiz as pazes com Zafón. Depois de ter me decepcionado com O Jogo do Anjo, eu me encantei com Marina.

Marina é um romance de mistério, com toques de terror e drama, narrado em primeira pessoa por Óscar. Ele conta como uma vez quando tinha 15 anos, invadiu um casarão e ao se assustar com uma figura estranha, saiu correndo levando um antigo relógio. Óscar retornou para devolver o relógio e conheceu Marina, uma menina da sua idade e seu pai Germán. Óscar e Marina ficaram amigos e ele passou frequentar a casa dela frequentemente. Além disso, os dois saiam para explorar locais perto do casarão e num desses passeios viram uma mulher misteriosa. Também encontraram um antigo álbum de fotografias com fotos de pessoas estranhas e deformadas. Ao investigar para descobrir do que se tratavam aquelas fotos e quem eram aquelas pessoas, os dois se viram envolvidos em terríveis mistérios.

A escrita de Zafón é belíssima. Mesmo não tendo curtido tanto O Jogo do Anjo, já tinha ficado impressionada com sua escrita poética. Em Marina não é diferente. O autor descreve Barcelona de uma forma tão detalhada e bonita que o leitor se sente transportado para a cidade. Fiquei com muita vontade de conhecê-la. É uma leitura fluida, que prende o leitor do início ao fim e escrita lindamente. A capa também é muito bonita. A diagramação é simples e as folhas são amareladas.

"A natureza é como uma criança que brinca com as nossas vidas. Quando cansa dos brinquedos quebrados, ela os abandona e substitui por outros." - dizia Kolvenik. "É responsabilidade nossa recolher a peças e reconstruí-las." p.85

O livro é lindo, cheio de mistério e com um final de tirar o fôlego. Percebi que Zafón fez uma homenagem a Frankenstein de Mary Shelley. Inclusive dois personagens têm o mesmo sobrenome da autora. É um romance de mistério com um toque de terror e que também fala sobre amor, amizade e perda. Adorei! Recomendo!

Avaliação: ★★★  

Beijos e boas leituras. :**

terça-feira, 15 de outubro de 2013

A Gramática do Amor - Rocío Carmona


CARONA, Rocío. A Gramática do Amor. Rio de Janeiro: Rocco Jovens Leitores, 2013. 264p. Título original: La gramática del amor.

"O amor que permanece oculto, que não se expressa, 
transforma-se num monstro que devora corações. 
É preciso arriscar-se e deixá-lo sair, mesmo com o 
risco de se machucar." p.99

Irene é uma adolescente, nascida em Barcelona que vai estudar em um internato na Inglaterra, mais precisamente na Cornualha. Ela divide quarto no alojamento da escola com Martha, uma inglesa intensa, baladeira e escandalosa.

Irene se apaixona loucamente por Liam, mas tem uma grande desilusão amorosa. Liam a engana e faz pouco de seu amor. Seu professor de gramática percebe o sofrimento da aluna e lhe propõe um desafio: pede que Irene leia algumas obras literárias escolhidas por ele e faça trabalhos sobre os livros. Todos os livros são histórias de amor de grandes autores clássicos e contemporâneos. A sul da fronteira, a oeste do sol de Murakami, Anna Kariênina de Tolstói, Orgulho e Preconceito de Jane Austen, Carta de uma desconhecida de Stefan Sweig, Os Sofrimentos Do Jovem Werther de Goethe, Jane Eyre de Charlotte Bronté e O Amor nos tempos do cólera de Gabriel García Marquez. 

No início, Irene acha a proposta estranha, mas logo começa e se entreter e se envolver com a leitura. Seu professor, Peter Hugues, a quem os alunos chamam de Byron, por ser romântico e melancólico, chama a proposta de A gramática do amor. Irene percebe, à medida que lê aquelas histórias de amor, que elas têm a ver com a sua própria história e com a de outras pessoas, como a do professor e ao de seu amigo Marcelo, e fica cada vez mais envolvida com aquele desafio. Enquanto isso, Irene também se envolve comm o professor e outros dois colegas seus. Tem um rápido e intenso envolvimento com um e começa a se relacionar com outro.

A ideia do livro é genial e divertida. Adoro quando um autor declara seu amor à literatura e quando um livro fala sobre outros livros. É enriquecedor. Além disso a escrita de Carmona é fluida, simples, fácil de ler. O que eu não gostei foi da protagonista. Irene é confusa, volúvel, impulsiva e boba. Acha que ama todo mundo, não sabe o que quer. Começa a história dizendo que Liam é o grande amor da sua vida e logo depois se envolve com vários outros, inclusive com o menino que fica com sua amiga. Faz cenas de ciúme, se declara a mais de um, fala e faz um monte de bobagem etc. Fiquei muito irritada com a personalidade dela. Gostei do professor Hugues que tem uma ideia incrível e ama seus alunos, mas acho que é muito imprudente em algumas atitudes. E gostei bastante de Marcelo e até da amiga doidinha Martha.

A gramática do amor é um livro romântico, leve, divertido, cheio de referências literárias e reflexões sobre o amor e os relacionamentos. É um livro para se ler rapidinho e se deliciar. Mas cuidado: se você não conhece as histórias dos livros que Irene lê, passe longe dele - contém muitos spoilers sobre outras obras. Apesar dos pontos negativos que citei, eu adorei o livro! É perfeito para comemorar o dia dos professores porque fala de um que tem um profundo amor pelo que faz e por seus alunos.

Avaliação: ★★★

Feliz Dia do Mestre a todos os professores, especialmente à minha mãe que me ensinou a ler e me contaminou com sua paixão pela leitura e pelo conhecimento! 

Até a próxima.
Beijos. :**

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

A Vida em Tons de Cinza - Ruta Sepetys



SEPETYS, Ruta. A vida em tons de cinza. São Paulo: Arqueiro, 2011. 240p. Título Original: Between shades of gray.

- Mas, papai, ouça o que Munch falou.
Ele abaixou o jornal.
Localizei a citação no livro.
- Ele disse: "Do meu corpo apodrecido brotarão flores e estarei nelas e é isso a eternidade." Não é lindo?
Ele sorriu para mim. (p. 217)

A Vida em Tons de Cinza conta a história de uma família lituana que foi deportada da Lituânia para um campo de concentração na Sibéria durante o governo soviético de Stalin pouco antes da Segunda Grande Guerra. A história é contada em primeira pessoa por Lina, uma menina de 15 anos que adora desenhar e usa sua arte para se expressar e para sublimar o sofrimento vivido por ela, sua família e amigos. A narrativa alterna capítulos sobre a vida antes e depois da deportação da família de Lina.

Lina, sua mãe e seu irmão mais novo, Jonas foram retirados de sua casa à força e obrigados a fazer um longa viagem até a Sibéria onde tiveram que viver em um campo de concentração. Seu pai, também deportado, foi separado da família logo no início. Lina, a mãe e o irmão nunca perdem a esperança de encontrar o pai. Mas no campo de concentração convivem com a dor, a fome, os maus tratos, torturas, assassinatos de outros compatriotas. No campo de concentração, Lina também faz amigos e tem experiências riquíssimas. Todos aprendem a cooperar uns com os outros, conviver com as diferenças para juntos darem-se força para sobreviver. Lina aprende a suportar a dor, aprende a roubar e mentir para sobreviver, aprende a amar e a lutar pelos que ama.

É uma história triste, pesada, sofrida. É um livro que dói! Mas é também uma história de esperança de um povo que sofreu, mas que não deixou de acreditar em um futuro melhor.  É um livro para chorar do início ao fim, mas também para se emocionar com a esperança e o amor dessas pessoas. É um romance histórico voltado para um público jovem que conta uma passagem pouco falada da história mundial e também sobre amor e esperança. A linguagem é simples, fluida e a história prende o leitor. É muito emocionante e lindo! A capa é um atrativo à parte. Lindíssima!

Ruta Sapetys, é descendente de lituanos e foi à Lituânia para colher relatos sobre os campos de concentração na Sibéria. A partir desses relatos, ela compôs os personagens do livro. Ao final do livro a autora pede que os leitores estudem mais sobre o que aconteceu com a Lituânia, a Letônia e a Estônia nessa época e sobre as deportações para os campos na Sibéria. Eu fiquei com muita vontade de estudar mais sobre essa parte da História. 

- A pipa sumiu no céu - disse Jonas.
- Exatamente. É isso que acontece quando as pessoas morrem. O espírito delas desaparece no céu azul - disse papai.
- Talvez vovó tenha encontrado a pipa - disse Jonas.
- Talvez - disse papai. (p. 223)

Avaliação: ★★★★ ♥ Amei!!!

Até mais.
Beijos. :**

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Cidade de Vidro - Cassandra Clare



ATENÇÃO: contém spoilers sobre os dois primeiros livros da série. 

CLARE, Cassandra. Cidade de vidro. Rio de Janeiro: Galera Record, 2012. 474p.  Título original: City of glass: The mortal instruments.

- Não sou um anjo, Jace - repetiu ela. - Não devolvo livros de biblioteca. Faço downloads ilegais de música na internet. Minto para a minha mãe. Sou completamente normal. p.195.

No terceiro volume da série Instrumentos Mortais, Clary precisa salvar sua mãe e para isso deve viajar para Alicante, capital de Idris e encontrar um feiticeiro que tem a cura para o coma de Jocelyn. Enquanto isso, Valentim se aproxima cada vez mais de seus propósitos e Jace tem que lutar contra o sentimento que nutre pela irmã. Neste livro, a origem de Jace é desvendada, assim como a origem dos caçadores de sombra é melhor trabalhada.

É um livro mais intenso que os outros porque os personagens principais têm sentimentos conflitantes tanto um pelo outro quanto por Valentin. Os caçadores de sombra correm perigo e Jace tem que tomar uma importante decisão. E ele a toma contaminado pelo sentimento de profunda tristeza e desespero causados pelo amor proibido que sente por Clary.

- Se você está sendo castigado - disse Clary -, então eu também estou. Porque todas essas coisas que voce disse que sentiu, eu também senti, mas não podemos... Temos que parar de nos sentir assim, é a nossa única chance. p.295.

Clary está cada vez mais forte e decidida e entende mais sobre seu poder. Através de sua mediação, os caçadores de sombra e os membros do submundo têm um importante papel na luta contra Valentim e seu exército.

É também um livro mais ousado, romântico e sensual, embora previsível. Adorei como o romance principal se desenrolou e como os segredos foram revelados apesar de que já estava na cara quais eram esses segredos. E o romance secundário entre Alec e Magnus também foi uma agradável surpresa na série.

Outros personagens tiveram importância fundamental no desfecho da história: Simon, Isabelle, Amatis, irmã de Luke, e Sebastian (ótimo personagem). E sim, considero este livro um desfecho. As pontas foram amarradas e as tramas principais tiveram o fim merecido.

Há pouco tempo descobri que Instrumentos Mortais era mesmo para ser uma trilogia, mas a pedido dos fãs, Cassandra Clare escreveu mais três livros para a série. No momento não estou empolgada em ler os outros, apesar de já ter até o quinto. Mas vou ler em algum momento considerando uma segunda trilogia. As capas são todas lindíssimas! Sou apaixonada por todas elas!

A narração é em terceira pessoa, a linguagem é fluida e bem humorada e cheia de diálogos divertidos. O ponto fraco do livro é a previsibilidade. Desde o início ficou claro para mim o que iria acontecer. Outro ponto fraco é a maneira superficial como a história de Valentim é trabalhada. Acho que ele era um personagem com muito potencial, mas que se perdeu. O ponto forte são mesmo os diálogos divertidíssimos cheios de sarcasmo entre os personagens. Delicinha!

Recomendo para quem busca entretenimento despretensioso com romances fofos, humor, fantasia, anjos, demônios, vampiros, lobisomens, fadas, ação, mas sem muitas surpresas.

Avaliação: ★★★ 

Série Instrumentos Mortais:

Cidade de Vidro
Cidade dos Anjos Caídos
Cidade das Almas Perdidas
Cidade do Fogo Celestial (ainda não publicado)

Até a próxima.

Beijos. =**

P.S. Apaguei a resenha sem querer e tive que reescrevê-la toda! Arghhhh.  #quemnunca?

Série de TV - Raised by Wolves

Terminei de assistir ontem à nova série original HBO Max. Já vou começar dizendo que recomendo para quem gostou de Battlestar Ga...