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sábado, 1 de fevereiro de 2014

Leviatã: A missão Secreta - Scott Westerfeld



Uma semana antes, a Áustria-Hungria tinha finalmente declarado guerra à Sérvia, jurando vingar o arquiduque assassinado com uma invasão. Alguns dias depois, a Alemanha se posicionou contra a Rússia, o que significava que a França seria a próxima a entrar na dança. A guerra entre as potências darwinistas e mekanistas estava se espalhando como um rumor maldoso, e não parecia que a Grã-Bretanha poderia ficar de fora por muito tempo. p.124


WESTERFELD, Scott. Leviatã: A Misão Secreta. Rio de Janeiro: Galera Record, 2012. Título Original: Leviathan. 368p.

Leviatã: A Missão Secreta é descrito pelo autor como sendo do gênero steampunk, mas levando-se em conta a época em que se passa (I Guerra Mundial), acredito que misture os gêneros steampunk e dieselpunk. Antes da resenha, quero explicar um pouco do que se tratam esses gêneros, usando algumas explicações que achei na internet:


"Steampunk é um "é um sub-gênero da Ficção Científica passado em uma realidade alternativa, cuja proposta estética remete ao Século XIX, como se a Era Vitoriana tivesse sido de tal forma bem sucedida que seus costumes, tecnologia e cultura tivessem perdurado por muito mais do que de fato perduraram."


Fonte: http://imharley.blogspot.com.br/2011/06/moda-underground-steampunk.html

"O gênero steampunk pode ser explicado de maneira muito simples, comparando-o a literatura que lhe deu origem. Baseado num universo de ficção cientifica criado por autores consagrados como Júlio Verne no fim do século XIX, ele mostra uma realidade espaço-temporal na qual a tecnologia mecânica a vapor teria evoluído até níveis impossíveis (ou pelo menos improváveis), com automóveis, aviões e até mesmo robôs movidos a vapor já naquela época."

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Steampunk

"Dieselpunk é um subgênero da ficção científica inspirado em steampunk, porém com veículos movidos a diesel, ou qualquer outro tipo de combustível (no steampunk são movidos a vapor). O estilo foi muito utilizado nas histórias de ficção científica das décadas de 30 a 40 referenciando ao que seria o futuro baseado na tecnologia existente naquela época .

O estilo de arte dieselpunk é reconhecido atualmente como baseado na estética popular do período entre a primeira guerra mundial(passando pela segunda guerra mundial) até meados dos anos 19504 (fato pelo qual o estilo musical ao qual o dieselpunk é relacionado é o jazz, que estava no auge de sua popularidade durante o período). A palavra "dieselpunk" foi usada pela primeira vez por Lewis Pollakpara descrever seu jogo steampunk Children of the Sun em 2001, e sua definição cresceu em anos recentes para incorporar as formas características da arte visual, música, ficção e tecnologia dos tempos de guerra, servindo de termo para descrever seriados da época, film noir e outros.

Existe uma variação de dieselpunk conhecida como decopunk, que se popularizou em 2008, e cujo nome vem de "deco", forma inglesa de se referir ao movimento art déco. Decopunk é inspirado nos anos 1920-50, e é, de acordo com Sara M. Harvey (artista steampunk) em uma entrevista no site CoyoteCon, "... mais brilhante que o dieselpunk, é mais como decopunk. E dieselpunk é uma versão suja (gritty) do steampunk... Decopunk é a versão mais leve e art decó; mesmo período, mas tudo é cromado!""


Leviatã: A Missão Secreta recria, de forma fictícia, os acontecimentos que antecederam a Primeira Guerra Mundial. Nesta história, a guerra ocorre entre os darwinistas e os mekanistas. E é aí que está toda a graça do livro. Enquanto os mekanistas possuem grandes máquinas feitas pelos homens para a guerra, os darwinistas lutam com enormes monstros criados em laboratório que servem como máquinas, naves e instrumentos. Achei tudo sensacional!

A História é centrada em Alek, herdeiro do Império Austro-Húngaro e em Deryn, uma menina inglesa que se disfarça de menino para se tornar soldado da aeronáutica britânica e passa a se chamar Dylan. Alek precisa fugir quando os pais, são assassinados. Tudo por causa da disputa ao trono que pode acontecer a qualquer momento, já que o imperador está velho e doente. Ele se refugia num castelo nos alpes suíços. Enquanto isso Dylan (Deryn), apaixonada por aeronáutica, está disfarçada de soldado aprendendo tudo sobre os monstros darwinistas. Quando o Leviatã, uma enorme nave/monstro voadora cai, Deryn acaba conhecendo Alek sem saber quem ele é. Os dois são muito diferentes, mas têm em comum um segredo que não podem compartilhar.

Adorei Deryn e toda essa história da menina lutando para poder ser o que quiser e provando que pode fazer o mesmo que os homens. Ela é uma gracinha de personagem. E gostei de Alek também, um menino mimado amadurecendo por causa das circunstâncias. Além dos dois, devo destacar também a dra. Barlow, uma grande cientista darwinista e o Conde Volger que ajuda Alek em sua fuga.

A história é divertidíssima. Dessas que não dá vontade de parar de ler. As descrições dos monstros e das máquinas são muito interessantes e nem um pouco chatas. A narração é em terceira pessoa com capítulos curtos alternando os pontos de vista de Alek e Deryn. Essa é a forma de narração de que eu mais gosto. É dinâmica e interessante, mostrando visões diferentes do todo. A linguagem é fluida, jovem e divertida! A história tem muita ação e mistura fatos reais e ficção, presente e passado de forma surpreendente e empolgante. O fim me deixou muito curiosa pela continuação. Acho que lerei o segundo livro da trilogia logo.

Além disso o livro tem ilustrações belíssimas. Na contracapa há um mapa mostrando os países da Europa antes da Guerra e por dentro há várias ilustrações lindas feitas por Keith Thompson. Amei tudo!






Avaliação: ★★★★ 

Até a próxima. 
Beijos e boa leituras. :**



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