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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Mentirosos - E. Lockhart



Bem vindo à família Sinclair.
Ninguém é criminoso.
Ninguém é viciado.
Ninguém é um fracasso.
Os Sinclais são atleticos, altos e lindos. Somos democratas, tradicionais e ricos. Nosso sorriso é largo, temos queixo quadrado e sacamos forte no tênis. p.13

LOCKHART, E. Mentirosos. São Paulo: Seguinte, 2014. Título Original: We Were Liars. 272 p.

Cadence pertence à família Sinclair. Uma família muito rica influente que passa todos os verões em sua ilha particular, Beechwood. O avô de Cadence, Harris, mora na maior casa da ilha. Suas três filhas moram nas outras três casas. Os membros de sua família vivem de aparência e evitam falar de suas próprias falhas ou admitir seus erros. Tudo que importa para eles é o dinheiro, o prestígio, as belas casas cheias de objetos valiosos. 

Cadence tem alguns primos de mesma idade que ela com quem ela tem uma ótima relação e com quem vive muitas aventuras. Eles são chamados de Mentirosos. Além dos primos, o sobrinho do namorado de sua tia, um indiano, também passa os verões em Beechwood. No verão em que Cadence tinha 15 anos, o verão dos 15, como ela chama, um acidente aconteceu, mas ela perdeu a memória, passou a ter dores de cabeça terríveis, parou de estudar e se viciou em analgésicos por causa disso. 

No ano seguinte Cadence não foi à ilha. Em vez disso, viajou à Europa com o pai. Os médicos acharam melhor que ela ficasse longe da ilha por um tempo. Mas no verão dos 17 ela retorna à ilha para tentar descobrir o que aconteceu, já que a família não diz nada. Cadence percorre todos os locais em que passou no verão dos 15 e aos poucos sua memória retoma e ela se dá conta de que algo terrível aconteceu.

Mentirosos é um thriller psicológico e também um Y.A. A história é narrada em primeira pessoa por Cadence e alterna acontecimentos no presente e no passado. No início do livro há um mapa da ilha e suas casas e também uma árvore genealógica o que facilita a compreensão da história com tantos nomes de pessoas e lugares. E. Lockhart escreve bem. A linguagem é às vezes poética e noutras entrecortada, confusa, demonstrando o estado emocional de Cadence. Em alguns momentos Cadence conta os acontecimentos na ilha comparando sua família a contos de fadas numa versão diferente da original.  Existe o tempo todo um mistério no ar e um clima tenso, aflitivo em que Cadence se angustia por não saber o que aconteceu no verão de dois anos atrás. O final é absolutamente surpreendente. O livro é curto e muito envolvente. Não dá vontade de largar. A revelação final poderia ter sido feita de forma mais elaborada , mas mesmo assim adorei! Super recomendo! 

Avaliação: ★★★★


Até mais.

Beijos e boas leituras. :**




segunda-feira, 6 de outubro de 2014

[Série de TV] Hemlock Grove


Como estamos no mês do Halloween, vou escrever sobre livros, séries e filmes de terror e sobrenatural. Começo hoje com a série de terror Hemlock Grove, produzida pelo Netflix e baseada no romance homônimo de Brian Mcgreevy.

A história se passa na cidade fictícia de Hemlock Grove na Pensylvania nos EUA e é centrada em dois adolescentes de 18 anos que têm vidas totalmente diferentes, mas se unem a partir de um misterioso assassinato que ocorre na cidade. Uma garota da escola é brutalmente morta aparentemente por uma animal, mas algumas evidências levam a crer que não é um animal qualquer.


Peter Rumancek é um garoto de origem cigana que acaba de se mudar com a mãe Lynda para o trailer onde vivia seu tio antes de morrer. Algumas pessoas na cidade acreditam que ele é um lobisomem. Outras simplesmente o rejeitam por causa da sua origem. Sua prima Destiny também mora na cidade e é uma bruxa.

Roman Godfrey é o herdeiro de um milionário que vive com a mãe, a misteriosa Olivia Godfrey. Olivia tem muitos segredos e exerce grande poder sobre a cidade. Ela é amante do seu ex cunhado Norman Godfrey que tem uma filha, Letha, por quem Roman nutre uma profunda afeição. Letha engravida e alega ter sido por um anjo que a teria visitado enquanto dormia. Roman tem também uma irmã, Shelley. Ela é uma menia estranha, gigante e com o rosto deformado e apesar de ser uma pessoa boa e doce, provoca estranheza e medo em quase todos à sua volta. A família Godfrey comanda as empresas Godfrey e a Torre Branca, o prédio de um instituto de pesquisa que faz experiências misteriosas com seres humanos vivos e mortos. O cientista responsável pelas pesquisas é o dr. Johann Pryce que guarda grandes segredos da família Godfrey.



Após o assassinato da colega da escola, Peter e Roman tornam-se grandes amigos e se unem para descobrir e deter o assassino. Durante essa busca, a verdadeira natureza dos dois e de outros personagens é revelada e eles também têm que lidar com uma misteriosa Ordem que caça lobisomens.


A série é cheia de mistérios e suspense e algumas cenas aterrorizantes. Além de seres sobrenaturais como lobisomens, upir, bruxas, reanimados etc. O final da primeira temporada foi trágico e revelador, mas deixou muita vontade de saber o que virá em seguida. O elenco é excelente, todos trabalham muito bem e tem uma ótima química entre si. A série é muito boa e já estou viciada. Estou começando a segunda temporada. Recomendo para quem gosta de terror, sobrenatural e suspense. Assistam!

Até mais.
Beijos. :**


quarta-feira, 30 de julho de 2014

Gone: O Mundo Termina Aqui - Michael Grant



Assim.
Sumiu.
Sem nenhum "puf". Sem clarão de luz. Sem explosão. p.11

GRANT, Michael. Gone: o mundo termina aqui. Rio de Janeiro: Galera Record, 2010. Título original: Gone.

Gone: O Mundo Termina Aqui é o primeiro volume da série Gone de Michael Grant. Um dia, sem nenhuma explicação, todo os habitantes de Praia Perdida na Califórnia com mais de 14 anos desapareceram. Simplesmente sumiram de repente. Alguns estavam trabalhando, outros dormindo, estudando, dirigindo, brincando. Sumiram como num passe de mágica. Sobraram apenas as crianças. Além disso, um muro surgiu em torno da cidade centrada numa Usina Nuclear e coisas estranhas começaram a acontecer: algumas das crianças  se deram conta que tinham poderes e animais sofreram mutações. Ninguém sabe por que tudo isso está acontecendo nem para onde foram parar os desaparecidos. Enquanto tentam desvendar esses mistérios, as crianças também têm que lutar para sobreviver.

Sam chama essa nova realidade em que vivem de LGAR (lugar da galera radiotaiva). Sam descobriu que tem o poder de lançar uma luz que queima pelas mãos. Ele, sua amiga Astrid, Jack Computador e mais alguns amigos tentam investigar o mistério procurando pistas nas coisas dos seus pais. Eles também tentam organizar as crianças para sobreviver distribuindo tarefas e mantendo-os unidos. Porém os valentões da escola para crianças difíceis, Academia Coates, Cain e Drake, não gostam nada disso e querem tomar o poder.

Brigas, lutas, muita ação, desespero, fome, crueldade sede de poder são algumas passam a fazer parte da vida dessas crianças. Elas têm que crescer e mudar para sobreviver e isso não parece nada fácil. E ainda existe uma outra grande preocupação: desde o momento do desaparecimento, outras crianças que tinham 13 anos desapareceram no momento em que completaram 14 anos. Então todos temem pelo próprio aniversário. Ninguém sabe o que os espera do outro lado.

A história é contada na terceira pessoa por um narrador onisciente. Achei a premissa do livro fascinante. Assim que li a sinopse fiquei louca pra ler, apesar de ter demorado muito para fazê-lo. Comprei os três primeiros volumes e depois o quarto de tão empolgada que fiquei. Mas, infelizmente o livro não funcionou para mim. A ideia foi mal aproveitada. Achei a história confusa, muito enrolada e mal explicada. Algumas coisas não fizeram o menor sentido e pareceram forçadas. Também não gostei dessa mistura de ficção científica com fantasia. Pelo menos nessa história não combinou. Deu a impressão que o autor se perdeu. Demorei dois meses para concluir a leitura. Vou ler o segundo volume, afinal eu já tenho aqui e torcer para que a história melhore daqui para frente. Talvez eu tenha me decepcionado porque esperava demais do livro. Mas a premissa é incrível e algumas coisas são bem divertidas. Alguns personagens são muito cativantes e há muita ação do começo ao fim e mistérios para serem desvendados. Por isso eu quero saber a conclusão da história. A série tem seis livros e espero que o segundo seja muito bom mesmo, porque só assim darei continuidade. Se você gosta de ação, aventura e mistério pode gostar.

Avaliação: ★★★

Até mais. 
Beijos e boas leitura. :**




domingo, 22 de junho de 2014

Os Homens que Não Amavam as Mulheres - Stieg Larsson


"Na Suécia, 18% das mulheres foram ameaçadas por um homem pelo menos uma vez na vida." p.15


LARSSON, Stieg. Os homens que não amavam as mulheres. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. Título original: Män som hatar kvinnor. 528 p.

Os Homens que Não Amavam as Mulheres é um triller polocial e o primeiro volume da trilogia Millennium que tem como protagonistas o jornalista e editor chefe da revista Millennium, Mikael Blonkvist e a hacker Lisbeth Salander.

Mikael Blonkvist foi condenado a três meses de prisão por difamação depois que publicou uma reportagem em que acusava Wennerström de crimes financeiros, mas sem ter provas disso. A revista Millennium entrou em crise porque perdeu a credibilidade junto aos seus patrocinadores. Mikael, junto com sua sócia Erika com quem tem um caso, decide então se afastar da revista por um tempo. Justamente nesse momento, Mikael recebe uma proposta inusitada de um empresário sócio de um grande grupo empresarial, Henrik Vander. Ele oferece a Mikael uma grande quantia para que ele faça um trabalho para ele que deve permanecer em sigilo. Para todos os efeitos ele escreverá uma biografia da família Vanger, mas por trás disso ele deverá investigar o desaparecimento da sobrinha de Henrik, Harriet Vanger, há 40 anos. Harriet desapareceu sem deixar vestígios e em 40 anos, ninguém conseguiu chegar perto de solucionar o caso. Além do dinheiro, Henrik Vanger oferece a Mikael, provas que podem incriminar Werneström.

Lisbeth Salander é uma jovem hacker, inteligente, punk, cheia de atitude e muito talentosa que faz trabalhos como freelancer para a empresa de Dragan Armanskij. Entre outros trabalhos, Lisbeth investiga Mikael Blomkvist a pedido do advogado de Henrik Vanger, Dirch Frode.

Mikael aceita o trabalho e se muda para uma cabana ao lado da casa de Henrik Vanger. Depois de conhecer quase toda a família Vanger que vive na ilha onde onde Herriet desapareceu  e de analisar fotos do dia do desaparecimento, Mikael consegue encontrar evidências de que algo muito sinistro está relacionado ao desaparecimento de Harriet. 

É aí que Lisbeth se junta a Mikael na investigação e os dois se envolvem em uma trama perigosa e macabra. Os dois tornam-se amigos. Por razões muito pessoais Lisbeth se sente muito envolvida na investigação. Mikael se sente instigado e torna a missão um desafio pessoal. 

Os acontecimentos não deixam o leitor tirar os olhos do livro. Confesso que no início me entediei. As primeiras 150 páginas foram massantes. Porém, daí em diante, a história ganhou ritmo e ficou cada vez mais interessante. Demorei mais de uma semana para ler a primeira metade do livro (em parte porque estou lendo outros 5 livros rsrs), mas li a segunda metade em dois dias. Incrível, forte, intenso, chocante, brutal são os adjetivos que melhor descrevem essa história. Os personagens são muito bem construídos. Conhecemo-nos aos poucos através de acontecimentos no próprio presente que mostram como eles agem, sentem, vivem, reagem às mais diversas provações. Lisbeth Salander é incrível! Ela sofre muito, mas não abaixa a cabeça. É uma lutadora.

A Narração é em terceira pessoa com um narrador onisciente. A linguagem é fluida, embora as primeiras páginas contenham muitos termos técnicos. Mas depois isso muda e a leitura flui facilmente. Uma curiosidade, o título orginal em sueco significa "Os homens que odeiam as mulheres". Título muito melhor, diga-se de passagem. Recomendo muito! Leiam!

Avaliação: ★★★★ 

Assisti às duas adaptações do livro para o cinema e gostei muito das duas. Uma sueca e outra americana. Vale a pena assistir aos dois filmes.









Até mais. 
Beijos e boas leituras. :**


quinta-feira, 15 de maio de 2014

[Série de TV] Orphan Black



Orphan Black é uma série  canadense de ficção científica e mistério exibida pelo canal BBC America. Atualmente está sendo exibida a segunda temporada. Logo na primeira cena, conhecemos Sarah Manning. Sarah testemunha um suicídio no metrô e se espanta ao ver que a moça é igualzinha a ela. Sarah rouba a identidade de Beth, a suicida, e descobre que as duas têm uma ligação, e que existe um grande mistério por traz disso. Sarah, uma órfã que passou os primeiros anos em um orfanato na Inglaterra, foi adotada por Siobhan aos oito anos e mudou-se para o Canadá com a mãe e o irmão adotivo Felix. Sarah é rebelde, punk e passou boa parte da vida fugindo. Ela descobre que fez parte de um experimento secreto de clonagem e conhece mais algumas das suas clones. No decorrer dos episódios, descobrimos que existem dez clones no total, todas nascidas no mesmo ano, mas em diferentes países. A empresa por trás desse experimento, The Dyan Institute, monitora todas elas através de um espião que se infiltra em suas vidas. Sarah é a única capaz de ter filhos, e de fato teve uma filha, Kira. A empresa quer colocar as mãos na menina. Então Sarah tem que fugir da empresa e também da polícia já que o fato de ela ter roubado a identidade de Beth, que era policial, trouxe sérios problemas para ela. A cada episódio descobrimos uma parte desse mistério, mas outras questões aparecem.



Sarah é a protagonista, mas as outras clones também são importantíssimas. As mais centrais na história, além de Sarah, são Cosima, Allison e Helena. Cosima é uma cientista inteligentíssima terminando seu Doutorado em Biologia Evolutiva, muito interessada em genética e clonagem. Ela entra em contato com as outras para tentar desvendar o mistério. Cosima é também a mais doce de todas. Allison tem uma típica família americana de classe média. Casada, tem dois filhos adotivos, trabalha e cuida da casa e do marido. Mas por trás dessa vidinha perfeita se esconde uma mulher frustrada, alcoólatra e viciada em anfetaminas. Ela é a mais engraçada de todas. Seu núcleo dá um toque de humor à série. Helena foi criada na Ucrânia e sofreu muitos abusos na infância. É uma mulher perturbada, doente, fanática religiosa, louca e assassina. Ela acredita que os clones são demoníacos e devem ser exterminados. Seu monitor que a criou e abusou, a fez acreditar que é a original e por isso deve exterminar as outras.


Além das clones, outros personagens são importantes na trama. Siobhan, mãe de criação de Sarah que é uma personagem misteriosa e ambígua; o divertido irmão de criação de Sarah, Felix, que é seu aliado em tudo; o Detetive Arthur Bell, que descobre a falsa identidade de Sarah e quer desvendar esse mistério ao lado de sua parceira a Detetive Angela Deangelis; a Dra Delphine Cormier que é monitora e namorada de Cosima, o Dr Aldous Leekie que é o presidente da empresa The Dyan Institute e líder do movimento Neolution, Paul que foi monitor e namorado de Beth torna-se amante e monitor de Sarah, o marido super suspeito de Allison etc.



Tatiana Maslany é uma atriz fantástica. Ela faz cinco personagens fixos na série e outras que apareceram em poucos episódios. Cada uma com voz, sotaque, gestos, expressões faciais e corporais próprias. Como se tratam de clones, elas têm o mesmo rosto e complexão física. A caracterização física das personagens se restringe a roupas e cabelos. Ainda assim, não me lembro de que é a mesma atriz de tão distintas que são as personagens. A série é ótima e nos envolve em uma trama de ficção científica, drama, mistério e conspirações religiosas. O destaque são as personagens muito bem construídas e o talento de Tatiana Maslany! Brilhante!

Até mais.
Beijos. :**

sábado, 8 de fevereiro de 2014

O Chamado do Anjo - Guillaume Musso




A orla é mais segura,
mas gosto de lutar com as ondas.
- Emily Dickinson


MUSSO, Guillaume. O Chamado do Anjo. Campinas, SP: Versus, 2013. Título Original: Lappel de l'anje. 336p.

O Chamado do Anjo é um thriller policial de tirar o fôlego. Tudo começa quando Madeline e Jonathan se esbarram no aeroporto JFK e trocam de celular sem querer.

Madeline é uma inglesa que mora em Paris e tem uma vida aparentemente perfeita. Acaba de ficar noiva do seu namorado de quatro anos. Os dois estão comprando um apartamento e tentando engravidar. Ela é dona de uma floricultura que é seu sonho realizado. Jonathan é um chef de cozinha francês que vive em São Fancisco nos Estados Unidos.  É divorciado, mas passa bastante tempo com o filho Charly e o cunhado que é muito seu amigo.

Quando Madeline e Jonathan trocam de celular, eles têm o impulso de bisbilhotar a vida um do outro e descobrem que por trás das aparências se escondem segredos e mistérios que os deixam ainda mais curiosos. A vida deles não é nenhum mar de rosas. Os dois não se cansam até desvendar os segredos um do outro e acabam descobrindo que estão envolvidos em uma história que liga os dois a acontecimentos muito perigosos. Além disso os dois ficam cada vez mais envolvidos um no outro.

A narrativa é em terceira pessoa com narrador onisciente, intercalando capítulos que se passam em São Francisco e em Paris. A linguagem é fluida, a trama tem muita ação, romance e humor. Tudo acontece de forma muito dinâmica, o que permite uma leitura rápida.  O final é bom, mas não é dos mais surpreendentes. Eu já imaginava qual seria o desfecho. Os acontecimentos finais me deixaram grudada no livro, mas depois que o mistério foi resolvido a história ficou morna. Além disso eu me irrito com algumas traduções que insistem em usar termos que ninguém usa. Quem no Brasil diria que o traseiro de alguém é bonito, gente? É bunda, tradutores. Bunda! No máximo bumbum rs.

A capa é muito bonita e a contracapa também. A diagamação é simples, mas contém alguns detalhes diferentes. As folhas são amareladas. Cada capítulo tem uma epígrafe com uma citação de um autor diferente, que introduz os acontecimentos do capítulo. Apesar dos pontos negativos que apontei, o livro é bom, divertido e um ótimo entretenimento. Roí as unhas e dei boas risadas. Valeu a leitura.

Avaliação: ★★★


Até a próxima.

Beijos e boas leitiras. :**


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Marina - Carlos Ruiz Zafón



ZAFÓN, Carlos Ruiz. Marina. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011. 189p. Título original: Marina

- O tempo faz com o corpo o que a estupidez faz com a alma - disse, apontando para si mesmo. - Apodrece. O que desejam? p.83

Já em clima de Halloween, hoje eu trouxa a resenha de Marina e fiz as pazes com Zafón. Depois de ter me decepcionado com O Jogo do Anjo, eu me encantei com Marina.

Marina é um romance de mistério, com toques de terror e drama, narrado em primeira pessoa por Óscar. Ele conta como uma vez quando tinha 15 anos, invadiu um casarão e ao se assustar com uma figura estranha, saiu correndo levando um antigo relógio. Óscar retornou para devolver o relógio e conheceu Marina, uma menina da sua idade e seu pai Germán. Óscar e Marina ficaram amigos e ele passou frequentar a casa dela frequentemente. Além disso, os dois saiam para explorar locais perto do casarão e num desses passeios viram uma mulher misteriosa. Também encontraram um antigo álbum de fotografias com fotos de pessoas estranhas e deformadas. Ao investigar para descobrir do que se tratavam aquelas fotos e quem eram aquelas pessoas, os dois se viram envolvidos em terríveis mistérios.

A escrita de Zafón é belíssima. Mesmo não tendo curtido tanto O Jogo do Anjo, já tinha ficado impressionada com sua escrita poética. Em Marina não é diferente. O autor descreve Barcelona de uma forma tão detalhada e bonita que o leitor se sente transportado para a cidade. Fiquei com muita vontade de conhecê-la. É uma leitura fluida, que prende o leitor do início ao fim e escrita lindamente. A capa também é muito bonita. A diagramação é simples e as folhas são amareladas.

"A natureza é como uma criança que brinca com as nossas vidas. Quando cansa dos brinquedos quebrados, ela os abandona e substitui por outros." - dizia Kolvenik. "É responsabilidade nossa recolher a peças e reconstruí-las." p.85

O livro é lindo, cheio de mistério e com um final de tirar o fôlego. Percebi que Zafón fez uma homenagem a Frankenstein de Mary Shelley. Inclusive dois personagens têm o mesmo sobrenome da autora. É um romance de mistério com um toque de terror e que também fala sobre amor, amizade e perda. Adorei! Recomendo!

Avaliação: ★★★  

Beijos e boas leituras. :**

domingo, 21 de abril de 2013

1Q84 | Livro 1 - Haruki Murakami


- Quando se faz algo incomum, as cenas cotidianas se tornam um pouco diferentes do normal. Mas não se deixe enganar pela aparências. A realidade é sempre única. (pág 157)


Aomame, 29 anos, tem uma profissão incomum. É uma assassina profissional, mas mata apenas estupradores e homens que agridem mulheres e crianças. Um dia Aomame mudou um pouco a sua rotina e percebeu que o mundo se tornou outro. Acontecimentos que desconhecia, uma seita religiosa misteriosa, duas luas no céu...Aomame foi parar em uma espécie de realidade paralela que ela chamou de 1Q84.

Enquanto isso, Tengo, um professor de matemática, 29 anos, aspirante a escritor recebe uma proposta inusitada: reescrever uma história contada por uma menina de 17 anos, disléxica. A história é muito boa, mas muito mal escrita. O livro seria escrito por ele, mas inscrito em um concurso literário com o nome da menina, Fukaeri. Tengo aceita a proposta e o escreve. O livro vence o concurso e a súbita fama que a menina alcança trás à tona informações sobre o seu passado.

A história  escrita por Fukaeri esconde um grande mistério sobre sua vida e os acontecimentos à sua volta e esse mistério se cruza de alguma forma com as vidas de Aomame e Tengo. Fukaeri é disléxica e não aparenta emoções. Faz perguntas sem a entonação da interrogação. Sua vida foi marcada por um grande mistério.

Quando uma nova versão da história é reescrita, a antiga é totalmente destruída e, ao mesmo tempo, são criadas novas palavras e o significado das palavras existentes é igualmente alterado. (pág 359)

1Q84 é inspirado em 1984 de George Orwell e se passa nesse ano. É brilhantemente bem escrito e combina elementos de ficção científica, distopia, fantasia, mistério e romance de uma forma muito inteligente. Os personagens são ricamente bem construídos. Conhecemos a fundo a infância e a forma como a vida desses três personagens seguiu. A narrativa é em terceira pessoa alternando pontos de vista de Aomame e Tengo.

Gostei muito do livro, embora tenha achado algumas passagens um pouco lentas e arrastadas, especialmente as longas passagens sobre outros livros. Adorei ler sobre personagens de mais ou menos a minha idade (nada contra, mas estou cansada de livros sobre adolescentes) e achei a história muito criativa! O final é aberto e fiquei com gostinho de quero mais! Mas já deu para prever um pouco sobre o rumo da história. Que venha o Livro 2! Vale muito a pena! Para quem não gosta de séries, não recomendo porque é impossível ler somente o primeiro. As questões terminam todas no ar sem um desfecho.


Avaliação: ★★★★


Até a próxima!
Beijos.



terça-feira, 8 de janeiro de 2013

[Série de TV] Pretty Little Liars



"Got a secret.
Can you keep it?
Swear this one you'll save.
Better lock it in your pocket,
Taking this one to the grave."

Na restrospectiva 2012 eu mencionei que assisto à série Pretty Little Liars e admiti que é meu guilty pleasure. É uma série adolescente de mistério e suspense muito divertida.

A primeira temporada começa 1 ano depois do desaparecimento de Alison DiLaurentis num encontro com as amigas inseparáveis Spencer, Hanna, Aria e Emily. Com o sumiço da amiga, que é dada como morta, as amigas se separam, viajam, tomam novos rumos, mas voltam a se encontrar 1 ano depois. O corpo de Alison é finalmente encontrado e as quatro amigas começam a receber mensagens e bilhetinhos ameaçadores chantageando-as por alguém que se auto intitula A., mas que nunca aparece. A partir daí, as quatro amigas voltam a se unir e tornam-se ser inseparáveis novamente.





Aos poucos descobrimos que as quatro guardam muitos segredos e A. parece saber todos eles e seguir todos os passos delas. Sabemos também que Alison, uma patricinha super popular, era manipuladora, cruel, sabia de todos os segredos das amigas e também as chantageava com joguinhos psicológicos. Ou seja, motivos não faltavam para as amigas darem sumiço nela e elas também são suspeitas. Além das mensagens ameaçadoras, as amigas também têm que lidar com a desconfiança da polícia que as investiga pela morte de Alison, que ainda não foi solucionada.

O tempo todo fica no ar a desconfiança de que Alison possa estar viva apesar de o corpo ter supostamente sido encontrado, ou de que ela tinha cúmplices. Todos os personagens são suspeitos de serem A. O clima é tenso com muito suspense e uma ótima história, muito bem acabada. Apesar de as quatro anti-heroínas serem excessivamente medrosas e estúpidas guardando tantos segredos, são também apaixonantes, lindas, inteligentes, estilosas e eu torço o tempo todo por elas e por suas histórias de amor.

A Emily é gay e os relacionamentos dela são tratados na série com muita naturalidade e sem frescura. Arya se envolve com um professor e esse romance proibido também é bem explorado na série. Mas o casal mais fofo é o vivido por Hanna e Caleb. Ownnn fofos!






No final da segunda temporada descobrimos quem mandava as mensagens para as "liars", mas na terceira e atual temporada fica claro que a pessoa não agia sozinha. Cada vez mais mistérios aparecem. Quem estaria por trás de tudo?

Eu adoro a série. É super divertida, prende a minha atenção o tempo todo além de ser um show de estilo. Altamente viciante! Recomendo para quem gosta de mistério, suspense, romance e moda. ;)

Até a próxima.
Beijos.

A.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

O Jogo do Anjo - Carlos Ruiz Zafón



Já naqueles tempos, meus únicos amigos eram feitos de papel e tinta. Na escola tinha aprendido a ler e escrever muito antes das outras crianças do bairro. Onde meus colegas viam manchas de tinta em páginas incompreensíveis, eu via luz, ruas, gente. As palavras e o mistério da sua ciência oculta me fascinavam e, para mim, eram a chave que abria um mundo sem fim e a salvo daquele caos, daquelas ruas e daqueles dias turvos em que até eu podia intuir que uma sorte minguada me esperava. p.35

David Martín trabalhava em um jornal decadente e tentava ser escritor. Com a ajuda de seu amigo e protetor Pedro Vidal, finalmente lhe deram a oportunidade de escrever para uma coluna do jornal, mas era explorado, recebia muito pouco pelos direitos da sua produção e não tinha liberdade para escrever o que queria. 

David era um homem frustrado. Quando começou a fazer muito sucesso, seus colegas do jornal ficaram logo incomodados. Além disso, David descobriu que estava muito doente. No momento em que tudo estava dando errado na sua vida, surgiu um homem misterioso afirmando ser um grande editor e prometendo muito dinheiro e soluções para seus problemas. Em troca David deveria escrever um livro muito especial. A partir daí se desenrola uma trama cheia de mistério e suspense.

A história é narrada é em primeira pessoa pelo próprio David Martín. O livro é muito bem escrito. Zafón escreve de forma muito bonita, poética. Há muitos momentos lindíssimos e verdadeiras declarações de amor aos livros. 

Abriu a porta da loja para me dar passagem. Entrei na livraria e aspirei aquele perfume de papel e magia que, inexplicavelmente, ninguém havia tido ainda a ideia de engarrafar. p.250

Os personagens foram razoavelmente bem trabalhados e os diálogos são bons, alguns momentos sarcásticos outros cheios de lirismo. Mas apesar de ter uma escrita bonita e uma trama complexa, o livro não me conquistou. Achei a trama confusa, lenta, monótona e mirabolante em alguns momentos e a escrita com muitas descrições desnecessárias que tornaram a leitura, para mim, cansativa. No começo eu me apaixonei pela história. No meio eu fiquei entediada. Quase no final eu me empolguei e achei que ia me surpreender, mas achei o final morno. Talvez eu não tenha me empolgado nem comprado a ideia por não ser religiosa; ou, quem sabe, eu só não estivesse no clima para esse livro. Mas reconheço que a escrita de Zafón é elegante. E como quase todas as pessoas que eu conheço amaram, então recomendo que leiam para tirarem suas próprias conclusões.   

Avaliação: ★★

Até a próxima.
Beijos.



P.S. Gente, só um recadinho. Acabei de ficar 5 minutos tentando comentar em um blog com verificação de palavras nos comentários. Deu erro 7 vezes. Sério gente, isso é muito chato. Moderem os comentários, mas não exijam verificação de palavras. Muito desagradável. :(

terça-feira, 23 de outubro de 2012

A Casa dos Macacos - Sarah Gruen



 Mais uma vez Sara Gruen escreveu um romance que envolve animais e novamente me fez me apaixonar por eles. Em Água para Elefantes fiquei apaixonada pela elefante Rosie, em A Casa dos Macacos me encantei com os bonobos Sam, Bonzo, Lola, Mbongo, Jelani e Makena.

A Casa dos Macacos é um romance investigativo em que a Pesquisadora Isabel Duncan e o jornalista John Tighpen buscam solucionar o mistério em torno do sequestro de macacos bonobos do Laboratório de Línguas dos Grandes Símios.

Isabel se feriu gravemente na explosão em que os bonobos foram sequestrados e está desesperada porque teme pela saúde e segurança deles. Além disso ela os considera da sua família. Eles são inteligentes, se comunicam pela linguagem de sinais e são muito ligados a ela. 

A vida de John está uma loucura. Perdeu o emprego, a colega roubou e deturpou sua matéria, a esposa conseguiu trabalho em outra cidade e a vida conjugal está abalada. John consegue um novo emprego num jornaleco de qualidade duvidosa, mas consegue retomar a sua matéria.

John, que só queria fazer uma grande reportagem sobre os direitos dos animais, acaba envolvido na luta de Isabel para salvar os macacos de um empresário inescrupuloso que os aprisiona com o intuito de criar um reality show em que o dia a dia dos macacos é transmitido 24h por dia por uma rede de TV - A Casa dos Macacos. Tudo isso impulsionado pelo fato de os bonobos serem animais que, assim como os humanos, fazem sexo não só para a reprodução, mas pelo prazer e dessa forma explorar a sede do público pela exibição na TV, ainda que seja de animais.

A narrativa é em terceira pessoa e a trama propõe uma reflexão sobre a nossa sociedade, mas ao mesmo tempo é carregado de conceitos morais, o que eu não gosto. Acho que os livros devem fazer refletir e não induzir o leitor a encontrar respostas prontas. Ainda que eu concorde em parte com o pensamento da autora. 

Apesar de moralista e pretensioso, o livro é divertido e fácil de ler. Sarah Gruen escreve de uma forma muito gostosa e simples. A trama de investigação e suspense é envolvente e bem amarrada, mas é totalmente focada nos bonobos e nada surpreendente. Na verdade a investigação é apenas um pano de fundo usado pela autora para envolver o leitor na causa dos animais.  Sua paixão pelo animais é nítida tanto neste livro quanto em Água para Elefantes e me contaminou durante a leitura, ainda mais que eu também sou apaixonada por eles desde criança. Gruen os humaniza e aproxima do leitor. 

Não é nenhuma obra prima, nem mudou minha vida, mas é bem escrito e a história é muito emocionante. Gostei mais de Água para Elefantes, mas gostei bastante de ler este também. É um bom divertimento.

Avaliação: ★★★

Eu estou cheia de livros para estudar, então estou lendo mais devagar. Por esse motivo, estou escrevendo resenhas de livros que li este ano antes de criar o blog. A Casa dos Macacos é um deles. Vou tentar postar ainda esta semana a resenha de um livro que estou lendo e mais outras coisinhas.

Até a próxima.
Beijos.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

O Livro Perdido das Bruxas de Salem - Katherine Howe


Este livro é um romance de mistério, histórico e sobrenatural. Confesso que gostei mais enquanto não havia elementos sobrenaturais. Nos dois primeiros terços do livro, a protagonista Connie investiga a história da Nova Inglaterra no século XVII para o seu projeto de doutorado, influenciada pela descoberta de um nome em um papel e uma chave que encontrou na casa da sua avó.

Quando Connie encontra o nome Deliverance Dane escrito em um papel dentro de uma chave que caiu de um livro na casa da sua falecida avó, ela decide investigar quem era essa mulher. Connie descobre que essa mulher era uma das bruxas condenadas em Salem em 1692 e acaba fazendo dessa curiosidade um elemento para seu projeto de doutorado. Nas suas investigações, encontra provas de que Deliverance Dane era mesmo bruxa.

Historiadores se dividem sobre as causas que teriam levado às acusações e condenações. Eles acreditam que aconteceram por motivos pessoais relacionados ao pastor que fez a acusação, ou que as meninas que apontaram as bruxas teriam tido alucinações depois de comer pão mofado ou que elas se sentiram poderosas ao perceber que estavam enganando todos na cidade ou ainda que foi um pretexto para destruir mulheres que viviam de maneira pouco convencional, desafiando as normas da sociedade. 

A autora, Katherine Howe, que é descendente de duas bruxas condenadas em Salem, teve a ideia de imaginar que teriam existido bruxas de verdade naquela época. Elas seriam conhecedoras da Sabedoria Popular, praticantes de magia, que vendiam serviços ocultos, adivinhação, cura com ervas etc. O livro intercala capítulos que se passam em 1991 com a investigação de Connie com outros que se passam no século XVII.

A história me prendeu desde o início, mas quando se tornou sobrenatural, perdeu um pouco a graça. Não que eu não goste de histórias sobrenaturais, pelo contrário, eu gosto, mas a trama voltada para a investigação histórica estava mais interessante. E no final caiu em alguns clichês bem parecidos com os livros do Dan Brown que são bem repetitivos, apesar de criativos. Aliás a escrita dela é idêntica à do Dan Brown. Se eu não soubesse quem era o autor juraria que estava lendo um livro dele. Isso me incomodou um pouco.

É uma leitura divertida. A autora foi criativa, fez uma pesquisa minuciosa, mas a forma de escrever não é muito original, apresenta alguns clichês e um romance morno e totalmente desnecessário vivido pela protagonista. Poderia ter sido melhor, mas pelo entretenimento, dou 4 estrelinhas.

Avaliação: ★★★★

O Dramaturgo americano Arthur Miller escreveu a peça "As Bruxas de Salem" que conta esse episódio da história americana. Uma antepassada da escritora Katherine Howe, Elizabeth Proctor, aparece na peça. Uma curiosidade: Arthur Miller, escreveu a peça na década de 1950, como resposta ao macartismo, período em que pessoas foram perseguidas acusadas de serem comunistas.

A peça foi adaptada para o cinema em 1996. O filme, "As Bruxas de Salem" (The Crucible), dirigido por Nicholas Hytner , conta com excelentes atuações de Daniel Day-Lewis e Winonna Rider. Eu gostei muito do filme. Fiquei muito indignada com as acusações injustas contra aquelas mulheres.

Até mais.
Beijo.


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