Ufa, finalmente saiu a resenha! Nem me lembro mais quando comecei a ler. Bem, acho que vou parar de fazer a tag Li até a página 100... Não está me dando sorte hahaha. A resenha de A Dança dos Dragões também não vai sair tão cedo porque percebi que perdi e esqueci muitas coisas dos livros anteriores. Tenho que reler tudo. Não sei se vou dar um tempo ou só intercalar com outros livros.
Por que tolerar a escuridão? Está tudo bem aqui e é bem claro, contanto que se olhe atentamente. (prof Kumar) pág.42
As Aventuras de Pi é narrado em primeira pessoa ora por Pi, apelido de Piscine, ora pelo escritor com quem Pi se encontra. Pi, já adulto, diz ao escritor que tem uma história que o fará acreditar em Deus. Ele conta que vivia no zoológico de seus pais na Índia. Quando era adolescente, seus pais decidiram vender o zoológico para um comprador canadense e se mudar para o Canadá. Ele narra a vida no zoológico, o convívio com os animais e tudo o que aprendeu com eles e sobre eles.
Na viagem para o Canadá com todos os animais a bordo, o navio naufragou e ele foi a única pessoa sobrevivente. Passou vários dias a bordo de um barco na companhia do tigre Richard Parker, uma hiena, uma zebra e uma oragotango fêmea. O livro conta essa aventura com detalhes e como Pi sobreviveu ao naufrágio. A fome, o sol escaldante, a dificuldade de conviver com os animais, o sofrimento de perder sua família e também acontecimentos extraordinários que tornam a história fascinante.
Todos nascemos como os católicos, não é mesmo? Num limbo, sem religião até que uma figura qualquer venha nos apresentar Deus. Depois desse encontro, a questão está encerrada na maioria de nós. Se houver alguma mudança, em geral é mais uma redução que um aumento; muita gente parece perder Deus ao longo da vida. Não foi o meu caso. (Pi) pág.65
Pi desde criança admirava todas as religiões. Considerava-se católico, hindu, muçulmano. Pi fala do seu encontro com as religiões e pessoas importantes da sua vida que ajudaram a ter uma visão ampla sobre o mundo e criar suas próprias crenças: o pai cético, a mãe e a tia hindu, o professor ateu, o padre e outros religiosos. O livro promove uma discussão interessante sobre religião, mas eu esperava mais aprofundamento nessa discussão.
Apesar de eu ter uma visão de mundo diferente da do autor e de ter achado a reflexão proposta superficial, eu gostei bastante do livro. É divertido, muito emocionante, intenso, bem escrito, com uma linguagem fluida e simples. Gostei de saber mais sobre a religião hindu e achei o personagem principal muito interessante e bem construído. Também gostei da forma como a história é contada, a evolução e o final muito tocante e brutal. Valeu a pena.
Avaliação: ★★★★
A adaptação para o cinema é linda, um show visual, mas a reflexão proposta pelo livro se dissolve na trama e fica em segundo plano. Somente no final é que ela tem importância. Clique
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Beijos. =**