quarta-feira, 26 de junho de 2013

Homem-Máquina - Max Barry




BARRY, Max. Homem-Máquina. Rio de Janeiro: Editora Intrínseca, 2011. 279 p. Título Original: Machine Man.


Quando criança, eu queria ser um trem. Não percebia que isso era incomum - as outras crianças brincavam com os trens, não de ser um. pág.7

Charlie Neumann é um engenheiro de um grande laboratório de pesquisa. Ele não é uma pessoa muito sociável e sua vida é bem comum, sem grandes emoções. Sua vida gira em torno da tecnologia e ele não pode viver sem seu celular. Desde criança as máquinas o fascinavam. Após um acidente de trabalho em que  perde uma das pernas, Charlie recebe uma prótese bem rústica no lugar. Assim que consegue voltar ao trabalho, Charlie começa a se dedicar a construir uma prótese melhor. Tem tanto êxito que se dá conta que sua prótese é muito melhor do que uma perna biológica. Charlie torna-se obcecado em construir próteses cada vez melhores e não satisfeito, corta a outra perna porque para obter o máximo da prótese, ele precisa ter duas e não somente uma.


A diretoria da empresa percebe o potencial da excentricidade de Charlie e o convida a chefiar um projeto de construção de prótese. O nome do projeto é Partes Melhores e imagina um mundo em que pessoas pudessem trocar partes do corpo por próteses muito melhores que as originais não só por necessidade, mas por vontade.

Enquanto isso, Charlie torna-se cada vez mais obcecado e amputa outras partes do corpo. Além disso ele se encanta pela médica que o atendeu no hospital e descobre algo muito especial a respeito dela. A partir daí nasce um relacionamento fora do comum.

Homem-Máquina fala com muito humor sobre a dependência da tecnologia que o homem vive na atualidade e sobre a consumo desenfreado de tecnologia. É um livro engraçado, cheio de piadas nerds. Em alguns momentos eu fiquei um pouco cansada de tantos termos científicos e piadas internas de engenharia, principalmente da metade do livro em diante, mas é um  livro interessante. A narrativa é em primeira pessoa através do relato de Charlie Neumann. A diagramação é simples, com páginas amareladas e um letra em um bom tamanho.


Avaliação: ★★★

Até a próxima.
Beijos
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domingo, 23 de junho de 2013

Cartunistas: Ricardo Siri Liniers

Nos últimos tempos tenho me apaixonado por alguns cartunistas. Hoje falarei de um em especial que roubou meu coração: Ricardo Siri Liniers. Ele é argentino e desenha tirinhas muito poéticas com alguns personagens que realmente me conquistaram como a Enriqueta que adora ler, seu gato Fellini e o ursinho Madariaga e também os duendes e pinguins.

O site dele: http://www.macanudo.com.ar/
O tumblr: http://macanudodeliniers.tumblr.com/
No facebook: https://www.facebook.com/porliniers?group_id=0

Algumas das minhas tirinhas preferidas:







Muito lindas né? Gostaram?
Estou lendo três livros ao mesmo tempo, por isso a demora por outra resenha. Mas esta semana tem. ;)

Até a próxima.
Beijos.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

A Culpa é das Estrelas - John Green



GREEN, John. A Culpa é das Estrelas. Rio de Janeiro: Editora Intríseca, 2012. 288p. Título Original: The fault is our stars.


"Alguns infinitos são maiores que os outros..."

Comprei este livro exclusivamente pela capa. É linda! Eu em apaixonei por ela. Mas demorei muito para ler porque, apesar das inúmeras críticas positivas, eu tinha um preconceito contra ele. Pensava que seria uma história de amor água com açúcar e melodramática feita para arrancar lágrimas e conquistar vendas. De certa forma é sim. Mas John Green conseguiu através de um tema apelativo construir uma história linda, inteligente e com grande profundidade.

Hazel Grace tem um câncer terminal que começou na tireóide e evoluiu para uma metástase nos seus pulmões. Ela tem 16 anos e sabe que morrerá de câncer. Hazel depende de um cilindro de oxigênio para respirar e tem dificuldades para realizar tarefas do dia a dia. Sua mãe acha que ela está deprimida e sugere que ela participe de um grupo de apoio para adolescentes com câncer em uma igreja. Durante uma sessão do grupo de apoio ela conhece Augustus que é sobrevivente de um câncer ósseo e teve uma perna amputada. Ele está no grupo de apoio para acompanhar seu amigo Isaac que já perdeu um olho e luta contra o câncer no outro olho que em breve o deixará totalmente cego. Augustus, ou Gus, é sarcástico e adora se expressar através de metáforas. Os dois são muito inteligentes, gostam de ler e de ouvir música e entendem o que é ser um paciente com câncer. A história de vida e as afinidades unem os dois. Eles se tornam grandes amigos e se apaixonam.

A Culpa é das Estrelas é uma história de amor nem um pouco água com açúcar e não é somente uma história de amor. É uma história intensa, forte, reflexiva, cheia de questionamentos existenciais e, pasmem, muito humor. Fala sobre a inevitabilidade da morte, dor, coragem e sobre a dureza da vida. Juntos, Hazel e Gus vivem uma história linda, realizam desejos juntos, tornam a vida um do outro mais feliz e também questionam o propósito de suas vidas. O livro propõe questões muito profundas: como é viver com a certeza de que a vida será muito curta? Como é sobreviver e lutar diariamente por um pouco mais de vida? E a culpa de deixar os pais sozinhos? Como manter o humor e ficar em paz sabendo que a morte está tão próxima? A morte é o fim? Vale a pena acreditar em uma vida após a morte?

A narrativa é em primeira pessoa através palavras de Hazel Grace. Os dois personagens são deliciosos, inteligentes, sarcásticos e com humor negro afinado. A linguagem é fluida, jovem e bem humorada. Li algumas resenhas que criticavam a forma rebuscada com que os dois protagonistas se expressam e a maturidade dos dois que são adolescentes, mas acredito que uma história de vida tão difícil amadurece. E a sofisticação intelectual não me causou estranhamento porque eu também fui uma adolescente que gostava de fazer questionamentos existenciais e convivia com outros adolescentes como eu. Além de Hazel e Gus, a história traz os dramas dos pais e amigos que vivem na expectativa de perderem pessoas que amam. Essa é a principal preocupação de Hazel: deixar seus pais despedaçados e sem conseguir viver bem depois da sua morte.
Amei o livro, chorei muito e me diverti também! Valeu cada momento! Leiam hoje! 



"O mundo não é uma fábrica de realização de desejos."



Avaliação: ★★★★ 


Até a próxima.
Beijos.


domingo, 16 de junho de 2013

[Cinema] Dicas de filmes 001



Coluna nova chegando hoje. Não sei ainda se irá permanecer, se farei semanalmente ou mensalmente, mas como assisti a bons filmes esta semana, achei interessante escrever um pouco sobre eles sem necessariamente resenhá-los. Talvez eu resenhe depois.


Oz: Mágico e Poderoso (Oz the Great and Powerful) (2013)

Este filme conta a história de como um mágico de circo (James Franco) foi parar em Oz e se tornou o grande mágico de Oz. O filme é divertido, engraçadinho, tem boas atuações e um visual incrível. Não é nada extraordinário, mas vale a pipoca. Direção de Sam Raimi.




O Substituto (Detachment) (2011)

Filme maravilhoso sobre o professor substituto Henry Barthes (Adrien Brody excelente) lidando com os sentimentos delicados de seus alunos adolescentes e seus próprios dramas, a doença do avô, lembranças trágicas da sua infância e seu envolvimento com a adolescente de rua, Erica (Sami Gayle em atuação brilhante). Forte, reflexivo, sensível e emocionante! Direção de Tony Kane e roteiro de Carl Lund. Assistam!





 Terapia de Risco (Side Effects) (2013)

Thriller sobre o psiquiatra Jonathan Banks (Jude Law...suspiros!) e sua paciente deprimida Emily taylor (Rooney Mara, sempre ótima) que após tomar uma droga experimental prescrita por ele comete um assassinato. Seria efeito colateral da droga? Dr. Banks e Emily querem, cada um, provar sua própria inocência. Muito bom filme! Direção de Steven Soderbergh e roteiro de Scott Z. Burns.


Até a próxima.
Beijos.



quinta-feira, 6 de junho de 2013

O Menino do Pijama Listrado - John Boyne



BOYNE, John. O menino do pijama listrado. São Paulo: Editora Companhia das Letras, 2006. 187p. Título Original: The boy in the striped pyjamas: a fable.


"Não existem soldados bons", disse Shmuel.
"É claro que existem", disse bruno.
"Quem?"
"Bem, meu pai, por exemplo", disse Bruno. "É por isso que ele usa um uniforme tão imponente e é por isso que todos os chamam de comandante e fazem qualquer coisa que ele diz. O Fúria tem grandes planos para o meu pai juntamente porque ele é um soldado tão bom."
"Não existem soldados bons", repetiu Shmuel.  pág 124


Olá, voltei. Estou tentando retomar meu ritmo de leitura e voltar a dar atenção ao meu blog que ficou abandonado nos dois últimos meses. Eu me esforçarei bastante para isso. Assisti ao filme O Menino do Pijama Listrado no ano passado e gostei muito. Em seguida comprei o livro, mas enrolei muito tempo para ler. Mas esta semana uma amiga o recomendou, então eu me animei. E amei! Apesar de os personagens principais serem meninos de 9 anos, a temática é adulta.

***


Essa é a história de Bruno, um menino de 9 anos que se vê obrigado pelos pais a se mudar com eles, a irmã e a governanta para longe da casa que tanto ama em Berlin, seus amigos e escola. O pai diz que tem um trabalho muito importante para fazer e que o "Fúria" (como Bruno pronuncia Führer) tem grandes planos para ele. O pai é um soldado alemão nazista e a história se passa pouco antes da Segunda Guerra Mundial.

Bruno não entende nada do que está acontecendo. Ele acredita que o pai é um homem muito bom que não faria nada ruim para ninguém. Aos poucos Bruno começa a descobrir algumas coisas sobre as pessoas ao seu redor, mas permanece inocente a tudo. Descobre que o servente judeu tinha sido médico até que foi obrigado a largar a profissão e que alemães devem odiar os judeus. Mas ele não os odeia. Bruno vê pela janela um lugar cercado e dentro muitas pessoas vestidas de pijamas listrados e não entende porque eles estão sempre vestidos assim.

Muito insatisfeito com a nova casa em "Haja-Vista", como ele entende Auschwitz, Bruno resolve explorar o terreno e descobre o tal lugar cercado e lá conhece um menino judeu, Shmuel. Eles ficam amigos. Shmuel tem a mesma idade que Bruno, mas é um menino triste, magro, faminto e sem a inocência do amigo. Eles passam horas conversando todos os dias sem que ninguém saiba.


Aos poucos Bruno percebe que as pessoas à sua volta não são como ele pensava, que seu pai não é tão perfeito. Devagarinho a inocência de Bruno começa a se romper, embora ele não a perca totalmente até o fim da história. O mais bonito é acompanharmos os questionamentos tão puros e verdadeiros de Bruno sobre a forma com que os judeus vivem em Auschwitz.

A narração é em terceira pessoa, sempre sob o ponto de vista de Bruno e é muito interessante enxergar através de seus olhos inocentes. A escrita é fluida, muito gostosa de ler e o clímax é de tirar o fôlego.

Confesso que gostei mais do final do filme. Foi mais impactante. Chorei compulsivamente até dormir e acordei chorando. Nunca um filme tinha me envolvido tanto. Mas o livro é maravilhoso também! Recomendo muitíssimo! Leiam, assistam e se emocionem.

O filme, de 2008, foi dirigido por Mark Herman e estrelado por Asa Butterfield, Jack Scanlon, Zac Matton O'Brian, David Thewlis e Vera Farmiga.

Avaliação: ★★★★ 

Até a próxima.
Beijos.


Série de TV - Raised by Wolves

Terminei de assistir ontem à nova série original HBO Max. Já vou começar dizendo que recomendo para quem gostou de Battlestar Ga...