segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Mentirosos - E. Lockhart



Bem vindo à família Sinclair.
Ninguém é criminoso.
Ninguém é viciado.
Ninguém é um fracasso.
Os Sinclais são atleticos, altos e lindos. Somos democratas, tradicionais e ricos. Nosso sorriso é largo, temos queixo quadrado e sacamos forte no tênis. p.13

LOCKHART, E. Mentirosos. São Paulo: Seguinte, 2014. Título Original: We Were Liars. 272 p.

Cadence pertence à família Sinclair. Uma família muito rica influente que passa todos os verões em sua ilha particular, Beechwood. O avô de Cadence, Harris, mora na maior casa da ilha. Suas três filhas moram nas outras três casas. Os membros de sua família vivem de aparência e evitam falar de suas próprias falhas ou admitir seus erros. Tudo que importa para eles é o dinheiro, o prestígio, as belas casas cheias de objetos valiosos. 

Cadence tem alguns primos de mesma idade que ela com quem ela tem uma ótima relação e com quem vive muitas aventuras. Eles são chamados de Mentirosos. Além dos primos, o sobrinho do namorado de sua tia, um indiano, também passa os verões em Beechwood. No verão em que Cadence tinha 15 anos, o verão dos 15, como ela chama, um acidente aconteceu, mas ela perdeu a memória, passou a ter dores de cabeça terríveis, parou de estudar e se viciou em analgésicos por causa disso. 

No ano seguinte Cadence não foi à ilha. Em vez disso, viajou à Europa com o pai. Os médicos acharam melhor que ela ficasse longe da ilha por um tempo. Mas no verão dos 17 ela retorna à ilha para tentar descobrir o que aconteceu, já que a família não diz nada. Cadence percorre todos os locais em que passou no verão dos 15 e aos poucos sua memória retoma e ela se dá conta de que algo terrível aconteceu.

Mentirosos é um thriller psicológico e também um Y.A. A história é narrada em primeira pessoa por Cadence e alterna acontecimentos no presente e no passado. No início do livro há um mapa da ilha e suas casas e também uma árvore genealógica o que facilita a compreensão da história com tantos nomes de pessoas e lugares. E. Lockhart escreve bem. A linguagem é às vezes poética e noutras entrecortada, confusa, demonstrando o estado emocional de Cadence. Em alguns momentos Cadence conta os acontecimentos na ilha comparando sua família a contos de fadas numa versão diferente da original.  Existe o tempo todo um mistério no ar e um clima tenso, aflitivo em que Cadence se angustia por não saber o que aconteceu no verão de dois anos atrás. O final é absolutamente surpreendente. O livro é curto e muito envolvente. Não dá vontade de largar. A revelação final poderia ter sido feita de forma mais elaborada , mas mesmo assim adorei! Super recomendo! 

Avaliação: ★★★★


Até mais.

Beijos e boas leituras. :**




Promessa de fim de ano: um ano sem comprar



Vem chegando o fim do ano e começo a pensar nas coisas que deveriam ser diferentes, no que eu poderia melhorar etc.
Aí me deparo novamente com a a minha estante lotada de livros, caindo aos pedaços, aliás, porque não aguenta mais tantos livros e me dou conta de que há muitos, muitos mesmo, livros que não li ainda. Sei que já tentei fazer esse desafio antes e não consegui, mas desta vez é necessário por motivos de:

1. Livros demais sem ler,
2. Estou gastando demais com livros (compro muito mais do que leio),
3. Estou deixando de comprar outras coisas de que preciso,
4. Quero que sobre mais dinheiro para viajar.

Então está lançado meu próprio desafio valendo desde já. Um ano sem comprar livros (fazendo exceção para continuações de séries que eu esteja lendo). Vamos ver no que vai dar. Torçam por mim.

Até mais.
Beijos e boas leituras. :**


P.S. Presentes eu aceito, tá? :P

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

[série de TV] Salem (2014 - )



O mês do Halloween não foi tão bom como planejava mas me empolgou para continuar no clima de terror no fim de semana. Mas hoje vou fechar o dia de Halloween ou Dia das Bruxas, como não podia deixar de ser, indicando uma série de terror sobre Bruxas.

A série Salem, transmitida pelo canal WGN America, mistura fatos históricos e ficção com muito sobrenatural e terror. Antes de falar sobre a série farei um breve resumo sobre o que aconteceu na cidade de Salem, Massachusetts, EUA, nos anos de 1692 e 1693.



Salem era, no século XVII, um povoado no estado de Massachusetts, habitado por puritanos (protestantes calvinistas radicais). Em 1692 e 1693 aconteceram julgamentos nos quais, por volta de 100 pessoas foram acusadas injustamente e enforcadas como bruxas. Três adolescentes teriam acusado primeiramente uma escrava negra chamada Tituba e depois disso, teriam acusado muitas pessoas gerando um grande pânico coletivo e uma caça às bruxas liderada pelo pregador Cotton Matter.

Na série, as bruxas existem de verdade e usam seu poder para se vingar dos puritanos fazendo-os acusarem-se uns aos outros. Mary Sibley (Janet Montgomery), que existiu de verdade, mas nada indica que tenha sido uma bruxa, é, na série, um bruxa muito poderosa que, após se casar com o homem mais rico e poderoso do povoado, passou a escravizá-lo através de bruxaria. No passado, Mary envolvera-se com o soldado John Alden (Shane West). Pensando que ele havia morrido na guerra, Mary entregou o bebê que teve com ele em sacrifício para as bruxas logo após o parto. Anos depois, quando Mary já está casada, o agora capitão John Alden retorna a Salem e investiga o que está acontecendo sem saber que sua amada é uma bruxa. Tituba (Ashley Madekwe), na série, é uma bruxa e criada de Mary Sibley.







A jovem Mercy Lewis (Elise Eberle), possuída pelas bruxas, aponta e acusa quem são bruxos para o reverendo Cotton Mather (Seth Gabel) e ele se encarrega de prendê-los e levá-los a julgamento. Cotton Mather prega a bíblia de dia e frequenta o bordel à noite onde se encontra com a prostituta Gloriana (Azure Parsons). Após se livrar do feitiço e das torturas através de um exorcismo, Mercy decide se juntar à Mary Sibley e tornar-se uma bruxa também.




Anne Hale (Tamzin Merchant) é uma jovem que se revolta contra as falsas acusações sem saber que seu pai, o magistrado Hale (Xander Berkeley), conspira ao lado das bruxas e esconde um grande segredo.



A série é aterrorizante, cheia de cenas de horror e suspense. As bruxas são muito cruéis e vingativas e causam um clima de medo e tensão na cidade sem que ninguém saiba quem elas são de verdade. Todos os personagens têm segredos inconfessáveis. Não há heróis nessa história, mas são todos fascinantes e bem construídos. Mary Sibley é cruel e forte, mas tem também uma fragilidade que não quer mostrar. Mercy é doce e vingativa ao mesmo tempo. Anne Hale é curiosa, destemida e busca a verdade, mas nem ao menos sabe a verdade sobre si mesma. Cotton é um hipócrita, fanático, fundamentalista, covarde, mas é verdadeiramente apaixonado pela amante Gloriana. John é um herói de guerra aparentemente íntegro que investiga as acusações de bruxaria em Salem em busca de justiça, mas cometeu atos terríveis no passado e é cego em relação à da mulher que ama. Eu gostei muito do caráter dúbio dos personagens e do clima sombrio, misterioso e lúgubre da série. Recomendo para quem curte terror de verdade, sem nenhum toque de humor e com muita tensão e medo o tempo inteiro.

Os acontecimentos em Salem inspiraram a peça de teatro The Crucible de Arthur Miller, traduzida como As Bruxas de Salem. A peça foi adaptada para o cinema em um filme homônimo dirigido pelo diretor Nicolas Hytner. O filme é muito bom e é protagonizado por Winona Rider e Daniel Day-Lewis. A peça e o filme não têm nada de sobrenatural, apenas relatam os fatos históricos. Arthur Miller escreveu a peça como uma analogia à perseguição política ao comunismo, chamada também de caça às bruxas, nos EUA durante o mandato do senador Mc Cartthy.

Os julgamentos em Salem também foram tema do livro, resenhado aqui no blog, O Livro Perdido das Bruxas de Salem da autora Katherine Howe que é descendente de uma das mulheres acusadas em Salem em 1692.

Até mais,
Beijos. :**


A Noite dos Mortos Vivos - John Russo




Com um arrepio, Ben compreendeu que nada que fosse humano tinha algum significado para aquelas criaturas. Elas estavam interessadas nos seres humanos apenas para matá-los. Para rasgar a carne dos seus corpos e transformá-los em coisas mortas... assim como elas. p.67

RUSSO, John. A Noite dos Mortos Vivos. Rio de Janeiro: DarkSide Books, 2014. Título Orignal: Undead: Night of the living dead. 320p.

A Noite dos Mortos Vivos é o roteiro do filme homônimo de 1968, dirigido por George A. Romero com roteiro de John Russo e George A. Romero, que foi adaptado em forma de romance e publicado recentemente nessa edição lindíssima da DarkSide Books.




Ben e Bárbara se conhecem em meio a um apocalipse zumbi sem saber muito bem o que está acontecendo. Bárbara passa boa parte da história em choque e sem reagir por causa do que presencia à sua volta enquanto Ben faz tudo para proteger-se e protegê-la das criaturas que os perseguem. A inércia de Bárbara me irritou. Não aguentava mais sua falta de reação e atitude diante do perigo. 

Algumas pessoas se juntam aos dois depois de um tempo e buscam soluções para livrarem-se do perigo. Enquanto isso, boletins de urgência são transmitidos pelo rádio, mas as autoridades não sabem ainda do que se tratam as criaturas.



A história é exatamente igual ao filme, com muita ação sem parar e cenas assustadoras. O final é terrível e inesperado. Achei interessante ler o livro já que o filme foi um precursor de filmes e séries sobre zumbis. Mas a história não é muito elaborada. Não há muitas explicações e os personagens são pouco trabalhados. Não mudou a minha vida, mas é bem divertido e serve para entreter.




A minha edição é a especial limitada da DarkSide Books com capa dura e está perfeita, cheia de fotos do filme. A edição traz também a continuação de A Noite dos Mortos Vivos - A Volta dos Mortos Vivos, que não foi filmada. Recomendo para os que gostam de histórias de zumbis e ação.

Avaliação: ★★★






Até mais.
Beijos e boas leituras. :**

Happy Halloween!!!





quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Apocalipse Z - O Princípio do Fim - Manel Loureiro


De repente, mandaram-nos de volta para o século XIX. Só que cercados de cadáveres ambulantes e lutando para sobreviver. Que panorama mais fodido. p. 101


LOUREIRO, Manel. Apocalipse Z - O princípio do fim. São Paulo: Planeta Brasil, 2010. 365p.

O Princípio do Fim é o primeiro volume da trilogia Apocalipse Z e como o nome sugere trata de um apocalipse zumbi.

A história é narrada em primeira pessoa por um advogado que relata aos leitores do seu blog o que está acontecendo no mundo. Ele mora sozinho com seu gato Lúculo (que é um personagem ótimo) após a perda da sua mulher e começou a escrever um blog para sair da depressão.

O protagonista conta sobre uma epidemia que começou depois de um acidente em um laboratório e como rapidamente se espalhou. Relata o terror das pessoas, a calamidade que ocorre em decorrência disso, cidades sendo evadidas, pessoas se refugiando em bases militares e claro, os zumbis, chamados por ele de não mortos. A eletricidade acaba, a internet não funciona e a partir de então, o advogado começa a relatar o que acontece com ele em um diário.

O ritmo do livro é eletrizante. Tem ação e tensão do início ao fim. Os acontecimentos são narrados no presente, conforme as coisas vão acontecendo o que aproxima o leitor da ação. Apesar de algumas cenas serem muito longas, não me entediei em nenhum momento. A escrita do autor é fluida e o narrador utiliza uma linguagem informal e atual.

Gostei muito da história e estou muito curiosa para saber o que acontece nos próximos volumes. Recomendo muito para quem curte distopias, zumbis e muita ação.

Avaliação: ★★★★

Até mais.
Beijos e boas leituras. :**


domingo, 12 de outubro de 2014

O Dragão de Gelo - George R. R. Martin


MARTIN, George R. R. O Dragão de Gelo. São Paulo: Leya, 2014. Título original: The Ice Dragon. 130 p.

O dragão de gelo soprava a morte no mundo. Morte, quietude e frio. Mas Adara não tinha medo. Ela era uma criança do inverno, e o dragão de gelo era o seu segredo. p.38

Darei uma pausa do mês do Halloween  porque hoje é dia das crianças (e aniversário do meu gato Merlin)! 
Para comemorar escolhi escrever sobre um livro infanto-juvenil escrito pelo George R. R. Martin, um dos meus escritores favoritos!

O Dragão de Gelo conta a história de Adara, que nasceu fria como o inverno, e sua amizade secreta com um dragão de gelo. O universo em que se passa a história é o mesmo ou é muito semelhante ao universo das Crônicas de Gelo e Fogo que deu origem à série de TV Game of Thrones. 

Adara vive em reino repleto de dragões, mas faz amizade com um dragão que não é como os outros. Ele é gelado, branco e lindo. E ela não tem medo de tocá-lo nem de voar com ele, embora ele possa congelar outras pessoas. O dragão de gelo é muito temido no seu mundo. Mas quando uma guerra e dragões de fogo ameaçam seu mundo, Adara e seu dragão de gelo terão que lutar. A família de Adara não sabe dos encontros dela com o dragão de gelo e ela voa com ele secretamente pelos céus do seu mundo.

O Dragão de Gelo é uma linda história de amizade e coragem. É narrado em terceira pessoa e com uma linguagem simples apropriada para o público infanto-juvenil, fluida mas lindamente descritiva (como os outros livros do autor). É curtinho e dá para ler de uma vez só bem rapidinho. O livro é todo lindo e fofo. É ilustrado pelo incrível Luis Royo, artista premiado e conhecido pelas suas lindas ilustrações de fantasia. Recomendo para leitores de todas as idades que curtem fantasia. Uma ótima forma de apresentar o mundo das Crônicas de Gelo e Fogo aos pequenos. 

Avaliação: ★★★★★ 



Beijos e boas leituras. :**
Até logo.



sábado, 11 de outubro de 2014

A Ilha do Dr. Moreau - H. G. Wells



Então alguma coisa aconteceu. Até hoje não sei o que foi. Ouvi um grito agudo às minhas costas, um baque, e, virando-me, vi um rosto horrendo que se precipitava sobre mim, e que não era humano, não era animal, mas uma coisa castanha, demoníaca, coberta de cicatrizes rubras que se ramificavam cheias de gotas vermelhas, e olhos sem pálpebras que pareciam fulgurar. p.113

WELLS, H. G. A Ilha do Dr. Moreau. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012. Versão digital. Formato epub. Título Original: The Island of Doctor Moreau. 154p.

Dando continuidade ao mês de Halloween, hoje a resenha é sobre A Ilha do Dr. Moreau, um livro de ficção científica e terror publicado em 1896. 

Após sobreviver a um naufrágio, Charles Prendick é resgatado por um navio e obrigado a desembarcar em uma ilha. Lá ele conhece o Dr. Moreau, um cientista que  fora exilado da Inglaterra após fazer experiências polêmicas. Inicialmente Prendick não entende bem o que acontece na ilha e que trabalho o cientista faz lá, mas aos poucos observa que as pessoas que vivem na ilha, são na verdade estranhas criaturas.

Prendick deseja ir embora da ilha, porém, debilitado, é obrigado a passar um bom tempo lá e se aproxima das criaturas. Cada vez mais envolvido com o que acontece na ilha,  Prendick entende e se horroriza com as experiências do Dr. Moreau que envolvem animais selvagens e o uso de muita crueldade. Moreau mantém suas criaturas em rédea curta através de um sistema de regras quase religiosas criadas por ele. As criaturas dessa forma o respeitam e o temem também. A partir daí a trama se desenvolve rapidamente em um clima de mistério e terror.

O livro levanta diversas reflexões: O que é ser humano e o que nos distingue dos animais irracionais? Qual o limite entre a sanidade e a loucura? Quais os limites éticos da ciência? A ciência e a busca pelo conhecimento podem justificar o uso da crueldade aos animais? Além de denunciar como a nossa sociedade é marcada pelo egoismo, a exploração dos mais fracos e a busca pelo poder, etc.


A história é narrada em primeira pessoa através de uma carta em que Prendick relata a sua experiência na ilha, onze meses após sair de lá. A Ilha do Dr. Moreau traz um personagem comum em histórias de ficção científica e terror: o cientista louco. É um livro muito bem escrito cuja temática é ainda muito atual. A forma como as experiências foram feitas na história parecem inverossímeis (se tivesse sido escrito nos dias de hoje, as experiências seriam genéticas e não através de vivissecção, e a história seria mais crível). Nesse aspecto, o livro é ultrapassado. Porém isso não diminui a genialidade de Wells e a profundidade dos questionamentos suscitados pelo livro. Recomendo a leitura!

Avaliação: ★★★★

Até mais.
Beijos e boas leituras. :**



segunda-feira, 6 de outubro de 2014

[Série de TV] Hemlock Grove


Como estamos no mês do Halloween, vou escrever sobre livros, séries e filmes de terror e sobrenatural. Começo hoje com a série de terror Hemlock Grove, produzida pelo Netflix e baseada no romance homônimo de Brian Mcgreevy.

A história se passa na cidade fictícia de Hemlock Grove na Pensylvania nos EUA e é centrada em dois adolescentes de 18 anos que têm vidas totalmente diferentes, mas se unem a partir de um misterioso assassinato que ocorre na cidade. Uma garota da escola é brutalmente morta aparentemente por uma animal, mas algumas evidências levam a crer que não é um animal qualquer.


Peter Rumancek é um garoto de origem cigana que acaba de se mudar com a mãe Lynda para o trailer onde vivia seu tio antes de morrer. Algumas pessoas na cidade acreditam que ele é um lobisomem. Outras simplesmente o rejeitam por causa da sua origem. Sua prima Destiny também mora na cidade e é uma bruxa.

Roman Godfrey é o herdeiro de um milionário que vive com a mãe, a misteriosa Olivia Godfrey. Olivia tem muitos segredos e exerce grande poder sobre a cidade. Ela é amante do seu ex cunhado Norman Godfrey que tem uma filha, Letha, por quem Roman nutre uma profunda afeição. Letha engravida e alega ter sido por um anjo que a teria visitado enquanto dormia. Roman tem também uma irmã, Shelley. Ela é uma menia estranha, gigante e com o rosto deformado e apesar de ser uma pessoa boa e doce, provoca estranheza e medo em quase todos à sua volta. A família Godfrey comanda as empresas Godfrey e a Torre Branca, o prédio de um instituto de pesquisa que faz experiências misteriosas com seres humanos vivos e mortos. O cientista responsável pelas pesquisas é o dr. Johann Pryce que guarda grandes segredos da família Godfrey.



Após o assassinato da colega da escola, Peter e Roman tornam-se grandes amigos e se unem para descobrir e deter o assassino. Durante essa busca, a verdadeira natureza dos dois e de outros personagens é revelada e eles também têm que lidar com uma misteriosa Ordem que caça lobisomens.


A série é cheia de mistérios e suspense e algumas cenas aterrorizantes. Além de seres sobrenaturais como lobisomens, upir, bruxas, reanimados etc. O final da primeira temporada foi trágico e revelador, mas deixou muita vontade de saber o que virá em seguida. O elenco é excelente, todos trabalham muito bem e tem uma ótima química entre si. A série é muito boa e já estou viciada. Estou começando a segunda temporada. Recomendo para quem gosta de terror, sobrenatural e suspense. Assistam!

Até mais.
Beijos. :**


domingo, 31 de agosto de 2014

Feliz segundo aniversário do blog!




E mais uma vez eu me esqueci do aniversário do blog que dia 20 deste mês fez 2 aninhos. Fico muito feliz por ele ter chegado até aqui e devo tudo isso aos meus leitores! Obrigada a todos que me incentivaram.
Está rolando sorteio na página do blog no facebook. Dêem uma olhada na aba promoções lá em cima.. ;)
Voltei de viagem e ainda não atualizei o blog por preguiça falta de tempo. Mas vou atualizar. Prometo hehe.

Até mais.
Beijos e boas leituras. :**


quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Viajando



Olá,
o post de hoje é só para avisar que estou indo viajar para fazer prova e por esse motivo o blog está parado. Não tenho lido. Minhas leituras foram interrompidas pelos estudos e preparativos da viagem. Então não tenho tido assunto para novos posts. Mas em uma semana, mais ou menos, eu estou de volta.

Beijos e boas leituras. :**

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Citação 012

Dando continuidade ao post anterior, vejam o que Charlotte Brontë, lá no século XIX falou sobre estereótipos de gênero. Diva!



"É inútil dizer que os seres humanos deveriam satisfazer-se com uma vida tranquila. Eles precisam de ação. E se não a encontrarem, irão fazê-la acontecer. Milhões estão condenados a um destino ainda mais inerte que o meu, e milhões sentem uma revolta silenciosa contra esse destino. Ninguém sabe quantas rebeliões, além das de caráter político, fermentam no peito das pessoas. Espera-se das mulheres que sejam calmas. Mas elas são como os homens. Precisam excitar suas faculdades, necessitam de um campo para expandir seus esforços assim, como seus irmãos. Sofrem com as rígidas restrições, a estagnação absoluta, tanto quanto os homens sofreriam. E é tocante por parte destes seres mais privilegiados dizer que eles devem se limitar a fazer pudins e a tecer meias, a tocar piano e a bordar bolsas. É insensato condená-las, ou rir delas, quando buscam fazer ou aprender coisas novas, além do que os costumes determinam que é o ideal para o seu sexo."

BRONTË, Charlotte. Jane Eyre. Rio de Janeiro: BestBolso, 2014. p.134

Beijos e boas leituras. :**
Até mais.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

[Opinião] Estereótipos de gênero e Literatura

Inclusive livros.


Tenho ouvido certos comentários que me deixam extremamente incomodada. Comentários do tipo: "este livro vai agradar mais as meninas porque fala de amor" ou "este vai agradar mais meninos porque tem ação e aventura." Queridos, parem! Isso não existe! Ou não deveria existir. Nada justifica que separemos obras literárias ou de arte em geral, ou qualquer coisa no mundo (cores, brinquedos, profissões, atividades de casa, cuidado com os filhos etc) por gêneros.

Os estereótipos de gêneros são os responsáveis pelos preconceitos de gênero, o sexismo, a misoginia que existem no mundo. Por que, então, propagar esse preconceito na literatura? Homens não se apaixonam e vivem histórias de amor? Mulheres não se interessam por política, ciência, tecnologia, artes marciais, história? Por que achar que homens e mulheres não podem se interessar por livros com diferentes temas? O que nos faz gostar de um assunto ou outro é nossa história pessoal. O que define nossos gostos são nossas características individuais e não sexuais.

Uma vez vi um menininho nas Lojas Americanas implorando para que a mãe comprasse para ele o DVD de A Princesa e o Sapo da Disney. O menino era negro e na mesma hora eu pensei que ele devia ter se identificado com os personagens da história que são em sua maioria negros e essa representatividade negra é mínima em desenhos animados. A mãe do menino foi irredutível e falou um alto e sonoro não. "Esse DVD é de menina, não serve para você", ela disse. Fiquei chocada, penalizada e revoltada. Me segurei para não dar um sermão na mãe. 

Da mesma forma me incomodam os comentários que excluem  um gênero da possibilidade de gostar de um determinado livro. Quando se diz: "este livro agradará mais as meninas" ou "este livro é direcionado para os meninos" automaticamente afasta-se uma parcela de leitores do prazer de lê-lo.

Na minha casa eu e minha mãe sempre fomos muito fãs de ficção científica, gênero muitas vezes associado ao público masculino. Meu irmão e meu padrasto nunca foram grandes fãs como nós duas. Assim como também gostamos de livros que se passam na guerra com ação e batalhas, fantasia com cavaleiros e dragões, também gêneros associados aos homens. Vamos acabar com esses estereótipos. Bons leitores, sejam meninos ou meninas, homens ou mulheres, gostam de boa literatura. E isso vale para tudo na vida.


Serve para literatura também:


Beijos e boas leituras. :**

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Gone: O Mundo Termina Aqui - Michael Grant



Assim.
Sumiu.
Sem nenhum "puf". Sem clarão de luz. Sem explosão. p.11

GRANT, Michael. Gone: o mundo termina aqui. Rio de Janeiro: Galera Record, 2010. Título original: Gone.

Gone: O Mundo Termina Aqui é o primeiro volume da série Gone de Michael Grant. Um dia, sem nenhuma explicação, todo os habitantes de Praia Perdida na Califórnia com mais de 14 anos desapareceram. Simplesmente sumiram de repente. Alguns estavam trabalhando, outros dormindo, estudando, dirigindo, brincando. Sumiram como num passe de mágica. Sobraram apenas as crianças. Além disso, um muro surgiu em torno da cidade centrada numa Usina Nuclear e coisas estranhas começaram a acontecer: algumas das crianças  se deram conta que tinham poderes e animais sofreram mutações. Ninguém sabe por que tudo isso está acontecendo nem para onde foram parar os desaparecidos. Enquanto tentam desvendar esses mistérios, as crianças também têm que lutar para sobreviver.

Sam chama essa nova realidade em que vivem de LGAR (lugar da galera radiotaiva). Sam descobriu que tem o poder de lançar uma luz que queima pelas mãos. Ele, sua amiga Astrid, Jack Computador e mais alguns amigos tentam investigar o mistério procurando pistas nas coisas dos seus pais. Eles também tentam organizar as crianças para sobreviver distribuindo tarefas e mantendo-os unidos. Porém os valentões da escola para crianças difíceis, Academia Coates, Cain e Drake, não gostam nada disso e querem tomar o poder.

Brigas, lutas, muita ação, desespero, fome, crueldade sede de poder são algumas passam a fazer parte da vida dessas crianças. Elas têm que crescer e mudar para sobreviver e isso não parece nada fácil. E ainda existe uma outra grande preocupação: desde o momento do desaparecimento, outras crianças que tinham 13 anos desapareceram no momento em que completaram 14 anos. Então todos temem pelo próprio aniversário. Ninguém sabe o que os espera do outro lado.

A história é contada na terceira pessoa por um narrador onisciente. Achei a premissa do livro fascinante. Assim que li a sinopse fiquei louca pra ler, apesar de ter demorado muito para fazê-lo. Comprei os três primeiros volumes e depois o quarto de tão empolgada que fiquei. Mas, infelizmente o livro não funcionou para mim. A ideia foi mal aproveitada. Achei a história confusa, muito enrolada e mal explicada. Algumas coisas não fizeram o menor sentido e pareceram forçadas. Também não gostei dessa mistura de ficção científica com fantasia. Pelo menos nessa história não combinou. Deu a impressão que o autor se perdeu. Demorei dois meses para concluir a leitura. Vou ler o segundo volume, afinal eu já tenho aqui e torcer para que a história melhore daqui para frente. Talvez eu tenha me decepcionado porque esperava demais do livro. Mas a premissa é incrível e algumas coisas são bem divertidas. Alguns personagens são muito cativantes e há muita ação do começo ao fim e mistérios para serem desvendados. Por isso eu quero saber a conclusão da história. A série tem seis livros e espero que o segundo seja muito bom mesmo, porque só assim darei continuidade. Se você gosta de ação, aventura e mistério pode gostar.

Avaliação: ★★★

Até mais. 
Beijos e boas leitura. :**




sexta-feira, 25 de julho de 2014

Queda de Gigantes - Ken Follett


"Malheur la guerre", diziam. "Pour nous, pour vous, pour toute le monde." 
"A guerra é uma tragédia - para nós, para vocês, para todo o mundo." p.726


FOLLET, Ken. Queda de Gigantes. Rio de Janeiro: Sextante, 2010. Título original: Fall of giants. 911p.

Queda de Gigantes é o primeiro volume da Trilogia O Século. Neste primeiro volume acompanhamos cinco famílias de diferentes países durante a I Guerra Mundial. O segundo volume, O Inverno do Mundo, acompanha essas famílias durante a II Guerra e o terceiro volume, A Eternidade por um fio, se passa na Guerra Fria.

Em Queda de Gigantes conhecemos famílias inglesas, galesas, alemãs, russas e americanas. Enquanto a Guerra se aproxima e depois enquanto se desenrola, acompanhamos a vida de muitos personagens e o envolvimentos deles na guerra e na política e também seus dramas pessoais. Não vou escrever sobre todos eles porque são muitos e a resenha ficaria muito grande, mas vou destacar alguns mais importantes.

Ethel Williams, uma galesa que trabalha como governanta na mansão Ty Gwyn se envolve com o patrão, o Conde Fitzherbert que é casado com uma princesa Russa, Bea. Quando o relacionamento termina, Ethel tem que deixar a mansão e vai para Londres. Ela se torna amiga da irmã do conde Maud Fitzherbert, uma mulher jovem a frente de seu tempo, que, apesar de ser uma aristocrata, luta pelos direitos dos trabalhadores e principalmente pelo direito das mulheres ao voto. Ethel acaba totalmente envolvida na política também. O irmão de Ethel, William Williams, o Billy Duplo é minerador e por ocasião da Guerra, se alista e vai lutar pela Grã Bretanha assim como outros mineradores. Maud tem um romance secreto com Walter von Ulrich, um alemão adido militar na embaixada alemã em Londres. O americano Gus Dewar que trabalha na Casa Branca como assessor do presidente conhece e protege o romance dos dois. Gus não tem muita sorte com as mulheres, mas tem uma carreira promissora.

Na Rússia, Grigori e Lev Peshkov são jovens irmãos órfãos que trabalham em uma metalúrgica. Lev é o mais novo e irresponsável dos irmãos. Grigori sonha em sair do país e ir morar nos EUA e para isso junta dinheiro para a passagem. Quando Lev comete um crime, ele pega o passaporte e o dinheiro do irmão e toma o navio no lugar dele atrás da família Vyalov que vive em Buffalo nos EUA. Grigori  assume a gravidez da namorada do irmão, com quem se casa e fica em Petrogrado onde a Revolução Socialista estava prestes a acontecer.

Todas essas famílias acabam ligadas de uma forma ou de outra e têm envolvimento na I Guerra e na Revolução Russa. A narração é em terceira pessoa alternando os pontos de vistas de alguns personagens. Os personagens são envolventes e muito bem construídos. O livro é uma verdadeira aula de História. Ken Follet, que é jornalista, explica ao final do livro que só descreveu fatos históricos que realmente aconteceram e quando envolveu personagens históricos e fictícios criou situações que poderiam ter acontecido, como a visita do Rei às casas dos mineradores. Conhecemos os motivos políticos e econômicos que desencadearam esses grandes eventos, as conspirações, o dia a dia do povo, os perigos nas minas de carvão, a luta pelo sufrágio feminino, as batalhas e estratégias militares durante as guerras. 

O livro é extenso. São 900 páginas recheadas de acontecimentos históricos importantes e dramas pessoais fictícios. Algumas passagens, especialmente nas trincheiras, me cansaram. Além disso eu me envolvi muito mais com alguns personagens que com outros, então eu sentia falta da história dos meus preferidos quando os capítulos enfocavam outras famílias. Acho que por isso não consegui ler o livro de uma vez. Revezei com mais outros cinco livros e demorei mais de dois meses para concluir a leitura. Ainda assim, foi uma leitura prazerosa, interessante e enriquecedora. Vale muito a pena. No início do livro há uma relação de todos os personagens o que é muito importante para o leitor não se perder e no final podemos ler um trecho do segundo volume da série que acompanha as mesmas famílias 20 anos depois. Fiquei com uma vontade enorme de emendar a leitura do segundo, mas decidi dar um tempo. Recomendo!

Avaliação: ★★★★ 

Até mais. Beijos e boas leitura. :**



sábado, 19 de julho de 2014

Citação 011

Mark Twain

"De todas as criaturas já feitas, o homem é a mais detestável. De toda a criação, ele é o único, o único que possui a malícia. São os mais básicos de todos os instintos, paixões vícios - os mais detestáveis. Ele é a única criatura que causa dor por esporte, com consciência de que isso é dor."

TWAIN, Mark. In SCHECHTER, Hatold. Serial Killers. Rio de Janeiro: Darkside Books, 2013.




"Não somos todos humanos? Então por que não podemos viver em paz?"


segunda-feira, 14 de julho de 2014

The 100: Os Escolhidos - Kass Morgan + [Série de TV] The 100



Bellamy não sabia por que os antigos humanos se davam o trabalho de consumir drogas. Qual era o sentido de injetar alguma porcaria nas veias se um passeio na floresta tinha o mesmo efeito? Algo acontecia toda vez que ele cruzava a linha das árvores. Enquanto se afastava do acampamento à luz do sol da manhã, partindo em mais uma expedição de caça, ele começou a respirar fundo. Seu coração tinha batidas fortes, lentas e constantes, e suas pernas marchavam no ritmo de um pulso no chão. Era como se alguém tivesse invadido seu cérebro e aumentado a intensidade de seus sentidos até uma configuração que Bellamy não sabia que existia. p.134.

MORGAN, Kass. The 100. Rio de Janeiro: Galera Record, 2014. 288p.

The 100: Os Escolhidos é o primeiro volume da série de ficção científica distópica The 100. A história se passa em um futuro distante quando a terra foi destruída por guerras nucleares e a humanidade teve que deixa-la e passou a viver em naves no espaço. Existem 3 naves na colônia espacial: Walden, Arcadia e Phoenix. Em Phoenix vive a elite da sociedade enquanto nas outras duas naves vivem os trabalhadores. Em Phoenix não existe racionamento de água nem de energia, enquanto na outras naves tudo é racionado. Os crimes na Colônia são punidos com a morte porque é preciso controlar o crescimento populacional. A quantidade de filhos que cada casal pode ter é restringida a apenas 1 e a desobediência a essa regra também é punida com a morte. Os menores de idade que cometem infrações são confinados e julgados assim que completam 18 anos. E sempre são considerados culpados e executados.

Pensando em uma possível volta à terra, o Chanceler Jaha envia 100 menores de idade para a Terra com o intuito de saber se os níveis de radiação no planeta já estão toleráveis para a sobrevivência humana. Dentre esse 100 estão seu próprio filho Wells, Clarke e Octavia. Bellamy, apesar de ter 20 anos, deu um jeito de entrar no último minuto na nave e poder ir à Terra. Essa missão poderá ser uma segunda chance para esse jovens ou uma missão suicida.

A narração é em terceira pessoa através dos pontos de vista de Clarke, Wells, Bellamy e Glass. Cada capítulo tem o ponto de vista de um desses personagens e, além de narrar o que acontece com eles na Terra após a aterrissagem, também tem flasbacks que contam o que aconteceu com eles na Colônia para que eles fossem confinados. Através desses flasbacks conhecemos melhor os personagens, suas motivações e personalidades.

Clarke é filha de uma médica e um cientista que foram executados por cometer crimes depois que seu namorado Wells os delatou ao Chanceler Jaha, seu pai. Wells cometeu um crime para poder estar com Clarke na nave que a levaria à terra mas a namorada nunca o perdoou pelo que ele fez aos seus pais. Bellamy atirou no Chanceller e pulou na nave antes da partida para que pudesse proteger a irmã Octavia que também seria enviada à Terra. Glass fugiu do confinamento antes da partida da nave para poder encontrar seu namorado Luke e continuou na Colônia.

Na aterrissagem, alguns dos 100 morreram, outros ficaram gravemente feridos, como a melhor amiga de Clarke, Thalia. A história mostra a dificuldade de sobreviver sem tecnologia e o sentimento de encantamento pela natureza, a chuva, os animais e a água pura em abundância. Possibilita a discussão sobre a importância de se preservar a natureza ao mostrar a destruição causada pelo homem. Também mostra um mundo distópico, autoritário e com desigualdades sociais. Achei que podiam ter dado menos importância ao romance, principalmente no núcleo de Glass, que aliás eu achei bem dispensável. A linguagem é fluida, fácil de ler e os personagens são bem construídos. Gostei muito do livro e estou ansiosa pela sequência. Ah, uma observação: a revisão do livro está bem ruim. Encontrei muitos erros. É muito chato quando isso acontece porque desvia da leitura. Espero que a editora tenha mais cuidado no próximo livro.

Avaliação: ★★★


Sobre a série The 100:


Na série, exibida pelo canal CW, a essência da história se manteve, assim como o nome dos personagens, mas as histórias deles são diferentes. Muitos personagens foram misturados ou fundidos em um só e outros desapareceram, como por exemplo Glass (o que particularmente eu achei bom).


Na série os protagonistas são Clarke, Bellamy, Octavia e Finn (que terá um envolvimento amoroso com Clarke). Wells é um personagem menor e não é ex-namorado de Clarke. É seu melhor amigo. A história dos pais de Clarke também é diferente e somente o pai dela morreu. Sua mãe é médica e faz parte do conselho da Colônia ao lado do Chanceler Jaha, pai de Wells. Achei essa parte da história mais forte e melhor contada no livro. Não havia necessidade de mudar tanto. A série avança um pouco a história e o que aparece no final do primeiro livro já é melhor explicado na série. Talvez eles já tenham usado o segundo livro, ou simplesmente inventado. Não sei.



Estou gostando da série principalmente por causa da luta pela sobrevivência, as discussões sobre como construir uma sociedade, novas leis, ética e conceitos morais. Na série Clarke e Bellamy são líderes da pequena comunidade, embora tenham visões bem diferentes sobre como comandar. Acho que a série tem grande possibilidade de crescer. A série também explora mais a vida na Colônia, os personagens adultos e suas difíceis decisões. Vale a pena assistir.

Até mais.
Beijos e boas leituras. :**


sexta-feira, 11 de julho de 2014

[Cinema] A Culpa é das Estrelas (2014)


The Fault in our  stars

EUA, 2014

126 min

Drama, Romance

Direção: Josh Boone

Roteiro: Scott Neustadter, Michael H. Webe, John Green (romance)

Estrelando:  Shailene WoodleyAnsel ElgortNat Wolff






Não vou contar novamente do que se trata a história porque muita gente já sabe e porque eu já escrevi na resenha do livro aqui. Eu amei o livro porque ele não não conta somente uma história de amor, mas uma história sobre viver sabendo que nem tudo são flores, que há dor, perda e que a morte é inevitável. É uma história cujos personagens vivem momentos difíceis das suas vidas, fazem questionamentos existenciais e não se iludem esperando milagres. Eles sabem que vão morrer em pouco tempo e procuram fazer com que suas curtas existências sejam bem vividas. Eles amam, realizam sonhos, se apoiam um no outro e estão em paz com o destino inevitável. O filme é muito fiel à história original. Houve pouquíssimas mudanças e a essência do livro não se perdeu. 

Gostei muito de todos os atores e me apaixonei novamente pelo Gus. Quando soube que Ansel Elgort faria o papel de Gus, fiquei com um pé atrás, mas mudei de opinião porque ele foi perfeito! Lindo e cheio de personalidade. Além disso a química entre os protagonistas é incrível! O drama, a intensidade e o humor do livro mais uma vez me conquistaram. Nem preciso dizer que chorei muito, né? Chorei do início ao fim! No momento em que Gus e Hazel se conheceram eu já comecei a chorar. Em parte porque eu já sabia o que aconteceria e em parte porque os atores me emocionaram com suas atuações. De maneira geral eu já choro mais assistindo a filmes do que lendo livros porque eu me emociono a personificações dos personagens, com o trabalho dos atores. Então eu chorei um pouco lendo o livro, mas o filme partiu meu coração! 

Mas houve também momentos muito engraçados durante o filme todo. Ansel Elgort conseguiu encarnar todo o sarcasmo e humor negro sutil de Gus. Ri muito com as ótimas tiradas de Gus e Hazel. O roteiro foi muito bem escrito mantendo as frases deliciosas que todos os fãs do livro já decoraram. Algumas cenas foram muito hilárias, como a que Gus, Hazel e Isaac se vingam da ex namorada de Isaac. Adorei!

Lindo, lindo!  Eu não mudaria nada!

Avaliação: ★★★★ 

Beijos e até a próxima. :**

segunda-feira, 7 de julho de 2014

[Cinema] Dicas de filmes 005



Transcendence, 2014



Will Caster (Johnny Depp), um cientista que trabalha com inteligência artificial, sofre um atentado de um grupo terrorista que quer acabar com a inteligência artificial. Ele descobre que foi contaminado com radiação e tem pouquíssimo tempo de vida. Com a ajuda de sua mulher  e parceira de pesquisa Evelyn (Rebecca Hall), ele faz um upload das sua mente (ondas elétricas emitidas pelos seus pensamentos). Assim que morre, sua esposa começa a se comunicar com ele. Em pouco tempo, Will Caster se conecta com todas as redes de bancos, bolsa, e tudo o mais que está disponível na internet e manipula tudo a seu favor. Evelyn tem que fugir dos terroristas, então ela vai para um cidade pequena e lá constrói, com a ajuda do marido uma grande empresa e um super computador. Em pouco tempo a inteligência de Will se expande e ele desenvolve a nanotecnologia capaz de curar e recriar partes de corpo humanas e de conectar as pessoas à sua rede. A fome de poder e tecnologia de Will não tem limites e Evelyn se vê em um impasse. Enquanto isso, os terroristas procuram uma maneira de barrar a tecnologia de Will. 
Eu gostei do filme, mas esperava mais. O filme é lento, melancólico, com uma fotografia escura que dá um clima perturbador ao filme. Achei o roteiro cheio de furos e forçado, mas a ideia interessante. Não é um grande filme, mas valeu a pena assistir mesmo assim. A direção é de Wally Pfister e o roteiro é de Jack Pavlen.

Avaliação: ★★★

Noé (Noah), 2014



Este filme o diretor Darren Aronofsky, reconta a história bíblica de Noé. O filme é uma adaptação da graphic novel de Aronofsky, Ari Handel Niko Henrichon. Eu gostei muito do filme principalmente por causa da produção impecável, fotografia lindíssima, efeitos especiais belíssimos, figurino, cenários, tudo perfeito e também pelos atores que fizeram um grande trabalho em cena. Mas o roteiro falha em alguns pontos. Eu já não sou grande fã dessa história, e o roteiro mudou algumas coisas que a tornaram ainda mais inverossímil e falha. Como, por exemplo, o fato de só um dos filhos de Noé ter uma mulher. Na história original, os três filhos têm esposas o que justifica como a terra foi repovoada depois do dilúvio. Além disso o Noé do filme é ainda mais fanático, cruel e capaz de qualquer coisa, repito, qualquer coisa, para cumprir a sua missão.
(atualização) Como bem colocado pela blogueira Aleska no blog A Menina das Idéias, essa mudança pode ter sido feita para se questionar o fanatismo religioso que existe até os dias de hoje que faz com que pessoas usem a religião para justificar atos injustificáveis. Mas na minha opinião, as mudanças tornaram a história sem sentido e com furos.
Tive ódio de Noé no filme. Mas tive muita vontade de dar colo para o Ham (Logan Lerman). Mesmo assim eu adorei. Russel Crowe como Noé, Jennifer Connelly como Naameh, esposa de Noé, Emma Watson como Ila, nora, Logan Lerman como ham e Anthony Hopkins (melhor ator do mundo) como Mathuselah arrasaram! Se não assistiu ainda, assista!

Avaliação: ★★★ 3,5

Rio 2, 2014




 Nessa continuação de Rio, Tulio (Rodrigo Santoro) e Linda (Leslie Mann) vão à Amazônia pesquisar a existência de aves. Então Blu (Jesse Eisenberg) e Jewel (Anne Hathaway) resolvem fazer uma viagem em família para lá também. Chegando na Amazônia, Jewel reencontra sua família vivendo num refúgio paradisíaco onde as aves se escondem dos humanos. Tudo parece perfeito, mas um perigo ameaça esse paraíso perdido. Filme muito lindo! Gostei ainda mais do que o primeiro. O diretor Carlos Saldanha fez um trabalho incrível! Recomendo muitíssimo.

Avaliação: ★★★★

Sob a pele (Under the skin), 2013



Nesta ficção científica perturbadora, Scarlett Johansson é uma alienígena vestida de pele humana que seduz homens para atraí-los para a morte para, o que parece, se alimentar deles. Porém ao conviver com humanos dentro de uma pele humana, a alienígena começa a adquirir sentimentos pelos humanos como compaixão, medo, afeto. Filme estranho, escuro, perturbador com uma trilha sonora aflitiva muito bem apropriada. Gostei muito, mas acho que é o tipo de filme que não vai agradar muita gente. Para quem gosta de ficção científica, vale a pena. A direção é de Jonathan Glazer e quem assina o roteiro é Walter Campbell. O filme é uma adaptação do romance "Sob a Pele" de Michel Faber. Recomendo!

Avaliação: ★★★★ 

O Homem do Futuro, 2011




Como eu não tinha assistido a esse filme ainda? Dei muitas gargalhadas. O filme é uma comédia nacional deliciosa com uma trama de ficção científica que conta a história de Zero (Wagner Moura), um professor e pesquisador de física fracassado e obcecado em descobrir uma nova foma de energia. Além disso ele não esquece a humilhação que sofreu 20 anos antes, no início da faculdade, quando a garota que ele amava, Helena (Alinne Moraes) o ridicularizou na frente de todos durante uma festa a fantasia. Desobedecendo ordens da sua chefe Sandra (Maria Luísa Mendonça), Zero usa a sua invenção numa experiência para provar ao mundo que é o grande gênio e sem querer volta no tempo, 20 anos antes, no dia da festa. Agora Zero vai tentar mudar o passado, mas o resultado não é o que ele esperava. Comédia excelente de Cláudio Torres que me fez rir do início ao fim. Super recomendo para quem quer dar boas risadas.

Avaliação: ★★★★  

Terra Tranquila (The Quiet Earth), 1985



Neste filme de 1985, Zac (Bruno Lawrence) acorda um dia e descobre que está sozinho no mundo. Todas as pessoas desapareceram. No início ele se diverte com a possibilidade de fazer o que quiser: andar pelado na rua, usar roupas de mulher, saquear lojas, não ter nenhuma obrigação, nem rotina, mas então começa a se sentir sozinho. Pouco tempo depois encontra mais duas pessoas que por algum motivo desconhecido, também não desapareceram. O filme, apesar de ter poucos recursos visuais e tecnológicos, é muito bom porque aborda assuntos interessantes que envolvem o fato de estar sozinho ou quase sozinho no mundo. Gostei de assistir. A direção é de Geoffrey Murphy e o roteiro de Bill Baer, Bruno Lawrence e Sam Pillsbury baseado no romance homônimo de Craig Harrison.

Avaliação: ★★★★

Rebecca: a mulher inesquecível (Rebecca), 1940



Nesse clássico de suspense do incrível Alfred Ritchcock, uma moça humilde se envolve e se casa com o milionário e viúvo Maxim de Winter (Laurence Olivier) que perdeu a primeira esposa em circunstâncias misteriosas. Ao se mudar para a mansão do marido a nova esposa, que não tem nome próprio no filme e é chamada somente de sra. de Winter, se depara com uma casa cheia de "fantasmas" de Rebecca, a primeira sra. de Winter. Todos os empregados falam dela como uma mulher lindíssima e adorável, tudo na casa tem as iniciais dela e o marido recusa-se a falar sobre o que aconteceu. Especialmente a estranha governanta demonstra ter uma adoração fora do normal pela antiga patroa. A nova sra. de Winter se consome cada vez mais de ciúme e insegurança enquanto as circunstância da morte da primeira sra de Winter se torna um mistério a ser desvendado. A direção de Hitchcock, como não podia deixar de ser, é genial! A cada cena o espectador se vê envolvido em um suspense de tirar o fôlego. Sou suspeita para falar porque sou fã de carteirinha do diretor, mas recomendo como recomendo toda a obra dele.  Assistam. É imperdível!

Avaliação: ★★★★★ 

P.S. O filme é uma adaptação do romance homônimo de Daphne du Maurier e dizem que é um plágio do livro "A Sucessora" da autora brasileira Carolina Nabuco. Eu pretendo ler os dois livros para dar a minha opinião.

É isso. Esses foram os filmes que eu vi no cinema e em casa nas últimas semanas. Vocês assistiram a algum? O que acharam?

Até mais. 
Beijos e boas leituras. :**


Série de TV - Raised by Wolves

Terminei de assistir ontem à nova série original HBO Max. Já vou começar dizendo que recomendo para quem gostou de Battlestar Ga...