domingo, 22 de junho de 2014

Os Homens que Não Amavam as Mulheres - Stieg Larsson


"Na Suécia, 18% das mulheres foram ameaçadas por um homem pelo menos uma vez na vida." p.15


LARSSON, Stieg. Os homens que não amavam as mulheres. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. Título original: Män som hatar kvinnor. 528 p.

Os Homens que Não Amavam as Mulheres é um triller polocial e o primeiro volume da trilogia Millennium que tem como protagonistas o jornalista e editor chefe da revista Millennium, Mikael Blonkvist e a hacker Lisbeth Salander.

Mikael Blonkvist foi condenado a três meses de prisão por difamação depois que publicou uma reportagem em que acusava Wennerström de crimes financeiros, mas sem ter provas disso. A revista Millennium entrou em crise porque perdeu a credibilidade junto aos seus patrocinadores. Mikael, junto com sua sócia Erika com quem tem um caso, decide então se afastar da revista por um tempo. Justamente nesse momento, Mikael recebe uma proposta inusitada de um empresário sócio de um grande grupo empresarial, Henrik Vander. Ele oferece a Mikael uma grande quantia para que ele faça um trabalho para ele que deve permanecer em sigilo. Para todos os efeitos ele escreverá uma biografia da família Vanger, mas por trás disso ele deverá investigar o desaparecimento da sobrinha de Henrik, Harriet Vanger, há 40 anos. Harriet desapareceu sem deixar vestígios e em 40 anos, ninguém conseguiu chegar perto de solucionar o caso. Além do dinheiro, Henrik Vanger oferece a Mikael, provas que podem incriminar Werneström.

Lisbeth Salander é uma jovem hacker, inteligente, punk, cheia de atitude e muito talentosa que faz trabalhos como freelancer para a empresa de Dragan Armanskij. Entre outros trabalhos, Lisbeth investiga Mikael Blomkvist a pedido do advogado de Henrik Vanger, Dirch Frode.

Mikael aceita o trabalho e se muda para uma cabana ao lado da casa de Henrik Vanger. Depois de conhecer quase toda a família Vanger que vive na ilha onde onde Herriet desapareceu  e de analisar fotos do dia do desaparecimento, Mikael consegue encontrar evidências de que algo muito sinistro está relacionado ao desaparecimento de Harriet. 

É aí que Lisbeth se junta a Mikael na investigação e os dois se envolvem em uma trama perigosa e macabra. Os dois tornam-se amigos. Por razões muito pessoais Lisbeth se sente muito envolvida na investigação. Mikael se sente instigado e torna a missão um desafio pessoal. 

Os acontecimentos não deixam o leitor tirar os olhos do livro. Confesso que no início me entediei. As primeiras 150 páginas foram massantes. Porém, daí em diante, a história ganhou ritmo e ficou cada vez mais interessante. Demorei mais de uma semana para ler a primeira metade do livro (em parte porque estou lendo outros 5 livros rsrs), mas li a segunda metade em dois dias. Incrível, forte, intenso, chocante, brutal são os adjetivos que melhor descrevem essa história. Os personagens são muito bem construídos. Conhecemo-nos aos poucos através de acontecimentos no próprio presente que mostram como eles agem, sentem, vivem, reagem às mais diversas provações. Lisbeth Salander é incrível! Ela sofre muito, mas não abaixa a cabeça. É uma lutadora.

A Narração é em terceira pessoa com um narrador onisciente. A linguagem é fluida, embora as primeiras páginas contenham muitos termos técnicos. Mas depois isso muda e a leitura flui facilmente. Uma curiosidade, o título orginal em sueco significa "Os homens que odeiam as mulheres". Título muito melhor, diga-se de passagem. Recomendo muito! Leiam!

Avaliação: ★★★★ 

Assisti às duas adaptações do livro para o cinema e gostei muito das duas. Uma sueca e outra americana. Vale a pena assistir aos dois filmes.









Até mais. 
Beijos e boas leituras. :**


sábado, 14 de junho de 2014

[Cinema] Maléfica (2014)


Maleficent 

EUA, 2014

Drama, Fantasia, Aventura, Infanto-Juvenil

Direção:  Robert Stromberg

Roteiro:  Linda WoolvertonCharles Perrault (baseado no conto "La Belle au bois dormant")

Elenco: Angelina JolieElle FanningSharlto Copley, Sam Riley







Contém Spoilers do filme! Leia por sua conta e risco!

Amo recriações de contos de fadas e não poderia deixar de assistir Maléfica que é uma nova versão de A Bela Adormecida estrelada por Angelina Jolie que eu amo, amo, amo! Sou fã super declarada da atriz desde sempre! Eu gostei muitíssimo do filme, mas tive dificuldade de escrever sobre ele porque não via como fazê-lo sem dar spoilers. Então resolvi escrever a resenha livremente sem me preocupar com os spoilers.

No filme somos introduzidos à história de Maléfica (Angelina Jolie) que, ao contrário da história original e do filme da Disney, não é uma bruxa má, mas uma fada que teve seus motivos (muito fortes e justos) para odiar o rei e por isso lançou a maldição contra a princesa Aurora (Elle Fanning). Conhecemos uma Maléfica criança que vivia no reino das fadas e que ao conhecer um garoto humano, Stephan, se encantou por ele e se apaixonou perdidamente. Maléfica acreditava no amor verdadeiro, mas já adulta foi cruelmente traída e deixou de acreditar. Stephan (Sharlto Copley), um homem muito ambicioso, tornou-se rei, casou-se e teve uma filha. Movida pela dor e pela vingança, Maléfica foi ao batizado da menina e lançou uma maldição que ninguém poderia desfazer. Antes de completar 16 anos, Aurora furaria o dedo no fuso de uma roca e adormeceria para sempre, podendo ser acordada somente por um beijo de amor verdadeiro.

O rei manda sua filha para longe aos cuidados de três fadas pixies que se escondem na floresta e se disfarçam de humanas para cuidar da menina. Porém, Maléfica descobre para onde elas foram e acompanha o crescimento da menina de longe. Ao ficar adolescente, Aurora encontra Maléfica e diz que sempre sentiu sua presença perto dela e a chama de fada madrinha. Sem saber da maldição, Aurora se afeiçoa à "madrinha" e a partir daí surge uma relação maternal entre as duas.


Angelina Jolie está fantástica no papel de Maléfica, perfeita! Além de indescritivelmente linda  (já disse que sou fã de carteirinha). Ela conseguiu transmitir toda a dor da traição e da violência sofrida, mas também soube demonstrar a ternura e o afeto da personagem e dar o toque de humor que algumas cenas exigiram. Elle Fanning é linda demais, uma perfeita Aurora. Gostei muito dessa versão, de conhecer a história de Maléfica que se tornou uma personagem muito mais complexa e interessante. Achei muito legal que a história enfatizasse que as pessoas não são puramente boas, nem puramente más. O desfecho da história de Aurora foi lindo e mostrou que princesas não precisam ser salvas por príncipes encantados e que o amor é muito mais do que uma relação romântica. Palmas para a Disney que mais uma vez deixou de lado os clichês (já tinha feito isso em Valente e Frozen). Mas desta vez achei ainda mais importante porque A Bela Adormecida é uma história extremamente machista onde a personagem principal é completamente passiva e dependente do príncipe encantado para viver. Além disso abordou o tema da violência contra a mulher numa cena forte e belíssima perfeitamente interpretada por Angelina Jolie. 


Além de Maléfica, Aurora e Stephan (como eu odiei esse rei!), outros personagens dão uma graça especial ao filme. As fadas pixies são muito engraçadas e o corvo Diaval (Sam Riley) é muito divertido (e fofo).
Além do ótimo roteiro e bons personagens, o filme também conta com efeitos especiais, maquiagem e figurinos impecáveis! Amei principalmente os figurinos da Maléfica e a maquiagem que deixou o rosto de Angelina Jolie com um ar sobrenatural e sombrio. Mas todo o figurino é impecável! A cena final com o dragão foi maravilhosa. A fotografia é lindíssima também! Os cenários, ainda que feitos por computação gráfica, são maravilhosos! O filme agrada a todas as idades. Amei e quero assistir novamente! Lindo!

Avaliação: ★★★★★ 

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Até mais. Beijos. :**


sexta-feira, 13 de junho de 2014

Citação 010



"Que os homens choram com tanta frequência e tão sem razão quanto as mulheres, Orlando sabia por sua própria experiência como membro do sexo oposto; mas estava começando a se dar conta de que mulheres deviam se mostrar chocadas quando os homens exibem suas emoções na presença delas, e por isso ficou chocada."

WOOLF, Virginia. Orlando. São Paulo: Penguin Classics Companhia das Letras, 2014. p173.

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