Dirigida por Ridley Scott e estrelada por Travis Fimmel (o Ragnar de Vikings), a série "Raised by Wolves" se passa num futuro em que a Terra foi devastada por uma guerra entre ateus e mitraistas (uma religião monoteísta de origem romana bem parecida com o cristianismo em alguns aspectos).
A população foi quase dizimada e os mitraistas remanescentes, na esperança de salvar a humanidade, partem expedição, que durará 13 anos, numa grande nave com adultos e crianças, rumo a um planeta supostamente desabitado e apto para a vida humana. Para isso entram num estado de hibernação. Porém um hacker ateu, com outros planos, captura uma androide construída pelos mitraistas para ser uma máquina de guerra e a reprograma para ser uma cuidadora. Ele envia a androide cuidadora e mais outro andróide mais simples numa pequena nave bem mais veloz com 12 embriões congelados e tecnologia de útero artificial para esse novo planeta. A missão dos dois andróides, Mãe e Pai, como são chamados, é criar as 12 crianças sem religião e tornar o novo planeta uma colônia sem religião e sem guerra. Mas claro que os planos não saem como esperado para nenhum dos lados.
Embora aborde temas já bastante explorados, a série surpreende ao mesmo tempo em que tem um ar de tributo à obra de Ridley Scott e faz referências a "Alien", "Aliens", "Blade Runner" e me fez pensar em "Battlestar Galactica" e "Solaris". Gostei bastante do embate entre religião e não religião, da temática do que é ser humano, humano versus máquina da atmosfera de terror e mistério, as alegorias a Eva e a serpente, intolerância e muitas outras coisas. Mal posso esperar pela segunda temporada.