quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Aniversário de 1 ano do blog






Para tudoooo!
O blog fez 1 ano dia 19 e eu nem lembrei de comemorar!
Que feliz - 1 ano de muito amor e dedicação! Mesmo que não consiga me dedicar tanto quanto eu gostaria porque tenho muitas outras coisas para fazer: trabalhar, estudar, cuidar da minha casa e dos meus gatos, dançar, escrever etc.
Obrigada a todos os amigos blogueiros e leitores que acompanharam o blog neste tempo e que tiveram paciência para ler os posts. O aniversário é de vocês também! :)

Até mais.
Beijos. =**


terça-feira, 27 de agosto de 2013

Cidade de Vidro - Cassandra Clare



ATENÇÃO: contém spoilers sobre os dois primeiros livros da série. 

CLARE, Cassandra. Cidade de vidro. Rio de Janeiro: Galera Record, 2012. 474p.  Título original: City of glass: The mortal instruments.

- Não sou um anjo, Jace - repetiu ela. - Não devolvo livros de biblioteca. Faço downloads ilegais de música na internet. Minto para a minha mãe. Sou completamente normal. p.195.

No terceiro volume da série Instrumentos Mortais, Clary precisa salvar sua mãe e para isso deve viajar para Alicante, capital de Idris e encontrar um feiticeiro que tem a cura para o coma de Jocelyn. Enquanto isso, Valentim se aproxima cada vez mais de seus propósitos e Jace tem que lutar contra o sentimento que nutre pela irmã. Neste livro, a origem de Jace é desvendada, assim como a origem dos caçadores de sombra é melhor trabalhada.

É um livro mais intenso que os outros porque os personagens principais têm sentimentos conflitantes tanto um pelo outro quanto por Valentin. Os caçadores de sombra correm perigo e Jace tem que tomar uma importante decisão. E ele a toma contaminado pelo sentimento de profunda tristeza e desespero causados pelo amor proibido que sente por Clary.

- Se você está sendo castigado - disse Clary -, então eu também estou. Porque todas essas coisas que voce disse que sentiu, eu também senti, mas não podemos... Temos que parar de nos sentir assim, é a nossa única chance. p.295.

Clary está cada vez mais forte e decidida e entende mais sobre seu poder. Através de sua mediação, os caçadores de sombra e os membros do submundo têm um importante papel na luta contra Valentim e seu exército.

É também um livro mais ousado, romântico e sensual, embora previsível. Adorei como o romance principal se desenrolou e como os segredos foram revelados apesar de que já estava na cara quais eram esses segredos. E o romance secundário entre Alec e Magnus também foi uma agradável surpresa na série.

Outros personagens tiveram importância fundamental no desfecho da história: Simon, Isabelle, Amatis, irmã de Luke, e Sebastian (ótimo personagem). E sim, considero este livro um desfecho. As pontas foram amarradas e as tramas principais tiveram o fim merecido.

Há pouco tempo descobri que Instrumentos Mortais era mesmo para ser uma trilogia, mas a pedido dos fãs, Cassandra Clare escreveu mais três livros para a série. No momento não estou empolgada em ler os outros, apesar de já ter até o quinto. Mas vou ler em algum momento considerando uma segunda trilogia. As capas são todas lindíssimas! Sou apaixonada por todas elas!

A narração é em terceira pessoa, a linguagem é fluida e bem humorada e cheia de diálogos divertidos. O ponto fraco do livro é a previsibilidade. Desde o início ficou claro para mim o que iria acontecer. Outro ponto fraco é a maneira superficial como a história de Valentim é trabalhada. Acho que ele era um personagem com muito potencial, mas que se perdeu. O ponto forte são mesmo os diálogos divertidíssimos cheios de sarcasmo entre os personagens. Delicinha!

Recomendo para quem busca entretenimento despretensioso com romances fofos, humor, fantasia, anjos, demônios, vampiros, lobisomens, fadas, ação, mas sem muitas surpresas.

Avaliação: ★★★ 

Série Instrumentos Mortais:

Cidade de Vidro
Cidade dos Anjos Caídos
Cidade das Almas Perdidas
Cidade do Fogo Celestial (ainda não publicado)

Até a próxima.

Beijos. =**

P.S. Apaguei a resenha sem querer e tive que reescrevê-la toda! Arghhhh.  #quemnunca?

domingo, 18 de agosto de 2013

Citação 004



"Até que os leões inventem suas próprias histórias, 
os caçadores serão sempre os heróis das narrativas de caça."

Provérbio africano 
In: COUTO, Mia. A confissão da leoa. São Paulo: Companhia das Letras, 2012

sábado, 17 de agosto de 2013

[Série de TV] Continuum (2012 - ) Parte 2



Fiz um post sobre a série Continuum meses atrás (link aqui), mas falei de forma superficial sobre o enredo da série. Desta vez pretendo escrever sobre o que tenho pensado dos rumos que ela vem tomando. Como disse antes:

Continuum começa no ano de 2077. Um grupo de terroristas é condenado à morte pelo assassinato de milhares de pessoas, mas planeja uma fuga perfeita: eles viajam no tempo e fogem para o passado (2012). Durante a fuga, por acidente, a agente Kiera Cameron (Rachel Nichols) viaja com eles contra a sua vontade. Agora Kiera quer impedir os terroristas de dominarem o mundo no passado (nosso tempo) e descobrir uma maneira de voltar ao futuro sem que ele se modifique pois ela tem marido e filho para quem quer voltar. 

(...)Quando Cameron chega ao nosso tempo, ela descobre que o inventor de todo esse sistema é um adolescente, Alex (Erik Knudsen). Juntos eles formam uma parceria. Cameron também se infiltra na polícia local e, junto com seu parceiro Carlos (Victor Webster), investiga a ação dos terroristas. Estes criaram o grupo Liber8, comandado por Edouard Kagame (Tony Amendola), que recruta jovens e outros criminosos alegando que eles serão libertos do sistema.

 (...)  A maior parte da série se passa nos nossos dias, mas as cenas são intercaladas com algumas do futuro, antes da viagem no tempo, que explicam as motivações dos personagens e o funcionamento do sistema criado por Alex.
 
Bem, acho que o mais importante que a segunda temporada mostrou é que as intenções do grupo Liber8 não são bem o que pareciam antes. Notamos a cada episódio que eles talvez não sejam exatamente terroristas, mas ativistas denunciando as violações de um estado abusivo que restringe a privacidade e liberdade dos indivíduos. Conhecemos um futuro em que criminosos perdem o direito ao que tempos de mais precioso - a capacidade de pensar. Eles são obrigados a viver em estado quase vegetativo e a trabalhar de forma mecânica na empresa que criou toda essa tecnologia. E os próprios agentes policiais têm todas as suas experiências de vida gravadas e acessadas facilmente pelo governo. É esse futuro assustador e distópico que os integrantes do Liber8 querem mudar. Mas será que vale a pena mudar o passado para melhorar o futuro? Ou melhor, seria correto ou ético provocar essa mudança? Que consequências terríveis isso poderia acarretar?

Cameron, por um lado é a "mocinha" da história que só quer voltar para casa, mas trabalha para esse governo e quer destruir o Liber8. Mas ela pensa que eles são realmente terroristas. Na visão dela, de agente do governo, ela está fazendo a coisa certa. Além disso ela tem uma motivação pessoal para isso: manter o mundo como está para que no futuro ela ainda encontre sua família. Ninguém é só "mocinho" nem só vilão nessa história. Mesmo quem tem boas intenções usa de meios questionáveis para chegar aos seus objetivos. Inclusive Cameron que tortura e mata para conseguir o que quer.

A segunda temporada terminou deixando muitas questões em aberto, muitas dúvidas e muito pano pra manga. Grandes revelações foram feitas, todos os personagens passaram por uma transformação e tiveram que repensar suas opiniões sobre em que lado estão (e acho que os espectadores também!). Mal posso esperar pela terceira temporada, já confirmada para o ano que vem.

Sério, assistam! É muito boa! Para quem já curte ficção científica é obrigatória. Para quem não liga tanto para o gênero, o que tenho a dizer é que assistam mesmo assim porque a trama é inteligente, misteriosa e de tirar o fêlogo!

Até mais.
Beijos. :**


quarta-feira, 14 de agosto de 2013

O Pessegueiro - Sarah Addison Allen


ALLEN, Sarah Addison. O Pessegueiro. São Paulo: Planeta, 2013. 246p. Título Original: The peech keeper.

Felicidade siginifica correr riscos. Ninguém dissera isso a Paxton. Era como se fosse um segredo que o mundo estava lhe escondendo. Paxton não corria riscos, ao menos não quando estava sóbria. p.218

Willa Jackson tem quase 30 anos e é de uma família tradiconal, porém falida da cidade de Walls of Water. Ela mora sozinha e tem uma loja de material esportivo e um café. Enquanto que Paxton mora com os pais e é a socialite de vida aparentemente perfeita. Aquela que foi rainha do baile na escola e é amada e invejada por todos. Elas estudaram juntas no ensino médio, mas suas vidas são completamente diferentes. Paxton faz parte do Clube Social Feminino, fundado por sua avó e pela avó de Willa. E está organizando um baile em comemoração aos 75 anos do clube. Paxton convida Willa para ir ao baile e homenagear sua avó que agora vive em uma casa de repouso assim como a avó de Paxton. Willa não se sente muito confortável com o convite pois acredita que não faz parte daquele mundo.

O irmão gêmeo de Paxton, Colin, é um paisagista e volta à cidade para ajudar na comemoração. Ele decide plantar um enorme e antigo carvalho na mansão Blue Ridge Madam, onde ocorrerá o baile, e para isso precisa retirar o pessegueiro que cresceu perto do despenhadeiro. Quando o pessegueiro é retirado, alguns objetos muito antigos são retirados do solo, inclusive um álbum de recortes de jornal datados de 75 anos atrás. Logo depois o corpo de um homem é encontrado. Ninguém imagina o que pode ter acontecido na mansão que no passado fora da família de Willa. Nem quem é o homem enterrado lá. Esse mistério aproxima Colin e Paxton de Willa. Enquanto isso, Paxton está apaixonada por Sebastian, seu melhor amigo que ela acha que é gay.

O pessegueiro é a história de como duas histórias de amor acontecem e do nascimento de uma forte amizade entre Willa e Paxton. É também a história de duas grandes amigas de 75 anos atrás, de um grande segredo e de uma cidade. Os personagens são muito bem construídos. A adolescência e a história de suas famílias serve para embasar a construção de suas personalidades.

Muito romance de tirar lágrimas (o que não  acontece muito comigo quando leio), amizades tocantes, um mistério de grudar o leitor nas páginas e um clima de magia e sobrenatural bem sutil no ar. Assim eu descrevo O Pessegueiro. Amei muitíssimo. Uma das melhores leituras do ano. Certamente a que mais me emocionou. A narração é em terceira pessoa, a escrita de Allen flui maravilhosamente bem, apesar de no início a história ser um pouco lenta. Mas já quero ler outros livros dela.

Além disso a capa é maravilhosa. A diagramação é lindíssima. Cada começo de capítulo, o texto aparece em forma de uma xícara de café e em cima da folha tem um galho de pessegueiro. Em cada capítulo, um galho diferente. Muito capricho da editora Planeta! As folhas são amareladas e com uma letra de ótimo tamanho.



Avaliação: ★★★★ ♥ (merecia vários corações) =)

Até mais.
Beijos. =**

P.S. Para a Nanda do Super Bookaholic: esse tem flores e corações como você gosta. :)


domingo, 11 de agosto de 2013

Citação 003


"Afinal, o velho Vitalício não mentia assim tanto na sua visão apocalíptica. Porque ele tinha razão: o mundo termina quando já não somos capazes de o amar." 

COUTO, Mia. Antes de Nascer o Mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.  p.241

Resenha do livro aqui: Antes de Nascer o Mundo
 
Até mais
Beijos.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

O Ladrão de Raios - Rick Riordan



RIORDAN, Rick. O Ladrão de Raios. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2009. 400 p. Título original: The ligthning thief.

Olhe, eu não queria ser um meio-sangue.
Se você está lendo isso e acha que pode ser um, meu conselho é o seguinte: feche este livro agora mesmo. Acredite em qualquer mentira que a sua mãe ou seu pai lhe contou sobre seu nascimento, e tente levar uma vida normal. p.9

Com a aproximação do filme O Mar de Monstros, adaptação do segundo livro da série Percy Jackson e os Olimpianos, resolvi começar a ler a série que começa com O Ladrão de Raios.

Percy Jackson achava que vivia uma vida normal, apesar de alguns acontecimentos estranhos de vez em quando. Vivia com a mãe e seu detestável padrasto. O pai sumira no mar logo após seu nascimento e nunca mais voltara. Essa era a história que sua mãe contava. Um dia na escola viu monstros e outras coisas estranhas e logo depois foi expulso. Mas foi numa viagem com a mãe a uma praia que tudo mudou. Percy é atacado por monstros terríveis e sua mãe morre. Percy encontra alguns amigo que o levam a um acampamento com outras crianças como ele.

No acampamento, descobre que é um meio-sangue ou semi-deus. Filho de um dos grandes deuses do Olimpo. Descobre que seu professor é um centauro e que seu melhor amigo Grover é um sátiro, filho de Pã e tem patas de bode as quais ele nunca tinha visto. Conhece Anabeth, filha de Atena e logo descobre que seu pai é Poseidon, o deus do mar. Os personagens são todos engraçados e bem humorados.

Percy recebe uma missão, resgatar  o raio-mestre de Zeus que foi roubado e provar que não é ele o ladrão de raios. A partir daí sua vida vira uma sucessão de aventuras perigosas com monstros atrás dele tentando destruí-lo e impedi-lo de cumprir sua missão. Minotauro, Quimera, Medusa, Equidna e muitas outras feras da Mitologia grega fazem parte dessa aventura.

O livro é uma delícia. Divertido, engraçado, com muita ação e uma leveza incrível. A linguagem é fluida e simples, bem apropriada crianças e adolescentes. A narração é em primeira pessoa, pela voz de Percy Jackson. A diagramação é simples, mas bonitinha, com um pequeno tridente em cima de cada capítulo. As páginas são amareladas e com uma letra de bom tamanho. E a capa é linda! Aliás, as capas da série toda são.

Amei o livro! Não vou ler  a série toda de uma vez pra não enjoar, mas vou alternar um da série e outro diferente para terminar a série logo. Quem ainda não leu, leia! É muito divertido.

Avaliação: ★★★ 


Até a próxima.
Beijos. =**


sábado, 3 de agosto de 2013

O Jogo do Exterminador - Orson Scott Card



CARD, Orson Scott. O Jogo do Exterminador. São Paulo: Devir, 2006. 380 p.Título original: Ender's Game.

- Está se envolvendo demais com o jogo, Anderson. Está se esquecendo que o jogo é só um exercício de treinamento.
- Também é status, identidade, finalidade, nome. Tudo o que faz dessas crianças o que elas são, vem do jogo. Quando souberem que o jogo pode ser manipulado, influenciado, trapaceado, isso vai destruir toda a escola. Não estou exagerando. p. 136

Ender era um menino de apenas 6 anos quando foi aceito na Escola de Combate. Ele e seus irmãos são dotados de uma inteligência extraordinária, mas somente ele foi escolhido. Ele não sabe, mas acreditam que ele é que liderará a guerra contra os abelhudos (raça alienígena que parece descender de insetos que está em guerra com a Terra).

Na Escola de Combate, Ender participa de jogos de combate para treinar suas habilidades contra os inimigos e também tem muitas aulas. Logo Ender mostra que é muito superior aos outros colegas em combate e cada vez mais seus superiores acreditam que ele é o escolhido. Ele tem força, inteligência e intuição extraordinárias! Na escola, ele não tem tempo de ser criança. Querem que ele se torne um grande soldado e líder rapidamente, sem se importar com seus sentimentos. E ele desaba em alguns momentos porque tem que lidar com a saudade de casa, os seus medos e as consequências de seus atos sendo apenas um menino pequeno.

Mesmo tendo feito algumas amizades, Ender sente muita falta de família, especialmente da irmã Valentine, 1 ano mais velha que ele. Ela é a pessoa que ele mais ama no mundo. E ela também sente a falta do irmão. Também sente falta dos pais e do irmão mais velho, Peter, apesar de temê-lo. Peter é um menino cruel. Enquanto Ender treina na Escola de Combate, seus irmãos escrevem através de pseudônimos, artigos para provocar as pessoas, mas por trás disso têm grandes intenções. Peter quer dominar o mundo. Passam-se alguns anos desde o início do treinamento e o destino de Ender parece estar cada vez mais perto.

Descobri este livro depois de assistir ao trailer do filme baseado nele que estreará este ano. Eu adoro ficção científica. O mais legal desse gênero, quando bem executada, é que o cenário futurista as evoluções tecnológicas etc, são pano de fundo para se tratar de assuntos como política, psicologia, filosofia. E é o que acontece em O Jogo do Exterminador.  O livro trata de de política, guerra, psicologia muito profundamente e de forma divertida, com muita tensão. 

Achei algumas cenas de combate um pouco cansativas e esse foi um dos motivos pelos quais demorei a terminar o livro, mas gostei muito dele. A  linguagem é simples, os capítulos são curtos, mas não é um livro muito fácil porque fala de estratégias de guerra e política exigindo muita atenção. É escrito em terceira pessoa, mas tem muitos diálogos e usa  bastante o discurso indireto livre. Então lemos a história também através do pensamento dos personagens, principalmente de Ender.

É um livro excelente que vale a pena ser lido. Certamente lerei as continuações. Abaixo, o trailer do filme. Estou muito ansiosa pela estreia!

Avaliação: ★★★★ 



Até mais.
Beijos. =**

Série de TV - Raised by Wolves

Terminei de assistir ontem à nova série original HBO Max. Já vou começar dizendo que recomendo para quem gostou de Battlestar Ga...