- Mas, papai, ouça o que Munch falou.
Ele abaixou o jornal.
Localizei a citação no livro.
- Ele disse: "Do meu corpo apodrecido brotarão flores e estarei nelas e é isso a eternidade." Não é lindo?
Ele sorriu para mim. (p. 217)
A Vida em Tons de Cinza conta a história de uma família lituana que foi deportada da Lituânia para um campo de concentração na Sibéria durante o governo soviético de Stalin pouco antes da Segunda Grande Guerra. A história é contada em primeira pessoa por Lina, uma menina de 15 anos que adora desenhar e usa sua arte para se expressar e para sublimar o sofrimento vivido por ela, sua família e amigos. A narrativa alterna capítulos sobre a vida antes e depois da deportação da família de Lina.
Lina, sua mãe e seu irmão mais novo, Jonas foram retirados de sua casa à força e obrigados a fazer um longa viagem até a Sibéria onde tiveram que viver em um campo de concentração. Seu pai, também deportado, foi separado da família logo no início. Lina, a mãe e o irmão nunca perdem a esperança de encontrar o pai. Mas no campo de concentração convivem com a dor, a fome, os maus tratos, torturas, assassinatos de outros compatriotas. No campo de concentração, Lina também faz amigos e tem experiências riquíssimas. Todos aprendem a cooperar uns com os outros, conviver com as diferenças para juntos darem-se força para sobreviver. Lina aprende a suportar a dor, aprende a roubar e mentir para sobreviver, aprende a amar e a lutar pelos que ama.
Ruta Sapetys, é descendente de lituanos e foi à Lituânia para colher relatos sobre os campos de concentração na Sibéria. A partir desses relatos, ela compôs os personagens do livro. Ao final do livro a autora pede que os leitores estudem mais sobre o que aconteceu com a Lituânia, a Letônia e a Estônia nessa época e sobre as deportações para os campos na Sibéria. Eu fiquei com muita vontade de estudar mais sobre essa parte da História.
É uma história triste, pesada, sofrida. É um livro que dói! Mas é também uma história de esperança de um povo que sofreu, mas que não deixou de acreditar em um futuro melhor. É um livro para chorar do início ao fim, mas também para se emocionar com a esperança e o amor dessas pessoas. É um romance histórico voltado para um público jovem que conta uma passagem pouco falada da história mundial e também sobre amor e esperança. A linguagem é simples, fluida e a história prende o leitor. É muito emocionante e lindo! A capa é um atrativo à parte. Lindíssima!
Ruta Sapetys, é descendente de lituanos e foi à Lituânia para colher relatos sobre os campos de concentração na Sibéria. A partir desses relatos, ela compôs os personagens do livro. Ao final do livro a autora pede que os leitores estudem mais sobre o que aconteceu com a Lituânia, a Letônia e a Estônia nessa época e sobre as deportações para os campos na Sibéria. Eu fiquei com muita vontade de estudar mais sobre essa parte da História.
- A pipa sumiu no céu - disse Jonas.
- Exatamente. É isso que acontece quando as pessoas morrem. O espírito delas desaparece no céu azul - disse papai.
- Talvez vovó tenha encontrado a pipa - disse Jonas.
- Talvez - disse papai. (p. 223)
Avaliação: ★★★★★ ♥ Amei!!!
Até mais.
Beijos. :**
Nadia, está na minha lista faz um tempinho, mas não li ainda. Quero muito.
ResponderExcluirPelo que você disse é um livro lindo.
Beijos,
Carissa
www.carissavieira.com
É lindo, sim, Carissa. :)
ExcluirAcho que você vai gostar. Mas é muito triste também.
Beijos.
Eu sempre vejo esse livro no skoob, mas eu juro que nunca parei para ler e saber do que tratava. Nossa essa história deve ser emocionante. E realmente é uma passagem da história que eu pouco conheço, e também quase nunca vejo ninguém falar, vou pesquisar mais a respeito,
ResponderExcluirbjks
Juliana, é muito emocionante, mesmo. Vale a pena ler.
ExcluirBeijos.
Oi Na!
ResponderExcluirEu não li, mas pela sua resenha me pareceu um pouco como O diário de Anne Frank. Vou colocar na lista, que só cresce...
Beijos!
Fê
'O Diário de Anne Frank' é real, é não ficção. 'A vida em tons de cinza' é um romance mesmo. E são sobre povos diferentes. Mas sim, as situações vividas pelas meninas são semelhantes, embora diferentes. E a idade delas é próxima.
ExcluirAcho que se parece mais com 'A meninas que roubava livros' porque ambos são romances sobre a guerra e tem como protagonistas meninas adolescentes.
Leia sim. Você vai gostar. :)
Beijos.
Não precisa falar mais nada.
ExcluirNunca ouvi falar desse livro, mais me interesso bastante por esse tipo de estória ... Gostei bastante da sua resenha :]
ResponderExcluirhttp://soubibliofila.blogspot.com.br/
É bem bonito, Dayane. Leia sim.
ExcluirObrigada e bem vinda ao blog.
Beijos.
Livros assim são meu favoritos! Como assim nunca li este? aiaiaiai .... obrigado pela dica amore, está na minha listinha ;)
ResponderExcluirxoxo
http://amigadaleitora.blogspot.com.br/
Leia sim, Thais. Você vai gostar. :)
ExcluirBeijos.
Gosto demais de histórias de guerra. Sempre que leio histórias deste tipo fico impressionado com a ignorância do ser humano. Muitas lições podem ser aprendidas com livros assim.
ResponderExcluirEstou seguindo seu blog para acompanhar as atualizações e sempre que puder fazer uma visita.
Abraços
http://reaprendendoaartedaleitura.blogspot.com.br/
Segunda Guerra é um tema tão triste, mas que atrai tanto... Curiosamente, não me recordo de ter lido nenhum romance que se passa neste período, e senti vontade de me deparar com o universo frio - já proposto pela capa - de A Vida em Tons de Cinza! Adorei a resenha!
ResponderExcluirAbraço,
Vinícius - Livros e Rabiscos
Adorei sua resenha sobre esse livro, parabéns pela leitura.
ResponderExcluirLembro da época do lançamento desse livro, ele deve ser bem interessante. Confesso que acho interessante e importante sabermos sobre esse periodo para evitar ao máximo que ele se repita mas nao costumo ler no meu momento de lazer sobre ele. Mas valeu pela dica. Bjos
Que interessante! Não conhecia esse livro, parece ser daquele que precisamos ler com uns lencinhos! eu gosto de história, mas conheço pouco sobre a Lituânia! Vou anotar esse livro na minha lista de leitura!
ResponderExcluirBjs, Michele